<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184</id><updated>2012-01-29T01:47:23.201-02:00</updated><category term='show'/><category term='manifestos'/><category term='mixtapes supimpas'/><category term='jon foreman'/><category term='16 dias 16 posts'/><category term='lindo'/><category term='jornalismo'/><category term='mimimi'/><category term='woody allen'/><category term='clarice lispector'/><category term='filosofias inesperadas'/><category term='grey&apos;s anatomy'/><category term='gongue o clipe'/><category term='música'/><category term='photos'/><category term='nerd'/><category term='brógue'/><category term='chico buarque'/><category term='teorias'/><category term='tudão'/><category term='novela mexicana'/><category term='jonas brothers'/><category term='high school'/><category term='blog e afins'/><category term='odes'/><category term='tv'/><category term='sagas'/><category term='vídeos'/><category term='totalmente excelente'/><category term='conversa de botas batidas'/><category term='friends'/><category term='harry potter'/><category term='meme'/><category term='asteriscos'/><category term='farofa'/><category term='listas'/><category term='audrey hepburn'/><category term='futilidade pública'/><category term='máfia'/><category term='traumas de infância'/><category term='dois'/><category term='gordinha tensa'/><category term='beatles'/><category term='dedicatória'/><category term='cinema'/><category term='contos?'/><category term='sheldon cooper'/><category term='eu interior'/><category term='mulherzinha'/><category term='livros'/><category term='crônicas'/><category term='são paulo'/><category term='quiança'/><category term='uberlândia'/><category term='the oc'/><category term='antonio prata'/><title type='text'>so-contagious</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>349</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2614171377119653320</id><published>2012-01-27T22:07:00.002-02:00</published><updated>2012-01-27T22:09:02.206-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifestos'/><title type='text'>Manifesto contra a racionalização da diversão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9yljYrTJ4jc/TyM8INj3jFI/AAAAAAAAA_k/vgXs8-ccNjE/s1600/tumblr_lqagxzCHsB1r0nz8fo1_500.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-9yljYrTJ4jc/TyM8INj3jFI/AAAAAAAAA_k/vgXs8-ccNjE/s1600/tumblr_lqagxzCHsB1r0nz8fo1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou uma pessoa controladora e que pensa demais sobre absolutamente tudo. E isso é um saco. Até que me ajudava bastante na escola, porque vivo tanto na noia que mesmo se eu quisesse muito, não conseguia sair da linha com minhas obrigações. O bichinho que vive na minha cabeça, querendo desesperadamente por ordem e coerência em tudo que eu faço, não me deixava ter paz no coração se eu ia pra casa dormir ao invés de ir pra escola estudar. Eu até dormia durante a tarde, mas ficava até altas horas estudando pra compensar. Me ajudava. Duro é quando entro de férias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suponhamos que amanhã eu acorde com vontade de assistir Orgulho e Preconceito, um filme que já vi mais ou menos umas cento e quarenta e oito vezes. Vou pensar em assistir pela centésima quadragésima nona vez, mas o bichinho começará a me lembrar que eu ainda não vi nenhum dos filmes indicados ao Oscar; que eu estou com as duas primeiras temporadas de Modern Family, as quais preciso ver; que preciso engrenar a leitura daquele calhamaço de quase quinhentas páginas que comecei a ler ontem; que tenho que assistir Vamos Falar de Amor Sem Dizer Eu Te Amo?, para mimar a Analu, e também porque deve ser demais. Quem precisa assistir Orgulho e Preconceito pela centésima-quadragésima-nona vez quando se tem tanto a se fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entenderam o drama? Toda essa luta interna sobre o que devo fazer do meu tempo livre chega a me dar um cansaço físico. Juro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que devo fazer do meu tempo livre. Encontraram o erro na frase? Se o tempo é livre, o certo seria não ter obrigação nenhuma relacionada a ele. O tempo é livre, é meu, faço dele o que quiser. Correto e ideal seria passar um dia todo de boca aberta, deitada na cama, olhando pro teto, e me sentir perfeitamente bem em relação a isso. Mas eu não consigo. Não que eu não passe vários dias deitada na cama, de boca aberta, encarando o teto, faço isso até demais; a questão é que essa não-atividade sempre vem acompanhada de uma culpa que me consome, porque aí eu me lembro que ~deveria~ estar fazendo outras coisas "importantes" no meu tempo livre, o qual eu desperdicei encarando o teto do meu quarto. Quem tem mil coisas de verdade pra fazer deve estar achando isso tudo uma estupidez sem tamanho, mas vocês não fazem ideia de como isso me desgasta. Parece que eu não consigo me divertir de forma leve e despreocupada, e até quando eu faço coisas que eu gosto, como ver um filme, isso ganha certo tom de obrigação. Se eu assisto um filme indicado ao Oscar, parte de mim vai ficar aborrecida porque isso foi como uma obrigação, e outra ficará paradoxalmente bem porque eu fiz algo que deveria fazer. Tipo um dever de casa. Não é muito triste?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez uma das coisas que eu mais queira esse ano seja procurar de verdade pelo botão mute desse bichinho que vive na minha cabeça, para que eu possa ser mais livre e menos pilhada. Parei de fazer rankings pessoais de filmes e livros, e decidi que não vou ficar tentando bater meus recordes. Por isso que vou parar já com essa palhaçada de 16 dias 16 posts, porque essa ideia nada mais foi que minha faceta controladora falando alto. Eu estava à toa, o blog abandonado, por que não fazer uma gincana pessoal e individual para ver quão alucinantemente eu consigo postar? A maioria dos posts desse "projeto" foi escrita nas coxas, sem amor e sem vontade. Sentia uma espécie de depressão pós-parto imediatamente após postar, e sentia uma aflição ao entrar no blog, porque as coisas estavam forçadas demais. Sempre me orgulhei de nunca levar isso aqui a sério, e se eu quiser que ele continue sendo algo que me faz feliz, preciso parar com isso. Relaxar. Respirar fundo. Jogar a toalha lindamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, gostaria de deixar um beijo, um abraço e um aperto de bochechas para &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Analu&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://cucacult.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Jéssica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ternoazul.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Amanda&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitter.com/ADtw" target="_blank"&gt;Adônis&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://nothingbutasong.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Nicole&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://bonjourcircus.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Del&lt;/a&gt; e outras pessoas queridas que me leem na surdina, que se não estiveram presentes em todos esses 12 dias, estiveram aqui na maioria deles, me mimando, dando força, e fingindo não ver a falta de vontade com a qual eu estava escrevendo o post. Obrigada pela companhia, seus lindos. Se eu cheguei até aqui foi só para não decepcionar vocês, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se vocês me derem licença, vou ali assistir Orgulho e Preconceito pela centésima quadragésima nona vez. E não me esperem amanhã. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2614171377119653320?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2614171377119653320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/manifesto-contra-racionalizacao-da.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2614171377119653320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2614171377119653320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/manifesto-contra-racionalizacao-da.html' title='Manifesto contra a racionalização da diversão'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9yljYrTJ4jc/TyM8INj3jFI/AAAAAAAAA_k/vgXs8-ccNjE/s72-c/tumblr_lqagxzCHsB1r0nz8fo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-5526296071286676866</id><published>2012-01-26T23:39:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T23:40:47.401-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversa de botas batidas'/><title type='text'>Memes e mães</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia que soube da tal entrevista, minha mãe soltou essa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Filha, já liguei pra sua avó, falei pra ela avisar seus tios, e todo mundo no trabalho já está sabendo da entrevista. Segunda todo mundo vai te ver... menos a Camila." *risadinha discreta*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ah tá... quem é Camila, mãe?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A Camila, Anna!" *risos*&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ela não vai verHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHA porque tá noHAHAHAHAHA Canadá!!!!!!!!!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mães: não satisfeitas em fazer piada com o meme mais vencido e orkutizado do Brasil, conseguem a proeza de errar a piada e mesmo assim se divertir com ela como se fosse a coisa mais engraçada do mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que eu transformei isso no meu meme particular, porque apesar da confusão bonitinha eu não faço a linha de quem deixaria um deslize desses passar batido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-5526296071286676866?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/5526296071286676866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/memes-e-maes.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5526296071286676866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5526296071286676866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/memes-e-maes.html' title='Memes e mães'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-973744036690021168</id><published>2012-01-25T23:45:00.004-02:00</published><updated>2012-01-25T23:57:48.395-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máfia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulherzinha'/><title type='text'>Hoje quero falar de moda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(10/16)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se essa maratona insana que inventei de fazer só pra ter dor de cabeça e culpa não me der uma licença para falar nem que seja uma só vez de moda e mulherzice, pode parar tudo que quero descer. Há tempos a &lt;a href="http://www.irenafreitas.blogspot.com/2010/08/modismos.html" target="_blank"&gt;Irena fez um post&lt;/a&gt; bem amorzinho sobre as coisas que gosta de vestir e suas inspirações e eu guardei para fazer algo parecido. Hoje achei a oportunidade perfeita, e o fato de que passei quase todo o dia vendo fotos de gente bonita e bem vestida no Tumblr e blogs aleatórios só corrobora. Lancei a proposta na Máfia, mas quem gostar e ficar afim de fazer igual, might as well be my guest. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Três estilos que adoro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lEV2yNc28bY/TyCZKT8SnAI/AAAAAAAAA98/LsyI5n44vW4/s1600/1675u00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-lEV2yNc28bY/TyCZKT8SnAI/AAAAAAAAA98/LsyI5n44vW4/s640/1675u00.jpg" width="494" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Boho/Ciganismo arrumadinho&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3jVbNYRkX54/TyCT4pT_4LI/AAAAAAAAA90/Z5r9j7V0IFc/s1600/brick6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-3jVbNYRkX54/TyCT4pT_4LI/AAAAAAAAA90/Z5r9j7V0IFc/s640/brick6.jpg" width="425" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Boyfriend&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DM2q6FeJslY/TyCbGSLZwGI/AAAAAAAAA-E/u74zo4-pkNw/s1600/4726939540_196c16e7a5_o.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-DM2q6FeJslY/TyCbGSLZwGI/AAAAAAAAA-E/u74zo4-pkNw/s640/4726939540_196c16e7a5_o.png" width="426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Rock florzinha&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Musas e inspirações&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ihuUtStcPnI/TyCflmZoDKI/AAAAAAAAA-M/Gs6U0NmmTvI/s1600/alexa21.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ihuUtStcPnI/TyCflmZoDKI/AAAAAAAAA-M/Gs6U0NmmTvI/s1600/alexa21.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Alexa Chung&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qOmCTmQn-58/TyChSiyJIxI/AAAAAAAAA-U/rOWbNdyfmJM/s1600/Annie-Hall-fashion.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-qOmCTmQn-58/TyChSiyJIxI/AAAAAAAAA-U/rOWbNdyfmJM/s1600/Annie-Hall-fashion.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Diane Keaton como Annie Hall&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-anknGEeCnQA/TyCiRGPDKZI/AAAAAAAAA-c/DcYXaHYcgSE/s1600/tumblr_lkc0rhZxxS1qjxphvo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-anknGEeCnQA/TyCiRGPDKZI/AAAAAAAAA-c/DcYXaHYcgSE/s1600/tumblr_lkc0rhZxxS1qjxphvo1_500_large.jpg" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Audrey Hepburn&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sHuDShPn1xQ/TyCkhVx5nOI/AAAAAAAAA-k/pL8mAbKWMyU/s1600/FE-February-small-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-sHuDShPn1xQ/TyCkhVx5nOI/AAAAAAAAA-k/pL8mAbKWMyU/s400/FE-February-small-1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Andie Walsh, de Pretty In Pink (a imagem é de um &lt;a href="http://jerseyfashionista.onsugar.com/Who-What-Wears-latest-creation-inspired-pink-Andie-Walsh-k-Molly-Ringwald-V-day-16343058" target="_blank"&gt;editorial fantástico&lt;/a&gt; feito pelo Who What Wear)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DGq67EQ1lI0/TyClfCMnjvI/AAAAAAAAA-s/-jEG_dLr68s/s1600/RBLOG-DUNST-RODARTE2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-DGq67EQ1lI0/TyClfCMnjvI/AAAAAAAAA-s/-jEG_dLr68s/s1600/RBLOG-DUNST-RODARTE2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Kirsten Dunst&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bpDxeitjZ2A/TyCniQZOaPI/AAAAAAAAA-0/1zfoSynR-RI/s1600/022028102.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-bpDxeitjZ2A/TyCniQZOaPI/AAAAAAAAA-0/1zfoSynR-RI/s640/022028102.jpg" width="466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Kate Moss&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iyIg5UA9AoY/TyCoXf6wt4I/AAAAAAAAA-8/qr47AydHymA/s1600/Blair+and+Serena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-iyIg5UA9AoY/TyCoXf6wt4I/AAAAAAAAA-8/qr47AydHymA/s1600/Blair+and+Serena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Gossip Guéls&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VT4HB9NcgHg/TyCpReQOb7I/AAAAAAAAA_E/KrObVqEb9ow/s1600/diane-kruger-style-041109-21.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-VT4HB9NcgHg/TyCpReQOb7I/AAAAAAAAA_E/KrObVqEb9ow/s640/diane-kruger-style-041109-21.jpg" width="466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Diane Kruger&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Não vivo sem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boyfriend jeans, estampa de bolinhas, short jeans detonado, blusa branca, sapatilha e bolsa vermelhas, sapatilha dourada, All Star, brinco de pérolas, coturno, meia calça preta fina, sapato oxford, litras e estampa floral, lápis marrom e batons coloridos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Look do dia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-g7rQphZeupY/TyCtp9tMc2I/AAAAAAAAA_M/rk8fPYpdsKU/s1600/l1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-g7rQphZeupY/TyCtp9tMc2I/AAAAAAAAA_M/rk8fPYpdsKU/s1600/l1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://themanrepeller.com/" target="_blank"&gt;The Man Repeller&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TvWMhpYS018/TyCvLRMvvzI/AAAAAAAAA_U/6rEt5NoKEdQ/s1600/xofoyx.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-TvWMhpYS018/TyCvLRMvvzI/AAAAAAAAA_U/6rEt5NoKEdQ/s640/xofoyx.jpg" width="440" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://bohemenmusings.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Bohemian Musings&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Para ler e amar: &lt;/b&gt;&lt;a href="http://fashionismo.com.br/" target="_blank"&gt;Fashionismo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://glamourparaguaio.com.br/" target="_blank"&gt;Glamour Paraguaio&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://thestylerookie.com/" target="_blank"&gt;Style Rookie&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Sonhos de consumo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calça de couro, chapéu a la Annie Hall, meia calça vermelha, camisas de seda de todas as cores, sapato Miu Miu, bolsa Mulberry modelo Alexa, sapato boneca preto Louboutin clássico, cabelo da Keira Knightley.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vocês, amam usar o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fiquei devendo a fonte das fotos porque 96% delas vem de uma pasta onde há anos eu salvo tudo aquilo que eu gosto e uso como inspiração e fonte inesgotável de cobiça e inveja. Portanto, é um arquivo de anos e fica praticamente impossível lembrar de onde saiu tudo isso. Se alguma coisa for sua, me avise!) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-973744036690021168?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/973744036690021168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/hoje-quero-falar-de-moda.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/973744036690021168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/973744036690021168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/hoje-quero-falar-de-moda.html' title='Hoje quero falar de moda'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lEV2yNc28bY/TyCZKT8SnAI/AAAAAAAAA98/LsyI5n44vW4/s72-c/1675u00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-4433750590978182437</id><published>2012-01-24T20:08:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T20:12:08.125-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='odes'/><title type='text'>Ode a Melancholia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(9/16) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lista de indicados ao Oscar saiu hoje, e eu não poderia estar mais indignada e entediada. Estamos cansados de saber que a opinião da Academia não deve ser assim tão levada a sério, mas acho uma falta de consideração tremenda Melancholia não ter sido indicado a nada. Minha análise é passional, eu sei, mas que difícil viver num mundo onde um filme xarope do Spielberg leva indicação de melhor filme e Lars Von Trier sai com o rabinho entre as pernas. Mágoa por causa do vexame em Cannes? O filme nem é tão bom assim e eu estou viajando? Não sei. Só sei que achei pesado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YEyxlHdbsd8/Tx8q7gakaAI/AAAAAAAAA9g/V7QMm2yIE6A/s1600/th_ef5f7def46e24dae172993fca3f86a5a_1317926267Melancholia_Snap_large.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-YEyxlHdbsd8/Tx8q7gakaAI/AAAAAAAAA9g/V7QMm2yIE6A/s1600/th_ef5f7def46e24dae172993fca3f86a5a_1317926267Melancholia_Snap_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que foi lançado, assisti Melancholia seis vezes. Na primeira delas, quando o filme chegou ao fim, eu não conseguia pensar em nada. Só desliguei o computador, virei pro canto, e sonhei a noite toda com o planeta se chocando contra a Terra. No dia seguinte assisti novamente, e a sensação de encantamento e assombro foi igual. Isso porque eu nem tinha entendido tanta coisa, porque não achei legenda alguma e, como os poucos diálogos do filme são quase inteiramente sussurrados, é um pouco difícil entender o que é dito. Assisti com meu pai, assisti com minha mãe, reassisti sozinha e nas seis vezes não consegui terminá-lo me sentindo igual. Quase posso dizer, se me permitem a ousadia, que o filme é uma experiência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai ver que é por isso que só agora escrevo sobre ele, ainda que com o sentimento que falarei um milhão de coisas que vão significar tão pouco. Acho cafona dizer isso, mas Melancholia é um filme pra ser sentido. O apelo sensorial dele é enorme, seja pelas imagens maravilhosas, os planos abertos e a imensidão do planeta que ameaça te engolir ou pela trilha sonora monstruosa. Ainda no&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=n23lgG1Xbdc" target="_blank"&gt; prólogo&lt;/a&gt;, quando Tristão e Isolda começa a crescer e ficar mais alta e magistral a cada minuto, chega a dar medo. Parece que aquilo vai te pegar e sugar pra dentro. É um medo misturado com encantamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma certa aflição do céu. Desde pequena, quando a lua cheia aparece enorme e imponente ali, eu sinto um pouco de medo. É um sentimento totalmente irracional, mas sempre senti um horror daquilo, o que é bastante contraditório, porque a lua, quando toda enorme, redonda e amarela, é linda. Talvez eu fique intimidada com uma imensidão daquelas diante da minha pequenez. A visão do planeta Melancholia aparecendo no céu terrestre cada vez maior, mais bonito, e ameaçador, é a materialização dos meus traumas de infância, e vai ver é por isso que o filme mexe tanto comigo. Ele traduz o exato assombro sedutor que uma visão daquelas evoca, que é mais ou menos como a personagem da Kirsten Dunst (MUSA) enxerga a morte - ou a vida, por que não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já li muitas análises que explicam o paralelo entre a depressão e o fim do mundo mostrados no filme, mas meu argumento favorito ainda é do diretor, Lars Von Trier: depois de curado de uma depressão e cansado de ouvir das pessoas que aquilo não era o fim do mundo, colocou suas impressões e sensações em um filme com a ideia de mostrar que pra ele, aquilo era, de fato, o fim do mundo sim. Acho justo. Acho digno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso que com mais de um mês de antecedência e sem ter assistido a nenhum dos reais indicados, declaro que o meu Oscar vai para Melancholia. Me engoliu, me virou do avesso, me deixou tão sem reação que nem chorar consegui. Imbatível. Woody Allen, George Clooney: fica pra próxima. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fCaCbna7CKM/Tx8q6wvopRI/AAAAAAAAA9Y/BlYHXGgg4wU/s1600/312811_275773709131197_181143148594254_782156_833898311_n_large.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-fCaCbna7CKM/Tx8q6wvopRI/AAAAAAAAA9Y/BlYHXGgg4wU/s1600/312811_275773709131197_181143148594254_782156_833898311_n_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-4433750590978182437?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/4433750590978182437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/ode-melancholia.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4433750590978182437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4433750590978182437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/ode-melancholia.html' title='Ode a Melancholia'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YEyxlHdbsd8/Tx8q7gakaAI/AAAAAAAAA9g/V7QMm2yIE6A/s72-c/th_ef5f7def46e24dae172993fca3f86a5a_1317926267Melancholia_Snap_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-3301522216547331858</id><published>2012-01-23T20:25:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T20:10:29.517-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farofa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><title type='text'>Look do dia</title><content type='html'>(8/16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-25P34MXdZ74/Tx3S7gRkseI/AAAAAAAAA9Q/N0pYtLnUu3A/s1600/trote.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-25P34MXdZ74/Tx3S7gRkseI/AAAAAAAAA9Q/N0pYtLnUu3A/s640/trote.jpg" width="478" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sabia que não ia escapar e meus amigos não são lá muito bons em ficar inventando desculpas. O bom de ter descoberto antes foi que tive a chance de trocar de roupa. Levar ovada dói pra caramba e um ovo não se quebra tão facilmente como aparenta. Ter sido pintada e banhada com farinha nem foi tão ruim assim, mas o que fizeram comigo que teve mais requintes de crueldade foi o alho. Alho não, pior: sabe aqueles temperos prontos que parecem uma farinhazinha, fedida pra caramba, que a gente usa uma colherzinha só pra colocar no arroz? Então, aquilo comeu solto no meu cabelo e no meu rosto. Ânsia de vômito e vontade de morrer, mas não basta passar no vestibular, tem que participar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andei dois quarteirões até chegar em casa e ainda tive que conversar com o porteiro substituto, que passou o tempo todo num visível esforço para não rir da minha cara. Como ele está só cobrindo férias do outro e a faxineira já havia ido embora, ele não sabia como me arranjar uma mangueira, para tirar o grosso da lambança. Como se tomar ovada em praça pública, literalmente, não fosse humilhação o suficiente pra um dia, me vejo com o corpo inclinado pra frente enquanto o Matheus me jogava baldes e mais baldes de água numa tentativa solidária de limpar meu cabelo. Na garagem do prédio. E depois fiquei de joelhos no chão pra enfiar a cabeça na torneira pra ver se conseguia tirar as ~cascas de ovo~ ali grudadas. Uma beleza, uma maravilha, um requinte jamais visto. Nunca fui tão humilhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lavei meu cabelo umas três vezes e o cheiro podre parece não sair. Meus amigos e minha mãe disseram que saiu sim e eu que estou imaginando coisas. Não importa, só quero saber quando vou perder a impressão de que existe uma nuvem de alho pairando sobre minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-3301522216547331858?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/3301522216547331858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/look-do-dia.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3301522216547331858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3301522216547331858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/look-do-dia.html' title='Look do dia'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-25P34MXdZ74/Tx3S7gRkseI/AAAAAAAAA9Q/N0pYtLnUu3A/s72-c/trote.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-6166672555861239666</id><published>2012-01-22T16:39:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T16:51:18.590-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Agora que sou subcelebridade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(7/16) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem a tv veio aqui em casa me entrevistar. Esse ano foi o primeiro que a UFU adotou o Sisu como único processo seletivo pra ingresso na universidade, e as estatísticas dos aprovados foram um pouco estranhas. A concorrência subiu absurdamente e apenas 24% dos aprovados eram, de fato, de Uberlândia. No Jornalismo, por exemplo, das 20 pessoas que passaram, apenas 4 são da cidade. E eu sou uma delas. Por isso uma veterana do curso que estagia na tv local entrou em contato comigo, perguntando se eu poderia dar uma entrevista para o jornal. Meio sem saber como dizer não e querendo parecer legal, topei. Assim que ela desligou o telefone me arrependi amargamente. Óbvio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou uma pessoa tímida e a câmera não me ama. Se fico nervosa diante de uma câmera fotográfica, imaginem só o caos ocorrido quando começam a me filmar. Fizemos a revelação do amigo secreto da Máfia por vídeo, e passei boa parte do meu dando risadas nervosas e fazendo caretas de desespero. Não sabia o que fazer com as mãos e não conseguia parar de mexer no cabelo. Pra ficar pior só faltava mesmo eu começar a chupar o dedo. Quis pular fora e fui impedida pelos meus pais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles, claro, trataram aquilo como se a Marília Gabriela tivesse me ligado e me chamado pra ser entrevistada no seu programa. Ou melhor, o David Letterman em pessoa. Falaram incessantemente que aquilo era uma oportunidade, que eu poderia fazer contatos, e todo aquele tipo de maximização e romantização de situações que apenas pais corujas conseguem fazer. Não tive como pular fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu maior medo era fazer papel de boba. Dizer alguma besteira muito enorme por causa do nervosismo e virar piada no Youtube. Enrolar a língua e tropeçar no português. Ter uma crise de riso, irritar o repórter e ir pra lista negra do Jornalismo antes mesmo de entrar no meio. Meus pais queriam que eu elaborasse respostas, como se tudo aquilo fosse sobre minha pessoa e estilo de vida, e houvesse muito tempo no jornal da hora do almoço pra se perder com uma vestibulanda da cidade. No fim, só pedi que Deus não me deixasse errar a concordância dos verbos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O repórter e o cinegrafista foram muito simpáticos e minha mãe falou mais que eu. Nós passamos mais ou menos uma hora conversando enquanto o câmera pegava as imagens, e nesse tempo falamos sobre escola, carreira e até sobre o Chico. Ah, o Chico! Como se soubesse o que estava acontecendo, ele logo veio deitar no meu colo e não parou de olhar para a câmera durante um só minuto. Quando o cinegrafista trazia ela para mais perto, ele desandava a fazer umas performances que não entendi até agora, rolando no sofá, abrindo as pernas. Corta isso, moço, pelo amor de Deus, o que o povo vai pensar com meu cachorro todo se querendo desse jeito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A entrevista mesmo foi só no final, quando eu já estava mais calma. Como já previa, foi coisa muito rápida e a única coisa que lembro é dele me perguntando qual havia sido minha reação ao ver meu nome na lista. Eu tinha que olhar pro repórter, mas só conseguia olhar pro microfone na minha frente e acho que acabei rindo demais de nervoso, só espero que não tenha sido algo estilo Chloë Sevigny.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/yGLmfudFTus" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha mãe achou a coisa bem sem graça e eu só terminei tudo aliviada porque não fiz papel de boba. Eu acho. Se bemque , caso tenha feito e de fato vire um viral no Youtube, terei um motivo para ir até o Projac &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zS-kPNLGRkY" target="_blank"&gt;conhecer o Evaristo Costa e ser zoada pelo Tiago Leifert.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Sei que furei o esquema ontem, mas dessa vez não foi por preguiça e nem falta de inspiração. Tive um dia cheio e além da entrevista, recebi a fantástica notícia que passei no vestibular da UFMG. Fiquei feliz demais, ainda porque o ingresso para Jornalismo é só no segundo semestre, o que me dá um tempo razoável para de fato resolver minha vida. Papai veio jantar aqui em casa para comemorarmos e só consegui sentar no computador depois da meia-noite. Foi por uma causa nobre, vai, vamos fingir que nada aconteceu. ;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-6166672555861239666?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/6166672555861239666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/agora-que-sou-subcelebridade.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6166672555861239666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6166672555861239666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/agora-que-sou-subcelebridade.html' title='Agora que sou subcelebridade'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/yGLmfudFTus/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8506269010011385050</id><published>2012-01-20T20:19:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T20:20:28.907-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><title type='text'>All I can do is cry</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(6/16) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etta James foi embora hoje, depois de muito lutar contra uma leucemia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c0DlvXxUWs8/TxnjD2sPJqI/AAAAAAAAA80/3YXbArF1K9A/s1600/etta.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-c0DlvXxUWs8/TxnjD2sPJqI/AAAAAAAAA80/3YXbArF1K9A/s1600/etta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-q93Q-DS7KAE/TxnjEg4h0JI/AAAAAAAAA88/2ia4ke6SB1Q/s1600/Etta%252BJames%252BMiss.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fosse dizer que sei muito sobre sua vida e obra estaria enganando vocês ao parafrasear a Wikipedia e o LastFM na cara dura. Sei pouco sim, mas isso não diminui meu amor. Com segurança digo apenas que era uma das minhas cantoras favoritas de blues, de soul, e de qualquer outra coisa. Minha companheira de fossa ao cantar me cantar baixinho &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bgLOreeGJps" target="_blank"&gt;Fool That I Am&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ruouKbVXNjA" target="_blank"&gt;These Foolish Things&lt;/a&gt;; parceira nas cantorias de chuveiro quando eu fingia que minha voz de Bernadette alcançava algum tom apaixonado e desesperado de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nfNLspDL3ns" target="_blank"&gt;A Sunday Kind Of Love&lt;/a&gt;; que tanto me animou e me fez dançar quando cantava &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rbkb1ZCGycY" target="_blank"&gt;Tough Lover&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CIElUwOKtJk" target="_blank"&gt;Pushover&lt;/a&gt; altíssimo nos meus ouvidos, me fazendo dançar e pular por todo o apartamento vazio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c0DlvXxUWs8/TxnjD2sPJqI/AAAAAAAAA80/3YXbArF1K9A/s1600/etta.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;Amava &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_1uunRdQ61M" target="_blank"&gt;At Last&lt;/a&gt; há anos sem saber quem cantava, e a descoberta da voz tão marcante trouxe Etta James pra minha vida. Ettinha, como eu a chamava pra mim mesma, dona de uma das minhas capas de disco favoritas da vida toda, estilosa para se morrer de inveja com sua cabeleira loira e o inseparável delineador nos olhos, senhora de uma dessas vozes intensas e poderosas que conseguem passar no timbre uma espécie de paixão e tristeza que não se vê mais atualmente. Ettinha, amiga e companheira, vai com Deus. Vá embora desse mundo sabendo que vai ficar pra sempre no iPod, na vitrola e no som de um punhado de gente, inclusive comigo, na alegria, na tristeza, na euforia e melancolia, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rAH97-TDFzk" target="_blank"&gt;taking it to the limit.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/NBZMmTH_uag" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/CHF2SI6PYtY" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/BoX1OhZwjvQ" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/c6Uy8XEEhcU" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8506269010011385050?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8506269010011385050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/all-i-can-do-is-cry.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8506269010011385050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8506269010011385050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/all-i-can-do-is-cry.html' title='All I can do is cry'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-c0DlvXxUWs8/TxnjD2sPJqI/AAAAAAAAA80/3YXbArF1K9A/s72-c/etta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-6376307923221854550</id><published>2012-01-19T22:32:00.002-02:00</published><updated>2012-01-20T20:20:53.513-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversa de botas batidas'/><title type='text'>Amarante e a bailarina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(5/16) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei o maior azar da história ao ter minha apresentação de ballet marcada bem no dia do show do Los Hermanos. Sabe Deus quando é que eles voltariam a se apresentar juntos e eu perderia esse sublime momento num pas-des-deux pouco significativo que já cansei de dançar. O mais doído de tudo é que nos apresentaríamos no mesmo local e não duvido muito que até ouviria um pouco das músicas que burlariam o isolamento acústico de cada sala, me lembrando a cada batida que minha escolha profissional me forçava a trocar O Último Romance por um noturno de Chopin. Sem desmerecer o querido pianista, claro, mas o que pode um homem morto no século XIX diante de Rodrigo Amarante em carne, ossos, voz rouca e barba ruiva? Ossos do ofício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As coisas começaram a mudar quando, ao sair do meu espetáculo, soube que o show atrasara e que começara fazia poucos minutos. Jeito de ficar na plateia não havia, mas pelo menos uma coisa boa de ser funcionária do local havia: consegui infiltrar-me, de tutu e tudo, nos bastidores e arrumei meu local ao sol&amp;nbsp; -que mais certo seria dizer às sombras - da coxia. Ali, naquele canto escondido, enconstada na parede, consegui ver e ouvir tudo de um ângulo diferente e até mais bonito. Tive que me conter pois não poderia fazer barulho algum, mas estava tudo tão bonito e alegre que meu silêncio era mais por contemplação voluntária do que por polidez forçada.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bem verdade que não soltei grito algum durante todo o show, mas dancei ali sozinha durante quase toda a apresentação. Procurei manter a dignidade e só me balançava de um lado para o outro acompanhando o ritmo da música, mas quando, no bis, Amarante resolveu tocar Keep Me In Mind, não aguentei e comecei a pular de braços pra cima ali mesmo, e foi nessa hora que ele me viu. Minha primeira reação foi morrer de vergonha e querer sumir dali o quanto antes, pois a cena não era muito lisonjeira para minha pessoa: bailarina pós espetáculo, coque ameaçando despencar, figurino de dança, meia calça cor-de-rosa e tênis de rua vermelhos, assistindo o show na surdina, sozinha no escuro, pulando de braços abertos. Ele me olhou e riu. Pensei que fosse de mim, mas depois tive a impressão que era para mim. Sorri de volta. Ele dançou no ritmo da minha dança maluca e manteve um gingado desajeitado, que fazia um estranho par com o meu, até as cortinas se fecharem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele saiu do palco pelo lado oposto ao meu, e eu fiquei ali parada, meio que sabendo que alguma coisa iria acontecer. Acertei. Ele surgiu alguns minutos depois, ainda ofegante do show, e dirigiu-me algum gracejo relacionado à criação de um possível corpo de baile que seria incorporado às apresentações caso eu topasse repetir minha dança. Não sabia se ele fazia piada com minha cara ou queria ser simplesmente simpático - para que tanto esforço se bastava sorrir? Estendi-lhe a mão e disse meu nome, e ele a segurou firme na sua e pôs-se de joelhos no chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijou minha mão e disse que era meu mais novo fã, e falou que eu lhe pedisse qualquer coisa que estivesse ao seu alcance que ele faria, porque ele era incrível nesses níveis. Pedi que voltasse ao palco para tocar Sentimental, minha música favorita injustamente deixada de fora do repertório e imediatamente saiu para buscar sua guitarra verde e avisar a produção que daria mais uma canja.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa vez eu cantei junto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/l4_HvR4lFmA" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;* E aí eu acordei, né? Juro que sonhei tudo isso essa noite, e foi exatamente como descrevi. Não sei de onde surgiu toda essa história de eu ter virado bailarina, mas a frustração pelo show deles que eu provavelmente vou perder é muito genuína. Consigo até ouvir todas as pessoas do sonho cantando Sentimental, a última coisa que me lembro é eu sair correndo contar tudo aquilo pra uma &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/anna-and-rinna-take-ribeirao.html" target="_blank"&gt;Rinna&lt;/a&gt; incrédula e jogar esse momento mágico na cara dela, porque até no sonho eu estava trabalhada no recalque porque ela havia me trocado pelas aulas na auto-escola. &lt;/div&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-6376307923221854550?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/6376307923221854550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/amarante-e-bailarina.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6376307923221854550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6376307923221854550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/amarante-e-bailarina.html' title='Amarante e a bailarina'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/l4_HvR4lFmA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-6955691169180676835</id><published>2012-01-18T22:39:00.002-02:00</published><updated>2012-01-20T20:21:24.389-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='woody allen'/><title type='text'>Aquele com uma imagem misteriosa e poucas palavras</title><content type='html'>(4/16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sXyq_tgwdbg/Txdk9t0FlRI/AAAAAAAAA8o/pWZBVAUHUrA/s1600/tumblr_lvspt74oKX1qkw8iso1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-sXyq_tgwdbg/Txdk9t0FlRI/AAAAAAAAA8o/pWZBVAUHUrA/s1600/tumblr_lvspt74oKX1qkw8iso1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admiro o desprendimento daqueles que conseguem simplesmente topar com uma imagem bacana no Tumblr, colocar no blog e deixar por isso mesmo, acreditando que ela dirá tudo. Na maioria das vezes diz sim, mas eu não acredito nisso. Não consigo acreditar. Queria muito um dia fingir que sou um espírito livre blogueiro que vai lá e posta a primeira coisa que aparece, mas até pra isso eu preciso passar duas horas (sim, eu marquei) até que encontre qualquer coisa minimamente satisfatória e termine por estragar totalmente a proposta ao explicá-la a vocês, como faço agora. Uma tentativa desesperada e porca de não quebrar o desafio dos 16 dias, e um empurrãozinho para os meus veteranos que já deram um jeito de colar e etiqueta "hipster" na minha testa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-6955691169180676835?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/6955691169180676835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/aquele-com-uma-imagem-misteriosa-e.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6955691169180676835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6955691169180676835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/aquele-com-uma-imagem-misteriosa-e.html' title='Aquele com uma imagem misteriosa e poucas palavras'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sXyq_tgwdbg/Txdk9t0FlRI/AAAAAAAAA8o/pWZBVAUHUrA/s72-c/tumblr_lvspt74oKX1qkw8iso1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8985494645494469477</id><published>2012-01-17T21:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-17T21:57:55.348-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gordinha tensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><title type='text'>Tomei Guaraná Jesus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(3/16) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mãe da &lt;a href="http://docesintonia.net/" target="_blank"&gt;Amanda&lt;/a&gt; veio para Uberlândia há um tempo fazer doutorado, e depois de muitos desencontros, a própria veio conhecer essa linda e próspera província e, por consequência, a minha pessoa. Nos conhecemos nessa blogosferona de meu Deus há um tempinho e ela é a segunda amiga virtual que tive a chance de conhecer pessoalmente - a primeira foi a fofa &lt;a href="http://twitter.com/gabss_x" target="_blank"&gt;Gabi&lt;/a&gt;, que passou um fim de tarde comigo na UFMG. O sotaque maranhense é uma coisa adorável, e eu poderia dizer que ela e a &lt;a href="http://dosesdetiquira.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Luisa&lt;/a&gt; tem praticamente a mesma voz e o mesmo jeitinho cadenciado e fofo de dizer "tu" e de chiar bonitinho o "s" das palavrash. Uma coisa que me chateia é que no sudeste ninguém aprendeu a usar a segunda pessoa do singular muito bem. Aqui no interior, que até mesmo a terceira do plural é luxo, coisa bonita de se ver é gente falando tu e conjugando direitinho à moda do Nordeste. Apaixonei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amanda chegou aqui querendo provar tudo de diferente que não encontrava nas suas terras, e eu tenho o maior orgulho de dizer que fui a responsável pela introdução dela ao maravilhoso universo do açaí. É claro que ela já havia tomado antes, mas o açaí de verdade já tinha virado memória de infância, porque ela me contou que lá no Maranhão só existe um pseudo-açaí chamado &lt;a href="http://caturra-sl.blogspot.com/2007/10/aai-versus-juara.html"&gt;Juçara&lt;/a&gt;. Pessoas que vivem num local onde açaí de verdade não existe: como vivem, o que comem? Sexta, no Globo Repórter. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, não precisaremos de Sérgio Chapelin nenhum para sabermos qual o barato do Maranhão, ou vocês nunca ouviram falar no famoso Guaraná Jesus? A primeira vez que tomei conhecimento do refrigerante cor-de-rosa foi numa seção antiga da Capricho, chamada "1, 2, 3, 4" e trazia a foto de quatro refrigerantes diferentes e regionais. É claro que o Jesus chamou mais atenção, primeiro pela cor e depois pelo nome. Alguns anos depois conheci a Luh, com toda sua &lt;a href="http://andmakemesmile.blogspot.com/2009/04/o-sonho-cor-de-rosa.html" target="_blank"&gt;adoração pelo guaraná cor-de-rosa&lt;/a&gt;, e pus na minha cabeça que precisava experimentá-lo antes de morrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um pouco antes de sairmos, Amanda me mandou uma mensagem avisando pra eu ir de bolsa grande, porque ela tinha presentinhos para mim. Sim, queridos leitores, voltei pra casa feliz da vida com uma garrafinha e uma lata de Guaraná Jesus, já com planos de guardar a última para posteridade, um troféu de dever cumprido. A gente sonha em ser foodtrotter e termina degustando refrigerante maranhense, c'est la vie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que assim que coloquei no copo fiquei meio apreensiva: um troço tão rosa e tão Poneilândia não poderia ser bom. Era muito piada. Confesso que também não curti o cheiro, me lembrou Red Bull. O primeiro gole lembra energético mesmo, mas o segundo deixa mais gostoso. É bom sim. Tomei dois copos. Doce pra caramba, mas gostoso. É guaraná sabor Trident de tutti-frutti. Para os leigos é a melhor definição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cV_EAifSd7k/TxYKc5Pa-MI/AAAAAAAAA8g/Fdi6eB4AMtI/s1600/jesus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" src="http://1.bp.blogspot.com/-cV_EAifSd7k/TxYKc5Pa-MI/AAAAAAAAA8g/Fdi6eB4AMtI/s400/jesus.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pena que no momento que eu e a Amanda lembramos de tirar uma foto, estávamos lutando com nossas tigelas enormes de açaí e portanto nem um pouco em condições de sorrir pros flashes. Dela, portanto, guardarei a latinha de Jesus, o refri cor-de-rosa, e o mini-pônei que ela me deu de presente. &lt;span class="st"&gt;♥&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8985494645494469477?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8985494645494469477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/tomei-guarana-jesus.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8985494645494469477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8985494645494469477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/tomei-guarana-jesus.html' title='Tomei Guaraná Jesus'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cV_EAifSd7k/TxYKc5Pa-MI/AAAAAAAAA8g/Fdi6eB4AMtI/s72-c/jesus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-7603041774248358483</id><published>2012-01-16T20:35:00.002-02:00</published><updated>2012-01-17T21:58:15.563-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><title type='text'>O filme da Analu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;(2/16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma pessoa que diz não ter paciência pra ver filmes é obcecada e já assistiu incontáveis vezes um musical com três horas de duração, você começa a pensar que deve vê-lo também. Se essa pessoa é a &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Analu&lt;/a&gt; e tem um jeito todo próprio de ser persuasiva ("TOMA VERGONHA NA CARA ANNA VITÓRIA, COMO VOCÊ NUNCA VIU A NOVIÇA REBELDE?"), você coloca A Noviça Rebelde como uma prioridade das suas férias. Sim, a &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Analu&lt;/a&gt; foi pesada comigo, mas eu sei que ela tinha um dedo de razão ao se espantar diante da revelação que eu nunca tinha visto A Noviça Rebelde. Eu, pessoa que ama musicais e é apaixonada por clássicos, estava traindo o movimento mantendo-o de fora da minha lista. Portanto, assim que tive a primeira oportunidade das férias, fui até a locadora e peguei A Noviça Rebelde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com menos de cinco minutos eu entendi perfeitamente por que a &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Analu&lt;/a&gt; não tem paciência para a maioria dos filmes, mas já assistiu tanto A Noviça Rebelde que até já perdeu a conta: não existe filme no mundo que seja mais ela. Ali, vendo as montanhas austríacas naquela paisagem maravilhosa, com a musa Julie Andrews correndo e rodopiando de braços abertos, cantarolando, para fazer parte daquilo, eu só conseguia pensar na &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/"&gt;Analu.&lt;/a&gt; Se ela nunca tivesse visto o filme, meu primeiro pensamento seria &lt;i&gt;Analu precisa ver esse filme.&lt;/i&gt; Para ser mais ela ainda só mesmo se houvesse uma aurora boreal no céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dFdeSU33TVo/TxSkiypZJGI/AAAAAAAAA8I/PWQRmlAUUQw/s1600/tumblr_l0mlb1hDYz1qat4u6o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-dFdeSU33TVo/TxSkiypZJGI/AAAAAAAAA8I/PWQRmlAUUQw/s1600/tumblr_l0mlb1hDYz1qat4u6o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; oi Analu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme é uma delícia. É lindo, é amor, é divertido e tem um romance gracinha. Tem o Christopher Plummer e a Julie Andrews. Tem a Áustria e tem Salzburgo - amo Salzburgo!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecia grande parte das músicas e confesso que não tem lá o melhor repertório dentre todos os musicais que já vi, mas a gente entra no clima e passa o resto da semana cantando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xIjobdArtiA&amp;amp;feature=related" target="_blank"&gt;Do-Re-Mi&lt;/a&gt; no chuveiro feliz da vida. O duro é que as músicas chatinhas são tão chicletes que o filme termina e a gente só pensa nelas, em detrimento das &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4g84dejrJXI&amp;amp;feature=related" target="_blank"&gt;outras&lt;/a&gt;; mais ou menos o problema de Sweeney Todd (ou vocês conseguem lembrar de outra música que não &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-uyDbGgD-9E&amp;amp;feature=related" target="_blank"&gt;Johanna&lt;/a&gt;?). Assisti junto com minha prima Mariana, de nove anos, e a cada nova música ela resmungava "Não acredito que eles vão cantar de novo!". Não era pra tanto, mas ninguém ia morrer se as freiras cantassem só uma música.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como boa obcecada pelo Fred Astaire que sou, senti falta de mais números de dança, mas nem consigo reclamar disso porque a única coreografia do filme encheu meus olhos d'água e me tirou o ar. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=waNCfEYt-w8" target="_blank"&gt;Ai como eu queria saber dançar!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-psMYtpky_R4/TxSknQLbRcI/AAAAAAAAA8Q/gg3Rsp7O414/s1600/tumblr_li9ep3Ld541qai9oio1_500_large.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-psMYtpky_R4/TxSknQLbRcI/AAAAAAAAA8Q/gg3Rsp7O414/s1600/tumblr_li9ep3Ld541qai9oio1_500_large.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, apesar de delícia, lindo, amor e divertido, o filme só peca por ser grande mais. Um musical de três horas é para poucos. É o mesmo esquema de My Fair Lady: legal pra caramba, mas tão grande que a preguiça vai vencer quase sempre. Acho toda a última parte do filme extremamente desnecessária - com exceção do momento que a família canta no festival. Por mim seria perfeitamente ok se tudo acabasse no casamento de Maria; aliás, eu até pensei que acabava ali mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De resto, fiquei bem feliz que a &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/"&gt;Analu&lt;/a&gt; pegou tanto no meu pé para que eu o visse logo, porque, confesso, se não fosse por ela eu não o veria tão cedo. E agora que já cumpri minha parte no trato, acho importante contar pra vocês que no dia que eu prometi que veria A Noviça Rebelde, a &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/"&gt;Analu&lt;/a&gt; me prometeu que veria Across The Universe. Eu não esqueci disso, viu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ipuXPsgpSTc/TxSkpGX62tI/AAAAAAAAA8Y/hZRg5QbgolA/s1600/tumblr_lsm37svugb1qlll6ko1_500_large.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ipuXPsgpSTc/TxSkpGX62tI/AAAAAAAAA8Y/hZRg5QbgolA/s1600/tumblr_lsm37svugb1qlll6ko1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-7603041774248358483?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/7603041774248358483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/16-posts-em-16-dias-2-o-filme-da-analu.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/7603041774248358483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/7603041774248358483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/16-posts-em-16-dias-2-o-filme-da-analu.html' title='O filme da Analu'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dFdeSU33TVo/TxSkiypZJGI/AAAAAAAAA8I/PWQRmlAUUQw/s72-c/tumblr_l0mlb1hDYz1qat4u6o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2007126494024598863</id><published>2012-01-15T17:44:00.001-02:00</published><updated>2012-01-17T21:58:36.792-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 dias 16 posts'/><title type='text'>Passei!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1/16) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei no vestibular de novo, mas dessa vez é meio sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque dessa vez foi pro curso que eu quero e em uma universidade que eu talvez queira. Passar pra RI foi bacana e totalmente inesperado, mas ver meu nome na lista do curso que agora eu tenho certeza absoluta que é o que eu quero foi mais emocionante e me deu uma sensação de o primeiro dia do resto da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sempre tive uma ideia meio brega de que quando minha vida de vestibulanda chegasse ao fim eu veria meu nome na lista e faria uma algazarra, ao melhor estilo BBB quando volta do paredão: ia cair de joelhos chorando, soltar aquele UHUUU do fundo da garganta, e gritar pra quem quisesse ouvir: OBRIGADA DEUS, OBRIGADA BRASIL!, mas não. Eu vi minha nota, vi a nota do curso, vi que dava e me vi classificada em 4º lugar no dia seguinte. Me pareceu simplesmente certo, e eu continuei o que estava fazendo e fui contar pra minha mãe só mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é pra me gabar, não é pra ser blasé, e não é pra desmerecer aqueles que estudaram muito mais que eu e não passaram porque as notas do corte foram bizarramente altas. Meses atrás eu estava sem conseguir dormir com medo das provas, e Deus me disse assim: relaxa, fia. Não exatamente com essas palavras, mas a essência é a mesma. E eu relaxei. Ver que as coisas deram certo foi só comprovar uma coisa que eu já sabia. Se eu olhasse pra cima, certeza que ia sentir uma energia cósmica querendo me dizer &lt;i&gt;I told you so.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte legal da história é que eu ainda não faço a menor ideia do que vai ser minha vida esse ano, mas tô tranquila. Tranquila mesmo. Eu entreguei pra Deus e Ele me mandou ir que as coisas iam se assentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô indo, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pois é, resolvi me meter nessa roubada. Eu joguei verde e vocês me entregaram a manga tão madura, quase passada, que agora o jeito é encarar o desafio de postar todos os dias, por 16 dias. Sim, 16, porque eu tenho TOC e quero acabar no dia 31 de janeiro. Vamos acompanhar. E a todos vocês que prometeram não me abandonar: tô de olho. Quem não der as caras vai pra minha lista negra, tá? rs&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2007126494024598863?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2007126494024598863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/16-posts-em-16-dias-1-passei.html#comment-form' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2007126494024598863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2007126494024598863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/16-posts-em-16-dias-1-passei.html' title='Passei!'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2119601268758670229</id><published>2012-01-12T18:11:00.002-02:00</published><updated>2012-01-12T18:18:08.111-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Lo-li-ta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(&lt;a href="http://sobrefatalismos.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Nina&lt;/a&gt;, esse é pra você) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha menos de 10 anos quando peguei esse livro pela primeira vez, minha avó havia acabado de comprar. Comecei a lê-lo e logo ele foi tirado das minhas mãos, com minha avó falando que aquilo não era livro pra uma menina da minha idade. Daí foram anos até que eu ouvisse falar na história de novo e entendesse o motivo da censura, mas foi só agora que me reencontrei com a mesma edição de anos atrás, capa dura azul bebê, para tirar o atraso de anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muita gente que conheço e cujo gosto literário respeito havia me dito que o livro era meio insuportável, pelo assunto que tratava. Sim, porque todo mundo já ouviu falar da história do maníaco sexual, pedófilo, que se apaixona pela enteada de 12 anos, certo? Talvez por isso vinha postergando a leitura, fiquei com medo de não gostar e aquela fantasia que tinha com o livro há tantos anos - só por causa do nome, que sempre achei divertidíssimo - seria distorcida pelas perversões de um homem de meia idade. Quem me convenceu a resolver isso logo foi a &lt;a href="http://docesrodopios.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Tary&lt;/a&gt;, que não gosta dele tanto assim. Ela disse um dia desses: &lt;i&gt;É um livro nojento mas necessário. A gente escreve melhor depois dele.&lt;/i&gt; Ok, fui ler Lolita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Lolita. Luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt; Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reproduzi acima os dois primeiros parágrafos do livro. Depois deles o livro já havia me ganhado por completo, porque não importava mais como as coisas seriam dali pra frente, é ou não é um dos inícios de livro mais geniais que vocês já leram? Até hoje, quase um mês depois, pedaços desse início ficam ecoando na minha cabeça e eu só consigo pensar que não poderia dizer outra coisa de Lolita que não declarar que é um dos livros mais sensacionais que já li.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, é um livro sórdido. Estamos falando afinal de um pervertido e uma criança. Sabemos bem que Lolita de inocente nunca teve nada, mas o que são as provocações de uma pré-adolescente geniosa diante do fato que Humbert Humbert a estuprava sistematicamente?&amp;nbsp; Sim, porque era isso que ele fazia. Se no início ela encorajava qualquer coisa, e ainda que tenha sido ela que lhe roubou o primeiro beijo, duvido muito que passasse por sua cabeça que até mesmo o casamento dele com sua mãe fora uma estratégia para tê-la sempre próxima e seu objetivo principal era ser conivente e virar concubina de seu padrasto. Mirou no que viu, atirou no que não viu. O tiro saiu pela culatra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, reduzir o livro a uma confissão de um homem tarado e doente é a mesma coisa que dizer que Dom Casmurro não passa da investigação de um adultério. Por ser em primeira pessoa, a narração alucinada de Humbert, personagem magistralmente construído, é um troço que me chega a dar comichões, de tão bem feita. O cara é louco do tipo que rasga dinheiro e atira pedras e isso fica evidente em cada linha escrita, ainda que não seja a respeito de Lolita. A maneira como ele oscila em falar de si na primeira e na terceira pessoa, e os apelidos e codinomes que inventa para ele próprio são sensacionais. O que acho mais legal é que ele não tem só todo aquele impulso sexual dirigido a ela. Tem sim, e não é pouco, porque ele é doente. Mas não dá pra dizer que ele não chegou a amá-la de verdade. Amor obsessivo e pouco saudável, mas amor. As partes mais tristes do livro são aquelas em que ele se desespera e entristece ao reconhecer que faz muito mal a ela, e sabe que lhe tirou toda a inocência que ainda lhe restava, mas simplesmente não podia evitar. Ele lidava com algo muito mais forte que ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Lembro certas ocasiões (icebergs no paraíso!), em que, saciado dela - após fabulosas e dementes investidas que me deixavam exausto, o corpo listrado de azul na luz que penetrava pelas persianas do motel - , eu a tomava nos braços com (enfim) um mudo gemido de ternura humana (sua pele brilhando com reflexos néon, seus cílios cor de fuligem emaranhados, seus olhos sérios e cinzentos mais vazios que nunca - para odos os efeitos uma pequena paciente recém-saída da sala de operação, ainda atordoada pela anestesia); e a ternura, penetrando mais fundo, transformava-se em vergonha e desespero, e eu embalava a leve e longínqua Lolita nos meus braços de mármore, e gemia nos seus cálidos cabelos, e a acariciava a esmo implorando mudamente seu perdão e, no auge dessa onda de ternura tão humana, tão sofrida e abnegada (com minha alma literalmente pairando sobre seu corpo nu, prestes a arrepender-se), de repente, ironicamente, horrivelmente, o desejo voltava a crescer&amp;nbsp; - e 'ah, &lt;b&gt;não&lt;/b&gt;', diria Lolita com um suspiro dirigido aos céus, e no instante seguinte e ternura e as listras se partiam em mil pedaços." &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentre todas as coisas que me encantaram no livro, foi o humor dele que me deixou completamente apaixonada. Não é de hoje que sou fã de humor negro, e são poucos que conseguem usá-lo de modo a fazer com que "divertido pra caramba" seja a primeira coisa que direi e sempre irei pensar a cada vez que o livro me for invocado. A narrativa é banhada num cinismo espetacular. A doença de Humbert é tão intensa que muitas vezes certas descrições chegam a construir um quadro deprimente - e não é pra menos - e aí entra uma palavrinha, um termo ou frase que muda tudo, e de repente a gente cai na risada. Meio com vergonha, porque é triste pra caramba e a gente não deve rir de coisa triste, mas sabe aquela risada sádica que sobe pela garganta sempre que a gente escuta uma piada maldosa muito bem contada ou vê alguém caindo de quatro na rua e é obrigado a segurar? Esse é o tipo de humor de Lolita, e acho que ninguém deve ter vergonha de rir com ele, porque não passa de uma ficção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próprio Nabokov, em nota ao fim da edição, escreve de um jeito bem amargurado que quando o livro foi pra mão dos editores, ele foi muito rechaçado e julgado pelas pessoas a seu redor, que caíram na besteira de levá-lo a sério demais. E isso acontece até hoje, e nem é só com Lolita. Estou cansada de ver as pessoas julgando livros e filmes como ruins ou até se recusando a ler ou assistir algo só porque aquilo trata de um assunto que a pessoa discorda ou desgosta. Como se o simples ato de ler ou assistir fosse uma espécie de apologia ao mal ou coisa do tipo. Como se gostar de Laranja Mecânica significasse que você super apoia a violência gratuita. A ficção existe justamente para nos libertar dos nossos mundos pequenos e nos levar para voos distantes, com outras realidades e outras perspectivas. É por isso que eles nos fazem crescer, ora bolas. Depois você fecha o livro e segue com sua vida, da mesma forma que eu fechei e sigo achando a pedofilia uma das coisas mais repugnantes da face da Terra e ao mesmo tempo afirmo que Lolita é um livro que deve ser aplaudido de joelhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Que meu romance contém diversas alusões aos impulsos fisiológicos de um anormal, isso é verdade. Mas, afinal de contas, não somos crianças, nem deliquentes juvenis e analfabetos (...) É uma infantilidade estudar uma obra de ficção a fim de informar-se sobre um país, uma classe social ou o próprio autor."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X3tvhEM6VkM/Tw8-U21CDcI/AAAAAAAAA8A/WiD3k_xzyvg/s1600/lolita-1962-02-g_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-X3tvhEM6VkM/Tw8-U21CDcI/AAAAAAAAA8A/WiD3k_xzyvg/s1600/lolita-1962-02-g_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2119601268758670229?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2119601268758670229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/lo-li-ta.html#comment-form' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2119601268758670229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2119601268758670229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/lo-li-ta.html' title='Lo-li-ta'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-X3tvhEM6VkM/Tw8-U21CDcI/AAAAAAAAA8A/WiD3k_xzyvg/s72-c/lolita-1962-02-g_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-82129238764477549</id><published>2012-01-09T21:26:00.001-02:00</published><updated>2012-01-09T21:37:14.594-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><title type='text'>Celular: a conspiração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece nome de filme com o Nicolas Cage, mas é só minha vida mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começou por culpa da minha vida nômade de fim de ano. Cheguei do Natal em Tupaciguara na tarde de segunda-feira. Na quarta depois do almoço eu viajaria com meu pai e corja dos Rocha para um Ano Novo campestre. Eu, que não tinha nem biquíni, uma vez que não entrava na piscina desde dezembro de 2010 (depois eu digo que 2011 foi um pesadelo e as pessoas ainda perguntam por quê), precisava correr atrás disso e de todas as pendengas pré-viagem estilo descobrir onde estão as saídas de praia, comprar protetor solar, gravar mixes pra ouvir no carro e etc. Como se não bastasse, tinha três textos de Filosofia para estudar, já que chegaria do resort dia 1º à noite e em menos de 12 horas estaria num avião rumo a Belo Horizonte, para a segunda fase da UFMG.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha cabeça as coisas estavam mais ou menos organizadas, até meu pai me contar que na verdade planejava sair na quarta-feira bem cedo, e que passaria pra me buscar antes das 7h. Respirei fundo, cancelei a saída com as amigas, corri pro shopping logo cedo, comprei meu &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/seis-oito-coisas-simples-que-eu-quero.html" target="_blank"&gt;maiô-preto-Grace-Kelly&lt;/a&gt; e toda a parafernália necessária, estudei a tarde toda. Quando minha mãe chegou em casa no fim do dia, colocamos na máquina de lavar tudo que estava na mala de Natal e precisaria entrar na mala de Belo Horizonte, porque quando eu voltasse só teria tempo de tirar as Havaianas e os biquínis da mala e substituir pelos meus coturnos e capa de chuva.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O negócio é que sou acometida por certo desespero nas vésperas de viagem, e isso justifica o ritmo frenético que girava minha cabeça naquela terça-feira corrida. Foi por causa dele que quando minha mãe pediu o jeans que eu estava usando pra colocar na máquina, eu tirei ele ali na lavanderia mesmo e joguei na água. Lá pelas duas da manhã, quando terminei de organizar tudo fui ajustar o despertador para o glorioso horário das cinco e meia da manhã, e cadê o bendito? Não estava na cama, do lado da cama, do lado do computador, no fosso do sofá, nem no banheiro ou dentro da mala. Estou bem acostumada a perder meu celular pela casa, então demoro para me abalar quando não consigo encontrá-lo. Se até dentro da geladeira já consegui esquecê-lo, não tê-lo achado nos lugares óbvios não era um problema. Olhei pra máquina de lavar e pensei que era a minha cara ter esquecido ele no bolso da calça. Não, minha mãe não me deixaria fazer algo assim. Ha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de escarafunchar toda a casa, fiquei meio tensa. Resolvi ligar para ele, pra ver se ouvia tocar de algum lugar. Caixa postal. E ele estava ligado e a bateria carregada. Gelei. Corri para a máquina, enfiei a mão na água e adivinhem só o que encontrei flutuando por ali? Pois é. Juro que comecei a rir comigo mesma, porque aquilo tudo é muito a minha cara. Se não fosse comigo, com o meu celular, teria acontecido por culpa minha. Sequei tudo, tirei o chip e rezei para que ao menos minha agenda não fosse perdida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passar o Ano Novo sem celular foi meio ruim porque, &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/sobrevivendo-ao-fim-do-ano.html" target="_blank"&gt;como já expliquei antes&lt;/a&gt;, um pouco antes da meia-noite sou acometida por uma florzice melancólica que me leva a mandar mensagens pra todo mundo, igual bêbado que resolve fazer declaração de amor pra todos os amigos no meio da madrugada. Não vou mentir que não gosto de recebê-las também. Nem daria para falar com ninguém além da minha mãe, o único número que sei de cor. Fora isso foi sensacional passar quatro dias totalmente incomunicável, offline e fora de área. Tipo um sonho tornado realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando em casa, consegui recuperar meu chip e peguei o celular da minha avó emprestado. O problema foi que o celular da minha avó é tão pequeno que parece de brinquedo. Descobri que ela não consegue usá-lo não porque é uns 48 anos mais velha que eu e tem fobia de tecnologia, mas porque não dá mesmo pra enxergar nada naquele display minúsculo e clicar em coisas certas com teclas tão minúsculas e pouco funcionais. Fiz uma confusão tão enorme com o teclado que era mais prático ligar o notebook e entrar no Facebook pra falar com alguém do que mandar SMS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha passagem de volta de Belo Horizonte tinha São Paulo como destino, já que fora comprada antes da Fuvest, quando ainda existia esperança de eu ir fazer a segunda fase, dia 8. Como não rolou, estava combinado que eu iria pra Sampa City de todo jeito, e depois voltaria pra casa. No entanto, meus pais tiveram um surto de superproteção e resolveram me mandar pra Uberlândia antes da hora. Eu, que pensava que sairia de BH like a boss, de avião, rumo a Congonhas, acabei num ônibus das 23h pra Uberlândia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei um pouco antes das 7h quando estávamos perto de casa. Peguei o celular para olhar as horas e mandar uma mensagem para a tia fofa que havia me hospedado avisando que a viagem tinha sido tranquila e que estava quase em casa. Acabei me distraindo com a música e cochilei, tendo acordado já na entrada da Uberlândia. Percebi que o celular não estava comigo quando desci, encontrei meu pai e ia ligar para minha mãe, avisando que tinha chegado bem. Cadê o bendito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revirei toda minha bolsa na maior classe do mundo, ali no meio da rodoviária. Nada. Voltei no ônibus, olhei tudo, ajoelhei no chão (phyna) pra ver se não tinha caído. Nada. Meu pai e o motorista subiram no ônibus e fizeram uma revista. Nada. A única explicação plausível é que durante meu cochilo um dos outros quatro passageiros do ônibus se deu ao trabalho de se levantar (não tinha ninguém do meu lado, atrás, ou na minha frente) do lugar e delicadamente tirar o celular do meu colo. Um celular que não tinha nem câmera, um display minúsculo e que mais parecia brinde que vem dentro de salgadinho vagabundo. Duvido que, novo, valesse mais que 30 reais. No entanto, não devemos subestimar o espírito de porco humano, e para todos os efeitos, meu celular foi roubado. O chip sobrevivente foi pro beleléu, assim como minha agenda. Com sorte, conseguirei recuperar meu número.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu pai está achando essa história tão improvável que chegou a verbalizar que acredita que eu sonhei - sim, ele disse isso - que havia visto o celular pela manhã e o havia perdido ainda na rodoviária. Eu prefiro acreditar que ele simplesmente desapareceu, porque minhas coisas simplesmente desaparecem e essa não seria a &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2010/08/devem-ser-os-nargules.html" target="_blank"&gt;primeira vez&lt;/a&gt;. Se o culpado foi um duende ou poltergeist, fica a cargo do freguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;** Costumo ter muitas ideias aleatórias para posts que acabam se perdendo na minha cabeça, sendo deixadas para trás. Como os posts nos últimos meses foram poucos e pouco inspirados, e eu estou estranhando não ter nada pra fazer depois de um ano de labuta, pensei em fazer um projeto estilo 15 dias 15 posts. O que acham? Leriam tudo? Me fariam companhia? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-82129238764477549?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/82129238764477549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/celular-conspiracao.html#comment-form' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/82129238764477549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/82129238764477549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/celular-conspiracao.html' title='Celular: a conspiração'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-5394399900915212730</id><published>2012-01-04T10:47:00.000-02:00</published><updated>2012-01-04T10:47:20.380-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='odes'/><title type='text'>Minha ruiva favorita</title><content type='html'>&lt;b&gt;Ou: Ode à Jenny Lewis&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q8ioJClT_ko/TvJvXYgl1nI/AAAAAAAAA7w/JtlX4rFD1TA/s1600/tumblr_ljn6uorZ8S1qftwqwo1_500_large.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q8ioJClT_ko/TvJvXYgl1nI/AAAAAAAAA7w/JtlX4rFD1TA/s1600/tumblr_ljn6uorZ8S1qftwqwo1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho esse defeito de pegar implicância com as coisas sobre as quais as pessoas falam demais. Sabe aquela banda que tá todo mundo ouvindo, ou aquele vídeo que todos os seus amigos no Facebook compartilharam? Então, eu não. Não sei como é a voz da Lana Del Rey e não assisti ao vídeo Gota D'Água. A overdose de comentários, impressões e curtições é tamanha que a sensação que tenho é que já conheço aquilo, ainda que nunca tenha tido um contato efetivo. Vou além: não bastasse ter a sensação de familiaridade, encho o saco antes mesmo de ver/ouvir. Minha relação com Florence Welch, voz cantarolante de Florence + The Machine, é essa. Raras vezes vi mais gorda e ouvi umas três músicas, só pra não entender por que as pessoas falam dela como se fosse a última coca-cola do deserto. Não que ela seja ruim, é só que minha preguiça ideológica me impede de apreciá-la com propriedade. É um gesto deveras pedante da minha parte, confesso, mas não consigo evitar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso para dizer que entre as ruivas que tanto fizeram sucesso em 2011, minha favorita a maioria de vocês nem ouviu falar. E isso me deixa tão triste, o fato de saber que vocês ficam aí babando um ovo desnecessário para a senhorita Welch-Bjork-wannabe enquanto existem coisas mais preciosas por aí, que hoje venho apresentar-lhes Jenny Lewis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nHPMjFLTjv4/TvJvapShX3I/AAAAAAAAA74/hEHUxQZyU3g/s1600/tumblr_lsjz5tfihI1qep56go1_500_large.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-nHPMjFLTjv4/TvJvapShX3I/AAAAAAAAA74/hEHUxQZyU3g/s1600/tumblr_lsjz5tfihI1qep56go1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela não lança nada de novo desde 2008 e a NME provavelmente não escreve sobre ela há anos, mas há muito tempo não me encantava tanto por um trabalho. Seu estilo é puxado para o country mais moderninho, e suas letras são marcadas por uma melancolia brejeira de rasgar o coração.&amp;nbsp; No primeiro momento a gente é capaz de dizer que ela tem uma voz que é bonita e só, mas depois percebe um timbre diferente e interessante que a vontade que dá é de querer morrer ouvindo aquilo - do melhor jeito possível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/3kllyPnkLxY" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de muito ouvir seus dois álbuns solo que fui descobrir que ela é vocalista do Rilo Kiley, banda que nunca tive muita vontade de ouvir pra valer porque a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jVtSSCzASR0&amp;amp;ob=av2e" target="_blank"&gt;única música que conheço&lt;/a&gt; me enche muito o saco. Além disso ela já participou de um cd do The Postal Service, projeto paralelo do Ben Gibbard, vocalista do Death Cab For Cutie, e em 2010 lançou um cd com seu namorado, que ainda não tive a chance de ouvir. Nessa salada indie, o que mais me agrada é a amizade e afinidade musical com o ex-casal Ben Gibbard e Zooey Deschanel: as várias parcerias vocais são encantadoras, e o duo das duas musas em Trying My Best To Love You é uma coisa tão bonita que deveria ser proibida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/5Qs3GZ1NpvE" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/CxBhLGdda9o" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro cd solo que ela lançou, na verdade não foi tão solo assim. Chama-se Rabbit Fur Coat e conta com a parceria das gêmeas Watson fazendo coro. A pegada é bem brejeira e muitas vezes encontra uma temática meio gospel, o que muito me faz lembrar a fase cristã do Bob Dylan. As letras são incríveis. Born Secular - toda dolorida e cheia de angústia - e You Are What You Love - otimista, bright and shiny -, minhas favoritas, são igualmente bem feitas e tão opostas que me admira terem sido escritas pela mesma pessoa. Já o segundo, Acid Tongue, tem um quê de soul bem agradável, e minha favorita é Godspeed, em que Jenny alcança uns agudos sensacionais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="274" src="http://www.youtube.com/embed/r0gLt8j-45s" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="274" src="http://www.youtube.com/embed/z3kuS0HthLM?hd=1" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/T9tez3fAxzI" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de tudo isso, Jenny Lewis é uma garota legal. Por legal eu digo que é daquele tipo que te dá vontade de ser ela um pouquinho. Ela tem uma carreira de atriz meio obscura que pouca gente tem conhecimento, mas fez parte de Life With Lucy, como neta de Lucy. &lt;b&gt;L-U-C-I-L-L-E-B-A-L-L&lt;/b&gt;. Como não amar? Ela se veste de forma meio retrô meio rock'n'roll, adora paetês, hot pants e óculos redondos, tem um cabelo ruivo lindo, 35 anos e sambando na cara de pessoas bem mais novas, tipo eu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já deu pra entender porque ela foi a voz do meu ano, ainda que não tenha sido alguém na longa noite que foi 2011?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mpiXVK80bO0/TvJvTurBa3I/AAAAAAAAA7o/DkCj8wcAFpU/s1600/Jenny+Lewis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-mpiXVK80bO0/TvJvTurBa3I/AAAAAAAAA7o/DkCj8wcAFpU/s400/Jenny+Lewis.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-5394399900915212730?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/5394399900915212730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/minha-ruiva-favorita.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5394399900915212730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5394399900915212730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/minha-ruiva-favorita.html' title='Minha ruiva favorita'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Q8ioJClT_ko/TvJvXYgl1nI/AAAAAAAAA7w/JtlX4rFD1TA/s72-c/tumblr_ljn6uorZ8S1qftwqwo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2494242479663545578</id><published>2012-01-02T11:53:00.001-02:00</published><updated>2012-01-02T11:53:41.409-02:00</updated><title type='text'>Antes que o mundo acabe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma imagem que sintetiza bem o meu ano é de um show que fui com meus amigos em meados de agosto. Não era nada grande ou conhecido, só uma banda local, de covers indies, que gostamos bastante. O show estava no fim, e tocava All These Things That I've Done, do Killers. Matheus, que vivia um estado de euforia estilo "me abraça porque você é minha melhor amiga e estamos aqui nesse momento lindo", estava segurando minha mão no alto e a gente cantava com o pouco de voz que nos restava "I've got a soul but I'm not a soldier...", como se quem estivesse em cima daquele palco fosse mesmo o Brandon Flowers. Foi lindo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2011 foi um ano de renúncias. Renunciei a festas, shows de verdade (Strokes, Britney Spears e o provável último show do Sonic Youth. Ever.), saídas, sono, tranquilidade, fins de semana, cinema, cultos, dignidade. Tudo em nome de um bem maior que estou esperando vir até agora. Privada da maioria das coisas que me fazem bem, tive que aprender a tirar leite de pedra e ser feliz com pouco. O açaí na esquina da escola, as fugidas pro centro da cidade, longos passeios de ônibus, covers, momentos sozinha com Deus, música 24 horas por dia e maratonas de séries. Passei o ano todo me sentindo flutuar numa bolha, numa espécie de universo paralelo: todas as pessoas pareciam estar vivendo e fazendo alguma coisa de útil e interessante das suas vidas e eu olhava de uma janelinha embaçada, na parede da midiateca. Foi um ano meia boca, meio pela metade e que ficou me devendo muita coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início de 2011 a única coisa que eu havia pedido era &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/01/sustentavel-leveza-do-ser.html" target="_blank"&gt;leveza&lt;/a&gt;. Ha. A morte de uma tia-avó logo no fim de janeiro fez levantar uma poeira mórbida na minha vida e eu me meti em longos pensamentos sobre a morte da bezerra e de todas as pessoas do mundo, fazendo com que eu me sentisse mais dentro da cabeça do Alvy Singer do que já me sinto normalmente. Foi um ano denso e meio melancólico, cheio de crises exitenciais. Oscilava entre me sentir dentro de um drama do Woody Allen e uma &lt;a href="http://letras.terra.com.br/adriana-calcanhotto/43979/" target="_blank"&gt;música da Adriana Calcanhoto&lt;/a&gt;. À noite, sonhava com o planeta Melancholia colidindo com a Terra e não achava essa ideia tão ruim - sério, várias vezes. Aprendi nesse ano que &lt;a href="http://thyerres.wordpress.com/2011/04/25/contra-um-mundo-melhor/" target="_blank"&gt;é melhor ser infeliz sendo gente do que ser feliz sendo uma pedra burra&lt;/a&gt;. Eclesiastes foi meu mantra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou pedir que 2012 seja doce, porque isso é brega e eu gosto muito mais de frutas cítricas. Quero que seja diferente e interessante. Quero ter umas histórias divertidas pra contar e mudar de ares e de pessoas. Quero começar a ver Seinfield e cortar o cabelo, comprar um livro de feng-shui e tirar as tralhas do meu quarto - sério. Quero ir mais a igreja, viajar com meus amigos e ir ao show do Los Hermanos. E chegar aqui ao fim dos próximos 12 meses contando que eu fui surpreendida e fui mais feliz do que triste.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se serve de bom agouro ou não, vale dizer que comecei meu ano me entupindo de comida enquanto segurava a vontade louca de chorar, porque sempre fico deprimida na meia-noite. Mas depois enxuguei os olhos, engoli as lágrimas e fui dançar loucamente ao som da pior banda do mundo, que foi de New York New York a uma versão sofrível de Anna Júlia num intervalo de poucas horas. Deixei a pista quando eles resolveram tocar Another Brick In The Wall (mais sobre isso depois), morta de feliz, a batata da perna ardida de tanto twistear e sentindo que se pá as coisas darão certo.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resoluções? Essas &lt;a href="http://edrenekivitz.com/blog/2011/12/sugestoes-para-2012/" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt; pra colar no espelho do banheiro e tatuar na testa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2494242479663545578?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2494242479663545578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/antes-que-o-mundo-acabe.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2494242479663545578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2494242479663545578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2012/01/antes-que-o-mundo-acabe.html' title='Antes que o mundo acabe'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-7544793313791589328</id><published>2011-12-26T12:44:00.000-02:00</published><updated>2011-12-26T21:40:24.589-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><title type='text'>Sobrevivendo ao fim do ano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei o que há de errado comigo, mas odeio festas de fim de ano. Não é que eu faça a linha ermitão-way-of-life e odeie as pessoas e não tenha ninguém, ou que eu não acredite em nada ou seja do tipo militante anti-capitalista que acha que tudo é uma conspiração dos caras para nos fazer comprar cada vez mais. Talvez seja, mas não é isso que me faz desgostar das festas. É só que eu fico irritada com os shoppings lotados, e a neve falsa e o Papai Noel com sua roupa de veludo vermelho enquanto lá na rua está fazendo 40º na sombra; fico aborrecida ao receber mensagens de pessoas que só falam comigo nessa época do ano e vem dizer que sentem saudades, que é pra gente marcar de sair qualquer dia desses; o clima sentimentaloide do período me deprime, as confraternizações de turma onde todo mundo de repente se ama me dá preguiça; odeio os especiais de Natal da Globo e a maneira como eles transformam todos os programas num espetáculo patético de exploração das histórias de vida alheias e do sofrimento dos outros. Só queria um dia poder dormir dia 10 de dezembro e acordar 02 de janeiro. Seria pedir demais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo ano, quando chega dezembro, passo por um período de crise interna que muito se assemelha com as &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gdXIFiG_-eI&amp;amp;noredirect=1" target="_blank"&gt;seis fases do luto&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Negação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começa quando vejo as primeiras lojas decoradas para o Natal ali pelo final de outubro. Quero vomitar e arrancar tudo dali, e fico repetindo pra mim mesma que aquilo é um absurdo, um disparate, e que o Natal não está chegando.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Raiva&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me transformo na Bruxa Má do Oeste a cada vez que escuto uma música natalina. Tenho vontade de quebrar a televisão quando a Globo lança sua mensagem de fim de ano. Digo que vou sabotar o amigo secreto da sala. Tenho vontade de jogar fora meus filmes natalinos e pego uma birra enorme de todos os episódios de séries com temática de fim de ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Barganha&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mãe, e se fizéssemos um Natal diferente? Sem uva-passa, sem peru e panetone, só eu você, a vovó e o vovô em casa, com a tv desligada, comendo quibe com ovo, jogando Scrabble e ouvindo Frank Sinatra? Mãe, por favor, vamos inventar um doce novo, eu não quero panetone, eu odeio panetone. Que tal se a gente viajasse pra uma ilha deserta ou pra China, um lugar onde não se comemore o Natal, vai ser tão melhor, vamos evitar o tumulto, o jingle bell... pra que tudo isso? Mãe, por favor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Depressão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente eu fico triste sem motivo. Tudo me deprime e eu me lembro de tudo que há de ruim no mundo, em quem não tem nada pra comer, nos cachorros sem dono, nas crianças sem família, na minha solteirice e tenho vontade de chorar com qualquer coisa boba que me digam. É a hora em que as pessoas se aproveitam do meu coração fragilizado e me arrastam para o shopping pra que eu ajude nas compras. É sempre assim, todo mundo me aluga (de graça, detalhe) pra escolher os presentes da família toda. Nessa época eu me lembro de quanto eu amo todas as pessoas e que a vida é efêmera, fico pensando na morte da bezerra e de todos a minha volta, e resolvo escrever cartas florzinha pra todo mundo que conheço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt; Raiva (de novo)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegamos ao dia 23 de dezembro. Quero ficar trancada no quarto o dia todo e a casa vai se enchendo daquelas pessoas que visitam sem avisar, são inconvenientes e ficam me fazendo perguntas inoportunas. É o dia em que não aguento mais ouvir música natalina e pensar em compras, e sempre alguém me pergunta o que deve comprar pra fulano e siclano e minha vontade é responder: um envelope de Anthrax. O cheiro de assados impregna, uvas-passa aparecem em quantidade industrial e eu ainda tenho que fingir que está tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt; Aceitação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela demora, mas chega. No fim do dia 24 de dezembro, quando me recolho para me aprontar para a festa de Natal, sou invadida por um espírito de resignação. Resolvo que o melhor mesmo é mandar mensagens fofas para pessoas que importam, penso em coisas bonitas para dizer pros outros, e canto Jingle Bell Rock no banho. O alívio que o fim do Natal me traz é substituído por uma ansiedade louca pelo dia 31 de dezembro, porque eu só quero que aquilo passe logo, que os fogos de artifício encham o saco de uma vez e que as pessoas acordem na segunda sabendo que aquela dieta não vai rolar, que a vida continua e é um dia feliz pois sei que nunca vai faltar tanto tempo para as festividades daquele ano como falta naquele dia.&amp;nbsp;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí começa minha crise pré- aniversário, mas já fui muito mal humorada prum post só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou viajar e não sei se terei tempo de voltar aqui antes que o ano acabe. Apesar de tudo que disse acima, desejo de verdade que vocês tenham tido um Natal bacana, e que no último ano antes do fim do mundo (ai como eu queria!) a gente possa fazer muita coisa legal e ter histórias engraçadas pra contar&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-7544793313791589328?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/7544793313791589328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/sobrevivendo-ao-fim-do-ano.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/7544793313791589328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/7544793313791589328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/sobrevivendo-ao-fim-do-ano.html' title='Sobrevivendo ao fim do ano'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8403226291335724024</id><published>2011-12-21T17:45:00.000-02:00</published><updated>2011-12-21T17:52:20.195-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farofa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sagas'/><title type='text'>Anna and Rinna take Ribeirão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse último fim de semana, viajei sozinha pela primeira vez na vida. Por sozinha vocês entendam: a pessoa mais velha presente era minha amiga Rinna, 18 anos completos em outubro deste ano. Fomos para Ribeirão Preto, aquela sucursal do inferno, fazer a segunda fase da Unesp, porque férias de vestibulando é fazer turismo em local de prova. Programão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que estava com um certo receio do que poderia acontecer, porque além de compartilhar com a Rinna um amor enorme por Killers, Little Joy e qualquer cara barbudinho com cara de bobo e maconheiro, divido com ela a sina de ter nascido sob a nuvem negra do azar e das coisas bizarras acontecendo com certa frequência. Talvez a ideia de irmos sozinhas para terras distantes fazermos a prova de nossas vidas tenha sido um tanto ousada, mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hotel, fomos premiadas com um quarto interditado. Percebi isso ao entrar lá e ver pedaços de parede espalhados pelo chão. Relatei o ocorrido ao recepcionista, que arregalou os olhos e fez uma cara de espanto considerável ao ter percebido o erro que cometera - e olha que ele ganhou o prêmio de homem mais apático da história da humanidade. Pelo visto fomos instaladas no quarto mal assombrado do hotel, e não duvido nada que caso houvesse banheira, teria encontrado uma &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bkFIPLIOGL8/S8J9_SMI4AI/AAAAAAAAqR8/8z9JW1COp4c/s400/Shining-Nicholson-kiss_400.jpg" target="_blank"&gt;velha em decomposição&lt;/a&gt; por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tem7i7mUYxo/TvI1weHKQzI/AAAAAAAAA7c/eTYzPiFUju4/s1600/foto+%25288%2529%2529.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://1.bp.blogspot.com/-tem7i7mUYxo/TvI1weHKQzI/AAAAAAAAA7c/eTYzPiFUju4/s400/foto+%25288%2529%2529.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um dilúvio caído no domingo amenizou um bocado a temperatura e nos deu uma noite mais fresca e uma segunda-feira mais suportável. Ruim foi ter tomado aquele banho em frente à universidade que fiz prova porque um garoto - que estava na minha sala e ficou tentando fazer um social - queria roubar o táxi que eu havia chamado. Aceitei dar carona para ele, ao menos tive que pagar só metade da corrida. Ruim foi ter que entrar no shopping pingando, cabelos arrepiados, pronta para encontrar o amor da minha vida em alguma mesa da praça de alimentação - só que não. Fiz amizade com praticamente todos os taxistas com quem andei, e agora entendo melhor por que Clarice Lispector tinha como passatempo preferido andar de táxi por aí. Topamos com um que tinha um sorriso lindo e era todo simpático, do estilo que dirige cantando e sai do carro para abrir a porta pra gente. Achei digno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos ter quebrado todas &lt;a href="https://www.facebook.com/events/287713387937830/" target="_blank"&gt;na muito bem frequentada festa Spring Break&lt;/a&gt;, mas encerramos nossas noites antes da meia noite, comportadíssimas no nosso quarto de hotel, comendo Bis branco e assistindo MTV. Nossa maior extravagância foi ter comprado sapatilhas gêmeas na segunda, quando tivemos que passar o dia todo enrolando no shopping até a hora de ir embora. O Shopping Santa Úrsula tem algumas lojas adoráveis com preços muito amigos, bem o contrário do que acontece em Uberlândia, onde qualquer regata branca furada custa mais de cem reais. Uma pena que me faltou coragem para fazer rombos desavisados no cartão de crédito do meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UxM5SQfqEyI/TvI1tH4wGoI/AAAAAAAAA7M/W4xDH-HuXtU/s1600/389836_185920938170187_100002568479241_331621_2093740076_n.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="391" src="http://3.bp.blogspot.com/-UxM5SQfqEyI/TvI1tH4wGoI/AAAAAAAAA7M/W4xDH-HuXtU/s400/389836_185920938170187_100002568479241_331621_2093740076_n.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Minto: minha maior ousadia foi ter comido sanduíche todos os dias, como qualquer pessoa adulta, consciente e dona do próprio nariz faria. O orgulho da mamãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrastei Rinna comigo para uma sessão de A Pele Que Habito, que não tinha conseguido ver até então. Eu adorei, apesar do fato de que já ter descoberto com mil especulações e conjecturas involuntárias o grande pulo do gato do filme ter tirado um pouco a graça da coisa. Riri, coitada, que nunca tinha visto um Almodóvar antes, saiu de lá meio traumatizada, dizendo que só volta no cinema comigo para assistir algum filme da Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de mortas de cansaço, não dormimos nada na viagem de volta. Três garotos adoráveis, só que ao contrário, passaram todo o trajeto comentando sobre a prova, fazendo uso de metáforas pesadas que não ouso repetir. Um deles estuda na nossa escola e o achávamos uma graça, até ouvirmos em primeira mão a desenvoltura do bonitinho para falar as maiores escrotices do mundo em alto e bom som, sem nem se dar conta as pessoas estavam caladas é porque conversar gritando não é bem o tipo de coisa que se faz num ônibus noturno quando já passou da meia-noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos alguns reais mais pobre, alguns quilos mais gordas e tão de saco cheio de shopping que poderemos ficar uns três meses sem colocarmos os pés em algum, mas inteiras. Quem diria! Próximas aventuras? Outra viagem, com mais amigos, de preferência para alguma praia, e, se possível, sem um vestibular no meio para roubar nossas tardes. De resto, já estamos prontas para a vida de mochileira. Ou quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bYhP6GY8sU0/TvI1vKk7cgI/AAAAAAAAA7U/R-mLAt3_HLA/s1600/397928_185505598211721_100002568479241_330552_2038114043_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-bYhP6GY8sU0/TvI1vKk7cgI/AAAAAAAAA7U/R-mLAt3_HLA/s400/397928_185505598211721_100002568479241_330552_2038114043_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;"Tem um povo estranho aqui, né Anna? Em Uberlândia também, mas tô mais acostumada, porque eles são nossos amigos."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8403226291335724024?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8403226291335724024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/anna-and-rinna-take-ribeirao.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8403226291335724024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8403226291335724024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/anna-and-rinna-take-ribeirao.html' title='Anna and Rinna take Ribeirão'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tem7i7mUYxo/TvI1weHKQzI/AAAAAAAAA7c/eTYzPiFUju4/s72-c/foto+%25288%2529%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-6688807950685879214</id><published>2011-12-16T20:55:00.001-02:00</published><updated>2011-12-16T20:57:07.268-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><title type='text'>Não tenho tempo para mais nada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... ficar o dia todo na escola me consome muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tempo eu até tenho. A gente sempre tem. Do contrário eu não passaria praticamente cada minuto do meu tempo livre rindo com as meninas mais legais do mundo no Facebook. Tenho feito basicamente isso todos os dias nas últimas semanas. Escola de manhã, escola à tarde. Chego em casa e entro na Máfia. Como qualquer coisa, assisto um episódio de Friends ou The Big Bang Theory e vou dormir. Comecei três posts, e escrevi mentalmente ao menos uns cinco. Prometo para mim mesma que os escreverei e postarei assim que chegar em casa, mas não tenho sentido muita vontade de ficar escrevendo linhas e mais linhas sobre tópicos aleatórios fingindo que nada está acontecendo, sendo que eu só queria reclamar um pouco sobre a impressão que eu tenho de que esse ano nunca vai acabar e de que eu realmente odeio pessoas de férias. No entanto, não quero macular esse espacinho do coração com minhas reclamações de vestibulanda a beira de um ataque de nervos, de modo que tudo que eu disse até agora foi para justificar minha ausência, pois acho que nunca passei tanto tempo sem postar, me desculpar pela negligência com que tenho tratado vocês, leitores fofos que comentam lindezas aqui, e que prometo que dentro em breve volto para seguir tagarelando aleatoriedades mas sem me sentir consumida pelo meu próprio tédio em meio à minha agitada rotina sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wgHSmbPL6c4/TuvLqpBFp2I/AAAAAAAAA7A/uonIYjTB7nM/s1600/tumblr_ls5wrjzMrV1qj1hquo1_500.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-wgHSmbPL6c4/TuvLqpBFp2I/AAAAAAAAA7A/uonIYjTB7nM/s1600/tumblr_ls5wrjzMrV1qj1hquo1_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-6688807950685879214?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/6688807950685879214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/nao-tenho-tempo-para-mais-nada.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6688807950685879214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6688807950685879214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/nao-tenho-tempo-para-mais-nada.html' title='Não tenho tempo para mais nada'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wgHSmbPL6c4/TuvLqpBFp2I/AAAAAAAAA7A/uonIYjTB7nM/s72-c/tumblr_ls5wrjzMrV1qj1hquo1_500.gif' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-4933591551891939835</id><published>2011-12-06T14:16:00.000-02:00</published><updated>2011-12-06T18:15:02.245-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Retrospectiva literária de 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dando sequência a uma tradição iniciada ano passado, chegou a hora de falar aqui sobre o que andei lendo ao longo de 2011. Confesso que no início do ano eu estava pensando que minhas únicas leituras seriam as obrigatórias para o vestibular, mas entre elas consegui arranjar tempo para ler coisas bem legais que me permitiram fugir um pouquinho da rotina e do estresse que foram esses 12 meses. Coisas tão legais, aliás, que esse ano creio ter lido uns 3 ou 4 livros que facilmente se encaixariam num ranking de melhores e mais importantes livros da minha vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Livros lidos em 2011&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;High Fidelity&lt;/b&gt; (Nick Hornby); &lt;b&gt;A Descoberta do Mundo&lt;/b&gt; (Clarice Lispector); &lt;b&gt;Vidas Secas&lt;/b&gt; (Graciliano Ramos); &lt;b&gt;&lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/05/dex-and-em-em-and-dex.html" target="_blank"&gt;One Day&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (David Nicholls); Menina a Caminho (Raduan Nassar); &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/04/como-treinar-seu-dragao-o-livro.html" target="_blank"&gt;Como Treinar Seu Dragão&lt;/a&gt; (Cressilda Crowell); Memórias Sentimentais de João Miramar (Oswald de Andrade); Anjo Negro (Nelson Rodrigues); Paraísos Artificiais (Paulo Henriques Britto); &lt;b&gt;&lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/05/cinco-belezas-roubadas.html" target="_blank"&gt;As Virgens Suicidas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Jeffrey Eugenides); &lt;b&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/b&gt; (Gabriel Garcia Márquez); Meio Intelectual, Meio de Esquerda (Antonio Prata); &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/julgando-o-livro-pela-capa.html" target="_blank"&gt;O Que Se Passa Na Cabeça dos Cachorros&lt;/a&gt; (Malcolm Gladwell); &lt;b&gt;&lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/o-mundo-moralmente-suficiente-das.html" target="_blank"&gt;Contra Um Mundo Melhor&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Luiz Felipe Pondé); &lt;b&gt;&lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/amor-dor-e-chile.html" target="_blank"&gt;Paula&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Isabel Allende); Franny&amp;nbsp;&amp;amp; Zooey (J.D.Salinger); Memórias de Um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida); &lt;b&gt;Capitães da Areia&lt;/b&gt; (Jorge Amado); A Cidade e as Serras (Eça de Queirós); Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O casal mais apaixonante&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dexter Mayhew e Emma Morley, de One Day - Por 20 anos, acompanhamos os encontros e desencontros de Dex e Em, protagonistas de uma história de amor que tinha tudo pra ser e não foi, numa metáfora interessante sobre a vida em si, que muitas vezes nos traz situações que tem tudo pra dar certo e acaba não dando, e a gente olha pra trás e fica pensando no que deu errado. Nada deu errado, a vida aconteceu. Isso não significa que os dois não se amaram durante esses 20 anos, mesmo não estando juntos, e não faz com que eles deixem de ser lindos de morrer, mesmo com seus zilhões de defeitos. Depois de ter terminado o livro, reli várias vezes o capítulo Rules Of Engagement, onde os dois&amp;nbsp;viajam juntos para a Grécia, como amigos, e estabelecem regras de convivência para que as coisas não fujam do controle - claro que são todas quebradas depois. É o capítulo mais engraçado, mais fofo e mais encantador de todo livro, e é praticamente impossível não amar&amp;nbsp;aqueles dois depois dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Virei a noite lendo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Capitães da Areia - Devorei este livro em parte porque ele era da biblioteca e eu tinha um prazo para devolvê-lo, mas principalmente porque eu não conseguia largá-lo. Não virei noite porque não posso me dar a esses luxos, mas extrapolei a hora de dormir e virei aulas e aulas que eu realmente deveria estar prestando atenção para acompanhar as aventuras e desventuras desse grupo de crianças abandonadas que domina as ruas de Salvador realizando furtos em casas chiques e experimentando uma liberdade plena que poucos conhecem. É um livro delicioso e lindo, que conta uma história triste de uma forma doce, com personagens maltratados pela vida, mas que não perderam a ingenuidade típica das crianças e que por isso se tornam tão apaixonantes que fiquei dividida entre a vontade de trazer todos pra casa para guardá-los em potinhos ou então de fugir de casa e ir vadiar com eles pela Bahia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Chorei de soluçar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vidas Secas - Confesso que tinha uma preguiça dos escritores nordestinos e dos livros sobre o sertão. Não é preconceito, juro. É que nunca tinha me interessado realmente sobre o que eles contavam. Peguei Vidas Secas por causa do vestibular da Fuvest e ganhei em troca uma das melhores e mais tocantes leituras da minha vida. Graciliano Ramos, com seu jeito sucinto de escrever, conta a história de uma família de retirantes com suas mazelas, e como diz o título, suas vidas secas. Só que eu acho que apesar do que todas as análises falam, o que temos são personagens humanos e doces. O narrador e eles próprios se veem como bichos, engolidos pelo ambiente que vivem, mas eu senti algo mais ali. Vai ver eu senti errado, mas ainda que errando, gostei muito do que li. Como a maioria das pessoas, tive um apego todo especial à cadela Baleia, a personagem mais interessante de toda a história, e no capítulo que descreve a sua morte eu chorei tanto que tive que fazer uma pausa na leitura. Sabe quando você chora tanto que abaixa o livro e vira a cara no travesseiro e se dissolve em lágrimas por causa de umas linhas muito bem escritas? Então, descobri o que é isso lendo Vidas Secas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Decepção do ano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Memórias de Um Sargento de Milícias - Sei que muita gente torce o nariz para literatura nacional e principalmente para livros que são cobrados no vestibular (te amo mesmo assim, tá &lt;a href="http://lonesomepumpkin.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Renata&lt;/a&gt;?), e eu consigo entender isso porque também odeio ler qualquer coisa se sou obrigada. Mas costumo me interessar por esses livros e tinha uma enorme curiosidade com este, porque conheço bastante gente que gosta dele de verdade. A decepção começou quando assisti uma aula a respeito, antes de lê-lo, e achei a história profundamente sem graça. Tão sem graça que quando tive a impressão que a coisa ia engrenar, ela havia chegado ao fim. Resolvi ler mesmo assim e a sensação se manteve: não me interessei pela história, não me apeguei a nenhum personagem e não fiquei intrigada em momento algum. E olha que eu amo livros realistas as crônicas de costume do século XIX, Machadão não me deixa mentir. Acho que o defeito do livro é esse, Manuel Antônio de Almeida tenta, mas não é Machado de Assis. Das memórias que já li, considero estas mais digeríveis do que as de João Miramar, mas que não chega nem no dedinho do pé do finado Brás Cubas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Livro irrelevante do ano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paraísos Artificiais - Não é um livro ruim, não mesmo. Aliás, é gostoso de ler, tanto que comecei e quando vi já tinha chegado ao fim, num mesmo dia. O problema é que não me lembro de basicamente nada dele, e se me apontassem um revólver agora, eu conseguiria lembrar um conto ou dois. E nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Grifei&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Descoberta do Mundo - Há uns anos atrás, dizer que gostava de Clarice Lispector era uma espécie de pré-requisito para ser bem visto como literato de respeito, mas de repente dizer que gosta dela virou motivo de chacota. Bem, eu nunca quis tatuar uma frase dela, mas também nunca desgostei. Não me identifico muito com suas ideias e não faço o estilo intensa, vai ver é por isso que não fui tão tocada assim pelas coisas que havia lido anteriormente. Só que A Descoberta do Mundo é diferente. É uma coletânea de crônicas que ela escreveu no jornal por anos, que revelam uma Clarice mais leve e interessante - ao menos para mim. A sensação que tive é que estava sentada na mesa tomando um café e a ouvindo contar histórias. Existem os textos mais densos, claro, mas a maioria é sobre episódios cotidianos. A diferença é que ali no meio de um texto sobre o encontro que ela teve com o Chico Buarque, por exemplo, eu encontrava uma sacada, uma ~epifania~ escondida que me faz entender porque Clarice é Clarice. Aí vou lá e grifo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O pior livro de 2011&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Menina A Caminho - Um livro que odiei desde a primeira linha que li até a última, e esconjurei, e detestei, e não entendi nada, e que só de lembrar já fico com raiva. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Li por causa do vestibular (UFU, ferrando minha vida desde 2008) e no início pensava que fosse ser bom, por causa do autor ser quem é, mas não. Eu passei o livro todo sem entender o propósito da história, e quando li a análise e entendi o que aquilo tudo significava, achei pior ainda. Passem longe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Soco no estômago&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contra Um Mundo Melhor - Luiz Felipe Pondé escreve verdades que a gente sabe e não quer ouvir. Ou que não sabe e depois que descobre talvez preferia ter ficado na ignorância. E eu adoro ele. Esse livro faz com que a gente se sinta meio mal e terrivelmente hipócrita, e nos faz acreditar que a humanidade não deu certo mesmo, e como diz uma amiga minha, suicídio coletivo é a solução. O soco no estômago, no entando, é algo bom. Como o próprio autor diz no livro, é melhor sofrer sendo gente do que ser feliz sendo uma pedra burra. Por anos essa questão rondou minha vida (juro), e esse livro me marcou e mudou muito, e acho que finalmente consegui entender o que é esse "ser gente" que ele e as pessoas tanto falam. Entendi e gostei do conceito. O livro também é bom porque apesar desse título e de tudo que eu falei até agora, tem uma das mensagens mais bonitas que já li na vida. Vale muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O mais chato&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Memórias Sentimentais de João Miramar - Tupi or not tupi só se torna uma questão quando a gente entende o que o Oswald de Andrade quer dizer, e desculpa se não sou cult ou antropofágica o suficiente, mas não acho isso tarefa fácil. Não sei se chato é o adjetivo adequado ao livro, talvez um belo WTF fosse mais apropriado, mas também é chato pra caramba passar cerca de 10 páginas sem ter entendido uma linha do que o cara escreveu. Se sentir burra é chato pra caramba. Li o livro antes de conhecer as vanguardas europeias e com um conhecimento muito raso de modernismo, logo a experiência foi um tanto assustadora. Confesso que depois que meu professor o leu em sala com a gente, explicando cada capítulo e contextualizando tudo, a coisa ficou mais fácil e eu até poderia dizer que foi divertido. É um livro pra se estudar, não pra se ler antes de dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Abandonei&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iracema - Não gosto de abandonar livros, acho feio e fico com a impressão de que alguém vai levar pro lado pessoal, mas José de Alencar que me desculpe, não deu. Escrita muito rebuscada, muito lírica, muitas metáforas e um parágrafo inteiro inventando analogias com a natureza pra dizer que a virgem dos lábios de mel e cabelos pretos como a asa da graúna sentiu saudades do amado português é demais pro meu gosto. Não conseguia ler um capítulo sem cair no sono e resolvi parar de perder meu tempo. Foi mal, Fortaleza amada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Morri de rir&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;High Fidelity - Gosto de humor negro, personagens auto-depreciativos e piadas ácidas e é por isso que me dou tão bem com o humor inglês e com os textos do Nick Hornby. High Fidelity não é um livro de comédia (muito pelo contrário), mas a narrativa em primeira pessoa ajuda bastante a dar abertura a insights geniais que nada mais são que um apontamento despretencioso ou um adjetivo absurdamente bem colocado e pronto, risada na certa. Guardei na memória algumas tiradas muito ótimas e ainda hoje começo a rir sozinha se me vem alguma na cabeça assim de repente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aventura, fantasia ou infanto-juvenil&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como Treinar Seu Dragão - Fiquei muito feliz ao perceber que o futuro literário dos meus filhos não está tão perdido como eu imaginava. Existe coisa muito boa escrita para crianças atualmente, e que não são simplesmente histórias de aventuras sobre vikings engraçadíssimos e apaixonantes, mas algo consistente e com uma profundidade bem sutil que agrada aos pais que estão lendo as histórias, as crianças que irão relê-las quando mais velhas, e as primas que roubam os livros dos primos bebês para passar o tempo e acabam totalmente envolvidas com a história de um garoto corajoso e seu dragão banguela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Bate bola de personagens&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Personagem masculino mais apaixonante: &lt;/b&gt;Pedro Bala, de Capitães da Areia. Clichê, eu sei, mas ganhou meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Personagem feminina que eu queria ser: &lt;/b&gt;Úrsula Buendía, de Cem Anos de Solidão e a própria Isabel Allende, autora de Paula, que é basicamente sua autobiografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Personagem mais chato: &lt;/b&gt;Jacinto, de A Cidade e as Serras - Passa dois terços do livro entendiado e aborrecido com a sociedade parisiense e sua modernidade (sendo que antes não se cansava de louvá-la) e o resto dele exaltando as maravilhas da serra. Zzzzzz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Personagem mais perturbador: &lt;/b&gt;As irmãs Lisbon, de As Virgens Suicidas e Sem Pernas, de Capitães da Areia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Personagem que mais me identifiquei: &lt;/b&gt;Emma Morley, de One Day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O melhor livro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu for pensar em termos de qualidade, esse ano li coisas que mereciam mais esse troféu do que meu escolhido. Como não sou intelectual, entendida, crítica especializada ou algo assim, deixo aos especialistas a tarefa de escolher o Nobel e o Jabuti do ano que vem e me contento em premiar o livro que li esse ano que mais deixou sua marca na minha vida, e que eu dificulmente vou esquecer. One Day, claro. Porque muitas pessoas vieram me contar que não o acharam essa Coca Cola toda, mas eu não consigo pensar em outro que tenha me envolvido tanto, com o qual eu tenha me empolgado e divertido, e sofrido também, e que, óbvio, tenha me trazido &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/05/momento-ego.html" target="_blank"&gt;tanta coisa boa&lt;/a&gt;. Acho que foi uma questão de timing. Li o livro num período que tinha tudo a ver com a essência da história, quando eu precisava ler aquilo e quando aquelas linhas e o que elas significavam faziam um eco tão enorme aqui dentro que até a melancolia que ele me enfiou, por alguns dias, valeu e só fez aumentar o carinho. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-4933591551891939835?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/4933591551891939835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/retrospectiva-literaria-de-2011.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4933591551891939835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4933591551891939835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/retrospectiva-literaria-de-2011.html' title='Retrospectiva literária de 2011'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-1927737615685338199</id><published>2011-12-04T02:05:00.000-02:00</published><updated>2011-12-04T02:21:58.675-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máfia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog e afins'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu interior'/><title type='text'>Retrô dos quatro anos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WTlGdp93QEw/TtreSAFOwrI/AAAAAAAAA3g/6oLYjxAwIuA/s1600/natal-socontagious.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="307" src="http://1.bp.blogspot.com/-WTlGdp93QEw/TtreSAFOwrI/AAAAAAAAA3g/6oLYjxAwIuA/s400/natal-socontagious.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando olho para a imagem acima, o primeiro layout desse blog, fico impressionada ao ver que nessa primeira semana de dezembro completamos, eu e ele, quatro anos de vida. Foi na primeira semana de dezembro de 2007 que depois de uns 6 meses (sim!) preparando tudo, o blog foi ao ar em meu trinfal retorno à blogosfera, de onde estive ausente desde, sei lá, 2005. Nesse meio tempo mantive um fotolog, que era o supra-sumo da época, e resolvi fazer a filha pródiga porque aos poucos percebi que gostava muito mais de escrever os posts no fotolog (que ninguém lia) do que de postar as fotos. Cansei da minha cara e passei a gostar mais das minhas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meses abusei do meu lado nerd para aprender a mexer com HTML, já que meu projeto de layout era bem ambicioso. Essa barra de funções era toda mapeada e me tomou muitas semanas para que funcionasse perfeitamente. Só quem já se aventurou - sozinha! - nos obscuros terrenos do HTML sabe como mapeamento e iframes são coisas chatas de se mexer. Não lembro do assunto do primeiro post, mas sei que o segundo falava (mal) de High School Musical 2.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início eu era tão florzinha e queria tanto agradar que fiz um layout natalino, sendo que nunca gostei de Natal. E ainda por cima tocava música (na época era legal, tá?), Merry Xmas Everybody, do Rooney.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Gb9hSld3fMk/TtrhGdlRY5I/AAAAAAAAA3w/qMxEZE820LM/s1600/jacksparrow-definitivo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-Gb9hSld3fMk/TtrhGdlRY5I/AAAAAAAAA3w/qMxEZE820LM/s400/jacksparrow-definitivo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda versão tinha o verão como tema e era ilustrada por uma colagem com vários japoneses felizes com roupas de hula-hula, que eu achava bem divertida, mas que infelizmente não consegui encontrar para mostrar pra vocês. Essa versão com tema Piratas do Caribe veio depois, uma&amp;nbsp; outra investida incrivelmente falsa da minha parte, porque eu não gosto nem nunca gostei (ok, eu curti muito o primeiro filme na época do lançamento, quando eu tinha uns 9 anos) dos filmes, só achava o Jack Sparrow (e o Johnny Depp) sensacional. No footer, que deu tanto trabalhado para ser configurado que quase me fez chorar, havia um outro Jack Sparrow e estava escrito "Oh bugger, why is the rum always gone?" e praticamente todo o projeto foi feito para que eu colocasse essa frase em algum lugar. Nessa época, era bem ativa em fóruns e comunidades internéticas, como o By Marina, Urbantopia e Evelyns Place. Alguém aí lembra de algum desses lugares?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DB5z4vSlVjA/Ttrkj98QugI/AAAAAAAAA34/kanj0c0w0lo/s1600/c-loves-b-cd0303.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-DB5z4vSlVjA/Ttrkj98QugI/AAAAAAAAA34/kanj0c0w0lo/s400/c-loves-b-cd0303.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Jack Sparrow havia me dado tanto trabalho que seu sucessor foi algo bem simples, inaugurando minha fase minimalista. Gossip Girl estava em sua primeira temporada e eu já estava me apaixonando perdidamente pelo casal acima, Chuck e Blair. A ideia é muito básica, mas gosto tanto dessa imagem que o dia em que eu chutar o balde de vez com a aparência deste recinto, vou colocá-la de novo. Nessa época ainda usava o blog basicamente como um diário e contava tudo que acontecia comigo, por mais triviais que meus dias fossem. E, por incrível que pareça, foi o período que eu mais recebia visitas e comentários, foi com esse layout que tive meu recorde de comentários em um só post: 72. Foi ele que recebeu o primeiro conto que escrevi, um rascunho de Do Sétimo Andar, e foi nesse cenário que escrevi sobre uma das situações&amp;nbsp; mais bizarras que já vivi - o clássico episódio do ataque das abelhas africanas - uns dois dias depois de ter acontecido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OBWYbfpXIjw/TtrmlXl6zmI/AAAAAAAAA4Y/TIEKQkrNikY/s1600/projetoamy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-OBWYbfpXIjw/TtrmlXl6zmI/AAAAAAAAA4Y/TIEKQkrNikY/s400/projetoamy.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6hR63SDXj9c/Ttrmg-tBYhI/AAAAAAAAA4Q/gP1Qumzs90M/s1600/adegasc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="307" src="http://4.bp.blogspot.com/-6hR63SDXj9c/Ttrmg-tBYhI/AAAAAAAAA4Q/gP1Qumzs90M/s400/adegasc.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;2008 foi um ano bem importante para o blog: resolvi, finalmente, abandonar o Uol Blog e me mudar para o Blogger. Quer dizer, não foi bem uma resolução; um dia eu entrei no Uol Blog e simplesmente todo o meu blog - e meus arquivos - havia sumido. Sem estrutura psicológica para lidar com aquilo, resolvi me mudar. O projeto inicial era essa primeira colagem, da Amy Winehouse, o problema foi que passei tanto tempo tentando bolar uma solução para configurá-la que antes mesmo de colocar o tema no ar me cansei e enjoei-me das cores. Novamente irritada com projetos ambiciosos, optei por algo mais clean e simples e o resultado foi esse segundo, que gosto bastante e até hoje me considero uma gênia por ter encontrado essa foto da saudosa Amy e conseguido recortá-la tão perfeitamente. O primeiro post, lembro bem, foi sobre minha viagem de formatura (que é uma das piores coisas que já escrevi na minha vida) e nessa nova casa, de lá até aqui, chegamos aos 328 textos publicados. 329 com esse que escrevo agora.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desses todos, gosto da maioria e sinto um verdadeiro orgulho de mim por ter escrito alguns nesse bolo todo. Me arrependo de alguns, assim como me envergonho de outros e fico me perguntando o que eu tinha na cabeça naquela dia e sinto pena daqueles que leram e ainda comentaram. Pouquíssimos foram retirados do ar, todos por dizerem demais sobre algo que já não valia a pena ser mencionado e nem lido por terceiros. Da antiga casa no Uol Blog resta só &lt;a href="http://so-contagious.zip.net/" target="_blank"&gt;a página de redirecionamento que fiz há três anos&lt;/a&gt; atrás,&amp;nbsp; que continua firme e forte, com direito a trocadilho esperto com música dos Strokes e tudo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LiaoC0TqZic/TtrpxBCWhsI/AAAAAAAAA4g/6FFI081M_8Y/s1600/ahepburn.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-LiaoC0TqZic/TtrpxBCWhsI/AAAAAAAAA4g/6FFI081M_8Y/s400/ahepburn.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Dentre todas essas fases que já mostrei, se pudesse escolher uma como preferida, seria essa daí acima. Muito simples, mas devo dizer, sem modéstia, que é algo bem elegante. Também pudera: Audrey Hepburn virou estrela aqui pela primeira vez, e fui logo usando uma foto que é uma das que eu mais gosto, dentre todas as muitas maravilhosas dela. Passei quase um ano com esse layout, e me despedi dele com muito pesar, só mesmo porque esse fundo bege havia começado a me dar nos nervos. Acho que o enorme carinho que tenho por essa versão é porque foi nela que comecei a me descobrir como blogueira, escritora, aspirante a jornalista, cronista, faladeira, o que quer que eu seja. Foi ali que vi que o que eu gostava não era de ~blogar~, ou de contar o que acontecia comigo, ou de resenhar o filme que eu havia visto, mas sim de, pura e simplesmente, escrever. Sobre minha vida, sobre os filmes, sobre a internet e sobre a morte da bezerra, mas com caracteres, acentos, vírgulas e parágrafos enormes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O visual seguinte foi uma das coisas mais charmosas que já esteve por aqui, e que eu, boa topeira loira que sou, fiz o favor de sumir com o arquivo. Não é tão antigo, e para os leitores um pouquinho mais de casa deve ser fácil lembrar daquela época em que tínhamos Audrey novamente como estrela, dessa vez numa foto de Roman Holiday em que ela, como princesa Ann, aparece tomando uma casquinha, com um fundo adorável de passarinhos da Miu Miu. Eu adorava, mas os tons pastéis que havia selecionado me enjoaram muito rapidamente, e em poucos meses já precisava mudar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que chegamos onde estamos. O primeiro layout com a Audrey era sim lindíssimo, mas esse eu juro que acho genial. Resolvi tirar a Audrey dos passarinhos no mesmo dia que meu querido amigo Filipe me enviou a tirinha do topo e disse que havia visto aquilo no Tumblr e achado a minha cara. Analisando mais filosoficamente, dá pra dizer que com todos esses anos eu evoluí bastante na forma como me mostro pra vocês. Não, não sou mais desesperada para agradar (o que não significa que eu não ame e viva para ler vocês dizendo que se divertiram e/ou se indentificaram com algo que escrevi), e escrevo abertamente sobre minhas loucuras e chatices, e qualquer coisa que me dê na telha, ainda que eu que poste um texto enorme e que pra mim é super importante e ninguém dê muita bola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos aqui significam muito mais que incontáveis linhas e parágrafos de conversa jogada fora. Se hoje eu quero ser jornalista, foi porque um dia eu comecei a escrever aqui e percebi que queria fazer algo assim pro resto da vida. Se quase toda semana chegam aqui em casa cartas e cadernos de todos os cantos do Brasil, é porque um dia eu escrevi aqui algo que alguém leu e gostou e que também escreveu algo que eu li e gostei, e essa admiração mútua atravessou a caixa de comentários, o anonimato e a impessoalidade da internet para se tornar algo concreto e verdadeiro, presente e só não tão físico porque ainda não estou com a vida ganha para sair pelo Brasil (e pelo mundo!) abraçando quem eu gostaria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parabéns ao So Contagious e pra mim também, porque acho que mereço assim de leve. E obrigada a todos vocês que ainda não se encheram de mim, e a vocês aí do parágrafo de cima. Que venha o próximo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-1927737615685338199?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/1927737615685338199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/retro-dos-quatro-anos.html#comment-form' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1927737615685338199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1927737615685338199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/12/retro-dos-quatro-anos.html' title='Retrô dos quatro anos'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WTlGdp93QEw/TtreSAFOwrI/AAAAAAAAA3g/6oLYjxAwIuA/s72-c/natal-socontagious.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-1619936209786086314</id><published>2011-11-29T21:48:00.000-02:00</published><updated>2011-11-29T21:49:05.687-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gordinha tensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifestos'/><title type='text'>Manifesto contra frescuras no café</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou uma pessoa fina e cheia de frescuras em se tratando de comida. Sou mineira do interior, e por mais que tenha sido criada em cativeiro e me transformado nesse ser urbanoide que sou, não nego que tenho cá meu pé na roça. Fui criada na base de frango caipira, farofa e doce de compota. Gosto de mesas e pratos fartos e esse papo de que em restaurante fino de chef celebridade a gente vai pra ~degustar~ e não encher a barriga me deprime um bocado. Qual a graça de comer sem se fartar? Odeio porções pequenas, odeio frescurites e acima de tudo, odeio beber café na xícara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha mãe sempre foi viciada com café, vício que herdou da minha avó - cuja casa serve café fresco a qualquer hora do dia - e mesmo quando era a única que bebia em casa, não deixava de, todas as tardes, preparar uma garrafa só pra ela e tomar sozinha. Até o dia que eu resolvi experimentar aquilo que era tão cheiroso, e que ela tomava com tanto gosto e amor, e me apaixonei também. Desde então, somos duas cafeinômanas que tomam uma garrafa inteirinha de café aos fins de tarde e manhãs preguiçosas de fim de semana.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi mamãe que me ensinou a fazer café e me disse que não existe esse papo de medida certa. É uma coisa de olho, tanto pra água, como para o pó e o açúcar. Assim faço desde que ela me ensinou, e são poucas as vezes que erro a mão e meu café não fica sensacional. Que me perdoem a falta de modéstia, mas não troco meu café por nenhum café do mundo. Por muitas vezes já desejei uma máquina estilo Nespresso ou Dolce Gusto, mas sei que elas só me valeriam para capuccino ou para as raras vezes que tomo um espresso, porque acredito num café roots, desses de coador. Espresso bom é espresso cowboy, e desses só consigo tomar quando estou muito necessitada de uma energizada diferente, o faço como se fosse uma dose: viro de uma vez e não se fala mais nisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu avô só bebe café no copo de vidro, aquele americano de boteco sujinho ou então o bom e velho copo de requeijão. Quando sai o café fresco ele chega, coloca três dedos no fundo do copo e sai. Em Tupaciguara eu também só tomo café no copo e acho que tem toda uma bossa especial que não sei explicar. Aqui em casa somos adeptas das canecas, temos uma coleção. Canecas coloridas, canecas de bichinhos, canecas desenhadas, canecas da Hello Kitty, temos de tudo um pouco. O segredo é encher de café até um pouco abaixo da metade, porção que serve bem, apesar de eu sempre tomar duas (ou três), e não esfria se o papo estiver bom. Tomo café em tudo quanto é lugar, menos na xícara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um episódio de Gilmore Girls, Lorelai teve uma de suas tantas brigas com o Luke e as duas precisam arranjar um outro lugar para tomar café-da-manhã. Encontram uma casa de chás até charmosinha, mas Rory não deixa de esconder seu horror ao ver que lá se serve café na xícara. Que inapropriado! Que afronta! Me senti compreendida no fundo da alma: eu não estava sozinha. Xícaras de café são minúsculas e, pra início de conversa, a boca da gente mal cabe lá dentro. O outro - e maior, e mais óbvio - problema é o da quantidade. É sério que tem gente que se satifaz com aquela dose de passarinho? É sério que tem gente que chega numa cafeteria, paga uns três reais por aquele golinho, se levanta e vai embora?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem bebe café na xícara está perdendo uma grande experiência de vida, que é a de tomar um bom café numa enorme caneca, dessas que chegam a tampar nosso rosto quando viradas. Isso é que é vida, isso é que é felicidade. Café na xícara é uma espécie de coito interrompido da cafeína, com o perdão da grotesca metáfora. É por isso que quando chego nos lugares que servem café, sempre opto pelo capuccino e raramente tomo café fora de casa. Na casa dos outros tenho que fazer a fina e tomar umas 5 xícaras não pega muito bem, e nas cafeterias eles inventam tanta moda com os cafés que &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/06/psicanalise-na-cafeteria.html" target="_blank"&gt;sempre acabo frustrada&lt;/a&gt;. O capuccino pelo menos vem numa xícara grande e permite mais invencionices sem que a coisa dê errado com facilidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para as xícaras abro só uma excessão: o cafézinho que se toma após o almoço. Nesse caso, a xícara torna-se a medida ideial. Depois do almoço ninguém quer café pra ser feliz, quer só "dar um tempo pra comida assentar", como se diz por aqui, relaxar antes de seguir com o dia ou uma desculpa para mais dez minutos de conversa. De resto, por mim, xícaras seriam abolidas dos chiques jogos de porcelana e substituídas por coloridas e fofas canecas gigantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aixmyks7hmI/TtVufbrbulI/AAAAAAAAA3Y/azrOZyr-BFs/s1600/tumblr_ltxp8zK0gd1r4kl87o1_500_large.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-aixmyks7hmI/TtVufbrbulI/AAAAAAAAA3Y/azrOZyr-BFs/s1600/tumblr_ltxp8zK0gd1r4kl87o1_500_large.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-1619936209786086314?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/1619936209786086314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/manifesto-contra-frescuras-no-cafe.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1619936209786086314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1619936209786086314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/manifesto-contra-frescuras-no-cafe.html' title='Manifesto contra frescuras no café'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aixmyks7hmI/TtVufbrbulI/AAAAAAAAA3Y/azrOZyr-BFs/s72-c/tumblr_ltxp8zK0gd1r4kl87o1_500_large.gif' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-9114197080646632504</id><published>2011-11-24T21:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-25T10:48:17.847-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farofa'/><title type='text'>Aquele com o prato de salada no cinema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa história seria bem mais engraçada caso vocês conhecessem a personagem principal: Anaisa, minha melhor amiga para todo sempre, salve salve. Faria mais sentido se vocês soubessem por meio de anos de convívio que Anaisa parece uma personagem de sit-com, uma fusão entre Joey, Phoebe e Monica, de Friends, porque aí, ao fim desse texto, vocês só pensariam: mas é mesmo a cara da Anaisa. Como nem tudo é do jeito que a gente idealiza, vocês fiquem aí imaginando uma pessoinha minúscula com enormes olhos verdes, que reúne em si uma falta de noção bem Tribbiani, com as excentricidades da Phoebe, aliados à neurose da Monica, açúcar, tempero e tudo que há de bom e tente imaginar a Anaisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava na fila do cinema junto com a &lt;a href="http://barraisah.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Isabela&lt;/a&gt;, esperando a Anaisa para assistirmos Meia-Noite Em Paris (sim, esse episódio é antigo). Ela, claro, chegou meia hora depois do combinado, descabelada e aflita, e pediu que esperássemos mais 10 minutos porque na correria ela não tinha comido nada e precisava jantar alguma coisa. Esperamos. Mesmo em se tratando da Naná, imaginei que ela voltaria com uma pipoca, uma batata ou, no máximo, um sanduíche. Não. Anaisa voltou com um prato de salada. E não era uma cumbuquinha prática como as do McDonalds, mas sim um senhor prato de salada, cujo diâmetro era maior (bem maior) que o de um prato tradicional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de perguntar por que raios ela tinha comprado uma salada ao invés de escolher alguma coisa mais prática, rir da cara dela e encher muito o saco, ainda tivemos que ajudá-la a enfiar aquilo dentro da bolsa, porque, claro, não se pode entrar no cinema com um prato de salada. Felizmente conseguimos escondê-lo e as luzes já estavam parcialmente apagadas quando ela o tirou lá de dentro e colocou-se a postos para comer. "Hm, que gostosinho", ela disse, ao retirar a tampa de plástico. Eu ri, a Isabela riu, porque nós sabíamos que não seria tudo tão simples assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estávamos lá abraçados com o Owen Wilson, a Marion Cotillard e o casal Fitzgerald quando ouvimos um murmúrio de nojo. "Eca, essa salada tá muito ruim". Perguntei qual era o problema, e Anaisa disse que provavelmente tinha colocado um molho ruim. "Mas Anaisa, minha cara, você não escolheu uma coisa que gosta?", perguntei. "Ah, eu costumo pedir esse prato, mas aí decidi inovar no molho e agora descobri que não gostei. Experimenta um pouco pra você ver como tá ruim!" Claro que eu não experimentei. Já não sou a maior saladeira do mundo, ia lá trocar minha pipoca por uma garfada de alface que a senhora dona Anaisa ainda havia dito que estava ruim? O cheiro já não era dos mais convidativos, e eu tinha certeza que havia alguma castanha ou passa ali no meio. Dispenso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E entre uma risada com o Salvador Dalí ali e um suspiro pelo Hemingway acolá, Anaisa murmurava: "Não acredito que paguei vinte reais nesse troço... vinte reais, meu rico dinheiro... poderia estar comendo um macarrão muito mais gostosinho que isso... e agora vou ter que jogar isso fora, que desperdício de comida e dinheiro..." e assim foi até o fim do filme. Lá pela metade ela desistiu completamente de salvar a salada e estava comendo os restos das minhas pipocas junto com os amendoins da Isa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme acabou e saímos do cinema, eu, Anaisa, Isabela, e aquele enorme prato de salada. Anaisa pediu para esperarmos, pois ela precisava fazer uma coisa. Não entendi direito o que ela tinha que fazer, afinal já passava da meia-noite e as únicas pessoas naquele shopping eram os faxineiros e quem estava saindo do cinema. Ela explicou então que como não havia mais talheres descartáveis no restaurante, a atendente do Salad Creations havia lhe emprestado um garfo e uma faca do lugar, fazendo-a prometer que devolveria ao fim da sessão. O problema era como iríamos fazer aquilo, já que o restaurante estava fechado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim das contas a pequena e intrépida Anaisa muito discretamente jogou os talheres por baixo do toldo do lugar, enquanto eu e Isabela morríamos de rir olhando de longe, para que ninguém pensasse que éramos uma quadrilha de mocinhas elegantes que, no tempo livre, resolvem assaltar restaurantes da praça de alimentação do shopping de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas vieram dormir aqui em casa depois e o prato com os restos da salada foi parar na minha geladeira. No dia seguinte, quando estava indo embora, Anaisa saiu correndo e disse muito esperta que ia deixar a sala pra minha mãe, já que ela não ia comer mesmo. Sem tempo de questionar, deixei. Mais tarde, quando minha mãe chegou, foi logo me gritando e quando vi ela estava na cozinha com um garfo na mão provando a salada, perguntando de onde aquilo tinha surgido e o que tinha naquele troço que estava deixando tudo tão ruim. É mesmo a cara da Anaisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lnhvrtXNpc8/Ts7L2M5qqTI/AAAAAAAAA3Q/8Z8Lz4V5yQ4/s1600/salada.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-lnhvrtXNpc8/Ts7L2M5qqTI/AAAAAAAAA3Q/8Z8Lz4V5yQ4/s400/salada.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-9114197080646632504?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/9114197080646632504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/aquele-com-o-prato-de-salada-no-cinema.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/9114197080646632504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/9114197080646632504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/aquele-com-o-prato-de-salada-no-cinema.html' title='Aquele com o prato de salada no cinema'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lnhvrtXNpc8/Ts7L2M5qqTI/AAAAAAAAA3Q/8Z8Lz4V5yQ4/s72-c/salada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-5545867058865390727</id><published>2011-11-19T23:03:00.000-02:00</published><updated>2011-11-19T23:26:49.125-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='audrey hepburn'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulherzinha'/><title type='text'>Who's that girl?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iu3UUjRRWMw/TshRQ3TYygI/AAAAAAAAA28/DOsRJXRyF0E/s1600/pout_1392902a.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-iu3UUjRRWMw/TshRQ3TYygI/AAAAAAAAA28/DOsRJXRyF0E/s1600/pout_1392902a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;In Zooey Deschanel I trust&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou esmiuçar aqui os motivos que me levaram a ter essa relação ambígua de amor e ódio que tenho com a Zooey Deschanel. O fato é que comecei a assistir New Girl única e exclusivamente por causa dela, e no fim das contas cheguei ao sexto episódio vendo sua figura com mais amor do que implicância. Ajuda bastante o fato da série estar ficando mais bacana e engraçada a cada episódio, e apesar da personagem dela ser um tanto &lt;a href="http://www.salon.com/2011/11/09/is_zooey_deschanel_too_adorable_for_her_own_good/" target="_blank"&gt;caricata demais pro meu gosto&lt;/a&gt;, sinto que dali ainda pode vir coisa boa. Até lá, sigo sendo team Schmidt, uma espécie de &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/gosto-mesmo-e-do-joey.html" target="_blank"&gt;Joey Tribbiani&lt;/a&gt; só que mais bobo e sem noção. Sim, isso é possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, não são apenas os excessos de Jess - a personagem de Zooey - que me incomodam. Ela é a protagonista da série, que depois de flagrar o namorado com outra enquanto tentava seduzí-lo fazendo coisas sexys com a almofada (quem assiste vai entender), vai morar num apartamento com três caras bem diferentes que tem que aprender a conviver com o Jess way of life. No episódio piloto, assim que ela chega pra entrevista, imaginei que os caras do apartamento não iam pensar duas vezes antes de aceitá-la como moradora, enxergando a presença dela ali como uma chance única na vida, sonho de infância tornando-se realidade: eles iriam morar com aquela garota maravilhosa. Tipo, não é isso que eles deveriam pensar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não. Em New Girl, eles discutem longamente sobre aquilo ser ou não uma boa ideia, e mesmo quando Jess consegue se mudar, eles passam mais tempo constrangidos do que deslumbrados por ela. E não é um constrangimento do estilo 'ela é areia demais pro meu caminhãozinho', é mais uma coisa 'que garota louca, quem trouxe ela aqui?'. Em New Girl, Jess não é a Zooey Deschanel, e isso faz com que eu ache a série um tanto quanto inverossímil. Jess não é vista como musa maravilhosa, e sim como uma garota esquisita, que gosta de cantar para si mesma, é obcecada por Dirty Dancing e assusta os caras com tanta excentricidade. Ela, com seus óculos de aro grosso e roupas retrô, não faz sucesso com os homens nem mesmo antes de abrir a boca e ser ela mesma e estragar tudo. Só eu que acho isso muito estranho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu fosse homem, seria completamente obcecado pela Zooey Deschanel. Poderia dispensar todas as ressalvas que tenho em relação à ela - que eu imagino que pra maioria dos caras não fazem o menos sentido - e a colocaria como um norte, critério de comparação, sinônimo de perfeição, da mesma forma que tenho, por exemplo, Adam Brody, Ed Westwick, Jon Foreman e Chico Buarque como referências na minha vida. Muito me assusta o fato de eu já ter ouvido vários homens - sim! - dizerem que nem acham ela tão bonita assim. Vai ver eu não entendo nada de mulher. Ou não sei muito sobre os homens. Pior: talvez eu não saiba absolutamente nada sobre nenhum dos dois, o que eu acho até provável. Uma coisa que muito me intriga é que, num universo onde Zooey Deschanel é uma coisa meio qualquer nota, O QUE É QUE SOBRA PRA MIM?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso me lembrou de uma passagem de As Virgens Suicidas que tanto me intrigou que eu nunca esqueci e estava só esperando a oportunidade para usá-la aqui como gancho para um debate:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Durante a dança, sustentou uma conversa educada, do tipo que as belas mulheres tinham com os duques durante as valsas nos filmes antigos. Mantinha-se bem empinada, com Audrey Hepburn, &lt;u&gt;que todas as mulheres idolatram e em quem os homens nem pensam."&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se isso for mesmo verdade, a única conclusão à qual consigo chegar é que estou fazendo as coisas muito, muito errado e vai ver é por isso que estou aqui escrevendo esse post, numa noite de sábado, esperando um filme com a Lindsay Lohan começar na Globo. Dublado. Não que eu vá mudar ou algo do tipo, mas é só pra deixar registrado que estou ciente da forma que estou amarrando meu jegue, e do vestido que uso enquanto faço isso.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gPlxqQ4-AUc/TshRRs-7-5I/AAAAAAAAA3E/4AZW6C5HXEw/s1600/ZooeyDeschanelBAFTA_thumb.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-gPlxqQ4-AUc/TshRRs-7-5I/AAAAAAAAA3E/4AZW6C5HXEw/s1600/ZooeyDeschanelBAFTA_thumb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-5545867058865390727?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/5545867058865390727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/whos-that-girl.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5545867058865390727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5545867058865390727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/whos-that-girl.html' title='Who&apos;s that girl?'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iu3UUjRRWMw/TshRQ3TYygI/AAAAAAAAA28/DOsRJXRyF0E/s72-c/pout_1392902a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-5289639993387890318</id><published>2011-11-16T21:40:00.000-02:00</published><updated>2011-11-16T21:40:59.542-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofias inesperadas'/><title type='text'>Na natureza selvagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, não me levem a mal, mas eu acho brega pra caramba esse papo de natureza. Não que eu tenha algo contra ela, pelo contrário, só me irrita um pouco a pieguice da qual as pessoas abusam sempre que algo verde entra em questão. É um papo de Mãe Natureza, Mãe Terra Em Revolta, Verde-Que-Te-Quero-Verde, Pulmão do Mundo, etc, etc, etc, que me brocha deveras, tipo gente que ama dizer que busca estar sempre em sintonia com o universo ao seu redor, suas energias e vibrações e esse tipo de conversa. Meu sono eterno pra essas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que esses dias eu estava na escola, feliz e amando o mundo mais do que o normal, graças ao meu bom resultado na prova de Física que havia acabado de fazer, e achando tudo lindo mesmo. Reparei no flamboyant, todo vermelho de primavera, aquele solzinho da manhã apesar do dia frio, o céu todo azul, aquele passarinho gordo ciscando ao redor e... oi, o pardalzinho estava sentado em cima de três plumas cinzas, que logo percebi que eram seus filhotes que provavelmente caíram do ninho. Antes que pudesse soltar um pouco mais do OWWNNN interior que se apoderava de mim, um lagarto enorme e nojento foi para cima dos bichinhos, e a mãe pássaro tentou defender a prole batendo as asas muito rápido e tentando bicar a cabeça daquele réptil atrevido. Saí correndo de perto, claro, mas assim que a confusão passou tive que voltar pra ver os filhotes, uma vez que a mãe havia escafedido para sei lá onde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles devia estar morto há um tempo, pois estava coberto de formigas. Teve que ir pro lixo. O outro, coitado, também morto e sem uma perna. Troço brutal que é a natureza, matutava ali com meus botões, observando a seleção natural agir diante dos meus olhos. Os mais fortes sobrevivem, pensava eu ao lembrar das minhas aulas sobre Evolução, os vestibulares que me aguardavam, o Big Brother Brasil e toda a antropologia prática que meus 17 anos de vida me puseram em contato. O negócio é que ando com essas ondas maternais e profundamente sentimentais, e não conseguia ficar em paz. Chamei um amigo, também tocado com a situação, e fomos até a horta enterrar decentemente o Sem Pernas - nome que demos ao bichinho (estava lendo Capitães da Areia). Um montinho de terra e uma pedrinha pra assentar e eu já estava quase em paz com o mundo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restou um filhote, esse vivo. Uma bolinha que mal tinha penas, miúdo e frágil, do tipo que ia embora fácil com um vento mais forte. Suspirei de novo e pensei que a natureza era uma coisa realmente admirável, via ali aquele passarinho, cujos olhos nem estavam abertos ainda, as patinhas minúsculas e a pele tão fina que quase nos deixava ver o coração e os pulmões, que se enchiam e esvaziavam, único sinal que nos permitia ver que ele ainda vivia. Troço estranho que é a natureza, aquele ali estava destinado a morrer. Imaginei a mãe-passáro, olhando pra ele com desdém de cima da árvore, como mães japonesas linha-dura que acreditam que melhor ter um filho morto do que um filho falho. Coitado. Aquela história já havia me deprimido tanto que eu, achando que não podia fazer mais nada, queria ia embora logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que apareceu, do nada, um técnico da companhia de energia. Meu amigo gritou e perguntou se ele por um acaso não tinha ali uma escada bem grande. Ele tinha não só a escada como a boa vontade para nos emprestá-la. O inspetor da escola subiu até o degrau que o permitia alcançar o galho onde estava o ninho dos pardais, e quase sendo atacado pela mãe que estava ali de guarda, colocou a ovelha negra de volta ao seu lar quentinho, onde a mãe dá comida na boca e ele tem os outros irmãos para esquentá-lo. Fiquei tão feliz com o desfecho da história, que antes tinha tudo pra me deprimir, que saí da escola saltitante, entrei no ônibus assoviando, imaginando que a Branca de Neve (ou a criança Anna Vitória viciada em Branca de Neve) se orgulharia daquele gesto. E fui andando até a casa da minha avó pensando que, naquele dia, todo o mundo, e a natureza, e a Mãe Natureza e o Verde-Que-Te-Quero-Verde e as breguices que as pessoas inventam, estavam do meu lado. Ha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é que eu ia imaginar que, naquela tarde, o "Pereirão" que minha mãe havia chamado para dar um jeito nos encanamentos de casa iria descobrir que o registro hidráulico do meu banheiro estava quebrado da forma mais desastrosa possível? Sim, foi essa a conclusão que ele chegou quando algo nas entranhas do apartamento estourou, fazendo uns 20 mil litros de água jorrarem por segundo, por uns 10 minutos, do enorme buraco que ele abrira. Estava no meu quarto e foi tão rápido e insano que eu mal tinha entendido o que havia se passado quando a água começou a invadir o ~meu mundinho~ e eu tive que me virar para proteger todos os cabos, tomadas e fios do computador. Aguaceira controlada, andei pela casa, toda inundada e pensei, novamente, que a natureza era uma coisa hardcore mesmo. A gente pensa que tem noção da força da água quando leva um caixote no mar e come areia ou algo do tipo, mas não imagina o tanto que a coisa é feia até ter que tentar, desesperadamente, conter todo aquele volume, com panos e toalhas, torcendo para os quartos não se molharem tanto assim e pro enorme tapete da sala não apodrecer. Chico, coitado, subiu no sofá e ficou tendo tremeliques, enquanto eu me resignei ao triste destino daquela tarde, que era rapar e rapar e rapar e rapar e rapar todo aquele Tejo de dentro de casa. Entre uma passada de rodo e outra, não conseguia parar de pensar nas pessoas que são vítimas das enchentes, nas pessoas de Nova Orleans que não tiveram só suas casas, mas sua cidade inteira coberta pela água, e naquela senhora que tentou salvar seus cachorros da força da água. Um tapete mofado não era nada perto disso, e ia pensando nessas coisas melancólicas para evitar que um aff-que-bosta-perdi-a-hora-na-manicure bem egoísta e classe média sofre saísse da minha boca por acidente. Porque a fala na real é, novamente, aff que bosta, quem foi que inventou essa história que só que é forte sobrevive?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, foi uma quinta-feira meio filosófica e inspirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do dia, aceitei o convite da minha querida Isabela para acompanhá-la a uma caminhada de cachorros, uma cãominhada de lua cheia. E mesmo com as costas doídas, a cabeça pesada, e sabendo que perdi um dia todo passando o rodo no apartamento, vendo aquele céu, a lua enorme, o vento gostoso, e aquela infinidade de cachorrinhos lindos e maravilhosos, suspirei e pensei comigo mesma, pela quinquilhonésima vez ao dia: êta Deus maravilhoso, a natureza é algo bacana sim. E voltei a ficar em sintonia com o universo ao meu redor, suas energias e vibrações. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-5289639993387890318?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/5289639993387890318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/na-natureza-selvagem.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5289639993387890318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5289639993387890318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/na-natureza-selvagem.html' title='Na natureza selvagem'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8251067423143553113</id><published>2011-11-08T21:04:00.000-02:00</published><updated>2011-11-08T21:04:56.159-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><title type='text'>Virgens suicidas, só que ao contrário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c1jHng5EMnw/Trm09ef5qdI/AAAAAAAAA10/K-BF5K3iRcE/s1600/tumblr_ltkpvsBr4r1qepfj4.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-c1jHng5EMnw/Trm09ef5qdI/AAAAAAAAA10/K-BF5K3iRcE/s1600/tumblr_ltkpvsBr4r1qepfj4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;s&gt;Ontem&lt;/s&gt; No dia que escrevi esse post,&amp;nbsp;&amp;nbsp;havia assistido Heathers pela segunda vez em uma semana e não consigo parar de me perguntar como vivi 17 anos da minha vida sem ter visto esse filme. Para explicá-lo, basta pedir para que vocês peguem Meninas Malvadas, Gossip Girl, Clueless e John Hughes, joguem num caldeirão juntamente com Clube da Luta, Quentin Tarantino, Alice no País das Maravilhas, Winona Ryder como protagonista e misturem bem. Parece piada, mas eram os frutíferos e saudosos anos 80, quando algo assim era concebível e realizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veronica - Winona Ryder musa - é uma garota que faz parte do grupo das populares da escola - as Heathers - , mas meio contra sua vontade. Apesar de reconhecer que aquilo é realmente estúpido e que as coisas que suas amigas fazem com os outros (em parceria com os jogadores de baseball musculosos e descerebrados) é um bocado cruel, ela não consegue fugir daquilo. Todas as vezes que tenta se desvencilhar de sua panela, é puxada de volta pela líder, Heather Chandler, que, com seu&amp;nbsp;incrível poder de persuasão, lembra Veronica da triste realidade que a espera fora daquele grupo. Sem as Heathers ela iria do topo ao completo ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo muda, no entanto, quando ela se envolve com JD, o garoto novato e misterioso que após fisgar Veronica e ouví-la murmurar sobre o profundo ódio que nutre por Heather Chandler e seu bizarro poder de influência, convence a garota a pregar uma peça na "amiga", plano que no final sai um pouco do controle quando eles acabam por matá-la (sim!!!!) e fazem todos acreditarem que foi um suicídio motivado pela descrença&amp;nbsp;dela diante do enorme vazio que era ser a garota mais popular da escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O macabro plano de JD, no entanto, era mais abrangente que simplesmente dar cabo à vida de Heather: o que ele queria mesmo era protestar contra aquela sociedade capitalista hipócrita, perfeitamente representada no microcosmo das escolas e em seu sistema de hierarquia que subjugava e hostilizava os jovens americanos, fazendo-os pessoas malvadas, egoístas e profundamente traumatizadas enquanto eles deveriam era estar lendo o Manifesto Comunista ou algo do tipo - essa inserção de Karl Marx na história fica por minha conta. De que forma ele planejava fazer isso? Matando seus ícones ou simplesmente explodindo o colégio. Um embrião de Tyler Durden, basicamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme é claramente a fonte de onde os roteiristas de Meninas Malvadas beberam, uma vez que a personagem da Lindsay Lohan, que inicialmente deseja sabotar a rainha má Regina George, mas que depois se vê seduzida e presa àquele mundo que a reconhecia, temia e idolatrava. Mais claramente ainda enxergamos Gossip Girl, principalmente no que diz respeito à estética: as meias calças coloridas e as tiaras enormes na cabeça das rainhas do Upper East Side vieram diretamente do universo das Heathers, com exceção das tiaras, uma vez que, no filme, o maior símbolo de poder é uma fita vermelha. A Veronica, no caso, seria a Jenny, garota que faz de tudo para entrar naquele meio e depois faz de tudo para acabar com ele. A referência ao Tarantino fica por conta do humor negro e do extremismo da história: não gosta da menina popular? Mata. Se ele fosse dirigir um filme adolescente, esse é exatamente o tipo de coisa que aconteceria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/05/cinco-belezas-roubadas.html" target="_blank"&gt;As Virgens Suicidas&lt;/a&gt;, em toda sua melancolia e profundidade coloca o suicídio como forma de reação e escape ao aprisionamento que é ser uma garota numa sociedade repressora, Heathers opta pelos assassinatos disfarçados de suicídios para denunciar a brutalidade do meio escolar e das pressões sociais que vem com a adolescência. Os tons pastéis e pálidos da Coppolinha, com suas personagens quase etéreas, são contrapostos pelas vibrantes cores dos anos 80 e a explosividade do filme de Michael Lehmanm. Um não é melhor nem pior que o outro. São diferentes e se complementam, e qualquer um que seja atraído pelos muitos elementos supracitados ou deseja ver um filme realmente divertido, deveria assistir Heathers urgentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-m9LexfXImG8/Trm04aRQ2EI/AAAAAAAAA1s/1b_1YtehTz4/s1600/tumblr_ltn3n1xsMi1r0rz1ao1_500.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-m9LexfXImG8/Trm04aRQ2EI/AAAAAAAAA1s/1b_1YtehTz4/s1600/tumblr_ltn3n1xsMi1r0rz1ao1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8251067423143553113?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8251067423143553113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/virgens-suicidas-so-que-ao-contrario.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8251067423143553113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8251067423143553113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/virgens-suicidas-so-que-ao-contrario.html' title='Virgens suicidas, só que ao contrário'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-c1jHng5EMnw/Trm09ef5qdI/AAAAAAAAA10/K-BF5K3iRcE/s72-c/tumblr_ltkpvsBr4r1qepfj4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2536090449814926686</id><published>2011-11-03T21:46:00.001-02:00</published><updated>2011-11-03T21:46:32.967-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jonas brothers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><title type='text'>O amor nos tempos do SMS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá estava eu deitada no sofá, encolhida embaixo do meu cobertor lilás com uma bolsa de água quente na barriga numa bruta terça feira, quatro da tarde, assistindo Friends. Motivo? Nasci mulher. Mas isso são outras quinhentas reclamações, a história que quero contar hoje é diferente. Eu estava lá deitada, quase morrendo, quando meu celular apita. Uma mensagem. Pensei que deveria ser da minha mais fiel correspondente, a Tim, que não passa um dia sem me mandar mensagens que não me interessam, mas não, não dessa vez. Eis que eu li:&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;"vic linda ate hj naum consegui te eskecer e qria saber se rola nois &lt;b&gt;d novo&lt;/b&gt; /pedro xxx" (sic)&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, algo dentro de mim começou a se agitar. Vocês sabem que existe algo na minha pessoa que atrai bizarrices, tombos e gente estranha que cisma com a minha cara e, apesar da na maior parte das vezes isso mais me aborrecer do que divertir - apesar de que episódios do tipo costumam render altas histórias engraçadas para contar aqui - , eu sempre torci para que alguém, por acidente, começasse e enviar mensagens pro meu celular. Só pela graça. E mesmo sem saber se esse era o caso da mensagem - e não só alguma amiga minha querendo me encher o saco - senti que ali havia potencial para divertir minha tarde solitária de dor e peso na consciência por não estar estudando. Fiquei com dó de trollar de imediato e mandei um singelo "oi??" como resposta, para ver se obtia melhor esclarecimento sobre meu remetente. Eis que minutos depois recebo de volta:&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;"&lt;b&gt;na vdd agnt nunk fico&lt;/b&gt; mas é q eu to mto afim" (sic)&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok. Antes o Pedro queria um revival com a Vic e agora a história já é outra, eles nunca ficaram antes. Fico pensando nessa Vic, recebendo essa mensagem assim no meio do dia. Seria ela tosca o suficiente para se alvoroçar diante de tão tocante declaração de amor ou apenas uma pobre coitada atormentada com um encosto vileno no seu pé? Resolvi dar mais uma chance para o príncipe encantado escapar da oportunidade de virar história aqui e disse-lhe, pacientemente, que ele estava mandando mensagem pra menina errada. Mas ele, intrépido, não se fez vexado:&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;"né n ah do exitus msm vc é mto linda /pedro. eu so feio por isso se vc naum quiser eu vo entender mas eu qro te amar qro te encontra vc pra mim e tudo minha terra meu ceu meu mar. &lt;b&gt;tchugurugundagtcurunn&lt;/b&gt;" (sic)&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedro, meu caro, imagino que você deva sofrer de problemas de auto-estima. Primeiro porque parece valorizar muito a lindeza da tal Vic, já que não cansa de destacá-la, e isso é bom, porque mulheres amam ser elogiadas; depois porque você, antes mesmo de ficar com a menina, já está aí se desvalorizando e achando que o fato de eu ter dito que não era a destinatária correta dos seus amores era sinônimo de um toco. Já fizeram isso com você antes? Fingiram amnésia ou inventaram uma irmã gêmea? Dicona: não desvalorize seu produto assim de cara, você compraria alguma coisa que te alerta na embalagem que não presta?&amp;nbsp; Sobre a parte da música eu vou me abster de comentar, porque né. Kid Abelha das antigas, deve ter feito sucesso na época dos meus pais e vai ver esses versos já ajudaram vários caras a conquistarem suas amadas, mas estamos em 2011 e a coisa agora é diferente - não, não estou falando pra você escrever uma letra do Luan Santana. Quer dizer, quem sou eu pra falar, né? Vai que a Vic curte. Eu não, mas tenho que te cumprimentar pela transcrição genial do tchururu da música, eu não teria feito melhor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respondi, de novo, que eu não era a menina que ele queria estar ~azarando~ via SMS, e ele pareceu entender. Ou não:&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;"intaum desculpaa foi a muie errada. &lt;b&gt;mas msm assim rola alguma coisa?&lt;/b&gt;"&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi a gota d'água. Homens, por quê? Se nós somos as loucas, vocês não facilitam, mas muito contribuem. Nesse momento cansei de ser legal e respondi - com palavras completas, acentos e vírgulas - que só podia ser palhaçada ele estar me perguntando aquilo sendo que: a) a gente não se conhecia b) ele tinha se declarado pra outra menina há poucos minutos c) se ele pensava que chamar alguém de 'muie', principalmente se esse alguém sou eu, conduz a algum tipo de envolvimento, ele estava muito enganado ou convivendo com garotas idiotas. Não resisti, desculpa. Resposta?&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;"esse meu jeito de falar nao reflete minha cultura. vc é linda sou amg de uma amg sua" (sic)&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha mensagem deve ter ficado um pouco grande, porque acho que enquanto o Tico lia o que estava escrito e o Teco ajudava a entender, os dois neurônios simplesmente jogaram ao vento todo aquele esclarecimento que muito trabalhosamente o fiz chegar&amp;nbsp;sobre&amp;nbsp;eu.não.ser.a.tal.da.Vic e nem conhecer ele e muito menos&amp;nbsp;a menina. Nesse momento comecei a pensar que deveria ter &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/transformando-uma-piada-interna-em-algo.html"&gt;o dedo da Carolina nessa história&lt;/a&gt;, porque estava inacreditável demais até para um acontecimento da minha vida. Se aquilo fosse verdade, minhas esperanças para com o futuro da humanidade diminuiríam para quase serem perdidas de vista. Por isso, resolvi dar corda para ver se algo acontecia, e perguntei qual amiga. &lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;"tehtezinha"&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele estava falando sério. E, apesar de aquilo estar engraçadíssimo, resolvi falar mais sério ainda e respondi que não iria falar de novo que eu não era a Vic, que não conhecia ele, que não era amiga de Tehtezinha alguma, não estudava no Exitus e não iria ficar com ele. &lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;"ok bjoooos sua linda"&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essas foram as derradeiras palavras do guerreiro Pedro, que provavelmente deve ter chegado na escola hoje espalhando pra todo mundo que a Vic era uma vaca metida e arrogante que não tem coragem de dizer não e fica inventando desculpas esfarrapadas, e quiçá emendou que nem se ela viesse de joelhos ele ficaria com ela, por mais que ela fosse areia demais pro caminhão dele. Isso, claro, até o dia que ele, depois de olhar as fotos dela no Facebook pela milésima vez, resolvesse engolir o orgulho e tentar mais uma vez, pedir desculpas. Abriria então o Vagalume e talvez procurasse&amp;nbsp;na letra de Garotos (estou sendo muito otimista? Amar Não É Pecado é mais provável?) algum verso que pudesse atingir o coração de gelo da Vic. Enviaria-lhe então outro sms, como se acenasse uma bandeira branca, e eu só espero que dessa vez seja esperto para ao menos acertar o número. Ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sério, onde é que vamos parar?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2536090449814926686?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2536090449814926686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/o-amor-nos-tempos-do-sms.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2536090449814926686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2536090449814926686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/11/o-amor-nos-tempos-do-sms.html' title='O amor nos tempos do SMS'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-5863115854685272651</id><published>2011-10-30T21:57:00.001-02:00</published><updated>2011-10-30T21:57:12.587-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máfia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='listas'/><title type='text'>Seis Oito coisas simples que eu quero fazer e ainda não fiz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Final de ano é um momento ideal para fazer listas, ainda que meu ano ainda esteja um pouco longe de acabar. A &lt;a href="http://is-adorable.com/"&gt;Isadora&lt;/a&gt; recebeu esse meme, no qual deve-se listar seis coisas que a gente tem vontade de fazer e ainda não fez. Adotamos a ideia e cá está minha lista. Assim como a &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/2011/10/seis-coisas-que-gostaria-de-fazer-e.html"&gt;Analu&lt;/a&gt;, pensei numa lista objetiva e que pode ser resolvida rapidamente, e cujo sucesso depende, na maior parte das vezes, de mim, do meu tempo e disposição. Ou seja, da minha vergonha na cara. Sim, a proposta era fazer a lista com seis ítens, mas por acaso eu consigo fazer uma lista sem ultrapassar em alguns ítens a proposta original?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KIOxq_nrFXA/Tq3WpMuwUoI/AAAAAAAAA0g/OI_c2leg49k/s1600/tumblr_ltc0nwTlUA1qmomweo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-KIOxq_nrFXA/Tq3WpMuwUoI/AAAAAAAAA0g/OI_c2leg49k/s1600/tumblr_ltc0nwTlUA1qmomweo1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Comprar um maiô preto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho consciência de que muito provavelmente o Querido Namorado Que Eu Não Tenho não mudará esse status por causa do meu gosto na hora de me vestir, porque minhas peças de roupa preferidas não fazem muito sucesso no universo masculino. Amo jeans largos, coturnos, batons coloridos e cintura alta e não estou nem aí. Como se não bastasse, agora quero um maiô. E nem é porque eu tenho vergonha de exibir meu corpinho por aí. Tenho consciência de que não estou podendo que nem a Blake Lively e estou longe de ser Garota de Ipanema, mas nunca fiquei me escondendo na praia ou na piscina. Quero um maiô porque eu acho lindo, acho chique, acho Grace Kelly. Ia adicionar que também queria um chapéu, tanto para acompanhar o maiô como para ser usado com qualquer coisa, mas minha mãe voltou de viagem semana passada e me trouxe um lindo, do jeito que eu queria, que já foi devidamente estreado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Vkjd_KG1eng/Tq3YWhOl0lI/AAAAAAAAA0o/81883GM8Bko/s1600/tumblr_loni27Bbd21r05etno1_500_large.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Vkjd_KG1eng/Tq3YWhOl0lI/AAAAAAAAA0o/81883GM8Bko/s1600/tumblr_loni27Bbd21r05etno1_500_large.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Viajar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já viajei muito pouco nessa vida. Quando o faço, são para lugares que já conheço. Novidade zero. Conheço pouquíssimo do Brasil e absolutamente nada do mundo, e isso me deprime deveras. As cidades que realmente me machucam, que todos os dias eu penso que preciso pisar antes de morrer, são Paris e Jerusalém (não sou judia mas tenho essa veia peregrina) e tenho uma vontade enorme de percorrer os Estados Unidos de carro, ao melhor estilo beatnik da coisa (menos a parte das caronas), parando em dinner's para tomar café da cafeteira e comer torta de cereja. Sim, vejo filmes demais.&lt;/span&gt; Mas meu principal desejo é viajar com meus amigos. A última vez que fiz isso foi em 2008 e apesar de ter sido com a escola foi demais e inesquecível, e quero muito repetir a dose. O ideal seria esse ano, só que o vestibular fez o enorme favor de arruinar toda e qualquer tentativa de plano, me forçando a adiar os projetos. Sei que preciso muito viajar com minha galerinha tropical, seja para Tupaciguara, Caldas Novas ou Ilhéus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/---KkP0hXMKA/Tq3aTq_9w6I/AAAAAAAAA0w/1INLt-DN2DM/s1600/ad549dd47d23_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/---KkP0hXMKA/Tq3aTq_9w6I/AAAAAAAAA0w/1INLt-DN2DM/s1600/ad549dd47d23_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aprender a fazer tortas e pães&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uns tempos venho aprendendo a cozinhar em doses homeopáticas: café, macarrão, arroz, omelete, brigadeiro, panquecas, 5785 mil tipos diferentes de sanduíches e todas essas coisas seguras, cotidianas e pouco emocionantes. Sinto que é hora de alçar voos maiores, e quero entrar no mundo dos bolos e tortas, e depois, quando já estiver craque, aprender a fazer pães. Há anos tentei fazer um bolo e como minha mãe não me avisou que era proibido abrir o forno enquanto o bendito estava assando, meu bolo murchou e foi um desastre tamanho que nunca mais me aventurei nesse território até agora obscuro. É hora de mudar isso. Já escolhi minha próxima receita, um pouco pretenciosa e ousada, mas não consigo tirá-la da cabeça e quero colocar em prática o mais rápido possível. Resultados (bons ou ruins) serão devidamente documentados aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jfYE3oceNCI/Tq3c1NP28DI/AAAAAAAAA04/h6SMuXWVL0w/s1600/165530_20110922153718_165530_tumblr_lrdjysZOxS1qfrrv2o1_1280_large_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-jfYE3oceNCI/Tq3c1NP28DI/AAAAAAAAA04/h6SMuXWVL0w/s1600/165530_20110922153718_165530_tumblr_lrdjysZOxS1qfrrv2o1_1280_large_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fazer uma maratona de algum seriado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o ítem mais bobo e aleatório da lista, mas um dos que eu mais tenho vontade de realizar. Apesar de gostar muito de séries, não sou dessas que conseguem assistir a uma temporada inteira numa sentada só. Sou uma espectadora muito lerda e preguiçosa, e depois do terceiro episódio minha cabeça começa a vagar por outros lugares, fico impaciente e vou fazer outra coisa. Isso, claro, atrasa bastante minha vida no universo dos seriados, porque quero assistir muitas coisas, mas acabo me enrolando nas minhas próprias vontades. Deixo coisas pela metade, pego birra, ou então me apego demais e fico postergando o fim (sou dessas) e só me resta aquele desejo enorme de conseguir passar um dia inteiro em frente ao computador, tomando sorvete e dando play em um episódio atrás do outro. Ultimamente tenho tido uma vontade enorme de assistir Buffy, reiniciar Lost e terminar Grey's Anatomy, mas preciso de coragem e disposição para maratonar como se não houvesse amanhã. Séries-maníacos, qual o segredo de vocês?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kl_JEnS-rEs/Tq3eA7guzvI/AAAAAAAAA1A/_oufGoJpLQQ/s1600/tumblr_lrntifcFyl1qj97o1o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-kl_JEnS-rEs/Tq3eA7guzvI/AAAAAAAAA1A/_oufGoJpLQQ/s1600/tumblr_lrntifcFyl1qj97o1o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cortar meu cabelo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando tinha 14 anos, resolvi fazer algo diferente e passei a tesoura no meu cabelo, que saiu da altura de um pouco abaixo dos obros para um chanel quase radical. Amei loucamente, mas sofri muito também: o corte não era ideal para meu tipo de cabelo e eu, que odeio ser escrava de cabelo, passei a ter que fazer malabarismos diários para mantê-lo no lugar. Além disso, escolhi um corte que pedia manutenção quase mensal, e isso me enlouquecia, porque de um dia pro outro o cabelo crescia meio milímetro de um jeito estranho e ficava a coisa mais feia da face da Terra, o que me punha numa neura e tensão constantes. Sucumbi às pressões e deixei crescer, mas o sonho do cabelo curto, que é meu estilo de cabelo favorito, segue firme aqui dentro. Quero cortar de novo, mais ou menos igual ao da Alexa Chung (minha musa capilar) nessa foto, pois já me conformei que nunca poderei ter um cabelo igual ao da Keira Knightley, cujo corte elegi oficialmente como o mais bonito do mundo, que no entanto é bem parecido com meu primeiro corte curto e que nada tem a ver com meu perfil low-maintenance capilar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-89OM9qEllI8/Tq3frHoGucI/AAAAAAAAA1I/Ljk35vmKCks/s1600/tumblr_lm9sty14VO1qjt6d6o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-89OM9qEllI8/Tq3frHoGucI/AAAAAAAAA1I/Ljk35vmKCks/s1600/tumblr_lm9sty14VO1qjt6d6o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Conhecer a Máfia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Máfia foi uma das coisas mais legais que me aconteceram esse ano. Um grupo de blogueiras malucas com interesses afins reunidas virtualmente, conversando loucamente sobre tudo que vier na telha: dramas, neuras com o corpo, comidas, nossas rotinas e conquistas, e homens, intermináveis e hilárias conversas sobre homens. Depois da Máfia meu Facebook nunca mais é o mesmo, e em dias áureos de empolgação e dedinhos frenéticos, chego a entrar e dar de cara com mais de 50 atualizações, todas da Máfia. Sei que será difícil para caramba reunir num mesmo lugar esse monte de meninas de diversos cantos do Brasil (e do mundo, beijo Alê!), mas me contento, a priori, a fazer encontros graduais, porque eu nunca conheci "pessoas da internet", mas nunca tive uma vontade e uma urgência tão enorme de transportar todas as risadas em caixa alta, curtições, declarações impublicáveis e cartas para o mundo real. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dDx_BJpN4NA/Tq3hVEXuS9I/AAAAAAAAA1Q/9vxlEdcmAvQ/s1600/tumblr_kznowqLFZQ1qzxp0to1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-dDx_BJpN4NA/Tq3hVEXuS9I/AAAAAAAAA1Q/9vxlEdcmAvQ/s1600/tumblr_kznowqLFZQ1qzxp0to1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Arrumar meu quarto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não curto o meu quarto, que é um espaço onde brigam por atenção pedaços de infância que ainda não tive coragem de me desfazer; jornais e revistas que meu lado jornalista acumula loucamente, reunindo artigos, fotos e tudo aquilo que eu li, gostei e preciso ter comigo; livros que não cabem mais onde deveriam e mereciam um lugar mais digno; caixas que ganho e não tem nada a ver comigo mas que são necessárias para guardar as coisas que vou juntando e tralha, tralha, tralha. Queria ter um quarto legal e mais visualmente agradável, uma espécie de bagunça proposital e coordenada, onde recortes e livros e lembranças não brigam entre si e compõe um ambiente aconchegante e parecido comigo, como o quarto da Andie, de Pretty in Pink, ou das irmãs Lisbon, de As Virgens Suicidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zRizP8G8YHI/Tq3isaMbVMI/AAAAAAAAA1Y/h4jWIz-x_60/s1600/tumblr_lc7197fUsk1qd36g8o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-zRizP8G8YHI/Tq3isaMbVMI/AAAAAAAAA1Y/h4jWIz-x_60/s1600/tumblr_lc7197fUsk1qd36g8o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ter um caderno de lembranças &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há anos tento manter um diário, sempre sem sucesso. Já me conformei que não tenho paciência nem muita vontade de ficar escrevendo sobre meus sentimentos e cotidiano numa folha de caderno, apesar de admirar quem o consegue e achar essa uma das coisas mais legais do mundo. Mas me arrependo de nunca ter feito um caderninho de recordações, onde escrevesse aleatoriedades, guardasse recortes, fotos e ingressos de cinema, acho que é uma das maiores lacunas que deixarei na minha adolescência. Quero ainda conseguir manter essa espécie de registro, mais livre e despretenciosa, para que caso venha a ter uma filha menina também (porque meninos não ligam muito pra isso) possa mostrar isso pra ela e nós possamos rir juntas, ou até mesmo para fazer isso com minha prima Mariana, daqui há uns anos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E vocês, o que ainda querem fazer?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-5863115854685272651?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/5863115854685272651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/seis-oito-coisas-simples-que-eu-quero.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5863115854685272651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5863115854685272651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/seis-oito-coisas-simples-que-eu-quero.html' title='&lt;s&gt;Seis&lt;/s&gt; Oito coisas simples que eu quero fazer e ainda não fiz'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KIOxq_nrFXA/Tq3WpMuwUoI/AAAAAAAAA0g/OI_c2leg49k/s72-c/tumblr_ltc0nwTlUA1qmomweo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8769168057197933494</id><published>2011-10-27T22:10:00.001-02:00</published><updated>2011-10-27T22:11:16.579-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='high school'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><title type='text'>Descolando o grau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto escrevo este texto, meus colegas de sala estão se formando no colegial. Enquanto escrevo esse texto aqui no meu quarto, com um vestido vermelho com listras brancas que há uns 3 anos atrás era bonito e Havaianas nos pés, meus colegas de sala estão lá, enfiados numa beca mortalmente quente, cansados de tanto sorrir para as fotos e de tanto bater palmas. E eu não poderia estar mais feliz. Amanhã à noite, enquanto as meninas vão estar se enfiando em seus vestidos cheios de bordados, pérolas e babados e retocando a maquiagem pela última vez, para curtir o super-duper baile de formatura, eu estarei em casa, no meu sofá, provavelmente assistindo Friends e, novamente, morta de felicidade e alívio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca sonhei com minha formatura de terceiro ano, nunca imaginei como seria e nem fiquei idealizando que naquele dia o garoto mais bonito da escola ia se ligar que eu sou o verdadeiro amor da sua vida, nós iríamos dançar a noite toda e seríamos felizes para sempre - até porque, apesar de bem bonito, o garoto mais bonito da escola não é exatamente o tipo que eu escolheria para passar a vida toda do meu lado. O negócio é que eu nunca gostei desse tipo de festa, acho que só serve mesmo para gastar uma quantidade absurda de dinheiro num dia só e constranger e deprimir quem está se formando. Pelo menos eu me sinto constrangida e deprimida nessas ocasiões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No começo do ano, pus na minha cabeça que ia ao menos colar o grau, para deixar meus pais felizes e minha avó poder colocar um retrato meu usando beca e capelo, com a cara muito estragada - alguém sai bem nessas fotos? -, na estante de fotos dos netos. Quando meus pais disseram que não faziam a maior questão do mundo, perguntei para mim mesma por que razão eu me submeteria àquela cerimônia que me obrigaria a descer uma enorme escadaria de mármore sem poder segurar no corrimão, usando salto alto, e ainda por cima tentar parecer feliz e bonita para as fotos. Não bastando isso, eu teria que esperar, em pé, que toda minha turma de 40 alunos repetisse o ritual, ao qual eu assistiria aplaudindo efusivamente, seguidos das outras nove turmas de 3º colegial da escola sendo que a) Meu terceiro ano foi o mais desunido da escola e recentemente resolveu forçar um amor e uma união que não aconteceram nos últimos 8 meses b) Além da minha turma, tirando uns 5 outros amigos que tenho espalhados pela escola, não conheço ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de estudar na minha escola atual há três anos, nunca me senti parte de lá. Não que eu fosse excluída ou algo do tipo, mas sempre a tive a sensação de que lá é um lugar que fui para passar no vestibular e pronto. Claro que eu conheci pessoas fantásticas, cresci horrores, aprendi um monte, participei de coisas muito legais, tive professores maravilhosos, não estou de forma alguma cuspindo no prato que comi - e comi muito bem; apenas não me conectei ao ambiente da forma que sou ligada à minha antiga escola, que mesmo depois de 3 anos ainda é o lugar que eu sonho sempre que sonho que estou na escola, é minha referência, poço de lembranças, reservatório da minha memória afetiva de infância. Depois que sair do colégio atual, levarei comigo as boas coisas que já citei e desejarei nunca mais ser obrigada a pisar naquele ambiente com salas hermeticamente fechadas com ar condicionado congelante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa distância também não permitiu que eu tivesse uma turma. E por turma, não digo meu grupo de amigos, digo uma sala inteira. É impossível amar todo mundo, mas só quem já teve uma turma sabe como é. Acho que cheguei a ter algo próximo disso no 1º colegial, mas depois as pessoas se distanciaram, as panelas se fecharam e as pessoas começaram a ser indiferentes em relação às outras.Aliás, no início desse ano o clima na sala era tão pesado que ela era fisicamente dividida e não, ninguém fazia questão de estabelecer boas relações com "o outro lado", a hostilidade só foi dando lugar a indiferença ao longo dos dias e até hoje existem pessoas na minha sala com as quais eu nunca troquei uma palavra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na oitava série, na antiga e amada escola, eu formei, fiz clipe, chorei um monte e já me despedi daquele clima friendship never ends, com aquelas pessoas que cresceram do meu lado e que eu aprendi a gostar com o passar dos anos. Naquele dia, entendi que todo aquele sonho de escola de filme americano estava chegando ao fim, e que eu nunca teria aquilo novamente e aproveitei cada minuto, abracei as pessoas, os professores, os funcionários que me conheciam desde pequena e pronto, etapa vencida, tudo superado. Já meus pais desfrutaram plenamente do momento corujice quando me formei no inglês e fui oradora da turma, discursei e tudo mais: quando voltei para a mesa estavam os dois com os olhos cheios d'água mesmo sem ter entendido metade do que eu havia dito. Essas duas cerimônias me livraram tanto da minha obrigação com meus amigos e memórias, como da que eu tenho com meus pais, de posar como tesourinho deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, desencanei de ir na festa assim que soube do preço absurdo que custaria para comprar uma mesa. Ainda bem, porque fui descobrir depois que o cerimonial planeja fazer com que os formandos dancem uma valsa - dançarei valsa no dia do meu casamento e só - e desfilem num tapete vermelho. Alguém consegue me imaginar fazendo isso? Até considerei ir como convidada, mas desisti assim que descobri, novamente, o absurdo preço. Para quem bebe é até razoável, já que é uma festa open bar, mas quem fica na base da Coca sem gás (sim, porque nessas festas o refrigerante nunca tem gás), como eu, vai&amp;nbsp; pagar pros outros encherem a cara. HA. O outro motivo é que não gostei do salão escolhido e nem do buffet, que nunca foi bom em todas as festas que fui naquele lugar, e já que não bebo, comida pra mim é um troço importante. Sem comida, sem bebida e sem lugar para sentar, opa, cadê meu pijama e meu dvd de Friends mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nem é como se eu tivesse que ir nessa festa para sambar na cara da sociedade e provar algo para alguém, no melhor estilo Andie Walsh. Aliás, ficaria feliz em mostrar pro meu professor de Física do segundo ano, que insistia em zerar minhas provas ou me dar notas indignas sem qualquer razão concreta, que sobrevivi à Ondulatória e ao MHS, passei de ano e no vestibular sem nunca ter precisado daquilo, mas ele nem vai nos presentear com sua adorável presença na cerimônia. Meus traumas de colegial foram mesmo as aulas dele e as provas de Geometria, logo, lavo minhas mãos e fecho essa porta feliz da vida. Até porque segunda feira tem aula normal, semana que vem tem vestibular, e não é como se o ano tivesse acabado por causa daquela festa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T7pe1mC3Uig/TqnypiDSodI/AAAAAAAAA0U/o7uwGgok3mw/s1600/tumblr_lth0cg8zE21r073luo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-T7pe1mC3Uig/TqnypiDSodI/AAAAAAAAA0U/o7uwGgok3mw/s1600/tumblr_lth0cg8zE21r073luo1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8769168057197933494?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8769168057197933494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/descolando-o-grau.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8769168057197933494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8769168057197933494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/descolando-o-grau.html' title='Descolando o grau'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-T7pe1mC3Uig/TqnypiDSodI/AAAAAAAAA0U/o7uwGgok3mw/s72-c/tumblr_lth0cg8zE21r073luo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-3126354975264208093</id><published>2011-10-24T15:44:00.002-02:00</published><updated>2011-10-24T15:44:54.219-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máfia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu interior'/><title type='text'>E aí você entrou na minha vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu fosse escrever esse post há um ano atrás, certamente diria que estava em vias de me tornar uma dessas mulheres que escolhem não ter filhos. Primeiramente porque sou muito descrente e pessimista quanto ao futuro do mundo. Acho que a maré nos leva ladeira abaixo, e queria poupar minhas crias disso. Depois, sendo leitora da Rosely Sayão há anos (sim), concluí que educar uma criança é uma tarefa hercúlea; hoje em dia o que mais existe são pessoas e manuais querendo dizer qual a melhor maneira de se educar um filho, e ainda assim os pais e as crianças nunca pareceram tão perdidos. Meu maior medo é errar com uma criança e isso ter consequências desastrosas. E, por fim, não queria ter filhos por medo de não saber amar minha prole.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explico: apesar de no meu grupo de amigos eu fazer o tipo mãezona, nunca tive aquilo que pode ser chamado de instinto maternal. Nem gostar de criança eu gosto. Eu gosto de algumas crianças, das minhas crianças, da Mariana, do Gustavinho, da Ritinha... mas eu gosto deles, e o fato deles serem crianças é um detalhe. No geral, não sei lidar bem com crianças. Não sei direito como me comportar, como interagir com elas, e vários de seus comportamentos normais - não parar de falar, falar a mesma coisa várias vezes, ficar perguntando um monte, fazer manha - me põe num estado de irritação que excede o normal. Só que, com meu filho, não vou poder fazer a adolescente rabugenta e mandá-lo catar coquinhos; terei que dar atenção incondicional, cuidar, e ainda por cima amar aquela criaturinha em todos esses momentos penosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nunca contei isso pra ninguém, mas ali no fundo eu tinha comigo que essa coisa de maternidade não era pra mim. Não queria colocar um bebê nesse mundo errado e cruel, e muito menos tinha coragem de enfrentar a responsabilidade de ter que ensinar alguém a viver. De mostrar o certo e o errado, que não se fala de boca cheia, que estudar é importante e que eles devem confiar em mim pra tudo na vida. Fico vendo meus pais e me pergunto como eles conseguem. A melhor forma de se ter uma boa relação com seus pais é saber se colocar no lugar deles, porque toda vez que eu saio à noite fico pensando no sangue frio que deve ser necessário para deixar aquela pessoa que saiu de dentro de você, que sempre vai ser uma criança, entrar num lugar insalubre e perigoso feito uma boate, onde ela conhecerá gente da melhor e pior estirpe e vai ser tentada a fazer todas aquelas coisas que eles fizeram um dia - ou quiseram fazer - e jamais teriam coragem de contar aos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que um dia eu sonhei que estava grávida, e foi uma das coisas mais loucas que já me aconteceram. Do sonho eu não me lembro de nada, além do fato que eu estava grávida e me sentia exatamente como as protagonistas de novela dizem se sentir: em estado de graça. O sonho foi tão real e as sensações que ele trouxe também que, sem exageros, acordei quase chorando porque aquilo não era de verdade, porque eu não tinha aquele barrigão com um serzinho chutando lá dentro. Desde então sinto ondas de instinto maternal tomando conta de mim. Não consigo ver um bebê ou uma criança pequena sem suspirar mil vezes, e rir e brincar, e apertar, e exclamar no final que quero muito um daqueles pra mim. Também não consigo ver nada relacionado à maternidade sem chorar um monte. Na primeira vez que assisti ao episódio do parto da Rachel, em Friends, lembro que achei lindo, achei fofo, mas foi só. Depois dessa transcendental experiência do sonho, assisti ao mesmo episódio e chorei TANTO que minha mãe pensou que eu estava chateada com alguma coisa e não queria contar pra ela. E essa nova novela das seis, então? Quinta-feira passada assisti a um capítulo inteiro pela primeira vez, e chorei praticamente o tempo todo. O que está acontecendo comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para completar, veio o Chico. Acho que todas as pessoas deveriam ter um bicho de estimação antes de pensar em crianças. Os bichinhos nos fazem experimentar uma forma de amor diferente de todas as outras, incondicional, que nos faz relevar todas as muitas raivas que eles nos fazem passar - e não são poucas. Um bichinho demanda tempo, dinheiro, paciência, jogo de cintura, senso de humor e tudo isso é tão ínfimo perto de tudo aquilo que eles nos dão de volta, as risadas, o carinho, companhia e atenção que você percebe que é capaz de amar de uma forma toda nova, ir em reuniões de pais e esquecer uma birra depois de um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que você entrou na minha vida. Ou melhor, foi aí que ele, meu futuro filho, entrou nela. Porque quando eu era pequena, dizia, como a maioria das meninas, que queria uma menininha para que eu enchesse de laços e babados e cuidasse dela como se fosse uma boneca. Mas não sei por que cargas d'água, desde que comecei a pensar nessa coisa de ser mãe, tenho comigo que meu filho será um menino e já tenho até um nome pra ele: Davi. Parece maluquice, mas como contei há uns dois posts atrás, meu pai tinha certeza de que teria uma filha menina que levaria meu nome antes mesmo de conhecer minha mãe e é por isso que eu acho que meu neném já está em algum lugar no céu esperando a hora certa da gente se encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quebrar essa onda de ternura, há uns dias atrás estava com algumas amigas observando uma menininha muito fofa da minha igreja comer macarrão. Então eu disse o que tenho dito na maior parte das vezes que vejo uma criança linda desde o evento supracitado: AI MEU DEUS EU QUERO TER UM FILHO! Minha amiga, pouco tocada com o que eu havia dito, só me olhou meio descrente e disse: Olha, isso é muito fácil. Quer que eu te conto o que você tem que fazer?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-3126354975264208093?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/3126354975264208093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/e-ai-voce-entrou-na-minha-vida.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3126354975264208093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3126354975264208093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/e-ai-voce-entrou-na-minha-vida.html' title='E aí você entrou na minha vida'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-1899637724406883035</id><published>2011-10-17T23:00:00.001-02:00</published><updated>2011-10-17T23:00:11.594-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jonas brothers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the oc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teorias'/><title type='text'>Tóquio, here we come</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iNxFRB3mS9Q/TpzMPEwJHCI/AAAAAAAAAzM/ICv4JwNDVp8/s1600/fast-amp-the-furious-tokyo-drift.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SYPQtleX3Mg/TpzPS5XMvfI/AAAAAAAAA0E/0rRlOXBoX1w/s1600/MV5BMTcyNzIwMDc1Ml5BMl5BanBnXkFtZTcwODc2NTkxNA%2540%2540._V1._SX640_SY427__large.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-SYPQtleX3Mg/TpzPS5XMvfI/AAAAAAAAA0E/0rRlOXBoX1w/s1600/MV5BMTcyNzIwMDc1Ml5BMl5BanBnXkFtZTcwODc2NTkxNA%2540%2540._V1._SX640_SY427__large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Passei meu dia das crianças assistindo Velozes e Furiosos 3 - Desafio em Tóquio com minhas amigas. Desde o dia que elas me arrastaram para o cinema para assistir ao quinto (!) filme da franquia e me fizeram pagar pra ver um filme &lt;b&gt;sobre carros com o Vin Diesel &lt;/b&gt;me garantindo que aquela seria uma experiência mágica, Velozes e Furiosos já ganhou honras de favorito na minha categoria de filmes que de tão ruins são geniais, ou então de comédias involuntárias favoritas. Operação Rio (sim, aquele que causou polêmica por mostrar apenas o dark side brasileiro que a gente finge que não existe), consegue a proeza de unir Vin Diesel e The Rock (sim, você leu direito: THE-FREAKIN'-ROCK) num só filme, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GQbfAMtrm5I"&gt;e na minha cena preferida os dois caem no chão, lutando,&lt;/a&gt; (assistam, sério) e na hora imaginei que seria sensacional se um virasse pro outro e dissesse: I'm your father, e ri tanto que quase fui expulsa do cinema e perdi minhas amigas para sempre. Quis assistir ao filme de Tóquio porque ele tem o meu personagem preferido (de verdade), o Han, um japa amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9MmhOfxCq4Y/TpzNoR5nyyI/AAAAAAAAAz8/eQcBw9N66LI/s1600/kinopoisk.ru-Fast-Five-1470731_large.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://2.bp.blogspot.com/-9MmhOfxCq4Y/TpzNoR5nyyI/AAAAAAAAAz8/eQcBw9N66LI/s400/kinopoisk.ru-Fast-Five-1470731_large.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já esperava que o terceiro filme seria inundado de genialidade tosca, mas eu não estava pronta para o que vi. Aquilo é praticamente um The OC em Tóquio com driftings. A história é mais ou menos essa: um carinha que adora causar e se meter em altas confusões com seu carro irado inventa de fazer um ~pega~, desafiando o capitão do time de futebol da escola, que tem como prêmio a homecoming queen biscat. É claro que rola uma cena cheia capotagens, ultrapassagens, curvas sinuosas e manobras impensáveis - meu vocabulário automobilístico só vem até aqui -&amp;nbsp; e os dois carros terminam destruídos e nosso herói se ferra, de modo que sua mãe, cansada de pular de cidade em cidade por causa das brincadeiras de seu filho, o manda para Tóquio, pra viver com seu pai ausente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iNxFRB3mS9Q/TpzMPEwJHCI/AAAAAAAAAzM/ICv4JwNDVp8/s1600/fast-amp-the-furious-tokyo-drift.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-iNxFRB3mS9Q/TpzMPEwJHCI/AAAAAAAAAzM/ICv4JwNDVp8/s1600/fast-amp-the-furious-tokyo-drift.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele chega em Tóquio e logo no primeiro dia de aula já se engraça com uma garota meio latina da escola, com quem troca olhares cheios de segundas intenções. Lá, fica amigo também de um pseudo-mano, interpretado pelo Bow Wow (fiquem tranquilos, também não sabia quem ele era até então), que mostra pra ele o mostra qual a boa de Tóquio, que, claro, está relacionada com carros: um estacionamento subterrâneo gigante onde as pessoas vão para exibir seus automotores ultra tunados e potentes, ouvir música ruim, e observar japonesas em trajes sumários e fetichistas andando de um lado para o outro. Lá ele encontra Neela, a chica latina que chama sua atenção na escola, e logo descobre que ela é namorada do macho alfa do lugar, o Justin Timberlake de Tóquio, como o próprio Sean o descreve (COMO NÃO AMAR?), que não é ninguém ninguém menos que sobrinho de um chefão da yakuza, a máfia japonesa. E aí que naquela chincha imediata que surge, ambos se incham como pavões querendo se mostrar pra uma pavoa e, claro, se desafiam para um ~pega~.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sjH02AqhN0Y/TpzMQMPwlOI/AAAAAAAAAzU/X1tojRb65PY/s1600/%2528250309115014%2529fastandfurioustokio_8.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="303" src="http://2.bp.blogspot.com/-sjH02AqhN0Y/TpzMQMPwlOI/AAAAAAAAAzU/X1tojRb65PY/s400/%2528250309115014%2529fastandfurioustokio_8.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nosso herói, no entanto, não contava com a astúcia do Macho Alfa, que era mestre na arte dos driftings, uma técnica de fazer curvas muito mais complexa do que eu saberia explicar e descrever, que é o que há de mais quente nas quebradas de Tóquio, de modo que ele se ferra (e destrói o carro do Han - a Monalisa dos carros, como Bow Wow ressalta-, o japa-amor ali de cima, que oferece para que ele corresse) e a história desse forasteiro - ou melhor, gaidjin - tem início.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oJp0oe-UpII/TpzNjhWzF1I/AAAAAAAAAzk/-6Cbk1Q3bAQ/s1600/The-Fast-and-the-Furious-Tokyo-Drift-by-Director-Justin-Lin-1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-oJp0oe-UpII/TpzNjhWzF1I/AAAAAAAAAzk/-6Cbk1Q3bAQ/s1600/The-Fast-and-the-Furious-Tokyo-Drift-by-Director-Justin-Lin-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Lembraram de alguma coisa? Claro, The OC, a melhor série adolescente da história. Nela temos Ryan Atwood, um bad boy de Chino que é pego roubando um carro com seu irmão mais velho e é acolhido por um defensor público muito rico e boa praça, que o leva para Newport Beach, e acaba por adotá-lo. Em seu primeiro dia naquele paraíso ensolarado de milionários, o radar de Ryan já capta as vibrações desesperadas de Marissa Cooper, a homecoming queen do local (que aind anão virou biscat e nem loca loca loca, como acontece no decorrer da série), que, claro, é namorada do macho alfa californiano, Luke, capitão do time de pólo aquático, que obviamente não gosta nem um pouco de Ryan e o recebe calorosamente no lugar com um soco na cara e uma frase que se torna um clássico da série: Welcome to The OC, bitch.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6pmk21-xT7w/TpzNnlpKlaI/AAAAAAAAAz0/15bHJIzfwLI/s1600/tumblr_lhlsxbf6i51qbvazjo1_500_large.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-6pmk21-xT7w/TpzNnlpKlaI/AAAAAAAAAz0/15bHJIzfwLI/s1600/tumblr_lhlsxbf6i51qbvazjo1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SYPQtleX3Mg/TpzPS5XMvfI/AAAAAAAAA0E/0rRlOXBoX1w/s1600/MV5BMTcyNzIwMDc1Ml5BMl5BanBnXkFtZTcwODc2NTkxNA%2540%2540._V1._SX640_SY427__large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não demorou muito para que o tico e o teco aqui fizessem essa preciosa analogia. Sean, o herói de Velozes e Furiosos é Ryan Atwood. Os dois são forasteiros num local que não os aceita e cujas regras desconhecem, apaixonados por camisetas justas, munhequeiras e arranjar uma briga em absolutamente todo lugar que frequentam. Neela, a chica latina, é Marissa Cooper, e eu só queria que essa primeira tivesse mais participação no filme, não duvido que descobriríamos que ela vinha de uma família desestruturada e ela nos proporcionaria uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZXUWOHznHao"&gt;cena de impacto como essa&lt;/a&gt;. Para Bow Wow sobra a maior honra de todas, uma vez que ele, sendo fiel escudeiro de Sean, só poderia ser mesmo Seth Cohen, esse garoto meio bobo e engraçado que insere o herói nesse novo mundo, e lhe ensina as regras do mesmo. A única diferença é que estamos comparando Bow Wow com Adam Brody. Detalhe. Por fim, Han é o Sandy Cohen da vida de Sean, aquele cara rico e bacana que o acolhe, lhe ensina as manhas, está aí para protegê-lo contra as investidas do submundo japonês e é uma espécie de guru e bom pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LTPM3Dy3u24/TpzNmTvzuFI/AAAAAAAAAzs/Eny3AovPqr0/s1600/tumblr_l1d3j7bDvi1qzfa0io1_500_large.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-LTPM3Dy3u24/TpzNmTvzuFI/AAAAAAAAAzs/Eny3AovPqr0/s1600/tumblr_l1d3j7bDvi1qzfa0io1_500_large.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única coisa que os dois não tem em comum é a trilha sonora. Enquanto The OC nos oferece uma miscelânea do melhor do indie rock da época, como Death Cab For Cutie e Rooney, Velozes e Furiosos peca na hora que nos oferece &lt;i&gt;isso:&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/ucNzrTB3yHg" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-1899637724406883035?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/1899637724406883035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/toquio-here-we-come.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1899637724406883035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1899637724406883035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/toquio-here-we-come.html' title='Tóquio, here we come'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SYPQtleX3Mg/TpzPS5XMvfI/AAAAAAAAA0E/0rRlOXBoX1w/s72-c/MV5BMTcyNzIwMDc1Ml5BMl5BanBnXkFtZTcwODc2NTkxNA%2540%2540._V1._SX640_SY427__large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8757252412313468581</id><published>2011-10-14T17:56:00.002-03:00</published><updated>2011-10-14T18:14:32.631-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversa de botas batidas'/><title type='text'>Annas, Anninhas e Carianas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QBIku9-4Dvg/TpimDXOKJ0I/AAAAAAAAAzE/BgQfJ8h5oMo/s1600/tumblr_lqjv4rzTIe1r2na8ho1_500.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;Meu pai adora contar que desde que era bem novo, tinha certeza que um dia teria uma filha, que seria menina e se chamaria Anna Vitória, assim, com dois enes. Eis que numa manhã ensolarada de sábado, no dia 26 de fevereiro, esse propósito se cumpre e minha pessoa chegou a esse mundo (depois de, claro, ouvir do Criador: desce e arrasa). Eu era o bibelô da família, e todo mundo enchia a boca pra dizer meu nome, que diziam ter bossa de princesa. Papai se inchava de orgulho. Até que, um dia, alguém resolveu que estava na hora de eu ter um apelido, e foi nesse fatídico e terrível momento que alguém pensou que seria divertido me chamar de Tó. Era engraçado and criativo and uma ótima maneira de implicar meu pai, todo sistemático, and, novamente, engraçado. Por isso que, por vários familiares e amigos dos meus pais, sou chamada de Tó há 17 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não gosto nem um pouco desse apelido, e muitas vezes a simples referência à ele já me deixa meio cabreira com a pessoa que o disse, principalmente naqueles dias que eu acordo do lado errado da cama. De uns tempos pra cá já me resignei a esse triste destino, porque para um apelido ruim pegar e durar por anos, o princípio básico é você não gostar dele. Minha esperança é que um dia me esqueçam, embora saiba que minha mãe é chamada de Furreca (longa, longa história) por suas primas desde a época que mal sabia falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tirando a excrescência supracitada, nunca tive nenhum apelido muito significativo. Todo mundo me chama de Anna, na maior parte das vezes, e não considero isso um apelido, porque pra mim é como se fosse um primeiro nome. Até porque meus pais só me chamam de Anna Vitória quando estão bravos ou sérios, e sempre que sou chamada assim tenho a impressão que a pessoa também está. Tenho um amigo que costuma me chamar assim, e vez ou outra, quando ele diz meu nome, já fico instintivamente tensa interiormente, pensando que ele vai continuar a frase com algo do tipo "Por que você não arrumou sua cama até agora?". Mania de perseguição, trabalhamos. Por causa das pernas compridas, o famigerado Anninha nunca pegou, até o dia que criei um blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho engraçado e fofo que os leitores mais chegados daqui sempre me chamam de Anninha, e quando tem conferência no Skype com as mafiosas amadas também é assim que me chamam. Às vezes rola uma confusão, porque nunca sei direito se elas estão falando comigo ou com a &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/"&gt;Analu&lt;/a&gt;, as duas An(n)as da galhera, porque acho que ela tem bem mais cara de Aninha do que eu, mas de toda forma, acho fofo, acho florzinha. Alguns professores também costumam usar o Anninha e no início eu acho estranho, não sei se é comigo que eles estão falando. É um apelido que meus amigos nunca usam, não naturalmente, acho que nunca ouvi um "Anninha, me empresta a borracha?" ou "Ai Anninha, que aula chata", o diminutivo é sempre usado como recurso de deboche ou persuasão ("Annniiiiiinhaaaaaa, vamos na cantina comigo?"); no entanto, para o primeiro, meus amigos recentemente tem adotado o Chatanna, ou até Chatanninha. Já o&amp;nbsp; Matheus costuma me chamar de Chicória (Vitória ~ Chicória). No começo era pra fazer graça, mas ele está começando a se acostumar com isso e vira e mexe eu atendo o telefone e escuto "E aí, Chicória?". Sou muito respeitada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anninhas e Chatannas à parte, depois de Tó eu só não gosto mesmo é que me chamem de Vitória. Não é porque eu não gosto do nome, mas é porque eu não me chamo Vitória. Estava conversando sobre isso com a &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/"&gt;Analu&lt;/a&gt; e ela disse que odeia quando a chamam de Luísa, simplesmente por esse não ser o seu nome. Se falam Vitória eu realmente acho que não é comigo e fico incomodada, como se estivessem me chamando de Bárbara, Coralina, ou um nome aleatório qualquer e o pior é que isso acontece bastante. Meu professor de Física do primeiro colegial, que só é perdoado porque foi um dos melhores professores do mundo, sempre que falava comigo primeiro usava o Vitória, invariavelmente. Aí ele me olhava, hesitava, e dizia "Não, peraí, Anna Vitória". Outro professor costumava usar Anna Vic e eu nem me importava tanto, mas tive uma professora de ballet que me chamava de VIC. Poxa, a mulher usava um apelido, de um nome que não era meu, ainda por cima com a grafia errada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os únicos que tem permissão para me chamar de um nome que não é meu são meus avós. São muitos anos de troca incessante de nomes no clã dos Rocha, e se eu fosse um tantinho só mais instável mentalmente, já teria desenvolvido uma personalidade independente para cada nome que me chamam. Minha tia, irmã do meu pai, se chama Carolina, mas em casa todos a chamam de Loli. Ela tinha mais ou menos uns 19 anos quando eu nasci, mas até hoje somos bem parecidas fisicamente, o que imagino ser a razão dos meus avós, em exagerada frequência, me chamarem de Carolina/Loli, e a ela de Anna Vitória. Quando um deles abre a boca já fico até rindo vendo sair o clássico "Ô Carolin...Anna Vitória". A confusão se tornou ainda maior quando minha prima Mariana nasceu, nenhuma de nós três nunca mais foi chamada pelo nome certo, até porque o Gustavinho, irmão da Mariana, a chama de Nana, assim como o resto da família, e pedir pra separar Anna de Nana é meio demais, né? O episódio mais engraçado, no entanto, aconteceu quando Mariana tinha alguns dias de vida e a casa estava naquele furor por conta do novo bebê. Minha avó foi falar comigo e olha bem o que saiu: &lt;i&gt;"Ô Carolina, er, quer dizer, Mariana, hmmm CARIANA, VEM CÁ".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio dessa confusão toda, meus primos me chamam de Tetê, e até hoje ninguém sabe de onde eles tiraram isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QBIku9-4Dvg/TpimDXOKJ0I/AAAAAAAAAzE/BgQfJ8h5oMo/s1600/tumblr_lqjv4rzTIe1r2na8ho1_500.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-QBIku9-4Dvg/TpimDXOKJ0I/AAAAAAAAAzE/BgQfJ8h5oMo/s1600/tumblr_lqjv4rzTIe1r2na8ho1_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Katie White curtiu esse post&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8757252412313468581?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8757252412313468581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/annas-anninhas-e-carianas.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8757252412313468581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8757252412313468581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/annas-anninhas-e-carianas.html' title='Annas, Anninhas e Carianas'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QBIku9-4Dvg/TpimDXOKJ0I/AAAAAAAAAzE/BgQfJ8h5oMo/s72-c/tumblr_lqjv4rzTIe1r2na8ho1_500.gif' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-244004824221206642</id><published>2011-10-11T16:08:00.002-03:00</published><updated>2011-10-11T23:37:32.342-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quiança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='traumas de infância'/><title type='text'>Aurora da minha vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana do dia 12. No Ensino Fundamental era sinônimo de Semana da Criança, onde cada dia tinhamos uma atividade diferente na escola: parques, excursões, filmes e piscina, e eu me dividia entre elas e a programação da Sessão da Tarde, já que tinha o privilégio de, nesses dias, escolher se eu queria ou não ir pra escola. Ficava em casa nos dias de filme dos Trapalhões, Elvira - A Rainha das Trevas e Convenção das Bruxas, nos outros ia para escola fazer farra e dar sossego pros meus pais. Já no Ensino Médio, pelo menos aqui em Minas, é Semana do Saco Cheio. Uma semana sem aulas, indo dormir tarde, acordando mais tarde ainda, cinema e casa dos amigos todo dia, fazendo farra e tirando o sossego dos meus pais - até parece. Terceiro ano, duas semanas para o Enem, os burros de carga da escola (nós) fazendo provas de manhã e a noite (sim, senhores), feriado quarta pra ninguém morrer e quinta e se inicia a mega-revisão, onde temos o direito de ficar de boca fechada, de preferência anotando rápido as 17 mil palavras que os professores dizem por segundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sério que um dia eu disse que queria crescer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para compensar a frustração de sair de casa às 7h e ver as ruas praticamente ausentes de pessoas com menos de 18 anos usando uniforme, nesse tempinho delícia de dias cinzas bons pra dormir o dia todo, nada melhor do que voltar ao passado. Ou nada pior, porque nesse momento a nostalgia traz mesmo é raiva. Mas ok, fingirei que está tudo bem, que sou florzinha,&amp;nbsp;e responderei a esse meme, que de fato é um amor, que a &lt;a href="http://semformolnaoalisa.blogspot.com/"&gt;Dani&lt;/a&gt; passou, com memórias de infância. Porque recordar, é viver. Ou quase. Se não for, de todo jeito, é o que temos pra hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Desenhos favoritos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já começo o meme causando, porque ao invés de 5, falarei de 15 desenhos animados. Sim, porque a infância, veja bem, dura muito tempo, e confesso que não fui a criança mais fiel do mundo às minhas atrações favoritas. Explico: quando eu era bem nova, assistia só Cartoon Network. O dia todo. Minha vida era o Cartoon, a programação do meu dia era regida de acordo com a grade horária do canal e pra mim o único mundo que existia além disso era do Bananas de Pijama, que passava no programa da Eliana. Alguns anos depois, descobri o Nickelodeon, e uma nova porta se abriu na minha televisão. E daí rolou um conflito, claro, porque eu tinha que ficar me dividindo entre os desenhos que passavam no mesmo horário, e vocês sabem que eu sou do tipo que tem problema na hora de fazer escolhas, ainda mais se forem cruciais como essa. Além da Nickelodeon, surgiu na minha vida também o antigo Boomerang, que passava os clássicos da Hanna Barbera que saíram da grade do Cartoon. Eram os desenhos da época dos meus pais, e eles assistiam comigo e também se divertiam pra caramba. Por isso escolhi 15 desenhos, dividindo-os entre 3 classes: Cartoon Network, Nickelodeon e Boomerang, que também pode ser subentendidas como primeira infância, segunda infância e pouca infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PEJmTBk_UfA/TpSOOD0ybqI/AAAAAAAAAys/LU76NWgmAl0/s1600/desenhos.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-PEJmTBk_UfA/TpSOOD0ybqI/AAAAAAAAAys/LU76NWgmAl0/s1600/desenhos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Tom e Jerry, O Laboratório de Dexter, Pokémon, As Trigêmeas, Hamtaro, Franklin, Doug, A Pantera Cor-de-Rosa, Os Flintstones, Space Ghost, Coiote e Papaléguas, Corrida Maluca, Ei Arnold e Ginger&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Programas de Tv preferidos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Olha, eu vejo novela desde que me entendo por gente. Uma das minhas novelas favoritas é Por Amor, do Maneco, que foi ao ar quando eu tinha 3 anos, e depois umas duas vezes de reprise. Assisti a praticamente todas as novelas das oito (e das seis, e das sete) até mais ou menos os 13 anos de idade, e acho que isso não me fez crescer com valores deturpados ou algo do tipo. Por isso sempre me irrito sempre que alguém vem com esse papo de que criança só pode ver coisa educativa senão vai crescer e ser uma pessoa ruim e com péssimas influências. Isso pra mim é papo de quem não sabe educar filho direito, ou tem medo de não saber. A única novela que minha mãe não me deixava ver era Torre de Babel e até hoje não sei bem o por que da proibição, mas estamos aí. Até hoje nunca matei ninguém e estou longe de pensar que dinheiro e aparência são tudo na vida. Sem falar que aprendi desde cedo que existem pessoas más no mundo, e vi que bebês não vem das cegonhas sem ter que embaralhar meus pais com essas questões constrangedoras. Além de novelas, gostava bastante de Você Decide, Bom Dia e Cia, Caça Talentos e Xuxa Park.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rf_VmwaD6mg/TpSOZoFU0hI/AAAAAAAAAy8/841FLiZ56RA/s1600/programas.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-rf_VmwaD6mg/TpSOZoFU0hI/AAAAAAAAAy8/841FLiZ56RA/s1600/programas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Filmes favoritos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Barbie, A Estrela do Rock é uma pérola. Alugava-o numa frequência obsessiva na mini-locadora que meus pais frequentavam, e depois que ela fechou nunca mais encontrei esse filme épico em lugar algum. Não me lembro muito bem da história, mas sei que tem algo a ver com a Barbie roqueira fazendo shows no espaço ou algo do estilo, bem o tipo de coisa que jamais existiria não fosse pelos anos 80. Já tentei achar pra fazer download, mas só consegui mesmo foi a trilha sonora, que tem uma versão traduzida de I'm Happy Just To Dance With You, que virou Só Quero Dançar Com Você - tentei achar no Youtube, mas não rolou (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SAMB1_31jg0"&gt;beijo, Tulipa!&lt;/a&gt;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LPRB_Ml3_xw/TpSOVQumwCI/AAAAAAAAAy0/Z8kFWLx88fw/s1600/filmes.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-LPRB_Ml3_xw/TpSOVQumwCI/AAAAAAAAAy0/Z8kFWLx88fw/s1600/filmes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mulan, Os Três Porquinhos, Barbie Estrela do Rock, Anastasia e Branca de Neve&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Brinquedos favoritos: &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9TCadyomniQ/TpSN_QqZC3I/AAAAAAAAAyc/9Z6podsSwr4/s1600/brinquedos.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-9TCadyomniQ/TpSN_QqZC3I/AAAAAAAAAyc/9Z6podsSwr4/s1600/brinquedos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Apesar de gostar muito de Barbie, a coisa que eu mais brinquei durante toda minha infância foi de boneca, dessas comuns estilo bebêzão e não essas medonhas que de fato parecem bebês. Tenho medo. Sou mais essas cabeçudas carecas que tem cheiro de talco. Já a Barbie me dava um pouco de preguiça, porque montar a casa dela era um pouco complexo. Nunca tive casa a casa da Barbie - na verdade acho que nunca existiu a casa completa - e, portanto, tinha que improvisar com os pedaços de casa que eu tinha, como o quarto - que era lindo -, a piscina, a cozinha - que era genérica e um pouco maior que as proporções da Barbie (as comidas eram mais ou menos do tamanho do tronco dela) - e pronto. Uma coisa que eu amava eram as Barbies de coleção. Passava HORAS no site babando em todas e nunca realizei meu sonho de ter uma. A minha preferida era essa da foto, especial da Versace (sim!) e hoje acho que ela parece uma versão mais simpática da própria Donatela, meio biscate, mas ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Guloseimas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5AZFCCba8pY/TpSOEdKAJII/AAAAAAAAAyk/Gm7sgs0GHxM/s1600/comidas.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-5AZFCCba8pY/TpSOEdKAJII/AAAAAAAAAyk/Gm7sgs0GHxM/s1600/comidas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha mãe sempre foi muito cheia de frescuras no que dizia respeito à minha alimentação. Eu era toda saudável e verde. Achava um saco, claro, mas hoje agradeço por isso, porque mesmo depois de anos de educação alimentar rígida eu tenho esse ogro dentro de mim, imagina o que teria acontecido caso o monstro tivesse crescido sem freios? Pesaria uns 215 quilos fácil. Então, todas essas guloseimas tinham o sabor mais que especial de serem raras e sempre proibidas. Se eu comia alguma coisa dessas uma vez no mês já estava no lucro, era o ponto alto do período. É claro que ficava pra trás de todas as coleções, como aquelas coisas que vinham dentro dos salgadinhos, os cars de Pokémon e tudo mais, embora minha coleção de surpresas do McDonalds fosse de dar inveja. Tinha tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Seriados favoritos:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xhbN1HWkzOs/TpSN8DaW1cI/AAAAAAAAAyU/_JENscdVNZI/s1600/series.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-xhbN1HWkzOs/TpSN8DaW1cI/AAAAAAAAAyU/_JENscdVNZI/s1600/series.jpg" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessas cinco, certamente, Castelo Rá-Tim-Bum foi minha favorita. Assisti por anos e tinha todas as fitas - ah que arrependimento de ter dado todas para os primos bebês. Não esqueço de um dia que sonhei que estava no castelo e acordei chorando pra caramba porque não era verdade. O programa passa até hoje na Tv Cultura, e ainda na Tv Rá-Tim-Bum, um canal novo mágico que passa todos os clássicos da Tv Cultura, vejo sempre. Já Sabrina, Alf e Kenan e Kel são clássicos do Nickelodeon, que eu amava e amo até hoje. Meu preferido&amp;nbsp; era Kenan e Kel, o mais abestalhado de todos. Hoje em dia confesso que só acho graça quando assisto com meus primos, sozinha eu vejo como é idiota. Já Alf eu amo muito atualmente, e amo estar na madruga boladona vendo tv de madrugada e ver que está passando. É sensacional. Sabrina - A Aprendiz de Feiticeira é o único que não passa mais, uma pena, era muito legal. O mais bizarro e engraçado do programa todo é o Salém, esse gato preto muito artificial, notadamente um robôzinho muito mal disfarçado. O outro, Clube do Travesseiro, passava no Boomerang logo depois que o canal parou de exibir os desenhos antigos. A história é de um grupo de amigas que adoram fazer noites do pijama e unir forças para enfrentar as agruras da pré-adolescência. Minha cara, né?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-244004824221206642?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/244004824221206642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/aurora-da-minha-vida.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/244004824221206642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/244004824221206642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/aurora-da-minha-vida.html' title='Aurora da minha vida'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PEJmTBk_UfA/TpSOOD0ybqI/AAAAAAAAAys/LU76NWgmAl0/s72-c/desenhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2242233289432415620</id><published>2011-10-06T19:16:00.003-03:00</published><updated>2011-10-24T15:45:21.669-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beatles'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máfia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mixtapes supimpas'/><title type='text'>Para gostar de Beatles</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que falo sobre os Beatles por aqui, algumas pessoas comentam que conhecem pouco da banda e que gostariam de saber mais, que apesar de gostarem da proposta não tem paciência para conhecer a discografia, ou então que só conhecem os grandes hits e que não foram muito tocados por estes. Pensando nessas pobres almas e também naquelas que ousam dizer que não curtem o fab four, resolvi fazer essa mixtape para converter a todos, ou ao menos alguns. Porque olha, não confio em quem não gosta dos Beatles. Não confio porque é a melhor banda do mundo. E você pode preferir Rolling Stones, AC/DC, U2 e Led Zepellin, e eu não questiono a qualidade de nenhum deles, mas o que os Beatles fizeram e trouxeram para a música não vai se repetir. Eles são eternos, e isso eu não li em lugar algum ou me foi contado por alguém, eu vi: naquela linda noite de novembro, &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2010/11/eu-vi-o-paul-e-ele-e-lindo.html"&gt;estava lá com 60 mil pessoas, crianças e senhores de cabeça branca, coxinhas e metaleiros, ouvindo o coro uníssono em canções de uma banda que acabou há mais 30 anos, regidas por um velhinho de 68, charmoso como poucos em seu terno azul.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu era bem nova quando ouvi Beatles pela primeira vez: foi num jantar na casa dos meus tios onde tocava o One. Meus pais gostaram muito do disco e compraram também, mas eu tinha um bocado de medo de ouví-lo, porque sabia que o John Lennon havia morrido, e naquela época eu tinha medo de ouvir gente morta cantando. Paranoias de infância. Então que um dia, me borrando de medo, apertei o play e pus aquele cd vermelho pra tocar, e pensei que algo tão legal e divertido não poderia fazer mal. Minhas músicas favoritas eram Love Me Do e Lady Madonna. Alguns anos depois ganhei o Revolver de presente, e fiquei surpresa com aquele som, que pra mim não tinha cara de Beatles. Beatles pra mim era ié-ié-ié e existe alguma coisa menos ié-ié-ié do que o Revolver? Aos poucos, fui me acostumando com aquele som novo, a aprendi a gostar; aliás, gostei tanto que depois disso peguei até uma birra das canções antigas. Nessa época, For No One se tornou minha música favorita, e ouso dizer que ela talvez seja minha favorita até hoje - se não A favorita, certamente uma das.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois vim a conhecer o resto da discografia, e aí não tinha mais volta. Me apaixonei perdidamente por todos os cds, cada um a seu tempo, e todas as músicas tiveram seu momento especial. De tempos em tempos cismo com algum cd e ele então se torna meu favorito, mas logo mudo de ideia e escolho outro. O primeiro que amei foi o Revolver, depois o Please, Please Me (fiz as pazes com o ié-ié-ié), Abbey Road, que foi meu amor por muito tempo, Rubber Soul, e já faz alguns meses que ando de amores com o o Álbum Branco. Copiando a ideia da &lt;a href="http://minidesastres.blogspot.com/2011/08/death-cab-for-begginers.html"&gt;Rúvis&lt;/a&gt;, que tentou converter seus leitores em fãs de Death Cab For Cutie, nessa mixtape tentei mesclar o que há de melhor e mais amado em todos eles, na esperança de que vocês venham a amar também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lSIp2FtGCQw/To4bgPooY5I/AAAAAAAAAyQ/zJv4clLPVAA/s1600/mixtape-beatles-capa.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-lSIp2FtGCQw/To4bgPooY5I/AAAAAAAAAyQ/zJv4clLPVAA/s1600/mixtape-beatles-capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xVNGc8gR2vo/To4bci9wWyI/AAAAAAAAAyM/mM-AJQ7GWtk/s1600/mixtape-beatles-back.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-xVNGc8gR2vo/To4bci9wWyI/AAAAAAAAAyM/mM-AJQ7GWtk/s1600/mixtape-beatles-back.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/2f4BbNbK/Para_Gostar_de_Beatles_-_SC_Mi.html"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&amp;nbsp;Download&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mais blablabla sobre as músicas escolhidas!&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;O cd começa com &lt;b&gt;Dear Prudence&lt;/b&gt;, música que, de cara, está no meu Top 5 de favoritas. A primeira vez que a ouvi foi num &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hh_x8uBUbkc"&gt;cover da Siuxsie&lt;/a&gt;, e demorou um tempo até eu descobrir que aquilo na verdade era Beatles. Gosto tanto de uma como da outra, mas poucas coisas são tão bonitas como a maneira como a original vai crescendo, crescendo, até atingir seu ponto máximo numa vibe mágica meio psicodélica.&lt;br /&gt;Em seguida, outra canção do Álbum Branco, &lt;b&gt;Happiness Is A Warm Gun&lt;/b&gt;, também presença garantida no meu Top 5; o que mais gosto nela é o fato do início ser pesado e mais sombrio, com guitarras ótimas, e o refrão quebrar a tensão e ser todo redentor e alegrinho, e o John está com uma voz sensacional. &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lovely Rita&lt;/b&gt;, na sequência, é uma música do Sgt. Peppers que eu não costumava prestar muita atenção, até que um dia, enquanto eu ouvia o cd e fazia alguma outra coisa, ela terminou e eu pensei que era uma música bem divertida. Paul havia sido multado por uma guarda de trânsito - que não se chamava Rita - e ao invés de ficar com raiva, escreveu essa música pra ela.&lt;br /&gt;No início da carreira, os Beatles regravavam muitas canções, e &lt;b&gt;You Really Got A Hold On Me&lt;/b&gt; é uma delas, originalmente de uma banda chamava The Miracles. É uma balada fofa do With The Beatles e dá vontade de dançar cheek-to-cheek com alguém.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;It's Only Love&lt;/b&gt;, do Help!, é uma música bem obscura deles, pouca gente conhece; até mesmo os Beatles a desprezavam, o John dizia que a letra era abominável e o Paul que ela tinha sido feita pra preencher espaço. Ela é bem açucarada e tem uma letra simples, mas adorável. Eu acho fofa.&lt;br /&gt;Na sequência vem &lt;b&gt;Here Comes The Sun&lt;/b&gt;, uma das poucas músicas do George Harrison que ganhou espaço; ela é do Abbey Road, meu segundo cd favorito deles, e é uma das coisas mais encantadoras que eu já ouvi. George Harrison era muito talentoso, e o trabalho musical nessa faixa é uma coisa de ir às lágrimas. Ele escreveu outras músicas para os Beatles, sendo a mais famosa delas &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xzkhOmKVW08"&gt;Something&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Para representar a fase psicodélica deles, escolhi &lt;b&gt;Blue Jay Way&lt;/b&gt;. O normal seria colocar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0wmKXQP_3zM"&gt;Because&lt;/a&gt; ou Lucy In The Sky With Diamonds, as clássicas, mas eu gosto bem mais dessa. Do cd Magical Mystery Tour - que pouca gente dá valor, mas que é excelente -, também é uma composição do George (tenho um carinho enorme por ele, e se o Paul McCartney não fizesse meu coração sangrar de amor, ele seria meu beatle favorito), e na minha opinião é mais viajada que suas companheiras mais famosas. &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Girl&lt;/b&gt;, do Rubber Soul, outro cd muito querido, me agrada porque é marcada por vários suspiros longos que acompanham a melodia, que trazem uma atmosfera bem legal.&lt;br /&gt;Ah, &lt;b&gt;Blackbird.&lt;/b&gt; Essa música dói, de tão linda que é. Fala sobre o movimento negro nos Estados Unidos, e o blackbird da letra se refere às mulheres negras. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=T60qR4UWOFY"&gt;Foi um dos momentos mais emocionantes do show do Paul McCartney&lt;/a&gt;, numa daquelas horas que eu pensei que minhas pernas não me aguentariam.&lt;br /&gt;O Abbey Road é cheio de músicas pequeninhas que são complementadas por aquelas que vem na sequência, como se uma fosse continuação da outra. A dobradinha &lt;b&gt;Golden Slumbers/Carry That Weight&lt;/b&gt; é um desses casos, e elas são praticamente uma música só. Com melodia de canção de ninar, é uma dessas músicas que o Paul mostra como tem uma voz incrível e sabe usá-la de formas diferentes, de modo que muitas vezes dá pra pensar que na verdade é outra pessoa que está cantando. Não, é o sir Macca mesmo, porque ele é foda. &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Baby, You're A Rich Man&lt;/b&gt; é uma dessas músicas que eu não prestava atenção, até que ela toca na cena final de &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2010/12/baby-youre-rich-man.html"&gt;Social Network&lt;/a&gt; e me deixou completamente apaixonada. &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Oh! Darling&lt;/b&gt;, que também consta no meu Top 5, é sensacional. Paul McCartney mostra porque é sir e samba na cara da sociedade com um trabalho vocal fantástico, numa música de amor bem desesperada, sofrida, que a gente canta no chuveiro se descabelando.&lt;br /&gt;Passei muito tempo sem conseguir escutar &lt;b&gt;All You Need Is Love&lt;/b&gt;, porque ela foi meu toque de celular por anos, e eu, pessoa antissocial que odeia telefone que sou, entrava em pânico sempre que a ouvia. Só agora, depois de meses de reabilitação, consigo ouví-la de novo, e sim, ela é linda, e a letra é a melhor mensagem que qualquer música poderia passar.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I've Just Seen A Face&lt;/b&gt; tem um violão rapidinho e legal, que dá um toque meio country à música.&lt;br /&gt;Por fim temos &lt;b&gt;For No One&lt;/b&gt;, minha favorita, que faz parte do Revolver. A letra, linda e tristíssima, fala sobre um relacionamento que vai acabando, dia após dia. A música é do Paulma, e John Lennon disse que, das músicas que o Paul fez, essa era uma das favoritas dele.&lt;br /&gt;Pra acabar com chave de ouro, &lt;b&gt;Her Majesty&lt;/b&gt;, essa musiquinha de menos de 30 segundos, que também dá fim ao Abbey Road. Acho um jeito lindo e singelo de se finalizar um cd, e vocês?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2242233289432415620?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2242233289432415620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/para-gostar-de-beatles.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2242233289432415620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2242233289432415620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/para-gostar-de-beatles.html' title='Para gostar de Beatles'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lSIp2FtGCQw/To4bgPooY5I/AAAAAAAAAyQ/zJv4clLPVAA/s72-c/mixtape-beatles-capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-1463104216927187841</id><published>2011-10-02T19:45:00.000-03:00</published><updated>2011-10-02T20:29:05.615-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='woody allen'/><title type='text'>Apenas um filme chato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;style="text-align: justify;"=""&gt;&amp;nbsp;&lt;/style="text-align:&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-70SRJ_tmdFY/TojkEwyxTNI/AAAAAAAAAyA/iaTrDXOKdS8/s1600/tumblr_ll201wVsAG1qhh85co1_500.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-70SRJ_tmdFY/TojkEwyxTNI/AAAAAAAAAyA/iaTrDXOKdS8/s1600/tumblr_ll201wVsAG1qhh85co1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;style="text-align: justify;"=""&gt;Assisti Apenas o Fim ano passado, depois do filme me tersido muito recomendado por vários amigos que viram e acharam ótimo. Vi egostei, mas não tanto. O filme é brasileiro e fala sobre o fim de umrelacionamento, e se resume a basicamente um casal andando pela PUC do Rio deJaneiro, conversando sobre a relação e relembrando momentos, alternado comcenas que mostram os dois no passado, deitados na cama falandobesteira.&lt;/style="text-align:&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meu grande problema com ele, no início, foi com o excesso dereferências pop, muitas vezes gratuitas e fora de contexto, que acabam por encher o saco, servindo só pra mostrar como o filme é antenado e moderninho.Não curti também o casal principal. O cara é muito nerd/cool esteriotipado,meio banana, basicamente um Seth Cohen mas sem o charme e o encanto; amenina é um híbrido de Summer Finn, Cristina e Holly Golightly, mas inspirando pouca (nenhuma) simpatia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O negócio é que o filme é muito bem falado, e eu resolvireassistí-lo pra ver se o problema era comigo. Se for, meu problema émuito sério, porque se da primeira vez eu só não tinha achado essa coca-colatoda, dessa vez eu achei mesmo foi chato pra caramba. O cara que escreveu oroteiro provavelmente gosta muito do Woody Allen, e depois de ter visto AnnieHall um quinquilhão de vezes, pôs na cabeça que poderia fazer algo do tipo. Aidéia é legal, a execução não tanto. Os diálogos do filme são pouconaturais e os personagens parecem excessivamente preocupados em dizer coisas ~marcantes &amp;amp; inusitadas ~ e isso é feito na base da tentativa e do erro. Algumas vezes funciona, mas na maioria delas o propósito da conversa meio que se perde. O legal dos diálogos e monólogos enormes do Woody Allen é que ele sempresolta umas pérolas que fogem do lugar comum da conversa sobrerelacionamentos ou qualquer coisa que seja que ele esteja falando, e essaquebra de expectativa é muito bem feita e usada sabiamente, por isso funciona. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Você vê filme demais, você vai acabar me amando pra sempre. Vai me procurar em todas as garotas, todos os bares, todas as ruas. Aí um dia depois de muito tempo, num lugar qualquer, você vai me ver. Mas aí vai achar que foi uma ilusão, e eu vou embora.”&lt;br /&gt;“… —A gente tá perdido, né?”&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“A gente se perdeu no momento em que a gente se encontrou”&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Frase de efeito desnecessária detected&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que o principal motivo de eu ter pegado birrinha do filme é a personagem da Érica Mader. Ela é chata pra caramba. Me lembrou bastante a Summer, de 500 Days Of Summer, uma criança traumatizada que cresceu "sentindo falta de algo" e que "não acredita no amor", que faz gato e sapato de um cara meio bobo que viu filmes demais e enxerga nela uma musa incompreendida, cheia de níveis, nuances e sutilezas e se deixa seduzir por essa fantasia até levar um pé na bunda e descobrir que a referida nunca foi de fato feliz com ele, ou, no caso de Tom e Summer, que nunca sentiu que ele era o cara certo. Em Apenas o Fim, a Érica Mader diz que vai embora, e o Gregório Duvivier (que no filme se chama Antônio, e ela permanece sem nome) diz que é bem capaz dele topar com ela pelo Rio de Janeiro de cabelo pintado e óculos escuros pensando que ninguém vai reconhecê-la; se eu for mais além no paralelo com 500 Days..., poderia jurar que um dia ele descobriria que ela se casou com um outro cara e ainda teria a petulância de dizer na cara dele que com o outro ela achou aquilo que a preenchia por completo, que ele nunca pode dar. Desculpa, mas não tenho paciência com quem disfarça egoísmo com bloqueio sentimental e trauma de infância.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/M0MG7pMpX9s" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por fim, acho a proposta do filme louvável. O diretor Matheus Souza é estudante de cinema, e fez o filme da maneira mais simples e do-it-yourself possível, e essa iniciativa é demais e deveria servir de inspiração e exemplo pra todo mundo que tem boas ideias e vontade de realizá-las. Um bom filme não é feito de roteiros apocalípticos e produções apoteóticas, e ninguém se cansa de assistir filmes sobre amor e suas complicações. O cinema brasileiro tem crescido demais, e é bom que estejam aparecendo produções mais tranquilas, que fujam um pouco do nicho Nordeste-favela-cinebiografia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-1463104216927187841?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/1463104216927187841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/apenas-um-filme-chato.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1463104216927187841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1463104216927187841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/10/apenas-um-filme-chato.html' title='Apenas um filme chato'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-70SRJ_tmdFY/TojkEwyxTNI/AAAAAAAAAyA/iaTrDXOKdS8/s72-c/tumblr_ll201wVsAG1qhh85co1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-3641198409281082722</id><published>2011-09-30T22:34:00.001-03:00</published><updated>2011-09-30T22:35:00.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='high school'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futilidade pública'/><title type='text'>Chão-terapia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai não se cansa de dizer que acha que é uma falta de respeito e decoro enorme essa coisa de ir de chinelo pra escola. Na época dele, sempre ouço essa história, sair de Havaianas era mico dos grandes, só isento de reprovação para aqueles que haviam estourado o dedão do pé jogando bola. O patriarca Rocha chegou a dizer que, se fosse ele diretor de uma escola, proibiria o uso de bermuda e chinelos. Aí ele me vê quase todos os dias saindo do colégio com minhas calças de malha largas, que mais parecem de pijama (e muitas vezes são) e minhas queridas Havaianas roxas, e fico imaginando o quanto ele deve se controlar pra não brigar comigo, como faz sempre que estou de moletom quando na rua a média é de uns 35ºC na sombra. Tem dias que ele só olha para meus chinelos e resolve reclamar das minhas unhas pintadas de rosa, mas eu sei o que ele realmente queria criticar. Ah papai, esse amante do decoro, o que diria se visse sua menininha de chinelos, calça quase-de-pijama, moletom e ainda por cima estirada no chão da sala de aula?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Tenho amigos que desde o começo do ano tem essa mania de deitar no chão da sala na hora do recreio. No começo, confesso, ficava olhando meio indignada, tentando me manter firme no pedestal da dignidade, matutando comigo mesma que a pessoa tem que estar muito fora da casinha, perdida na vida e desesperada para se jogar no chão assim, na frente de todos, e ali ficar, feito uma leitoa cansada. Só que um dia desses, pra variar, eu estava numa crise daquelas de sinusite e passando mal pra caramba. Minha cabeça pesava e doía tanto que minha impressão era que mais cedo ou mais tarde eu não ia conseguir mais sustentá-la firme no pescoço e ia cair fungando num canto. Na hora do recreio, cansada de sofrer, peguei minha mochila, enrolei meu moletom como um travesseirinho, e me deitei ali no chão da sala, com os olhos fechados e cara de sofrimento, para ver se melhorava. Mil pessoas entraram, me olharam ali, e, naturalmente, me julgaram. Mas quando eu levantei, estava bem melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi assim que aos poucos eu fui me tornando adepta à chão-terapia, e vou contar uma coisa pra vocês: chão é vida. Essa coisa de ficar sentada o dia todo coloca minha coluna em frangalhos, ainda mais porque eu não me encaixo direito na cadeira da escola, porque tenho pernas compridas, e por causa disso fico toda torta e de mal jeito. Ano passado, cansada de parecer uma velha reumática aos 16 anos, comecei a fazer pilates e foi a melhor coisa que me aconteceu: as dores sumiram quase que por completo e eu podia suportar seis horários de aula e uma tarde de estudos na midiateca sem voltar pra casa gemendo. Só que com a loucura de vestibular, tive que abandonar minha ginastiquinha feliz no início do ano, e desde então tenho penado. Ainda bem que existe o chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Aí a gente pensa que o vestibular já nos tirou tudo - tempo para ver filmes, sonhos bons, tardes de sono, tempo para ir ao salão, vontade de viver - até se pegar deitada no chão da sala de aula, com as pernas apoiadas numa cadeira, se alongando ali na frente de todo mundo. Nesse momento, você percebe que a falta de dignidade desconhece limites e o buraco é sempre mais embaixo. No entanto, toda essa desglamurização em classe pública se torna pouco importante diante dos benefícios do chão. A gente deita, se estica, coloca as vértebras no lugar e se estrala inteira, e num lapso de segundo percebe que o mundo é bom. 15 minutos de chão e meus problemas quase somem, estou pronta pra mais duas aulas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em minha defesa, não tenho muito o que dizer além disso. Resolve argumentar que a terapia tanto funciona que já consegui novas adeptas, que de início me olhavam feio, ali esparramada, e que agora me acompanham no nosso ritual desesperado de recreio? Sempre que estou fatigada e de mal com a vida me estiro no chão, fico ali alguns minutos com a coluna no lugar e as pernas esticadas, olhos fechados e respirando fundo, até que as coisas voltem a ter sentido e eu consiga arrastar meu corpinho por esse mundão de meu Deus. Ensinei a técnica para minha mãe e não é raro o Chico flagrar nós duas esticadas na sala, uma parecendo mais maluca e fora de si que a outra, mas ela não tem reclamado do resultado. Recentemente descobri também que dormir no chão é uma beleza: num churrasco de família, me deitei ali na beirada da piscina e fiquei dormindo por toda uma tarde, e acordei renovada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora que contei meu segredo, vocês já sabem: em caso de emergência, se estiquem no chão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-3641198409281082722?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/3641198409281082722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/chao-terapia.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3641198409281082722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3641198409281082722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/chao-terapia.html' title='Chão-terapia'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-5507891157370243965</id><published>2011-09-26T22:32:00.002-03:00</published><updated>2011-09-26T22:33:57.771-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Amor, dor, e Chile</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Escute, Paula, vou contar uma história para que você não se sinta tão perdida quando acordar."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São essas palavras tão cheias de amor e inocência que Isabel Allende utiliza para dar início no talvez mais dolorido livro de sua vida. Como ela bem explica, "Paula" começa como uma carta para sua filha, que caiu em estado de coma por conta de uma porfíria diagnosticada tardiamente e mal cuidada e que acabou por transformar a bela moça de cabelos longos e olhos enormes em um vegetal. Sem saber quando e como Paula irá acordar, Isabel resolve escrever-lhe a história maluca e extraordinária de sua família e de sua vida, para que ela tenha uma memória caso venha a perder a própria. Com pessoas tão particulares ao seu redor e acontecimentos tão únicos em sua vida, não é de se espantar que o relato tenha virado livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida de Isabel Allende é cheia de altos e baixos e ela própria conta no livro que gostava de olhar a própria história como roteiro de um melodrama. No entanto, esse encantamento vai se perdendo à medida que a doença de Paula avança, e as esperanças de melhoras se esvaem pouco a pouco. O livro intercala passagens de memórias com breves relatos sobre os acontecimentos recentes, a rotina no hospital, o marido devoto, os companheiros peculiares de enfermaria e, claro, clamores constantes para que a filha retorne dessa inconsciência na qual se meteu e parece se negar a sair. "Paula" é inteiro escrito com um amor enorme, primeiramente à destinatária principal, mas também à todos aqueles personagens únicos que passaram pela vida de Isabel. Meus preferidos são o avô - ou Tatá, como se diz no Chile - um senhorzinho muito circunspecto, mas ao mesmo tempo encantador, e o padrasto, tio Ramón, que me lembra muito o meu próprio pai.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O sobrenome da escritora grita e não permite que falte ao périplo a história do Golpe Militar do Chile que tirou do poder Salvador Allende - seu tio -, o primeiro presidente marxista do mundo a ascender ao poder pelo voto popular. Os relatos da resistência, confusão e exílio são mais interessantes que todas as minhas aulas de História da América Latina. Isabel Allende sem ver envolveu-se em todos os esquemas imagináveis para ajudar os perseguidos a conseguir asilo, ao ponto de abrigar foragidos embaixo do próprio teto, com os filhos pequenos e o marido paciente que preferia não vestir a camisa tão abertamente. Passou anos vivendo com medo, assustada com barulhos e temendo pela própria vida até que não encontrou melhor saída se não fugir para a Venezuela. Sobre o fim de Salvador Allende, ela sustenta a história de que resistiu até o fim e cumpriu a promessa que fizera: só sairia da Casa de La Moneda morto. Durante o caos, deu cabo da própria vida. Preciso dizer que já estou apaixonada pela história do Chile?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O processo criativo inusitado de seus livros não ficou de fora da narrativa. A Casa dos Espíritos, por exemplo, surgiu como uma carta de despedida ao seu avô, que morreu quando ela estava no exílio, e acabou por ganhar o mundo. Isabel se assustou tanto com a grandiosidade que ganhara que mesmo depois de publicar outro livro, ainda não sentia-se escritora. A segurança veio mesmo no terceiro romance, mas a maneira repentina com o qual todos surgem é a mesma. Diz ela que é um presente dos mortos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do amor que é possível sentir em casa linha, não escapamos também da dor que gera cada palavra. Num trecho, Isabel conta que a dor da perda de um filho é uma das mais antigas da humanidade, e as mulheres latinas, habituadas ao banho de sangue que seu território sempre fora marcado, estavam acostumadas com ela até que surge o século XX e o ideal ocidental da segurança falsa, em que todo mundo acredita que os filhos chegarão à idade adulta, enterrarão os pais e morrerão de velhice, como manda o figurino. Na segunda parte do livro, a autora já não se refere mais à filha como sua interlocutora, mas sim em terceira pessoa. No final, pede à ela que morra, por favor, apesar de não ter coragem de dizer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A perda gradativa de Paula foi algo tão forte que ela chega a dizer que não sabe se algum dia conseguirá escrever novamente. Felizmente, de 1995 pra cá, já publicou 10 livros. Apesar de esse ter sido apenas meu primeiro contato com essa vida e obra, já me sinto na obrigação de dizer que, quando crescer, quero ser um pouco como ela. Ou só concluir a bibliografia, até chegar lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-5507891157370243965?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/5507891157370243965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/amor-dor-e-chile.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5507891157370243965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5507891157370243965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/amor-dor-e-chile.html' title='Amor, dor, e Chile'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8095406741229443410</id><published>2011-09-21T22:24:00.002-03:00</published><updated>2011-10-24T15:45:43.037-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máfia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teorias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='friends'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='odes'/><title type='text'>Anti-ode a Brad Pitt</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou, Ode a Jennifer Aniston&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Demorou um tempo até que eu percebesse que o Brad Pitt é um bom ator. Vivi mais ou menos uns 13 anos da minha vida pensando que ele fosse só um galã e nada mais - e não, isso nunca me impediu de gostar dele. Aliás, eu tinha 10 anos quando resolvi que gostaria do Brad Pitt e a culpa é da Capricho, que o trouxe na capa com a seguinte chamada: &lt;i&gt;Brad para sempre: ele tem idade para ser seu tio, mas continua sendo o cara.&lt;/i&gt; O motivo da capa era sua participação em Tróia como Aquiles, outro motivo que me fez amá-lo: nessa época, estava começando a me interessar por mitologia grega e foi por causa dele que, no ano seguinte, li Tróia - O Romance de Uma Guerra e nunca mais me desapaixonei pela história. A revista ainda traz um ABC Brad Pitt, que conta certas inutilidades interessantes, como por exemplo ele ter instalado um mictório em seu banheiro e ter começado a faculdade de Jornalismo antes de se tornar ator. Na entrevista ele se diz muito apaixonado por Jennifer Aniston, sua então esposa, e que a coisa mais quer na vida é ter um filho com ela. Aham.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assisti Queime Depois de Ler - aquele filme dos Coen que todo mundo acha chato, pelo qual sou apaixonada - e concluí com meus botões que além de bonito, Brad Pitt era bom ator. Até então nunca tinha visto Entrevista Com Vampiro, Seven ou Clube da Luta (beijo, Tyler!) e fiquei surpresa ao ver Brad Pitt fazendo papel de assistente de academia gay e burrinho responsável por uma das &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2yl95hx6mcA"&gt;cenas que mais me fez rir na história do cinema.&lt;/a&gt; Foi assim que criei por ele um carinho muito especial, que só aumentou depois que assisti aos filmes supracitados e atingiu seu ápice depois de que o vi em Bastardos Inglórios; fala-se tanto - merecidamente - de Christoph Waltz nesse filme que Aldo Raine, responsável por uma das &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2yl95hx6mcA"&gt;sequências mais sensacionais do filme&lt;/a&gt;, acaba esquecido. Acho digno, acho Oscar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O negócio é que na época em que ele se separou da Jennifer para ficar com a Angelina Jolie, eu nem liguei muito, e se prestei atenção era para achar bom. Na época eu gostava bastante de Tomb Raider e me parecia natural e ideia de gênio que os dois ficassem juntos e procriassem até povoar as áreas inóspitas do Canadá com lindos bebês loiros e beiçudos, ou então que adotassem toda a África. Não me liguei muito ao fato que a pobre Jennifer foi trocada e corneada pro mundo inteiro ver, e que o casal de algozes havia saído por cima, sambando na cara da sociedade enquanto ela chupava o dedo e lançava &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0452594/"&gt;um filme muito ruim&lt;/a&gt;. Os anos, no entanto, me fizeram trocar de lado e virar Team Aniston com fé e convicção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, antes de argumentar, preciso dizer que essa discussão Jolie x Aniston é assunto constante na roda com os meus amigos, e sim, deveríamos estar estudando ao invés de debater tópicos tão prosaicos. A realidade é que os representantes de ambos os lados são muito convictos de suas opiniões, e a gente discute só para no final ver que o outro não vai ceder de jeito nenhum e eventualmente saímos no tapa (sério) para dar cabo do impasse. Os argumentos que ouço são sempre os mesmos: a Jolie é mais bonita, faz filmes mais legais, já ganhou um Oscar e ajuda as crianças. Válidos, todos, embora saibamos todos que Angie tem seus podres, ou vocês nunca viram Salt (só o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FNkTFao5_UI"&gt;trailer&lt;/a&gt; vale) e não se lembram da época que ela usava uma camiseta com o nome do então marido Jonny Lee Miller escrito com o próprio sangue? Sem falar que ela tem uma cara de purgante difícil de engolir. Toda aquela pose de mulher forte e independente salvadora da pátria e das crianças do mundo ai como seu foda e engajada me deixam levemente irritada. Nada contra ela ser salvadora da pátria e das criancinhas, e muito menos quanto à força e independência (girl power) o que me incomoda é a pose. Coitada. Tem cara de chata. E isso contagia, já que, desde que está com ela, Brad Pitt também tem cara de chato. Eles são tipo os hipsters engajados tô nem aí de Hollywood. Tô mentindo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-J7DJE2-PbQA/TnqOH5jMNMI/AAAAAAAAAx8/OGi_ew5doos/s1600/tumblr_lrw1xmSw5e1r3uiivo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-J7DJE2-PbQA/TnqOH5jMNMI/AAAAAAAAAx8/OGi_ew5doos/s640/tumblr_lrw1xmSw5e1r3uiivo1_500.jpg" width="435" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à Jennifer, sempre dizem que ela é sem graça, só faz filmes meia-boca e que nunca mudou o penteado - sim já ouvi isso. Bem, inegável que Quero Ficar Com Polly não consegue competir com Garota, Interrompida ou Changeling, mas, venhamos e convenhamos, a Jennifer é a Rachel e isso invalida qualquer outro argumento. Rachel Green, apesar de não ser minha garota favorita de Friends - team Phoebe - é sensacional, a namoradinha da América. Quanto ao cabelo, humpf, quem já viu Friends sabe que, nos dez anos da série, Rachel já foi morena, meio ruiva, loiríssima, teve cabelão, cachos, chanel e seu visual é tão marcante e maravilhoso que até Blake Lively ser alguém na noite, por anos o corte e o tom de cabelo de Jennifer foi o mais desejado em todos os salões do mundo. Por fim, Jennifer Aniston é fofa. Sempre que a vejo em entrevistas ou programas de tv tenho vontade de sentar do lado, marcar manicure e virar amiga. Nunca tive vontade de fazer as unhas e tricotar com Angelina Jolie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A troca de esposas, por anos, fez apenas com que eu pegasse birra da Angelina Jolie. Até então, Brad, o único real culpado da história, tinha se mantido intacto. Até suas recentes declarações à imprensa, contando que sua felicidade dourada com Aniston era puro fingimento. Oi? Achei pesado, errado e desnecessário. Quando era mais nova e achei sensacional que Brad tivesse trocado de musa, via a questão como algo muito abstrato. Aí a gente cresce, aparece, leva tombos e sofre a dor de ser trocada e vê o que é bom pra tosse. Acho que a gente não escolhe por quem se apaixona e nem quando isso acontece, mas pode escolher o melhor jeito de agir. Ok que sendo quem ele é a coisa seria um escândalo de uma forma ou de outra - por isso os anos em que ele foi perdoado - mas cuspir no prato que come pra mim é demais. William Bradley Pitt, isso não se faz. Novamente, acho pesado, errado e desnecessário. Homens, bah.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GALNbgga4fA/TnqNEsTQ5LI/AAAAAAAAAxw/O5D-ExsOdwg/s1600/tumblr_lrtd64ewbZ1r0d3ero1_500.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-GALNbgga4fA/TnqNEsTQ5LI/AAAAAAAAAxw/O5D-ExsOdwg/s1600/tumblr_lrtd64ewbZ1r0d3ero1_500.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda bem que, enquanto isso, &lt;a href="http://girlstalkinsmack.com/wp-content/uploads/2011/07/jenanis-746x1024.jpg"&gt;quem samba agora é Jen&lt;/a&gt;. Não chore, amiga, estamos com você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8095406741229443410?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8095406741229443410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/anti-ode-brad-pitt.html#comment-form' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8095406741229443410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8095406741229443410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/anti-ode-brad-pitt.html' title='Anti-ode a Brad Pitt'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-J7DJE2-PbQA/TnqOH5jMNMI/AAAAAAAAAx8/OGi_ew5doos/s72-c/tumblr_lrw1xmSw5e1r3uiivo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-3192624185050150438</id><published>2011-09-15T20:32:00.000-03:00</published><updated>2011-09-15T23:19:54.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><title type='text'>I will go crazy if I don't go crazy tonight</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LUtIyR3Zl30/TnKyCAq4UcI/AAAAAAAAAxs/ahPCJHWGogU/s1600/tumblr_lo99f2OySN1qzmowao1_500.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;Ou, Aquele com o pití da madrugada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de não ter sido uma criança birrenta, tenho essa veia chiliquenta interior sempre reprimida pela ameaça das palmadas de mamãe. Quando criança, fiz birra duas vezes: uma no supermercado - quem nunca? - porque queria um kit de banho do Pokémon e, diante da negativa de meus pais, abri o maior berreiro da história do Carrefour; a outra foi porque eu estava brincando de Barbie na cozinha, e tinha usado todo o espaço para montar a casa dela. Assim que terminei e ia finalmente começar a brincar, minha mãe me mandou guardar tudo para que ela pudesse arrumar o jantar, e eu levantei e comecei a sapatear no chão, de raiva. Nas duas situações, levei boas palmadas. Acho que minha geração foi a última a levar ~palmadas educativas~ sem que isso virasse caso de matéria no Fantástico e, sinceramente, não sei qual minha opinião a respeito do assunto, já que a ideia abstrata me parece errada, mas eu sempre apanhei e não cresci traumatizada, agressiva, ou achando que violência é a solução. Estou perdendo o foco, isso é assunto para das redações chatas da escola e não para este post.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando às birras, graças aos episódios supracitados, aprendi a não ser histérica. Na frente dos outros. Vez ou outra tenho meus chiliques, que costumam ser uma sapateada rápida no quarto fechado ou algo assim. Um dia, numa crise de TPM fortíssima, me lembro de ter jogado o controle da televisão longe, porque a pilha não funcionava mais, mas logo me recompus, envergonhada de mim mesma e morrendo de medo de ser flagrada no ato e levar uns tapas aos 16 anos de idade. Por isso acho que, desde o episódio da casa da Barbie desmontada, essa semana dei meu primeiro chilique em público.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é novidade que ando cansada, estressada e sobrecarregada, mas essa semana tem sido especial. Comecei a revisar Geometria e, por mais que eu preste atenção nas aulas, resolva exercícios com o professor, anote tudo, leia e releia, e me esforce como condenada, não consigo aprender nada. Nessa disciplina, acho que fui alfabetizada em uma língua há muito morta, antes mesmo do esperanto pensar em nascer. Tenho passado tardes inteiras quebrando a cabeça para, ao fim do dia, ter conseguido resolver, mal e porcamente, uns dois exercícios e não há nada no mundo que frustre mais meu lado perfeccionista. Ultimamente, minha vontade é chegar em casa e tomar um chá de cicuta pra nunca mais acordar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terça-feira cheguei em casa especialmente esgotada e nervosa, e fui dormir antes das dez. Apaguei tão depressa e profundamente que foi mamãe que apagou a luz e retirou "Paula" de minhas mãos e pôs no criado ao meu lado. Dormia pesado quando, de repente, todos os cachorros da rua, do prédio e o Chico começaram a latir. Acordei de sobressalto, sem entender o que acontecia, assustada como a Deusa, de O Clone. Tentei esperar a sinfonia canina passar, mas nada. Ouvia Chico correndo pela casa e uivando em plenos pulmões, e resolvi que tinha que fazer algo antes que o porteiro interfonasse em casa ordenando que sacrificássemos nosso poodlezinho como se fosse um carneiro. Peguei o lorde o levei para o meu quarto. À princípio ele se calou, mas bastou que ouvisse um cachorro latindo, da rua, para que recomeçasse. Eu mandava que ele parasse e era ignorada, o indecente latia na minha cara. Lhe dava pequenos coques na cabeça e nada o comovia. Até que ele se desvencilhou de mim e saiu correndo, latindo feito um biruta. Aí eu surtei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí do quarto colérica e comecei a gritar. Até agora não sei o que aconteceu, não me lembro de ter estado tão nervosa e fora de mim há muito tempo. Como uma esquizofrênica que ouve vozes, eu tapava meus ouvidos com as mãos, chorava, esperneava e gritava: "PARE DE LATIR, PELO AMOR DE DEUS, EU PRECISO DORMIR!!!!!". Mamãe finalmente acordou, e a visão que teve não deve ter sido bonita. Eu de pijama, com o coque de donut se desfazendo no topo da cabeça, esperneando na sala e Chico latindo na sacada. Só olhei pra ela, gritei: "ESSE CACHORRO NÃO CALA A BOCA" e fui correndo para o meu quarto, deitei na cama e posição fetal, e cobri minha cabeça com o edredom e o travesseiro, apesar do calor. Mamãe, sempre fofa, foi até o quarto, me beijou na testa e disse pra eu respirar fundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem sei como consegui dormir, acordei no outro dia parecendo um monstro, tamanhas as olheiras, o inchaço dos olhos, após tanto choro. Chico, ciente dos incidentes da madrugada, só chegou perto de mim depois que mamãe surgiu na cozinha. Nem ousou me pedir as bolachas de leite que comia e ele adorava. Mamãe me abraçou apertado e disse: "Que noite, hein?". Ela anda meio preocupada com meus nervos e tem me enchido de mimos, e isso é tão fofo que ando até mais calma. Quanto ao Chico, depois do café da manhã, ele se enroscou em mim e nós dois fizemos as pazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LUtIyR3Zl30/TnKyCAq4UcI/AAAAAAAAAxs/ahPCJHWGogU/s1600/tumblr_lo99f2OySN1qzmowao1_500.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-LUtIyR3Zl30/TnKyCAq4UcI/AAAAAAAAAxs/ahPCJHWGogU/s1600/tumblr_lo99f2OySN1qzmowao1_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-3192624185050150438?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/3192624185050150438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/i-will-go-crazy-if-i-dont-go-crazy.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3192624185050150438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3192624185050150438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/i-will-go-crazy-if-i-dont-go-crazy.html' title='I will go crazy if I don&apos;t go crazy tonight'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LUtIyR3Zl30/TnKyCAq4UcI/AAAAAAAAAxs/ahPCJHWGogU/s72-c/tumblr_lo99f2OySN1qzmowao1_500.gif' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-3568112131675597054</id><published>2011-09-09T23:10:00.000-03:00</published><updated>2011-09-09T23:23:34.492-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='high school'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='audrey hepburn'/><title type='text'>Um dia de Holly Golightly</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7btu7gwUCRA/TmrFa4E7KTI/AAAAAAAAAxc/BN_IEnNJmIg/s1600/tumblr_lqguyiohkQ1qc1j5so1_500.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-7btu7gwUCRA/TmrFa4E7KTI/AAAAAAAAAxc/BN_IEnNJmIg/s1600/tumblr_lqguyiohkQ1qc1j5so1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fosse parar pra pensar no quanto eu mudei dos meus 15 anos, quando estava entrando no colegial - neurótica, ingênua e querendo prestar Medicina - aos 17, quase saindo dele - ainda meio neurótica, velha de guerra e muito ansiosa para entrar na faculdade de Jornalismo - concluiria que essas duas Anna Vitórias são duas pessoas completamente diferentes. Da transição de uma para a outra, pouca coisa ficou, como, por exemplo, os amigos e o sonho de se fantasiar de Holly Golightly.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando estava no primeiro colegial, no dia do trote de personagens do 3º ano de então, lembro direitinho que estava na cantina da escola quando prometi pra mim mesma, e jurei diante dos meus amigos, que quando chegasse minha vez, me fantasiaria de Holly. Tinha assistido ao filme pela primeira vez no ano anterior, e meu fascínio e fanatismo estavam no auge. Assim como Blair Waldorf sempre sonha consigo própria como Audrey Hepburn e faz da sua vida um melodrama dos anos 50, eu sonhava em um dia, ainda que fosse só um, poder estar como uma das personagens mais bacanas e interessantes da literatura e do cinema.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei na escola de vestido preto, scarpin baixinho (odeio sapatos de bico fino, mas o que não se faz por um personagem?), coque gordo no topo da cabeça (quero casar assim), pérolas, livros, cadernos e a papelada de todo dia porque não tá fácil pra ninguém. A inspiração para a roupa foi o look clássico da Holly com o little black dress, porque é o ícone, mas na realidade eu gosto muito mais do &lt;a href="http://data.whicdn.com/images/4419363/tumblr_lacwxfriXF1qdpkauo1_500_large.jpg"&gt;vestido cor-de-rosa&lt;/a&gt; dela. Nem cogitei usá-lo, no entanto, primeiramente porque não tenho nada parecido, e depois porque se um monte de gente já me perguntou do que eu estava vestida com a fantasia mais clássica de todas, o que seria de mim se fosse com um dos vestidos secundários?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kf66hM_3e0U/TmrFq54A_dI/AAAAAAAAAxg/Sq7LDKgTmTY/s1600/personagem3-holly.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-kf66hM_3e0U/TmrFq54A_dI/AAAAAAAAAxg/Sq7LDKgTmTY/s1600/personagem3-holly.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiz uma cigarrilha com cartolina preta, uma amiga me levou um gato de pelúcia e eu coloquei os óculos característicos. Só não consegui as luvas pretas, porque fiquei com preguiça de alugar, mas isso não me impediu de sair desfilando pela escola LIKE A BOSS. Normalmente, em dias de trote, quando ando perto de pessoas de uniforme, fico meio sem graça, me sentindo um tanto infantil e brega, mas hoje não aconteceu nada disso. A sensação foi incrível, e se eu fosse uns quatro anos mais nova, definitivamente viraria cosplayer. Curti tanto que prometi pra mim mesma que por mais zoados que fossem os uberlandenses, eu nunca mais zoaria da cara deles, porque sei que, mesmo meio descaracterizados, eles estão profundamente felizes e realizados naquelas roupas, porque era assim que eu me sentia. A vontade era de sair daquele jeito todos os dias, e ter uma coleção de vestidos pretos, como a Holly, e fazer disso um uniforme, usando para sair à noite e ir na padaria, trocando apenas o arranjo da cabeça por um chapéu enorme, quando fosse necessário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-txfRHLu3tE4/TmrFsMN8E0I/AAAAAAAAAxk/1rveoNlgbng/s1600/personagem4-gox.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://4.bp.blogspot.com/-txfRHLu3tE4/TmrFsMN8E0I/AAAAAAAAAxk/1rveoNlgbng/s400/personagem4-gox.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-52wrDmjerFo/TmrFumqT2lI/AAAAAAAAAxo/VtpUxFrb4HY/s1600/personagem8-pessoas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-52wrDmjerFo/TmrFumqT2lI/AAAAAAAAAxo/VtpUxFrb4HY/s400/personagem8-pessoas.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi como se, por uma manhã, eu tivesse encontrado uma maneira de ter aquela sensação que a Holly tem sempre que entra numa loja da Tiffany. Se fosse mesmo ela, me sentiria tão segura ao ponto de comprar móveis para o apartamento vazio e dar um nome para o Gato, mas como é só minha vida, fui embora plenamente feliz, realizada, e pronta para dizer tchau ao colegial de uma vez. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-3568112131675597054?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/3568112131675597054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/um-dia-de-holly-golightly.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3568112131675597054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3568112131675597054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/um-dia-de-holly-golightly.html' title='Um dia de Holly Golightly'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7btu7gwUCRA/TmrFa4E7KTI/AAAAAAAAAxc/BN_IEnNJmIg/s72-c/tumblr_lqguyiohkQ1qc1j5so1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-4307935347821847396</id><published>2011-09-06T21:55:00.001-03:00</published><updated>2011-09-06T21:56:21.115-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futilidade pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulherzinha'/><title type='text'>Amazing hair day: pergunte-me como</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sei que falar de modas e beautés não faz muito a ~linha editorial~ aqui do blog, mas sendo fiel à minha primeira proposta blogueira, que é de falar sobre o que dá na telha, compartilharei aqui uma genial experiência capilar que vivenciei essa semana. Os leitores XY ou simplesmente desinteressados de cabelos bonitos, sintam-se à vontade para voltar amanhã, ou depois.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem. Eu sou muito cética e preguiçosa com relação à essas truques milagrosos para se ter um cabelo bonito. Preguiçosa porque não vejo graça em descobrir um jeito de deixar meu cabelo bonito que vai tomar meia hora do meu dia. Já me bastam aquelas horas infinitas que passo no salão para retocar minhas madeixas loiras, suficientes para que eu passe meses esgotada; e cética porque essas coisas nunca funcionam comigo. Quer dizer, não funcionavam comigo. Até essa semana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava vendo qual era a do blog &lt;a href="http://ricotanaoderrete.com/"&gt;Ricota Não Derrete&lt;/a&gt;, que a &lt;a href="http://is-adorable.com/"&gt;Isadora&lt;/a&gt; indicou (ao lado do So Contagious :D) no seu &lt;a href="http://is-adorable.com/2011/08/blogday-2011/"&gt;#BlogDay&lt;/a&gt;. Achei-o bem simpático, a começar pelo nome. &lt;a href="http://www.ricotanaoderrete.com/2011/09/dica-de-sabado-cachear-o-cabelo-com-uma.html"&gt;O post mais recente continha um vídeo caseiro que prometia ensinar a cachear os cabelos usando uma meia.&lt;/a&gt; Eu posso ser preguiçosa &amp;amp; cética, mas não tem como não querer ver um vídeo onde uma menina promete que você vai acordar com o cabelo cacheado se dormir com uma meia na cabeça. A proposta, mesmo que futuramente falha, é fantástica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho essa fissura com cabelos cacheados. Sabe a eterna insatisfação feminina? Então. Nasci com cabelo escorrido, desejo cachos loucamente. Hoje meu cabelo não é tão liso e fino como antigamente, mas é por causa do corte. Um bom repicado e camadas fazem milagres, sem falar que ele sendo curto, é bem mais leve e feliz, e não fica aquela precata lisa sem graça. Mas, mesmo tendo os fios mais encorpados, tenho que amassar o cabelo sempre que o lavo. Entendem o que eu quero dizer? Aquela coisa de "afofar" o cabelo quando ele ainda está molhado pra ficar com cara de cabelo de praia. Funciona, no primeiro dia, mas depois ele começa a desmanchar. Por isso vivo em busca de métodos para fazer cachos, mas veja bem, métodos eficazes e naturais. Não sou nada orgânica e natureba com minha alimentação, mas o sou com meu cabelo. Relutei até a morte antes de fazer a plumagem, porque odeio maltratar meu cabelo. O máximo que faço é escovar a franja depois de lavar e pronto. Daí a dificuldade. Não fosse por essa inclinação hippie, um babyliss acabaria com todos os meus problemas. Mas sou eu, e eu gosto das coisas difíceis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A autora do vídeo que falei acima, &lt;a href="http://www.youtube.com/user/Loepsie"&gt;Lucy&lt;/a&gt;, é tipo uma guru capilar do Youtube, e fui descobrir agora que também é totalmente pró-métodos naturais e anti chapinha, babyliss e etc. Traduzindo, ela é do lado &lt;i&gt;hair friendly&lt;/i&gt; da força. Virei fã. Seu método é muito simples: você pega uma meia velha, corta a ponta, e a enrola como se fosse um donut. Antes de dormir, faça um rabo bem no alto da cabeça - no topo mesmo, senão vai te atrapalhar a dormir! - molhe um bocadinho as pontas, e enrole a meia no cabelo. Falando parece difícil, mas basta ver os vídeos para ver como é fácil. O primeiro explica em detalhes como fazer o sock-bun, que é o tal coque com a meia. Os cabelereiros costumam usar uma &lt;a href="http://m.vogue.globo.com/diadebeaute/2010/09/coque-para-uma-festa-daquelas/"&gt;"rosquinha" própria para fazer coques&lt;/a&gt;, de modo que ele fique encorpado e gordo, e não tristinho, naquelas pessoas que tem pouco cabelo. A meia é só um jeito caseiro e sem custos de imitá-la. Já o segundo vídeo mostra como o método da sock-bun evoluiu para a revolucionária técnica de fazer cachos. Deixarei a Lucy mostrar que funciona mais:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/I13J7ArHTkM" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/3FV-YO46E8Y" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fiz exatamente como manda o vídeo, e deu muito certo. Na primeira tentativa, meu coque não ficou tão certinho como o dela e não acordei com cachos tão definidos assim, mas sim com umas ondas muito interessantes, como se tivesse acabado de fazer uma escova no salão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CNmNIN1_pSY/Tma-lnsrZMI/AAAAAAAAAxQ/ECxSiZPhqbw/s1600/cabelorico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-CNmNIN1_pSY/Tma-lnsrZMI/AAAAAAAAAxQ/ECxSiZPhqbw/s1600/cabelorico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Desculpa se não sou bonita às 6h30&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvi tentar de novo. Na noite de segunda, consegui fazer o coque-donut perfeitamente, e só isso já me deixou tão emocionada que fiquei com vontade de sair por aí com aquela bolotinha no topo da cabeça. A técnica é altamente adaptável para festas mais bacanas, porque faz um coque muito elegante, e não deixa aqueles fios soltinhos, que sempre são um problema para quem tem cabelo mais curto e/ou repicado - meu caso. Mais corajosa, também deixei as pontas mais molhadas que na noite anterior, e fui dormir morrendo de medo do cabelo amanhecer com uma emoção cacheada excessiva. Quero cachos, mas não quero ser a Diana Ross. Que nada. Meu cabelo amanheceu rico e popstar. Fala sério, parecia que eu estava indo gravar um clipe com a Beyoncé. Lágrimas escorreram do meu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HvCMukkya44/Tma-m28KW5I/AAAAAAAAAxU/ZlF9IrwJ2bg/s1600/cabelorico2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-HvCMukkya44/Tma-m28KW5I/AAAAAAAAAxU/ZlF9IrwJ2bg/s1600/cabelorico2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Fiquei muito impressionada mesmo. Existe coisa mais incrível que sair de casa numa segunda-feira com o cabelo dando certo? É praticamente uma premissa de semana boa. Gostei tanto do resultado que até tive dúvidas quanto ao meu novo corte de cabelo. Explico: meu cabelo está enorme pros meus padrões, não fica tão grande assim desde 2007! Tudo isso porque - acreditem - estou sem tempo de ir ao salão. Triste! Estava decidida a cortar bastante, como sempre faço, mas esse método riqueza instantânea fez com que eu pegasse um apego tão enorme às minhas madeixas longas que agora não sei o que faço. O salão está marcado para sexta. Será que encaro?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-4307935347821847396?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/4307935347821847396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/amazing-hair-day-pergunte-me-como.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4307935347821847396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4307935347821847396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/amazing-hair-day-pergunte-me-como.html' title='Amazing hair day: pergunte-me como'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/I13J7ArHTkM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-1461028696865334483</id><published>2011-09-04T16:59:00.000-03:00</published><updated>2011-09-04T21:53:37.255-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gordinha tensa'/><title type='text'>Morning glory</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descoberta do século: sou uma pessoa matinal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vinha observando indícios disso, porque &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2010/08/as-manhas-nao-existem.html"&gt;sempre achei que as coisas ficam mais bonitas pela manhã&lt;/a&gt;, mas tive certeza nas férias, quando estava acordando cedo, assim, de graça, para poder tomar um café-da-manhã de uma hora enquanto lia o jornal, na sacada de casa, tomando aquele solzinho maroto das oito e meia da manhã nas pernas. Acordo às 6h de segunda à sábado, tenho total repúdio pelo meu despertador e quero morrer quando ele toca, mas não tenho mais essa vontade de acordar meio-dia sempre que posso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ultimamente, se passo da hora, tenho um dia totalmente improdutivo, mas no pior sentido de todos: não é um dia improdutivo voluntário, mas um daqueles em que eu passo o dia agoniada, de pijama pela casa, sentindo que eu queria e poderia estar fazendo mil coisas, mas não tenho disposição para tanto. É angustiante. Quando acordo mais cedo, tenho tempo para espreguiçar, curtir o vento fresquinho de cedo na sacada, comer feito condenada no café-da-manhã e... aproveitar o dia. Esse ano de vestibulanda tem me consumido e eu sinto que não faço nada da minha vida que não seja estudar. Acho que é por isso que tenho gostado de aproveitar meus dias livres ao máximo, porque essa coisa de acordar na hora do almoço, ficar na preguiça e ter um surto de ânimo ali pelas dez da noite não tem me feito nada bem. Estou ficando velha, eis um fato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O único problema é que só gosto da manhã que dura das 8h até, no máximo, 10h. Depois disso o sol esquenta, a rua se enche, a brisa boa vai embora, e começo a sentir cheiro de almoço vindo da rua. Me dá aquela sensação de centro da cidade em começo de mês: cheio de gente, anões vestidos de palhaço na porta de lojas estilo Casas Bahia cheias de serpentina pelo chão chamando as pessoas para conferir as ofertas, e aquele cheiro nojento de pequi no ar. Posso estar em qualquer lugar do mundo, e a sensação que bate onze e meia da manhã é sempre essa. Estou ficando velha e chata pra caramba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem dias que o cansaço não me deixa despertar cedinho - despertador aos fins de semana nem morta! - mas nessa última quarta, feriado local por conta do aniversário da terrinha amada, levantei ali pelas 8h30 querendo fazer algo diferente. Resolvi fazer panquecas. Nunca havia tentado, mas o &lt;a href="http://acozinhacoletiva.blogspot.com/2011/08/panquecas-simples-assim.html"&gt;post no Cozinha Coletiva&lt;/a&gt; me encheu de vontade e coragem. Segui a receita fielmente e o resultado foi ótimo. A massa que se forma é cremosa e linda, e minhas panquecas ficaram gordinhas, douradas, e nem um pouco cruas por dentro. É tão legal observá-las crescendo e ganhando forma na frigideira! Me empolguei tanto que até tentei jogá-las para cima, igual nos filmes, mas não é tão simples quanto fazê-lo com omeletes. Peguei a minha de mau jeito e melequei todo o fogão, mas, dos males possíveis, o menor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para acompanhá-las, derreti um pedaço de uma barra de chocolate em banho-maria, que, por ter avelã, ficou parecendo Nutella crocante, cortei morangos, bananas, e usei também mel e canela. O morango acompanhava a calda de chocolate, e a banana, o mel com canela. Além disso só mesmo o café forte de sempre. Eu e mamãe nos fartamos com as panquecas e ela, que quando acordou e me viu na cozinha mexendo a massa perguntou se eu estava com algum problema, adorou a experiência. Porque a gente vive querendo fazer algo diferente e gostoso nas nossas vidas, mas tem pouca coragem para, literalmente, levantar da cama e agir. Queria começar o dia assim sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9wSusu6zxrA/TmQPqwReJDI/AAAAAAAAAxI/FyT68gDv1zo/s1600/panquecas1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="258" src="http://1.bp.blogspot.com/-9wSusu6zxrA/TmQPqwReJDI/AAAAAAAAAxI/FyT68gDv1zo/s400/panquecas1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hgPDKuG3wL0/TmQQEdDhXjI/AAAAAAAAAxM/DAl4FZSmuPc/s1600/panquecas2.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-hgPDKuG3wL0/TmQQEdDhXjI/AAAAAAAAAxM/DAl4FZSmuPc/s400/panquecas2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-1461028696865334483?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/1461028696865334483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/morning-glory.html#comment-form' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1461028696865334483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1461028696865334483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/09/morning-glory.html' title='Morning glory'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9wSusu6zxrA/TmQPqwReJDI/AAAAAAAAAxI/FyT68gDv1zo/s72-c/panquecas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-4664514671530964329</id><published>2011-08-31T14:40:00.000-03:00</published><updated>2011-08-31T18:41:28.746-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog e afins'/><title type='text'>#BlogDay 2011</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;﻿Este é o terceiro ano que participo do #BlogDay, e apesar de sofrer um pouquinho para escolher meus indicados (como se fosse a coisa mais importante do mundo), sempre me divirto muito. Acho que esses pequenos eventos são bacanas e importantes para que a ~classe~ se una, e para também, claro, que possamos dar uma renovada nos nossos favoritos, enchendo nossos dias com leituras divertidas e interessantes. Meu critério pra esse ano é o mesmo de todos os anos: não tem critério nenhum. Blogs que, de agosto de 2010 até hoje, ocuparam um lugar especial no meu coração e que eu li com frequência enquanto deveria estar estudando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-M8CxqMQwSh4/Tl5-eYla7BI/AAAAAAAAAww/lZlDBoqKv-g/s1600/death-becomes-her-poster_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-M8CxqMQwSh4/Tl5-eYla7BI/AAAAAAAAAww/lZlDBoqKv-g/s1600/death-becomes-her-poster_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://amortemecaibem.blogspot.com/"&gt;A Morte Me Cai Bem:&lt;/a&gt; Acompanho o Gabriel desde o finado Frenesi, e fiquei bem feliz quando ele voltou a postar e criou um novo blog, que já começa sensacional pela referência a A Morte Lhe Cai Bem no nome, que é um dos filmes mais errados e bacanas do mundo todo. Ele escreve bastante sobre cultura pop, principalmente música e filmes, sempre tem ótimas recomendações a fazer, escreve bem e é muito engraçado. Me identifico particularmente com seus posts-desabafo e me vejo bastante em seus textos. Leitura muitíssimo recomendada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-S0QW51fo_gE/Tl5_2OmO67I/AAAAAAAAAw0/gxmIe1ddSBU/s1600/onstage_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-S0QW51fo_gE/Tl5_2OmO67I/AAAAAAAAAw0/gxmIe1ddSBU/s1600/onstage_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/"&gt;Minha Vida Como Ela É:&lt;/a&gt; Quem lê e conversa com a Analu tem vontade de colocá-la dentro de um potinho, para vê-la dar pulinhos e dizer que queria comer as margaridas do seu vaso. Conheço o blog dela há alguns anos, mas de agosto passado pra cá, acompanhei-o mais de perto e pude ver que, quem escreve e faz as coisas com paixão, acaba passando isso pra quem lê. Esse ano ela esteve em cartaz com uma peça, e se jogou tanto no trabalho, e fez uma cobertura tão intensa dele, que até mesmo quem não pode ver ao vivo - eu - teve a sensação de que estava um pouquinho lá. Se o nome do blog faz jus à realidade, a vida da Analu é feita de um monte de sorrisos, risadas, pandas, Friends, teatro e abraços apertados e é ótimo que nós possamos ter um pedacinho disso, lendo seus textos doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-T1wCZkIX0yE/Tl6CLRpZFkI/AAAAAAAAAw4/FwdMVTvk5Mk/s1600/32777_362.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-T1wCZkIX0yE/Tl6CLRpZFkI/AAAAAAAAAw4/FwdMVTvk5Mk/s400/32777_362.jpg" width="287" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br/"&gt;André Barcinski:&lt;/a&gt; Contrariando um pouco a proposta de indicar blogs pessoais, preenchendo a cota dos mais profissionais, tem o blog do André Barcinski, que é jornalista cultural da Folha de São Paulo e tem uma coluna na Folha Comida sobre culinária ogra (oi, me identifico), e é um cara bacana. Seu blog, apesar de fazer parte dos blogs da Folha, tem um tom bem pessoal. Lá ele fala sobre livros, música, filmes, comida, notícias cotidianas e o que mais der na telha. Seu texto é ótimo, o blog é divertido pra caramba, e suas recomendações são sempre muito interessantes e certeiras. Dá vontade de ler/ouvir/assistir praticamente tudo que ele indica lá! Leitura indispensável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Qcx9gNYroEM/Tl6JBJEzC8I/AAAAAAAAAw8/9xGUhmVUikA/s1600/palito+7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-Qcx9gNYroEM/Tl6JBJEzC8I/AAAAAAAAAw8/9xGUhmVUikA/s400/palito+7.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mateipormenos.apostos.com/"&gt;Já Matei Por Menos:&lt;/a&gt;&amp;nbsp; Quando descobri esse blog, fiz uma coisa que minha preguiça raramente permite: fui fuçando em arquivos antigos e li quase um ano de posts, de tão viciante que ele é. Ele é escrito pela Juliana Cunha, uma jornalista que escreve pra diversos lugares, da Folha de São Paulo ao Oficina de Estilo, e é bacana pra caramba. Me identifico muito com suas ideias, e dou altas risadas enquanto leio. Além disso, ela fotografa e sempre coloca os resultados no blog. As minhas favoritas são as fotos do seu cachorro, Palito, que é o mais lindo da história - depois do Chico, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pvCp6jGFiOE/Tl6P2lwx0nI/AAAAAAAAAxA/f9MjH6ExoZA/s1600/3396929760_15ec8ba823_z_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-pvCp6jGFiOE/Tl6P2lwx0nI/AAAAAAAAAxA/f9MjH6ExoZA/s1600/3396929760_15ec8ba823_z_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bonjourcircus.blogspot.com/"&gt;Bonjour Circus:&lt;/a&gt; A Del é uma moçoila que adora circo, The Rasmus, cachorros e o vestido de noiva da Grace Kelly, e gosta também de falar sobre tudo isso no seu adorável blog. Além disso, ela escreve textos geniais analisando o comportamento das pessoas, o andar da carruagem da sociedade, assim como faz ótimas auto-análises, com as quais muitas vezes eu me identifico, e sabe escrever também ficção lindamente. Em outras palavras, é uma blogueira completa e ótima candidata para ser escritora. Eu compraria um livro dela facilmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nV-KpjFyvdg/Tl6mp6KBHPI/AAAAAAAAAxE/es9mXS--7AQ/s1600/tavi-karl-lagerfeld-john-galliano-haute-couture-fashion-shows-bow-425sc020710.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-nV-KpjFyvdg/Tl6mp6KBHPI/AAAAAAAAAxE/es9mXS--7AQ/s1600/tavi-karl-lagerfeld-john-galliano-haute-couture-fashion-shows-bow-425sc020710.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://thestylerookie.com/"&gt;The Style Rookie&lt;/a&gt;: Tavi criou seu blog aos 11 anos (hoje ela tem 15), onde postava seus looks bizarros e irreverentes, e bombou tanto no universo fashion blogueiro - quando look do dia ainda era novidade - que já ganhou uma matéria no New York Times, já desenhou uma camiseta inspirada na temporada de 2008 da Yves Saint Laurent, e, como vocês podem ver nas fotos, já esteve ao lado de gente como John Galliano e Karl Lagerfeld. Com seu blog, ela já conseguiu mais que a maioria das pessoas que eu conheço, e mais do que muitos que se aventuram nessas águas incertas conseguirão. E tudo isso antes dos 13! Mais do que se vestir de forma excêntrica - o que para ela, é traduzir aquilo que ela anda sentindo, pensando e gostando - a Tavi tem uma cabeça boa, que não se deixou deslumbrar pelos 15 minutos de fama, e escreve textos ótimos e realmente engraçados. Hoje o blog dela já não tem o hype que teve há uns anos atrás, mas foi agora que fiquei fã. Parei pra ler com atenção ao que ela tinha a dizer e fiquei impressionada com sua desenvoltura. Ela é obcecada por Virgens Suicidas, Courtney Love, Twin Peaks e tudo isso se traduz no que veste, vive e escreve. Quero ser amiga dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-4664514671530964329?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/4664514671530964329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/blogday-2011.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4664514671530964329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4664514671530964329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/blogday-2011.html' title='#BlogDay 2011'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-M8CxqMQwSh4/Tl5-eYla7BI/AAAAAAAAAww/lZlDBoqKv-g/s72-c/death-becomes-her-poster_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2508714411779334389</id><published>2011-08-29T20:36:00.002-03:00</published><updated>2011-08-29T20:38:12.279-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Julgando o livro pela capa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho essa mania de sempre carregar um livro comigo, seja na bolsa - em meio a batons, moedas perdidas e papéis de bala -, na mochila - fazendo inveja nas minhas apostilas tristes e chatas - ou na mão mesmo, na falta de opção melhor. Rory Gilmore me entenderia. Na maior parte das vezes, passo o dia sem pegar nesse livro, mas me sinto desnorteada se saio de casa sem ter algum a tiracolo, pois sei que existe um engarrafamento, uma aula chata ou um chá de cadeira sempre à espreita, prontos para me encher de tédio enquanto observo o relógio andar cada vez mais devagar, os olhos pesarem sem que eu possa dormir, e uma inquietação que vai tomando conta até bater aquele arrependimento: ah que bom seria se tivesse um livro aqui comigo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De livro em punho vou para a escola, para o salão de beleza, para o shopping e para a Pasárgada, e vira e mexe um pescoço curioso se entorta para enxergar a capa do referido - não julgo, porque basta ver alguém com um livro na mão para que eu, obsessivamente, queira saber qual é - e até mesmo se atreve a perguntar-me sobre ele. Vou confessar que tenho um ímpeto fortíssimo de fazer um harakiri quando alguém chega, olha o livro que tenho comigo, e solta: "Sobre o que fala esse livro?". Odeio esse tipo de pergunta porque, na maior parte das vezes, ela não é sincera. É o equivalente ao "Tudo bem?" no elevador do prédio: a intenção é simpática, mas a pessoa não quer que você conte que brigou com sua mãe no café da manhã ou que vai fazer uma prova dali uns minutos e não sabe nada. Ela simplesmente quer que você diga "tudo, e contigo?" e só. Só que, para livros, não existe esse equivalente e isso é frustrante para quem se importa com eles, porque, ao mesmo tempo que você quer falar à respeito - e isso leva tempo, porque "sobre o que fala esse livro" é uma pergunta deveras abrangente - você sabe que a pessoa não está com vontade de ouvir. Eu, nessas horas, faço um muxuxo, digo algo do tipo "Ah, é um romance... bem divertido...", e o assunto acaba aí, o que prova minha teoria inicial de que a pessoa perguntou aquilo por perguntar, pra início de conversa. Quem realmente quer saber pergunta se você está gostando, se já leu alguma outra coisa do autor, se recomendaria ou algo do tipo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recentemente, li dois livros que chamaram bastante a atenção das pessoas, e por motivos muito errados e que me fizeram ficar meio sem jeito de sair por aí com eles na mão. O primeiro é de um jornalista de revista New Yorker, Malcolm Gladwell, chamado O Que Se Passa Na Cabeça dos Cachorros. O livro é uma coletânea de vários artigos dele publicados na revista, e esse título faz referência a um dos mais famosos que ele já escreveu, um perfil do Cesar Millan, o Encantador de Cães do Animal Planet. Além dele, o livro tem dezenas de artigos bem interessantes sobre os mais diversos temas, de Bolsa de Valores a tinturas de cabelo, e até mesmo o que dá título ao livro pouco fala sobre a psique canina, mais focado em linguagem corporal e comunicação - o artigo mais famoso, curiosamente, é um dos menos bacanas do livro. É claro que todo mundo vê a capa e pensa que estou lendo sobre cães, reduzindo num átimo de segundo um livro bacana em tema de reportagem de Fantástico. Consigo até ver a Patrícia Poeta dizendo: &lt;i&gt;"Zeca, você já parou para pensar que os cachorros podem pensar tanto quanto a gente? Pesquisadores britânicos descobriram recentemente que o nível de atividade cerebral canina vai além do que seria usado para coordenar seus instintos. Falamos com especialistas e criadores de cães e fomos atrás da opinião do público. A reportagem é de Maurício Kubrusly."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Várias pessoas também chegaram, olharam a capa do livro, e logo mandaram: "E aí, o que se passa na cabeça dos cachorros?". O que se responde numa hora dessas? Sorrio amarelo e digo que o livro não é bem sobre isso, e lá vem a pessoa querer saber &lt;i&gt;sobre o que ele fala&lt;/i&gt; e, novamente, entro naquele impasse de saber que a pessoa não está interessada o suficiente, mas não ter o que responder que não aquilo que escrevi no início do parágrafo anterior. Meu avô, por sua vez, superou a todos: viu o livro e disse que eu tinha mesmo é que ser veterinária, já que gostava tanto de cachorros e já estava até lendo livros sobre eles. Harakiri - modos de fazer, busco no Google.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro que causou confusão foi o do Luiz Felipe Pondé, Contra Um Mundo Melhor. Não bastando o título com jeito de transgressor e subversivo, a capa do tem uma foto de vários jovens enlameados fazendo uma farra. Quem nunca ouviu falar do livro ou do autor pensa que sou sociopata, e quem conhece o Pondé - supresa, surpresa - costuma pensar que sou louca também. Minha avó me julgou horrores quando mostrei o livro a ela, que mal sabe que conta com uns ensaios teológicos sensacionais que a colocariam pra chorar no cantinho de tanto gosto. Dia desses, na escola, o livro estava em cima da minha mesa, e uma colega passou, provavelmente ficou atordoada com a capa, e começou a folhear. Seu semblante era meio cabreiro quando veio me perguntar se era bom e eu disse que sim. Deve ter pensado consigo que eu tenho uma certa cara de maluca mesmo, she should have seen it coming.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecei a ler Iracema, pro vestibular da USP, o que, pros entendidos, automaticamente escreve "vestibulanda" na minha testa, mas confesso que achei tão chato que abandonei. Comecei ontem a ler Para Viver Um Grande Amor, do lindo Vinícius de Moraes, e pensei comigo que não existe forma de interpretarem mal um livro tão lindo como esse. Ha. Ingênua. Minha edição é daquelas da Folha de São Paulo, e o título do livro é bem grande, enquanto o nome do autor vem menor, na parte de cima. Hoje, quando ia para a escola, tinha o livro no colo. Minha mãe olhou, curiosa, e disse: "Uai, que que te deu pra ler isso? Ficou boba?", ao que respondi que, poxa, Iracema estava embaralhando minhas ideias e Vinícius era sempre bom para encher de amor, lindeza e esperança esses dias terríveis de estudo e midiateca que tenho vivido. Mamãe então olhou o livro de novo e soltou, muito aliviada, um "aaaaaaaaahhhh, é o do Vinícius! Achei que você tava lendo auto-ajuda!".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2508714411779334389?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2508714411779334389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/julgando-o-livro-pela-capa.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2508714411779334389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2508714411779334389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/julgando-o-livro-pela-capa.html' title='Julgando o livro pela capa'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-1192947837058640745</id><published>2011-08-26T19:50:00.003-03:00</published><updated>2011-08-26T20:08:34.560-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chico buarque'/><title type='text'>Tipo um amor</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="311" src="http://www.youtube.com/embed/1gC2vXQxTRg?hd=1" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é como se eu fosse uma faladora de gírias compulsiva, mas confesso que tenho lá minhas manias. Uma delas é dizer "tipo". Tipo assim, tipo isso, tipo muito. Mas não ao ponto de ser algo grotesco estilo a Taylor, de The Rachel Zoe Project, que não diz tipo, mas "like", que dá praticamente na mesma. Quem já assistiu sabe que ela intercala todas as palavras que diz com um 'like', e isso é tipo um saco. Como eu ia dizendo, tenho essa mania de falar "tipo", e apesar de não ser algo exagerado, deixa meu pai muito irritado, tipo, muito mesmo. Ele sempre vem com aquela conversa de que é um absurdo que eu, uma futura jornalista, fale algo tipo "tipo assim". Onde já se viu? A única coisa engraçada é que, de tanto me implicar, ele anda com mania de falar "tipo assim", e toda vez que o diz, se repreende no meio da frase e diz: "Calma, esquece. 'Tipo assim' nada, porque a gente nunca deve dizer 'tipo assim'. Isso é coisa de quem não sabe conversar. Horrível, principalmente pra uma futura jornalista."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu até concordo com ele, porque acho tipo, feio pra caramba quem fala um milhão de gírias e soa sempre como uma pré-adolescente americana dos reality shows da MTV. Sou uma apreciadora do colóquio refinado, e gosto de conversar com gente que fala direito, que tipo, não esculacha. Não é porque não estamos discursando na Academia Brasileira de Letras que precisamos chutar o balde. Isso é tipo péssimo.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Não sei para que&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Outra história de amor a essa hora&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Porém você&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diz que está tipo a fim&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De se jogar de cara num romance assim&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tipo para a vida inteira&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aí veio o cd novo do Chico Buarque, &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/04/so-nao-pode-beijar-no-mar.html"&gt;e a namorada nova do Chico Buarque&lt;/a&gt;, e as músicas (tipo, é muito duro admitir isso) maravilhosas que ele fez pra ela. Dentre elas, temos Tipo Um Baião. Desde que ouvi o cd pela primeira vez, diversas músicas tem disputado a posição de minha favorita, e se revezado nela com frequência. Essa semana, as eleitas são Se Eu Soubesse (com quem ele divide os vocais com aquela da qual não falamos) e Tipo Um Baião. A última foi eleita porque ela é tipo um amor. Além disso, temos Chico Buarque fazendo poesia linda falando tipo. Provavelmente deve fazer parte dos dialetos xóvens de sua pupila, e se até internauta Chico está virando por causa dela, por que não começar a falar tipo também? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="311" src="http://www.youtube.com/embed/b8wufPxrmPw?hd=1" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-1192947837058640745?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/1192947837058640745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/tipo-um-amor.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1192947837058640745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1192947837058640745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/tipo-um-amor.html' title='Tipo um amor'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/1gC2vXQxTRg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-6866735054911756453</id><published>2011-08-22T22:01:00.001-03:00</published><updated>2011-08-22T22:06:52.695-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sheldon cooper'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu interior'/><title type='text'>Não sentem perto de mim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simpatia é dom de Deus, já dizia alguém aí; dom que eu, até onde sei, passei reto na hora de receber. Isso não faz de mim uma pessoa ruim ou chata. Sem falsa modéstia, eu realmente acredito que sou legal na maior parte das vezes. Tenho amigos que gostam de mim (já que não sou rica, suponho que eles andam comigo há uns 10 anos por livre e espontânea vontade), já tive um namorado, vocês, leitores do blog, costumam rir das coisas que eu escrevo, e o único conflito realmente sério que já tive com alguém foi mais por causa dos outros do que por mim - conflito este, aliás, que se encontra resolvido. De modo que, assim por cima, acho que sou uma pessoa bacana. Só não sei mostrar isso pras pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho traquejo social algum. Sou socialmente inadequeada. Digo isso não no sentido de auto-flagelo em praça pública que as pessoas adoram mimimizar na internet, dizendo que são bipolares, deprimidas e misantropas, mas no sentido básico da coisa. Não sei me comportar socialmente, não sei conversar com as pessoas. Por pessoas vocês entendam: semi-conhecidos. Aquela pessoa que fez inglês com você em 2004; que era da sua sala ano passado mas você nunca engrenou uma conversa que fosse além do 'bom dia' ou do 'me empresta a borracha?'; ou até mesmo quem já foi um grande amigo, mas que a vida acabou distanciando. Não sei como agir, e por isso que odeio encontrar as pessoas. Um dia, disse pra um amigo que não gostava de ir no clube porque sempre encontrava alguém lá, e ele achou isso o cúmulo da rabugice. Como já disse, Uberlândia é um quintal e aqui você encontra todo mundo em todo lugar; o clube é o lugar mágico onde pessoas dos cantos mais aleatórios do meu convívio social ressurgem das cinzas prontas para falar comigo sobre o nada que hoje nos une. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nossa, Anna Vitória, quanto tempo! Tá sumida, hein?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pois é, tô estudando muito! &lt;i&gt;(o que vou dizer pras pessoas depois que passar no vestibular?)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como tá a escola, o Fulano, o Ciclano?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Todo mundo bem, e o pessoal da sua escola?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bem também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- ... &lt;i&gt;(esboço um sorriso involuntário querendo que um buraco se abrisse no chão e me tirasse dali)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vou indo então, vê se não some, vamos marcar de sair qualquer dia. Vai lá em casa, vamos assistir Se Ela Dança, Eu Danço 7, dizem que é ótimo! &lt;i&gt;(já me disseram isso)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Claro, me liga!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://26.media.tumblr.com/tumblr_loe914lYB01qeuw8xo1_500.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://26.media.tumblr.com/tumblr_loe914lYB01qeuw8xo1_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse meu sorriso de quem não sabe o que dizer mas quer desesperadamente mostrar-se aberta ao diálogo já me trouxe vários problemas. É ele que eu uso quando pessoas excessivamente comunicativas dirigem à mim comentários totalmente aleatórios aos quais eu não tenho resposta alguma e nem sei como engrenar uma conversa, mas quero passar a mensagem que "opa, estamos aí" ou "conte-me mais", mas o resultado é mais ou menos um "that's all" involuntário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí eu saio correndo querendo morrer diante do constrangimento que minha total incapacidade de puxar um assunto ou ser minimamente prosa e simpática me provoca. Depois disso a pessoa provavelmente está se perguntando por que ainda conversa comigo e pensando consigo mesma que sempre lhe avisaram que eu era metida. Se vocês soubessem a quantidade de pessoas que hoje são minhas amigas mas já disseram que, antes de me conhecer, me achavam metida, iriam chorar de pena. Só que eu não consigo evitar, é o mal da &lt;a href="http://blog.krisatomic.com/?p=1617"&gt;chronic bitchface&lt;/a&gt;. Tenho essa cara de quem comeu e não gostou quando estou distraída ou me sentindo pouco à vontade, e resolver isso só mesmo sendo engolida por mamãe e nascendo de novo. Falando em mãe, a minha própria disse um dia que, se fosse um cara, teria medo de vir falar comigo numa festa, por causa dessa cara de brava que eu tenho. Sorte a minha que nunca fui de dar conversa pra desconhecidos, porque essa coisa de ~dar mole~ pros outros não é comigo. Nem se eu quisesse muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admiro profundamente pessoas que são simpáticas, que sabem conversar sem falar do tempo e que se fazem interessantes. Fico abismada com a facilidade que a &lt;a href="http://barraisah.blogspot.com/"&gt;Isa&lt;/a&gt; tem para ficar amiga das pessoas: se ela quer se aproximar de alguém, ela simplesmente vai lá, adiciona no Facebook, puxa papo, marca de sair e pronto, daí umas semanas ela e a pessoa já tem um certo vínculo. Como vocês acham que nos conhecemos? Iniciativa minha, que treme só de pensar em mandar um 'oi' pros outros no facechat é que não foi. Aliás, a questão, ao contrário do que muitos pensam, não é vergonha. É simplesmente um branco total. Esse tipo de instrução veio faltando no meu manual interno sobre como lidar comigo mesma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria mesmo saber puxar papo com os outros. Tipo minha avó na fila do banco (não) ou a Nathália, como quando nós nos conhecemos. Eu estava na porta da escola com um amigo esperando e não sei em qual circunstância a Nathália, que até então eu nunca tinha visto ou falado, sentou do nosso lado e veio conversar. Veja bem, ela não falou sobre o tempo, ou sobre a escola. Ela chegou falando sobre vampiros. Eu, cheia de tato, perguntei se ela se referia a vampiros tipo Drácula ou Edward Cullen, mas ela estava falando de vampiros de verdade, teorias malucas. Depois dessa eu e o Lucas nos calamos e ficamos trocando olhares de horror pensando que ela era biruta, e assim se passaram umas duas horas, literalmente, com a Nathália conversando sobre vampiros e vegetarianismo. Saí de lá pensando que ela fosse louca, mas, veja bem, loucos inspiram muito mais simpatia do que metidos. Se eu tivesse achado ela metida, jamais teria dado trela quando, num outro dia, ela começou a falar sobre o Chico Buarque. Fui na conversa e acabou que nós nos derretemos juntas, e compartilhamos nossas loucuras e fanatismos e hoje somos boas amigas - ela, inclusive, provavelmente está lendo este texto. Além disso, ela e o Lucas hoje são namorados, e cá estou eu, forever alone.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Essa é minha vida, esse é meu clube.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se algum dia me encontrarem na rua, por favor, não me tomem por metida se eu, nos primeiros minutos, não souber o que fazer com as mãos e dar risadas nervosas. Por trás dessa cara de sociopata se esconde um bom coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3gAnaPcgiAQ/TlL4wuV-hcI/AAAAAAAAAws/qvZG2ImA_ig/s1600/tumblr_lkz2gfFrTF1qil94mo1_500.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-3gAnaPcgiAQ/TlL4wuV-hcI/AAAAAAAAAws/qvZG2ImA_ig/s1600/tumblr_lkz2gfFrTF1qil94mo1_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-6866735054911756453?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/6866735054911756453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/nao-sentem-perto-de-mim.html#comment-form' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6866735054911756453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6866735054911756453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/nao-sentem-perto-de-mim.html' title='Não sentem perto de mim'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3gAnaPcgiAQ/TlL4wuV-hcI/AAAAAAAAAws/qvZG2ImA_ig/s72-c/tumblr_lkz2gfFrTF1qil94mo1_500.gif' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-6456931842784279254</id><published>2011-08-21T16:13:00.002-03:00</published><updated>2011-08-21T16:22:01.462-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jonas brothers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gongue o clipe'/><title type='text'>Gongue o clipe #2</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="311" src="http://www.youtube.com/embed/a5irTX82olg?hd=1" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Sou fã da Shakira. Dessas cantoras pop atuais - deixando claro que mesmo gorda, flopada e vadia, a Britney será sempre minha favorita -, a Shakira é a que eu mais respeito. Ela não entrou nessa piração da Lady Gaga de querer desesperadamente chocar e seguiu fazendo o que sabe fazer: criar músicas que grudam na cabeça e rebolar. Sem falar que ela é incrivelmente simpática. Acho o clipe o máximo, ela com essa peruca chanel preta, estilo disfarce de madame que pula a cerca, brincando na piscina de bolinha, e depois toda se querendo no pole dance (aos 34, muito melhor que muita moçoila de 17 - tipo eu), fez um clipe pop do jeito que deve ser feito: apelativo na medida certa, meio constrangedor, mas bem divertido.&lt;i&gt; Ra-ta-ta!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe width="500" height="311" src="http://www.youtube.com/embed/PbdzSXrv-34?hd=1" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A simpatia que tenho pela Shakira é equivalente ao desgosto que sinto ao ouvir Jota Quest. Odeio essas bandas ruins que acreditam que são muito boas, com umas letrinhas vagabundas disfarçadas de profundas, do bem, e tocantes. O tipo de música que toca depois de uma eliminação no Big Brother e a pessoa que não foi eliminada se ajoelha no chão, começa a chorar e gritar "OBRIGADA, BRASIL!!". Poderia fazer um post inteirinho dando motivos para vocês odiarem o Jota Quest. Esse clipe possui uma ideia até legal, com as polaroids mostrando cenas variadas, com a banda tocando e umas paisagens com fotografia vintage, pra agradar a ~geração Instagram~. Parece uma vinheta da MTV mais simpática. A coisa começa a constranger um bocado quando chega no refrão apoteótico ("É preciso falar") e a banda encara a câmera, passando a mensagem cheia de positividade. Não rola. Aí o Rogério Flausino começa a se filmar com o celular. Tenho a impressão que ele é o tipo de cara que se acha muito legal, como um Luciano Huck do pop-rock nacional. Depois a música muda de batida e a letra diz: "Cada vida tem a sua estrada, acredite no poder das palavras". Consigo ver essa frase em vários subnicks cafonas de MSN por aí. Odeio Jota Quest! &lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="311" src="http://www.youtube.com/embed/D7GW8TYCEG4" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse clipe me deixou atordoada. Essa é a palavra: atordoada. Quem diria que Nicki Minaj (who?) seria influenciada por David Lynch, né? Porque essa história de Cinderela on crack com essa fada madrinha só consegue me lembrar de um &lt;a href="http://static.whatthemovie.com/system/images/stills/normal/d8/374c3d36a403faf8949fa7da4aca10.jpg"&gt;sublime momento de Coração Selvagem&lt;/a&gt;. O clipe é grande mas vale a pena ser visto, de todos os que estão aqui é o mais surpreendente. É tudo muito brega e muito constrangedor, mas não um brega constrangedor inocente, adorável, estilo Britney Spears, que dá vontade de abraçar e cuidar, mas um brega constrangedor que deixa você meio sem reação, com medo ao saber que uma pessoa topou fazer aquilo achando que estava o máximo, numa ego-trip alucinada. A Britney Spears ao menos fez &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4vvBAONkYwI"&gt;Lucky&lt;/a&gt; passando uma mensagem, poxa! Some isso a figurinos medonhos, música ruim, um mau gosto tremendo e você tem Moment 4 Life.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-6456931842784279254?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/6456931842784279254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/gongue-o-clipe-2.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6456931842784279254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/6456931842784279254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/gongue-o-clipe-2.html' title='Gongue o clipe #2'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/a5irTX82olg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2945115702495535914</id><published>2011-08-17T16:27:00.005-03:00</published><updated>2011-08-17T20:15:57.578-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gordinha tensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='odes'/><title type='text'>Ode ao pudim de leite</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana passada minha avó esteve aqui em casa novamente. &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/ode-ao-bolo-de-cenoura.html"&gt;Teve bolo, claro.&lt;/a&gt; Mas, melhor que bolo, teve minha especialidade favorita da minha avó, o pudim de leite condensado. Minhas duas avós fazem pudins muito bons, mas sou obrigada a dizer que prefiro o da minha avó Marilza, porque ela sabe respeitar o pudim. Veja bem, eu sou mineira da gema e eu gosto de pudim cowboy. Por pudim cowboy vocês entendam puro e sem frescuras. Leite condensado, ovos e leite na receita, só. Nada dessas frescuras de queijo e coco ralados, raspinhas de limão, etc. Nada contra o coco e a raspinha de limão, respeito, mas a cada vez que alguém coloca queijo num pudim, um urso panda morre de inanição. Não pode. Embora respeite o coco e as raspas de limão, não tenho argumentos para defendê-los diante de um pudim de leite de raíz, puro, bem caramelado. É o mesmo que querer comparar The Killers com Beatles. The Killers é ótimo, mas os Beatles são os Beatles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pudim de leite é bom por si só, mas, assim como o toque especial da cobertura do bolo de cenoura, minha avó conseguiu dar seu toque ao pudim, elevando-o ao cargo de minha última refeição, caso um dia acabe no corredor da morte. Esse toque especial veio por acidente, num dia que minha avó tirou o pudim do forno cinco minutos mais cedo. Ele ficou feio e meio mole, e na hora de virar, despedaçou-se inteiro. No entanto, virou a coisa mais sensacional da face da Terra. Por não ter assado direito, o pudim ficou com a consistência normal do pudim por fora, mas cremosíssimo por dentro. Não dá pra descrever direito, comê-lo é uma experiência sensorial. Acho a metáfora imprópria para esse sítio virtual de respeito, mas a melhor maneira de ilustrar a grandma's pudding experience é com a antológica &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FZluzt3H6tk"&gt;cena da Meg Ryan no restaurante&lt;/a&gt;, em Harry e Sally. Sem mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa vinda, vovó fez seu pudim com o adicional da cremosidade graças à retirada prematura do forno. Ela não faz isso sempre, porque, como já disse, ele fica meio feio e as pessoas o olham com receio. Uma pena. Meu tio veio jantar aqui em casa - por isso o pudim, para a sobremesa - e não estava botando muita fé naquele doce tristinho. Eu, ao colocar o primeiro pedaço na boca, fechei os olhos, comecei a bater a mão na mesa gritando "OH GOD! OH GOD! YES! YES!" (ok, a parte dos gritos eu adicionei agora) e meu tio resolveu experimentar. Ao comer o primeiro pedaço, sua fisionomia se alterou de pronto, ele enfiou o resto do pudim inteiro na boca, me olhou com uma cara de fissurado e disse: "Meu. Deus." A entonação foi exatamente essa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem quiser essa experiência de vida para si, basta fazer um pudim de leite condensado, receita tradicional, sem frescuras, e tirá-lo do forno uns cinco minutos antes. Acreditem, é ir pro céu e voltar no espaço de uma garfada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="405" src="http://www.youtube.com/embed/rutbCc84jtc" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seth Cohen curtiu esse post! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2945115702495535914?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2945115702495535914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/ode-ao-pudim-de-leite.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2945115702495535914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2945115702495535914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/ode-ao-pudim-de-leite.html' title='Ode ao pudim de leite'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/rutbCc84jtc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-9014233196210758814</id><published>2011-08-15T12:55:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T12:59:59.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><title type='text'>Em casa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adoro presentear as pessoas queridas, e demoro muito para escolher os presentes perfeitos. Eu realmente gasto um tempo pensando nisso. Acho mais legal quando o presente tem algum significado especial, por exemplo, se quero dar um livro, prefiro escolher um que eu tenha lido, gostado e que tenha me marcado de alguma forma e me lembrado a pessoa a ser presenteada. O mesmo com cds, filmes, etc. Nesse dia dos pais, no entanto, resolvi dar um dvd pro meu pai que eu nunca tinha visto ou ouvido. É que ele vinha falando muito do Ao Vivo Lá Em Casa, do Arnaldo Antunes,&amp;nbsp; recentemente, que tinha assistido e amado, e achei injusto ignorar essa empolgação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado de um show gravado na própria casa do cantor, com e para amigos, foi exatamente o que a proposta sugeria: despretencioso, leve,&amp;nbsp; feliz e muito aconchegante. O Arnaldo Antunes mora numa casa linda, antiga, não dessas mansões recém-construídas muito claras, cheias de porcelanato, milimetricamente decoradas e com pouca personalidade; quase no meio do mato, com jeito de casa de avó, as paredes cobertas de fotos, livros, discos, rabiscos de crianças e os filhos dele perambulando de um lado ao outro. Dá vontade de pegar as trouxas e mudar para lá na mesma hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="314" src="http://www.youtube.com/embed/jivi40WgO9M?hd=1" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Apesar do show ser uma delicinha, o melhor mesmo é o making off. A direção do Andrucha Waddington é muito bacana, cheia de ângulos diferentes e uns planos longos muito lindos, e o Arnaldo Antunes é uma graça. Eu sempre simpatizei muito com ele, desde a época do Tribalistas, e agora virei fã. O cara é legal. Nos bastidores vemos a produção montar a infra para o show na casa dele, os convidados (Jorge Ben, Erasmo Carlos e Demônios da Garoa) passando o som, as crianças fofíssimas misturadas na baderna, saltitanto e fazendo comentários. Uma cena muito fofa é com o Jorge Ben e o Arnaldo Antunes cantando juntos "As Árvores", assim, pela graça. Um amor. O clima é muito festa de família e a gente sente que a nossa sala de tv é uma extensão da festa toda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O show, como já disse, é uma delicinha. A cenografia é linda: enquanto o público fica no quintal, a banda se posiciona numa sacadinha, uma espécie de terraço, decorada com camisetas de tudo quanto é cor e estilo, e aquelas luzinhas claras adoráveis, ajudadas pela cor do céu de fim de tarde. A produção é bacana e a banda muito afiada, principalmente a guitarra do Scandurra e o Marcelo Jeneci nos teclados. A escolha das músicas é boa, e o Arnaldo Antunes no palco é muito legal. Com seu terno que tem uma manga cinza e outra vermelha ele dança, se emociona e diverte pra caramba. E nós também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="314" src="http://www.youtube.com/embed/3n5Nbive2Dw?hd=1" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-9014233196210758814?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/9014233196210758814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/em-casa.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/9014233196210758814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/9014233196210758814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/em-casa.html' title='Em casa'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/jivi40WgO9M/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2709550987284702109</id><published>2011-08-12T18:31:00.004-03:00</published><updated>2011-08-12T21:59:49.943-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tv'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofias inesperadas'/><title type='text'>O mundo moralmente suficiente das novelas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou: Insensato novelão&lt;br /&gt;Ou, ainda: explicando filosoficamente por que eu torço pelos vilões&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de anos me vi novamente viciada em novela das "oito". Insensato Coração me pegou com a trama já encaminhada, uns poucos capítulos antes do Léo atropelar a Irene de propósito. A trama estava envolvente e o carisma do vilão e dos personagens secundários (te amo, Douglas)&amp;nbsp;compensava os protagonistas insuportáveis. Irene morta, a boa da novela começou a ser a grande vingança de Norma com Léo. Ela, agora rica e poderosa, iria vingar o cara que a mandou para a cadeia injustamente e que brincou com seus sentimentos. Fez dele seu brinquedinho, o colocou para, literalmente, comer comida do chão, deixou o cara banguela e contratou-o como seu serviçal, mas tudo isso acompanhado de uma obsessão doentia que ela continuava nutrindo por ele. Instalou uma câmera escondida no canil em que ele dormia e passava seu tempo assistindo-o direto do seu quarto, com cara de fissura diante daquele&amp;nbsp;pay-per-view psicopata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema é que ela se apaixonou por ele novamente, e agora eles vão se casar. Dizem as fofocas que o Léo vai conseguir lhe dar outro golpe e sair por cima,&amp;nbsp;devendo ser preso ou assassinado no último capítulo.&amp;nbsp;Acho uma palhaçada. Torci e acreditei loucamente no poder do Casal Psicopata, sonhando com um desenrolar menos patético em que os dois maníacos-obsessivos da novela passassem a perna em todo mundo e terminassem em alguma ilha do Caribe tomando champanhe. As pessoas me olham torto quando digo isso, mas torcer por um final assim não tem nada a ver com fazer apologia ao mal ou aceitar todos os absurdos que os personagens fizeram ao longo da novela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou lendo um livro bem bacana, Contra Um Mundo Melhor, do Luiz Felipe Pondé. Num dos ensaios do livro (o que mais gostei até agora), O Abismo, Pondé faz o favor de justificar meu posicionamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;"Para Kant, a razão humana suficiente norteia nossa ação no mundo quando se indaga acerca do sentido moral do mundo. O que significa esse "suficiente" aqui (ou seu oposto, "insuficiente")? Ser suficiente significa que o bem vence ao final porque, se o mal vencer, o mundo não tem sentido suficiente em sua forma de ser e existir. (...) Vale lembrar antes de tudo, que para Kant o mundo deve ser suficiente nos limites da razão humana, isto é, sem precisarmos justificar o mundo via crenças em deuses. (...) Se por matar uma criança inocente, você será castigado de alguma forma, mesmo que a lei humana não descubra? Se você for castigado, obrigado a "pagar" pelo que fez, o mundo tem sentido moral (suficiente); se não, ele não tem sentido moral (insuficiente)."É claro que muitos dos meus contemporâneos apostam numa suficiência histórica do mundo, isto é, social, política, científica (o que seria uma suficiência construída com "as mãos humanas", ou, como e disse acima citando Kant, uma suficiência nos "limites da rãzão humana"). (...) Os defensores da possibilidade de o homem ser suficiente nos limites de si mesmo (social e politicamente, científica e historicamente) em geral são obrigados a investir numa concepção de natureza humana capaz de se autorregularem alguma medida, como pensava Kant."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse aspecto, me considero praticamente niilista, pois não acredito em suficiência moral alguma do mundo. Dessa forma, o fato de eu querer que o Léo se dê bem no final não tem a ver com o fato de eu apoiar o que ele apronta, mas sim de ter vontade de vomitar vendo ele ser encurralado no final&amp;nbsp;enquanto soube, ao longo de toda a novela, se sair tão bem de tudo de errado em que ele se metia. Não me sinto de forma alguma aliviada ou mais feliz vendo os bonzinhos ganhando no final e sendo felizes e chatos discutindo quem faz um café pior, mas me sinto enganada. Só que as pessoas não gostam disso. Kant mesmo afirmava que essa falta de suficiência moral do mundo coloca o homem em profunda agonia. Porque né. Mas apesar de ser cética em relação ao mundo e ao homem, eu creio na justiça divina. Acredito mesmo. Por mais que hoje, na era pós-moderna, pensar assim pareça, para a maioria dos racionaizões, algo utópico, eu acho que é bem mais fácil do que acreditar no homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"As virtudes máximas na tragédia são a coragem e a humildade: humildade de se saber um nada, coragem de se manter de pé sabendo-se sempre um derrotado. Essas virtudes antigas produzem uma sensibilidade peculiar e poderosa, pouco ativa entre nós, contemporâneos, escravos de modelos infantis de vida. Não há aqui esse blá-blá-blá egoico que tantos falam quando citam Nitzsche."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu&amp;nbsp;acredito em finais felizes, acredito em comédias românticas, filmes da Audrey Hepburn&amp;nbsp;e que coisas lindas podem acontecer e que pode ser que a gente acabe&amp;nbsp;bem no final. Mas isso tem a ver com o fato de eu acreditar no amor, muito, obsessivamente, e saber que ele faz maravilhas. O Léo ser preso numa emboscada articulada pelo trouxa do Pedro não tem nada a ver com amor, e crer que se fosse na vida real o mesmo iria acontecer é ingenuidade. Eu preferiria que o Pedro e a Marina acabassem a novela pobres, ferrados, mas felizes por terem um ao outro do que tomando café da manhã na cama dizendo que finalmente estavam livres do Léo e que a justiça foi feita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que eu gosto tanto dos filmes do Woody Allen. Ele é um niilista que acredita que o amor pode colocar as coisas no lugar. E é por isso também que eu gosto tanto do Pondé, pois mesmo sendo cético ele diz que nós "somos um nada que ama". Em uma de &lt;a href="http://avaranda.blogspot.com/2011/06/luiz-felipe-ponde-meu-irmao-kierkegaard.html"&gt;suas colunas que aborda esse assunto&lt;/a&gt;, ele cita o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não, o amor sabe tanto quanto qualquer um, ciente de tudo aquilo que a desconfiança sabe, mas sem ser desconfiado; ele sabe tudo o que a experiência sabe, mas ele sabe ao mesmo tempo que o que chamamos de experiência é propriamente aquela mistura de desconfiança e amor... Apenas os espíritos muito confusos e com pouca experiência acham que podem julgar outra pessoa graças ao saber."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao resto da novela, Tia Neném, Ismael e Douglas deixarão saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H0fSvhM6sUw/TkXMFkuiRII/AAAAAAAAAwo/lsMcN8O1osk/s1600/tia_nenem.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-H0fSvhM6sUw/TkXMFkuiRII/AAAAAAAAAwo/lsMcN8O1osk/s400/tia_nenem.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2709550987284702109?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2709550987284702109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/o-mundo-moralmente-suficiente-das.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2709550987284702109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2709550987284702109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/o-mundo-moralmente-suficiente-das.html' title='O mundo moralmente suficiente das novelas'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-H0fSvhM6sUw/TkXMFkuiRII/AAAAAAAAAwo/lsMcN8O1osk/s72-c/tia_nenem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-2286089557570799736</id><published>2011-08-08T21:10:00.002-03:00</published><updated>2011-08-08T21:17:41.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='high school'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farofa'/><title type='text'>Transformando uma piada interna em algo de proporções estratosféricas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como é a relação que vocês tem com seus amigos mais próximos, vai saber se vocês são muito maduros e contidos e vão achar tudo isso uma maluquice, mas minha relação com meu grupo de amigos é, na maior parte das vezes, uma zoação eterna. A gente vive de tirar sarro um da cara do outro e de se atormentar e provocar a todo tempo, e foi nesse contexto que surgiu a Gossip Girl. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Carol é uma daqueles pessoas que toda turma tem que ter: de língua afiada e maldade inata, ela é aquele elemento do grupo que sempre bota lenha na fogueira e o tipo de pessoa que teria a ideia de começar a enviar mensagens no celular de todo mundo com 'spotteds' difamadores envolvendo todo o pessoal em situações absurdas e mortalmente engraçadas. Assim, a Rinna que tinha uma queda por um cara da academia que nunca ia na aula, virou rapariga apaixonada por um caminhoneiro e eu, que nunca suportei meu professor de Literatura, virei seu affair secreto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de continuar a história, um parágrafo sobre o professor de Literatura que aqui chamaremos de Professor: ele nos deu aula no primeiro e no segundo colegial; no primeiro ano, eu não o suportava, mas gostava das aulas, e no segundo eu não suportava nem um nem outro. Minha antipatia por ele era tão forte que durante as aulas eu ficava visivelmente irritada, bufando, virando os olhos, e minhas amigas ficavam me observando ter arroubos de antipatia como uma atração à parte. O Professor era daqueles que, do nada, começam a falar sobre sua vida pessoal, experiências amorosas, e juro que não era interessante. E ele também entrava numas, vez ou outra, de ficar profundo e incorporar o palestrante motivacional e nos enchia com filosofias de RH enquanto deveria estar dando aula. Era tipo a morte. De modo que, óbvio, não demorou muito pra Carol começar a falar que essa birra toda nada mais era que paixão recolhida, dor de cotovelo,&amp;nbsp;e que eu, secretamente, era apaixonada por esse Professor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um belo dia, o Professor resolve passar um trabalho em que deveríamos apresentar, de forma ~criativa~, um conto do Machado de Assis. Meu grupo resolveu fazer uma adaptação teatral de Dona Paula, e eu era a personagem que dá nome ao conto. No dia da apresentação, fomos caracterizados, e eu usava um vestido longo verde e um lenço florido da mesma cor amarrado como um xale. No fim da peça, o Professor me fez o favor de elogiar o vestido e pronto, a Gossip Girl logo soltou a bomba de que nós dois tínhamos um affair secreto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naqueles dias, a Gossip Girl estava com a corda toda, e em praticamente todos os horários o celular de todo mundo tocava com novas pérolas da inventiva mente de Carolina, indo desde festas da camiseta molhada em Ibiza organizadas pela nossa amiga mais CDF até a revelação de que o Matheus havia falido e tinha sido pego roubando uma loja do shopping, que nem a Marissa em The OC. As mensagens chegavam, as pessoas riam, mas no horário seguinte tudo era esquecido. Mas nós estamos falando de mim. Quando a Gossip Girl soltou que eu tinha sido vista com o Professor no dia dos namorados na fila do Hot Dog do Paulão - como o nome revela, um local um tanto peculiar -, a coisa se tornou um viral. Todo mundo achou sensacional, todo mundo riu horrores, todo mundo tinha uma situação nova pra colocar a pobre Anna Vitória de vítima. Eu tentei reagir, tentei mandar mensagens com coisas cabeludas envolvendo o nome de dona Carolina, mas não foi o suficiente. Novamente, estamos falando de mim, e poucas coisas parecem ser tão divertidas quanto rir da minha cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí que a história dura até hoje. Virou piada interna. Na última mensagem da Gossip Girl, ela disse que nós dois havíamos sido flagrados tendo aulas de tango para apimentar a relação, já que andávamos distantes porque eu tenho estudado muito, ele não me dá aula mais, e agora estamos em prédios distintos na escola. Me divirto com toda essa história também, e fico pasma com a capacidade dos meus amigos de pensar e criar bobagens a qualquer hora do dia, sobre qualquer situação. O problema é que essa história do Professor já é tão rotina que muitas vezes falamos disso perto de outras pessoas que não do nosso grupo e elas ficam confusas. As pessoas me olham curiosas, perguntando se eu tenho uma quedinha por ele. Claro que ninguém acredita no ~affair~, mas me sinto mal o suficiente sabendo que as pessoas podem achar que eu gosto-gosto do referido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí que nesse fim de semana eu saí pra comer pizza com uns amigos e nesse grupo estava irmã de uma amiga minha, que estuda na mesma escola que a gente, mas num prédio diferente, sem nunca ter tido contato meus amigos linguarudos e muito menos com a perigosa da Carol. Falávamos sobre os professores de Literatura, e eu dizia que preferia, disparado, o professor que me dá aula esse ano.&amp;nbsp;A&amp;nbsp;irmã da minha amiga, que é minha amiga também, &amp;nbsp;me olhou meio confusa e perguntou: "Ué, mas você não gostava do Professor?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outras palavras, passaram-se três anos e eu continuo na boca do povo. Mais um pouco eu viro lenda urbana do colégio. Gostaria de agradecer a todos os envolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Como se soubessem que eu estava escrevendo a respeito, hoje, Matheus e Carolina atacaram mais uma vez. Cheguei em casa, abri o Twitter e dei de cara com esse simpático diálogo. Essa edição porquinha foi feita no Paint só pra evitar possíveis dores de cabeça. É pra ler de baixo pra cima, ok?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wsOUdPL6s24/TkB6pp-CMhI/AAAAAAAAAv0/pntOoYMOMOU/s1600/bullying.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-wsOUdPL6s24/TkB6pp-CMhI/AAAAAAAAAv0/pntOoYMOMOU/s1600/bullying.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-2286089557570799736?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/2286089557570799736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/transformando-uma-piada-interna-em-algo.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2286089557570799736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/2286089557570799736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/transformando-uma-piada-interna-em-algo.html' title='Transformando uma piada interna em algo de proporções estratosféricas'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wsOUdPL6s24/TkB6pp-CMhI/AAAAAAAAAv0/pntOoYMOMOU/s72-c/bullying.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-178459110771016093</id><published>2011-08-05T13:44:00.001-03:00</published><updated>2011-08-05T13:44:39.585-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='traumas de infância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Transmissão de pensamento com Meg Cabot</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minhas aspirações literárias, pelo que me lembro, começaram quando eu tinha 9 anos. A professora pediu que escrevêssemos uma narrativa de tema livre e eu fiz. Ela pediu uma página, eu escrevi quatro: praticamente uma fanfiction de Mulheres Apaixonadas. Sim, a novela. Me apropriei do universo do Maneco e reescrevi uma parte da história da maneira como achava que a novela deveria ser. Pra vocês verem que eu nunca fui criativa o suficiente pra inventar uma trama ou um núcleo de personagens por minha conta. Aos 10, criei uma """companhia de teatro""" com minhas amigas. Com o Stúdio A - de Amanda, Anaisa e Anna Vitória - escrevi muitas peças, sendo que apenas 3 delas foram montadas, 2 com fantoches e a outra com o pessoal da minha classe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 11, resolvi que era hora de voar mais alto: iria escrever um livro. Lembro vagamente de ficar algumas semanas envolvida com ele, tinha uma ideia clara na minha cabeça do rumo que queria que a história tomasse, mas minha maior dificuldade é que não fazia a menor ideia de como chegaria lá. Acho que foi isso que me fez desistir e não pensar novamente nesse livro até hoje. Estava lá, assim como eu o havia deixando em 2005, "Históriua" (sic), um arquivo do Word de 97 páginas protegido por senha - na época em que escrevi, dividia o computador com meu pai e a ideia de que alguém leria aquilo sem eu saber me deixava em pânico - todo escrito em Comic Sans e com problemas seríssimos de pontuação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li uns pedaços e me diverti muito com a história, ou melhor, com a minhas ideias tão ingênuas e rasas e minha total incapacidade de construir uma linha narrativa. Dei muita risada! Eu não sabia usar vírgulas e minha escrita misturava momentos muito coloquiais, cheios de gírias (algumas, confesso, não me lembro direito o que significavam), com outros muito rebuscados e forçados, onde eu provavelmente tentava incorporar o estilo de alguém que havia lido e gostado. Mas o que mais me surpreendeu foi o conteúdo da história em si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu "livro" contava a história de Alessandra, uma garota de 14 anos que era a ovelha negra da família e uma maria-ninguém. Sofria da maldição da filha do meio, ficando perdida entre sua irmã mais velha, Raquel, linda, loira, bailarina e perfeita, o xodó da mãe - uma perua famosa -, e a mais nova, Helena, um prodígio intelectual, mais parecida com um robô (lembro que me inspirei na Ray, de Grande Menina Pequena Mulher, com a diferença de que ela era obcecada por ballet e minha por física e Albert Einstein), a queridinha do pai, enquanto a personagem principal era péssima de modos, postura e Matemática. Pra completar, Alessandra era apaixonada pelo melhor amigo de sua irmã, que depois viria a namorá-la, Daniel. A história começa com Alessandra descobrindo que seu amado está namorando e ela e suas amigas tentam descobrir com quem, enquanto, para tentar esquecê-lo, Alessandra começa a namorar o irmão de sua melhor amiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto lia, comecei a me lembrar de um livro da Meg Cabot, A Garota Americana. Para quem não sabe, ele conta a história da Samantha, uma menina que tambem é filha do meio sem aparentemente nada de especial que sofre com suas irmãs, uma linda e a outra inteligente, e é apaixonada pelo namorado da irmã mais velha. Os pais de Sam a obrigam a fazer aulas de arte, enquanto Alessandra é obrigada a ter aulas de etiqueta. As duas amam coturnos e seus estilos são mal compreendidos; Sam é obcecada por No Doubt e Alessandra é fã de Green Day. Aliás, na minha cabeça, quando o Daniel se apaixonasse por ela, faria uma serenata e tocaria &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XdFc1rHr2S0"&gt;Extraordinary Girl&lt;/a&gt;. Aos 11 anos, Green Day era minha banda favorita.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei essas coincidências engraçadas e fiquei pensando que tinha "me inspirado" no livro da Meg Cabot para escrever minha história, uma vez que original eu nunca fui mesmo, mas fuçando nos meus arquivos de livros lidos, que eu sempre anoto, vi que li A Garota Americana aos 14 anos. Na última página da minha história, tem a letra de &lt;a href="http://letras.terra.com.br/ashlee-simpson/85791/"&gt;Shadow&lt;/a&gt;, uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HrqvMnYv9z8&amp;amp;ob=av2e"&gt;música&lt;/a&gt; da Ashlee Simpson, que me fez lembrar que foi ela que me inspirou para escrever essa história. Uma música da Ashlee Simpson. O tom da história era uma mágoa de cabocla com humor auto-depreciativo do início ao fim. As revelações desse post vão ficando melhores a cada linha que escrevo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convenhamos que as duas sinopses não fogem muito dos clichês - tirando a parte que na história da Meg, Samantha salva sem querer o presidente dos Estados Unidos e vira embaixadora da ONU - mas achei graça dessa confluência de ideias. Gostava (e ainda gosto) muito dos livros da Meg Cabot, e minha pré-adolescência foi cheia deles. Não lembro se aos 11 anos já tinha lido O Diário da Princesa, mas quando mais nova meu sonho era escrever um livro adolescente fofo e divertido que nem os dela, e não duvido muito que a minha "Historiua" tenha sido uma tentativa fracassada disso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O melhor mesmo foi ver que, graças a Deus, aprendi alguma coisa com os anos. Me conformei que, por exemplo, não tenho pique para escrever um livro inteiro, e acho muito difícil que consiga fazer qualquer coisa relacionada com literatura, já que não tenho criatividade para tanto. Tudo que tenho &lt;a href="http://sooo-contagious.blogspot.com/search/label/contos%3F"&gt;escrito&lt;/a&gt; desde então é, de alguma forma, inspirado em algum outro texto, música, filme; preciso de uma ideia original construída por outra pessoa para conseguir alavancar minha inspiração e isso é um bocado frustrante, embora já tenha aceitado o fato. Adorei ter encontrado essa história, porque não tem nada melhor que rir de si mesmo no passado. Fiquei um pouco com vergonha das minhas ideias, da falta gritante de vírgulas e o excesso de exclamações e reticências, alguns "viajem" que flagrei ali e, principalmente, da lembrança de que algumas pessoas de fato leram o texto e ainda por cima disseram que estava ótimo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma delas foi uma amiga virtual (já tinha blog nessa época), que era mais velha que eu, de modo que imagino que estivesse mentindo e rindo muito da minha cara por trás ao dizer que adorava a história; ela, inclusive, anos depois, me deixou um recado de feliz aniversário e disse que até hoje se lembrava das aventuras da Alessandra. Meu pai leu também, e disse que estava indo bem, e isso fez com que eu me sentisse muito amada. Não há ninguém no mundo como nossos pais para nos acharem sempre lindos e inteligentes, não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte mais engraçada e constrangedora do que eu escrevi foi um capítulo em que o Daniel contava que stalkeava o Orkut (!) da Alessandra e ela entrava em pânico porque tinha um monte de comunidades meio emos, estilo "Quem me ama não me quer", e ficou com medo de que ele desconfiasse do seu amor platônico. Cadê meu Jabuti?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-178459110771016093?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/178459110771016093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/transmissao-de-pensamento-com-meg-cabot.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/178459110771016093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/178459110771016093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/transmissao-de-pensamento-com-meg-cabot.html' title='Transmissão de pensamento com Meg Cabot'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-3054866443265736506</id><published>2011-08-02T22:31:00.000-03:00</published><updated>2011-08-02T22:31:15.908-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mixtapes supimpas'/><title type='text'>Balada da Anna sozinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começou com Núcleo Base. Se você não era nascido ou não era entendido das coisas nos anos 80, ou não tenha um pai fã de Ira!, eu explico: é o nome de uma música dessa célebre banda nacional que nossos pais adoram e fazem questão de colocar pra tocar quando recebem visitas. Daí que esses dias eu estava ~na balada~. Sim, eu. Tinha acabado de chegar e tava meio cedo ainda, de modo que eu estava sentada numa mesinha ali no canto com minhas amigas. De repente, começou a tocar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=W2xrLVx_XlU"&gt;Núcleo Base&lt;/a&gt;. &lt;i&gt;Você pensa que estou louco, mas estou só delirando...&lt;/i&gt; Minhas amigas começaram a criticar a música, porque, pelo amor de Deus, desde quando Núcleo Base é música pra se tocar ali perto da meia-noite de uma sexta-feira? &lt;i&gt;Meu pai ouve isso&lt;/i&gt;, eu disse, e elas riram pensando que eu tava caçoando da música. &lt;i&gt;Você pensa que sou tolo mas estou só te olhando, la-la-la-lalalala...&lt;/i&gt; Não, não estava zombando, aliás, eu mexia os pés no ritmo da música e queria ir dançar. Não contei isso pra ninguém, porque não pega bem você sair dizendo que adora Núcleo Base e tem vontade de dançar. Foi aí que eu lembrei que tem um monte de músicas que as pessoas não prestam muita atenção, que não costumam encher as pistas ou estar no set de DJs, mas que eu adoro dançar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então surgiu a ideia pra essa mixtape. Músicas que eu adoraria dançar numa pista de dança, com amplificadores e luzes piscando, mas acabo dançando no corredor de casa, quando estou sozinha, com fones de ouvido, minha voz desafinada acompanhando, e apenas um olhar de constrangimento do Chico como testemunha. Eu adoro dançar, e a vontade de ficar rodopiando, jogando o cabelo pra lá e pra cá, cantando junto e dando pulinhos - sou dessas - é a única coisa que me estimula a sair do aconchego do meu lar para ir pra um lugar abarrotado de gente me encostando, me enchendo o saco e derrubando cerveja em mim. Se as músicas dessa mixtape tocassem que nem Like a G6 toca nas pistas do Brasil, eu seria a maior baladeira da cidade. Até lá, contento-me em aumentar o som de casa e arriscar um twist solitário na sala de tv.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-97-z8QYRBRs/TjiVfLfAOGI/AAAAAAAAAvs/QQlOO7SuDdY/s1600/dancelnoiw-capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-97-z8QYRBRs/TjiVfLfAOGI/AAAAAAAAAvs/QQlOO7SuDdY/s1600/dancelnoiw-capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ygi8JQRccRc/TjiVkqM5qkI/AAAAAAAAAvw/G_mGLnlJ6Yk/s1600/dancelnoiw-contra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ygi8JQRccRc/TjiVkqM5qkI/AAAAAAAAAvw/G_mGLnlJ6Yk/s1600/dancelnoiw-contra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/C7mgqvrj/Dance_Like_No_Ones_Watching_-_.html"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&amp;nbsp;Download&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Só perdoem a touperinha aqui que esqueceu de salvar a capa e a contracapa na pasta da mixtape e acabei deixando sem, por preguiça. Mas tá aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-3054866443265736506?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/3054866443265736506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/balada-da-anna-sozinha.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3054866443265736506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/3054866443265736506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/08/balada-da-anna-sozinha.html' title='Balada da Anna sozinha'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-97-z8QYRBRs/TjiVfLfAOGI/AAAAAAAAAvs/QQlOO7SuDdY/s72-c/dancelnoiw-capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-1336785811757734612</id><published>2011-07-30T12:08:00.001-03:00</published><updated>2011-08-01T14:33:18.145-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uberlândia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><title type='text'>Vou fugir com a orquestra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não entendo nada de música clássica ou música no geral, tecnicamente falando. Notas, tons, sibemol, fá sustenido... Sei no máximo desenhar uma clave de sol e diferenciar a 5ª da 9ª sinfonia de Beethoven. Mas sei ouvir e achar tudo lindo, e por enquanto isso basta. Nas duas últimas semanas, Uberlândia recebeu o &lt;a href="http://mimufestival.com.br/"&gt;MIMU Festival&lt;/a&gt;, evento que trouxe pra província uma série de concertos e palestras dos mais diversos tipos, reunindo músicos do mundo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar da divulgação pobre, desde o dia 16 tem acontecido atrações diárias, quatro ao longo do dia, para todo tipo de gosto e preferência. Quando fiquei sabendo, marquei na agenda todos aqueles que queria ver, mas no fim das contas acabei conseguindo ir apenas ontem, para assistir um concerto da orquesta sinfônica do grupo e foi sensacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No pátio do nosso nunca terminado Municipal (risos), apesar das acomodações serem meio desconfortáveis, o fato da apresentação ter ocorrido debaixo das estrelas deu todo um toque especial para a coisa. Sob a regência da inglesa&lt;a href="http://larsen-maguire.com/"&gt; Catherine Larsen-Maguire&lt;/a&gt;, os músicos em sua maioria jovens e do mundo inteiro moeram a 4ª Sinfona de Tchaikovsky (essa eu conheço - e amo - por causa do ballet!), alguns trechos do ballet Romeu e Julieta, de Prokofiev - e pra minha felicidade rolou Dance of The Knights, que sou apaixonada por causa da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=q_6UYhfXI6s"&gt;abertura de um show do Muse&lt;/a&gt; -, dentre outras peças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí de lá encantada com o trabalho do pessoal. Sobre técnica não posso dizer nada, mas foi bem feito o suficiente para ser ovacionado de pé por vários minutos, ao final, e me deixar completamente absorta pelo que acontecia no palco a minha frente, além de arrepiada em tempo integral. Estou apaixonada, quero ir num concerto todo final de semana. Só acho uma pena que esse tipo de evento seja tão mal divulgado. Não acho que isso seja um problema só daqui, mas do Brasil todo, onde a arte é muito desmerecida; o interior sofre mais já que existe muito menos gente preocupada em fazer acontecer coisas tão bacanas assim. Se fosse um show do Luan Santana na faixa a história seria outra. De qualquer forma, para mim e para todos que puderam prestigiar nas duas últimas semanas, foi uma experiência fantástica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sonho: já que ano que vem é ano eleitoral e é provável que o Municipal finalmente fique pronto (risos), bem que nosso prefeito poderia aproveitar a necessidade de "fazer a Dilma dele" ganhando uns votos ao trazer o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Eo1KHr-b-CA&amp;amp;feature=fvsr"&gt;Gustavo Dudamel&lt;/a&gt; e a Orquestra Sinfônica de Simon Bolívar para a inauguração, não é mesmo? (suspiro).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-1336785811757734612?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/1336785811757734612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/hoje-acordei-lirica.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1336785811757734612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1336785811757734612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/hoje-acordei-lirica.html' title='Vou fugir com a orquestra'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-16997010921382610</id><published>2011-07-27T21:38:00.001-03:00</published><updated>2011-07-27T21:41:31.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teorias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='friends'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tv'/><title type='text'>Gosto mesmo é do Joey</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-h7sKTai79To/TjCqfaryXlI/AAAAAAAAAvE/HLBkTk2vnOI/s1600/tumblr_kvzeo0TLjz1qzczc7o1_500.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-h7sKTai79To/TjCqfaryXlI/AAAAAAAAAvE/HLBkTk2vnOI/s1600/tumblr_kvzeo0TLjz1qzczc7o1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&amp;nbsp;Este post é pra &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/"&gt;Analu&lt;/a&gt;. Pra ela, que fez uma &lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/2011/05/aquele-onde-eu-saio-completamente-da.html"&gt;série&lt;/a&gt;-&lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/2011/05/aquele-da-segunda-parte.html"&gt;de&lt;/a&gt;-&lt;a href="http://mvcee.blogspot.com/2011/05/aquele-que-e-o-ultimo.html"&gt;posts&lt;/a&gt; contando sobre seus episódios favoritos de Friends, onde derramou todo seu amor pelo casal Ross e Rachel, e nos quais eu, sem dó nem piedade, disse que não acreditava nos dois como um casal perfeito, e disse mais, disse que o Joey era o par perfeito para a Rachel. Sei que essa opinião faz com que as pessoas me olhem torto e desconfiem do meu bom coração, e esse post é a justificativa da minha opinião tão subversiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eMOmOB-2LwI/TjCqk__IGFI/AAAAAAAAAvI/InJhEhlc0Uo/s1600/tumblr_lo9punFDY31qfggsro1_500.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-eMOmOB-2LwI/TjCqk__IGFI/AAAAAAAAAvI/InJhEhlc0Uo/s1600/tumblr_lo9punFDY31qfggsro1_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Motivo nº 1 - O Ross é chato:&lt;/b&gt; Ross Geller é o típico personagem que é essencial pra série, brilhantemente interpretado, divertido, mas que se eu fosse pensar nele como uma pessoa, é do tipo que eu jamais gostaria de ter que conviver. Tipo o Sheldon. Claro que ele é uma boa pessoa, mas analisando friamente, dá pra perceber como ele é mimado, arrogante e extremamente infantil. Nunca me esqueço do episódio em que ele descobre que a Rachel está apaixonada por ele, na segunda temporada, e apronta o maior escândalo, dizendo que ela não tem o direito de se dizer apaixonada por ele, agora que ele está namorando outra. Fala que ele passou 10 anos apaixonado por ela e foi desprezado, sendo que a Rachel nunca soube disso, porque ele nunca teve coragem de falar.&amp;nbsp; Tem também aquele episódio em que a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cXr2kF0zEgI"&gt;Phoebe diz que não acredita na Teoria da Evolução&lt;/a&gt; e o cara fica maluco, surtado, e passa o episódio inteiro torrando o saco da Phoebe, tratando ela como a maior ignorante do mundo. No episódio da lista, um dos motivos listados para que ele não namorasse a Rachel é o de que ela era apenas uma garçonete mimada. Reflitam. Sem falar que ele é muito bebê chorão, adora se fazer de coitado e se consulta com seu pediatra até hoje só porque é tratado de forma especial. E muito ciumento! A Rachel merece coisa melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P0knHOwtJiM/TjCqqP9viqI/AAAAAAAAAvM/M5-IQA8czEk/s1600/tumblr_loohfmR0jn1qfggsro1_500.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-P0knHOwtJiM/TjCqqP9viqI/AAAAAAAAAvM/M5-IQA8czEk/s1600/tumblr_loohfmR0jn1qfggsro1_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ciFH9w6M-PQ/TjCquXwpQfI/AAAAAAAAAvQ/OrHia4Ma1H8/s1600/tumblr_loohfmR0jn1qfggsro2_500.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-ciFH9w6M-PQ/TjCquXwpQfI/AAAAAAAAAvQ/OrHia4Ma1H8/s1600/tumblr_loohfmR0jn1qfggsro2_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Motivo número 2 - O Ross é devoto da Rachel:&lt;/b&gt; Quando disse que gostava muito mais do Joey, a Aninha veio logo dizer que não tinha como, pois o Ross ama a Rachel de uma forma que beira a devoção. Pois é, eu não acho isso legal. O amor do Ross pela Rachel é daquele tipo que faz uma pessoa lamber o chão que a outra pisa e beber um copo de gordura para conseguir perdão. Pode parecer tudo muito fofo, como por exemplo naquela vez em que ele deixa de fazer uma aparição num programa de tv, ocasião pela qual ele estava muito ansioso, para levar a Rachel pro hospital, pensando que ela havia quebrado a costela, mas na verdade é uma coisa meio sufocante. Dá pra perceber isso pelo fato dele ser extremamente ciumento e muitas vezes não confiar na palavra da Rachel (como naquela história do Mark) e ultrapassar os limites de forma insana, como quando ele apaga o recado do cara que a Rachel estava pegando da secretária eletrônica. Sempre senti a relação dos dois muito desigual. Se fossem os dois malucos um pelo outro, ok, mas dá pra perceber que a Rachel não sente nada de tão forte. No começo, ela descobre que ele é apaixonado por ela desde sempre num momento em que está passando por uma crise existencial por só se envolver com idiotas. Daí ela vê o Ross, amigo dela, cara bacana, completamente maluco por ela de um jeito que cara nenhum nunca havia sido. Foi juntar dois e dois. Sem falar que ele estava indisponível, o que adiciona a emoção de se querer aquilo que não se pode ter. Não nego a enorme afinidade dos dois, mas dá pra perceber como são sentimentos diferentes. Eles não são como o Chandler e a Monica, e Phoebe e o Mike. Se Friends não fosse uma comédia e sim um drama, temporadas inteiras se desenvolveriam em cima dessa discrepância, coisa de fazer Meredith Grey e Derek Shepard parecerem bem resolvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-e22LbW8H650/TjCu2JtrbGI/AAAAAAAAAvY/Q9x_PApyj5g/s1600/tumblr_loz513USnF1qcccw1o1_500.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-e22LbW8H650/TjCu2JtrbGI/AAAAAAAAAvY/Q9x_PApyj5g/s1600/tumblr_loz513USnF1qcccw1o1_500.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Motivo nº 3 - O Joey é muito legal:&lt;/b&gt; Ele pode ser completamente burro, galinha e até meio porco e folgado, mas Joey Tribbiani é um cara sensacional. Por ser caricato, as pessoas assistem a série ocasionalmente sempre tem a impressão que o Joey é um personagem muito raso, mas quando você acompanha as temporadas e o conhece melhor, dá pra perceber que ele tem um coração de ouro. O Joey dá um enorme valor aos seus amigos e é extremamente leal, tanto que, quando se apaixona pela Rachel, nem cogita ter nada com ela, pois sabe que o Ross nunca aceitaria e pra ele é melhor sofrer sem ela do que trair o Ross dessa forma, mesmo sendo Rachel o primeiro amor verdadeiro dele. A única vez em que ele tropeça é quando não aceita o relacionamento do Chandler com a Janice, mas mesmo não suportando-a, ele tenta com todas as forças gostar dela antes de entregar os pontos. Joey é incrivelmente doce, e a relação dele com a Rachel é a coisa mais linda. O cuidado que ele tem com ela na gravidez é maravilhoso, sem falar que ele sempre foi muito atencioso com a Emma, e olha que ele ter que morar com um bebê foi um enorme inconveniente. Apesar de garanhão, Joey é muito inocente, dá pra ver que ele odeia ter que mentir pros amigos na época que tem que encobrir o relacionamento da Monica e do Chandler, e na forma como ele fica mortificado ao descobrir que o pai tem uma amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7y1_ITOQYI0/TjCqvgk0hAI/AAAAAAAAAvU/F-1T7blYoJ8/s1600/YfSOiqBBzqlstrsrSDmR5KLco1_400.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-7y1_ITOQYI0/TjCqvgk0hAI/AAAAAAAAAvU/F-1T7blYoJ8/s1600/YfSOiqBBzqlstrsrSDmR5KLco1_400.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Motivo nº 4 - Joey e Rachel combinam mais:&lt;/b&gt; Rachel e Joey tem tudo a ver um com o outro, os dois são mostrados como os mais burrinhos da série, e eles se entendem muito por isso e não estão nem aí com esse fato. Eles se divertem pra caramba quando juntos, e não sei quanto a vocês, mas eu sempre pensei no amor da minha vida, meu par perfeito, como alguém com quem eu possa brincar, me divertir, rir junto. O Ross se leva muito a sério, e um dos piores defeitos de uma pessoa é se levar a sério demais. Tanto a Rachel como o Joey sabem rir de si, e isso é incrível. Eles são companheiros e tem um carinho enorme um pelo outro, como naquele episódio em que o Joey leva a Rachel a um encontro, porque ela não vai em um há muito tempo pois está grávida, e corre tudo tão bem que ali ele se apaixona por ela, e se sente de uma forma como nunca se sentiu antes. Quando a Rachel começa a gostar do Joey, ela também fica muito diferente e mudada e dá pra perceber que o amor que um sente pelo outro é super sincero. E, mais importante, o relacionamento dos dois tinha tudo pra ser leve e feliz, como o da Monica e do Chandler, pois eles se encontraram no meio do caminho e descobriram que tem tudo a ver um com o outro e só resta mesmo o amor. Só que aí vem o Ross e estraga tudo, e o resto vocês já sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analu, ainda somos amigas?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-16997010921382610?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/16997010921382610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/gosto-mesmo-e-do-joey.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/16997010921382610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/16997010921382610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/gosto-mesmo-e-do-joey.html' title='Gosto mesmo é do Joey'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-h7sKTai79To/TjCqfaryXlI/AAAAAAAAAvE/HLBkTk2vnOI/s72-c/tumblr_kvzeo0TLjz1qzczc7o1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-5272562724949960455</id><published>2011-07-22T20:41:00.001-03:00</published><updated>2011-07-22T20:43:52.581-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antonio prata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='são paulo'/><title type='text'>Prata em Perdizes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em várias de suas crônicas, Antonio Prata discorre sobre o bairro que morava, &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/antonio-prata/?s=perdizes"&gt;Perdizes&lt;/a&gt;. Morava, pois, recentemente, &lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2011/06/antonio-prata-nostalgia.html"&gt;escreveu em sua coluna na Folha&lt;/a&gt; que estava de mudança e isso o estava deixando melancólico como o diabo (Holden Caufield detected). Não só a ele, mas a mim também. Como assim o Antonio Prata vai se mudar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explico: quando vou para São Paulo, fico na casa dos meus tios, no (surpresa, surpresa) bairro de Perdizes. O Antonio Prata morava em Perdizes. Sendo eu fã dele, &lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2011/07/antonio-prata-groupie-literaria.html"&gt;groupie literária&lt;/a&gt; e irremediavelmente stalker, esta coincidência era do tipo que fazia minha vida ter mais sentido. Não, nunca o encontrei por lá, mas só de saber que essa possibilidade era real eu já ficava em êxtase.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andava por aquelas ruas na esperança de flagrá-lo em alguma esquina, cantarolando na rua, indo devolver um dvd; pensava em como serial legal caso o encontrasse na vendinha da Dona Beatriz comprando umas cervejas enquanto eu e meu primo comprávamos chocolate ou então se tivesse a felicidade de topar com ele no sebo Papagali, em meio a livros muito velhos e vinis empoeirados. Naqueles fins de tarde em que eu e meu primo subíamos a Apinajés de volta pra casa, eu quase de quatro por não estar acostumada com ladeiras daquele naipe, ficava pensando se ele já havia escutado o papagaio do Zé Ladrão cantar Fígaro de madrugada e se ele e sua esposa já tinham jantando no tailandês simpático e pequeno que eu tanto gostei de ter conhecido. Já procurei bastante por seu antigo prédio, que ele já deixou escapar em uma crônica que se chamava Maria Alice, mas nunca avistei sua janela no térreo e nem a senhora do andar de cima jogando bitucas de cigarro em sua varanda. Tão perto, tão longe! E por falar em paixão, em razão de viver (talvez não tanto), você bem que podia ter me aparecido, Antonio Prata. Eu provavelmente congelaria de vergonha e ficaria te observando atrás de uma coluna, feito boba, mas teria valido à pena.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo, desejo que ele e sua digníssima sejam felizes na casa com gramado, e que tenham filhos bonitos e talentosos e não escutem mais impropérios vindos de janelas alheias. Vou passar o fim de semana em São Paulo e irei acompanhada de uma expectativa bem mais morna, tendo as mesmas chances de encontrá-lo por lá, agora considerando a cidade enorme, do que tenho de encontrar, sei lá, o Hélio Flanders. Caso vá na Mercearia São Pedro e me lembre daquela foto dele impressa em uma das mesas, talvez olhe para os lados para ver se o encontro se aborrecendo no balcão das saladas ou comprando papel higiênico naquele lugar lindo e maluco, mas, como já disse, a expectativa agora é pouca; resigno-me, pois, ao nosso eterno desencontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(No entanto, caso alguém saiba a localização de sua nova morada, por favor, compartilhe!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-5272562724949960455?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/5272562724949960455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/prata-em-perdizes.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5272562724949960455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/5272562724949960455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/prata-em-perdizes.html' title='Prata em Perdizes'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8900420961981671465</id><published>2011-07-20T23:58:00.003-03:00</published><updated>2011-08-17T18:56:40.726-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gordinha tensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='odes'/><title type='text'>Ode ao bolo de cenoura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amo bolos e o de cenoura é meu favorito. Com cobertura de chocolate, claro. Quando eu era mais nova, tínhamos uma empregada que fazia um bolo de cenoura com uma cobertura diferente, que não tinha a textura de uma calda cremosa, mas sim de uma casquinha crocante que era uma coisa de se comer de joelhos. A textura era parecida com a de grãos de açúcar cristal juntinhos, só que de chocolate. Desde que ela saiu de casa, segui comendo outros bolos com a tradicional calda cremosa e sentia falta de alguma coisa, nunca era tão bom como aquele antigo. Tanto não encontrava quem fizesse aquele tipo de cobertura que comecei a pensar que deveria ser algum tipo de delírio nostálgico da infância ou algo assim. Até que um dia perguntei pra minha mãe se ela se lembrava dessa calda e ela não só disse que sim, mas também que sentia saudades e nunca mais havia comido outra que fosse tão boa. Mas, como ela nunca foi de fazer bolos, doces e quitutes, não fazia ideia do que diferenciava a calda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi então que recorremos à minha avó. Ela também não sabia de onde vinha a tal calda, mas disse que ia tentar fazer igual. Olhou em vários livros e disse que achou uma receita diferente, que poderia ser a que procurávamos. Era. Na primeira vez que comi, achei tão alucinantemente maravilhoso que pensei que o chocolate tinha me dado uma espécie de barato. Era bom demais pra ser verdade. Desde então, sou devota desse bolo, e o serei até que se dê meu derradeiro suspiro. A coisa ruim é que minha avó não mora aqui, de modo que a oferta de bolos é um tanto limitada, mas isso até chega a dar um toque especial em toda a história, pois o torna mais raro e valorizado, o que faz com que meu prazer ao comê-lo seja sempre algo muito intenso, que beira ao extracorpóreo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas férias, minha avó veio passar uma semana aqui em casa. De Tupaciguara ela já trouxe um bolo de cenoura pronto, mas não era o meu bolo. Até que, na segunda, sabendo que iria embora na terça de manhã, vovó fez o meu bolo. Um tabuleiro inteirinho só pra mim, com a minha cobertura que tem textura de grãos de açúcar cristal só que de chocolate e meio cremosas. Desde então, minha vida tem girado em torno desse bolo. Alterei minha rotina pensando sempre nas horas sagradas de comer bolo: passei a acordar mais cedo para poder tomar café da manhã e comer bolo, almoço menos para comer bolo de sobremesa e o café da tarde agora tornou-se o bolo da tarde e vira e mexe vou, de madrugada, até a cozinha comer mais um pedaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem estava no meu quarto quando ouvi um barulho de vasilha caindo no chão e minha mãe gritando de raiva. Imaginei que ela havia deixado algo cair. Quando cheguei na cozinha, vi um monte de farelo de bolo espalhado pelo chão. Entrei em pânico. Perguntei, quase gritando, se era a vasilha do bolo que havia se espatifado e se eles haviam caído no chão, como uma mãe que chega histérica no hospital perguntando se aquele carro capotado é o do seu filho e se ele vai sobreviver. Mamãe tranquilizou-me e disse que a vasilha caiu de pé e foram só os farelos que pularam e se espalharam na cozinha. O bolo estava fora de perigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha relação com o bolo de cenoura tornou-se de tal forma obsessiva e doentia que hoje me dei conta que viajo na sexta, ainda tem uns 12 pedaços de bolo na geladeira e quando eu voltar eles estarão ruins, e isso me deixou em pânico. Preciso dar um jeito de comer todo esse bolo até sexta-feira e olha que faltam alguns minutos para a meia-noite e amanhã eu vou passar o dia na casa de uma amiga cuja mãe cozinha muitíssimo bem e nos entulha de comida maravilhosa de hora em hora, de modo que só me resta a manhã de amanhã e a sexta feira para dar fim em todo aquele bolo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou me empenhar, prometo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8900420961981671465?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8900420961981671465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/ode-ao-bolo-de-cenoura.html#comment-form' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8900420961981671465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/8900420961981671465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/ode-ao-bolo-de-cenoura.html' title='Ode ao bolo de cenoura'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-731038028764824440</id><published>2011-07-18T19:52:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T19:52:09.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='high school'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela mexicana'/><title type='text'>Passei</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou dizer uma coisa: passar no vestibular é legal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Principalmente se você não espera. Eu não esperava. É claro que eu queria muito passar, mesmo que isso, em termos práticos, não fizesse diferença no final (prestei Relações Internacionais, porque não tem Jornalismo no meio do ano). Só que eu não fazia a menor ideia do resultado. Preferi pensar da forma mais pessimista possível, porque se entrasse no  oba-oba-já-passou que minha família entrou quando passei pra segunda  fase, e depois desse com a cara na porta, eu ficaria mal. Só que, lá no fundo, eu sabia que não tinha ido bem o suficiente pra começar a organizar o churrasco, mas sabia também que não tinha ido tão mal ao ponto de não ficar ansiosa antes da lista de aprovados sair. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sangue, suor, e muito F5 depois, vi meu nome na lista. Minha reação (só que um pouco mais eufórica):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HmCLiKewL7M/TiS3b7lbBMI/AAAAAAAAAu8/hDu6CcWlh5Q/s1600/tumblr_llfl787NnD1qafrh6.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-HmCLiKewL7M/TiS3b7lbBMI/AAAAAAAAAu8/hDu6CcWlh5Q/s1600/tumblr_llfl787NnD1qafrh6.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Aí o telefone começou a tocar, e meu celular também, e eu fiquei até meio tonta de tanto agradecer os parabéns. Mas foi legal, legal mesmo. Quero viver isso de novo, no final do ano de preferência. Mas como alegria de pobre dura pouco, meu glamour universitário acaba na segunda que vem, quando cederei gentilmente minha vaga à um aflito nome da lista de segunda chamada e em agosto estou de volta ao colégio, fadada a mais cinco meses subvida, prova aos sábados e aulas de Geometria Analítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas foi legal, vai. Mesmo. Obrigada, Senhor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_fVNiIkoFog/TiS4AqA7p_I/AAAAAAAAAvA/feUohGNkfNI/s1600/passei.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-_fVNiIkoFog/TiS4AqA7p_I/AAAAAAAAAvA/feUohGNkfNI/s400/passei.jpg" width="381" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(acho brega, mas hoje eu posso ok)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O gif eu roubei lá do &lt;a href="http://mateipormenos.apostos.com/2011/06/13/allison-reynolds-x-leslie-hunter/"&gt;Já Matei Por Menos&lt;/a&gt;, que eu não sei de onde retirou essa pérola de Breakfast Club.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-731038028764824440?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/731038028764824440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/passei.html#comment-form' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/731038028764824440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/731038028764824440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/passei.html' title='Passei'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HmCLiKewL7M/TiS3b7lbBMI/AAAAAAAAAu8/hDu6CcWlh5Q/s72-c/tumblr_llfl787NnD1qafrh6.gif' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-4870645509579428300</id><published>2011-07-15T15:43:00.004-03:00</published><updated>2011-07-15T21:41:43.818-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farofa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='totalmente excelente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='harry potter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sagas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu interior'/><title type='text'>O fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-m2udwnUPKxc/TiCKJ6obvXI/AAAAAAAAAuo/RWJbDyQu9so/s1600/tumblr_lodz8dH3as1qb5d72.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-m2udwnUPKxc/TiCKJ6obvXI/AAAAAAAAAuo/RWJbDyQu9so/s1600/tumblr_lodz8dH3as1qb5d72.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;(Nada de spoilers, relaxem!)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Naquela meia hora de aperto e tumulto que eu só vira maiores na saída do show do Radiohead (episódio no qual eu, sinceramente, pedi pra Deus pra não morrer pisoteada) antes da sala ser liberada, eu estava ali na iminência de desmaiar por conta do cansaço e a falta de ar, pensando com meus botões que começaria meu post dizendo que não valia à pena, meus pais estavam certos, aquilo era loucura e eu tinha me tornado, sem perceber, uma pessoa que assiste Harry Potter na segunda, numa sessão vazia, como a &lt;a href="http://lonesomepumpkin.blogspot.com/"&gt;Renata&lt;/a&gt;. Sentia meus dedinhos latejando, porque depois de uma quantidade de horas que eu até tenho vergonha de dizer, naquela brincadeira sádica de morto-vivo engenhada pelos seguranças (a gente se sentava na fila e minutos depois eles vinham dizer que era pra gente se levantar; levantávamos, disfarçávamos um bocado até eles saírem de perto e sentávamos de novo, até eles voltarem nos mandando levantar e assim ia), até a sapatilha mais confortável começa a apertar o dedinho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi aí que a gente entrou, pegou lugares ótimos, conseguimos ficar todos juntos, eu consegui minha água gelada e tudo estava bem. Porque depois daquelas-horas-que-eu-não-vou-dizer-quantas-porque-tenho-vergonha de pé ou sentada no chão duro sem apoio pras costas, uma cadeira do cinema vira hotel cinco estrelas. Eu poderia me enrolar e passar a noite inteirinha ali que nem sentiria dor nas costas. Mas ainda não estava valendo à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0ni1mnMlXv8/TiDGRR8N7-I/AAAAAAAAAus/67iihGTuVHk/s1600/hp4.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-0ni1mnMlXv8/TiDGRR8N7-I/AAAAAAAAAus/67iihGTuVHk/s320/hp4.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Descontração para a posteridade&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes do filme começar, antes mesmo dos trailers, tinha uma menina atrás da gente que estava chorando. Chorando muito mesmo, encolhidinha na cadeira, do tipo sofrendo, tanto que dava pra ouvir. Eu e o Matheus, claro, começamos a achar graça dela e a dizer que era a nossa cara mesmo ter uma dessas exageradas que sofre e chora alto perto da gente. Mal sabia que, meia hora depois, se eu não estava chorando que nem a mulher, eu estava chorando mais. Chorando alto, tipo criança. E eu não estava sozinha, o cinema inteiro estava em prantos. Eu nunca vi uma comoção tão grande dentro do cinema, algo tão sofrido, barulhento e coletivo, nem com Toy Story 3 ou Marley e Eu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre o filme em si, algumas coisas que não vão estragar a surpresa: é rápido e muito intenso, quando a gente para pra pensar ele já acabou; a melhor cena não existe no livro; se você tem alguma história com a série, vai começar a chorar na metade e parar só quando o filme acabar; o beijo do Rony e da Hermione é um pouco diferente do livro, mas ainda assim é aquilo que a gente ansiou por tantos anos e os dois são tão lindos que quero que meu bolo de aniversário do ano que vem tenha a foto desse momento impressa nele; o 3D vale à pena porque uma direção de arte daquelas, impecável e de encher os olhos, merece ser vista da maneira como foi concebida, em todos os seus mínimos detalhes; nunca senti um asco do Voldemort e um carinho tão grande pelo Harry como nesse filme, porque ele deixa claro como Voldemort é um ser odioso e mostra o Harry muito mais como herói e muito menos como mártir coitadinho; o Snape é um lindo; Minerva, Molly Weasley e Neville humilham; e, por fim, por mais que eu ame muito O Prisioneiro de Azkaban, acho que se tornou meu favorito da franquia. Estou apaixonada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando acaba é muito ruim.Não só pelo fim definitivo da saga, mas por tudo que ela representa, ao menos pra mim. Tendo a ficar terrivelmente sentimental com o fim das coisas e nesse ano não só estou tendo que lidar com o fim de Harry Potter, que acompanho desde meus sete anos, mas com o fim do colegial, da escola, e da vida que eu conheço até agora. Esse paralelo é brega pra caramba, mas é inevitável. Não sei o que vai ser daqui pra frente e minha vontade sincera era de parar o mundo, descer um pouquinho, tomar uma água, ganhar um abraço do Harry (sim, dele) e perguntar de onde é que a gente tira a coragem pra enfrentar as horcruxes que aparecem no caminho, se viver dói tanto quanto dizem e se vai demorar muito para que 19 anos depois a cicatriz não doa mais e tudo fique bem. Ah, sim, no final valeu à pena. Só que acabou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, José? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-4870645509579428300?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/4870645509579428300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/o-fim.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4870645509579428300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/4870645509579428300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/o-fim.html' title='O fim'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-m2udwnUPKxc/TiCKJ6obvXI/AAAAAAAAAuo/RWJbDyQu9so/s72-c/tumblr_lodz8dH3as1qb5d72.gif' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-1079571275526956075</id><published>2011-07-12T00:35:00.005-03:00</published><updated>2011-07-12T01:09:37.645-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chico buarque'/><title type='text'>Minha palavra preferida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-U0nintaHBYg/ThvAJu7hqSI/AAAAAAAAAsA/fqMWZrks7p0/s1600/escafandro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-U0nintaHBYg/ThvAJu7hqSI/AAAAAAAAAsA/fqMWZrks7p0/s1600/escafandro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;Quando eu era ativa no Fotolog as pessoas costumavam responder uns questionários pessoais, como uma espécie de meme, pra dar aquela movimentada na rede, unir a classe e adicionar curiosidades inúteis às milhões de fotos em frente ao espelho do banheiro fazendo biquinho. Lembro que um deles perguntava qual era minha palavra preferida. Poxa, complexo. Eu não fazia a menor ideia de qual era minha palavra preferida. Ia nos posts das pessoas e todos respondiam com a maior naturalidade do mundo suas preferências vocabulares e eu lá, empacada. Vi de amor e magia à naftalina e cumbuca, e nada de descobrir a minha. Como boa (insira aqui um signo ou ascendente que justifique minha mania de pensar demais sobre coisas sem importância) que sou, não respondi ao questionário, e tal pergunta continuou me assombrando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9ExwTGehqhM/ThvALsiMgYI/AAAAAAAAAsE/Q6ylI-oPE4U/s1600/escafandroeaborboleta_poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-9ExwTGehqhM/ThvALsiMgYI/AAAAAAAAAsE/Q6ylI-oPE4U/s320/escafandroeaborboleta_poster.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;Até que eu assisti O Escafandro e a Borboleta. Apesar de ter achado o filme sensacional, não foi o seu conteúdo que me trouxe alguma epifania sobre minha palavra preferida, foi o título mesmo. Sem saber do que se tratava, aluguei o filme por causa do título, porque achei essa coisa de escafandro um barato. Eu não fazia a menor ideia do que era um. Assisti ao filme (é muito bom, vocês deveriam ver também) e descobri que nada mais é do que aquelas máscaras de mergulhador feitas de ferro que parecem saídas de um filme do Steven Spielberg dos anos 80. Tirada a dúvida da cabeça, a palavra escafandro continuou a me atormentar não por causa da imagem que evocada ou então do filme, mas sim pela sonoridade. Experimente dizer escafandro em voz alta. Interessante, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí veio o Chico Buarque e trouxe todo um novo significado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que sempre achei sotaque carioca um saco, irritante, não suporto aquela dicção malandra. Nada pessoal, mermo. Mas existem duas pessoas no mundo que falam com sotaque carioca e tem o meu perdão: Chico Buarque e Amarante. Se a pronúncia arrastada do "s" costumava fazer brotar em mim aquela antipatiazinha na boca do estômago, com os dois ela provoca só amor. Sinto ondinhas de ternura sempre que ouço o Amarante cantarolando sobre seus docessshhh deletériosshhh e deixando pra traisshh saissshh e mineiraisssh e o Chico, ah, o Chico, o que é esse homem exxxxplicando pra Carolina que não vai dar, dizendo que ela guarda um amor que não exisshte nosssh seusshhhh olhosshh trissshtesssssshhh? Com os dois, todo abuso regional será perdoado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Futuros Amantes é uma das minhas músicas favoritas do Chico. A letra fala de um amor tão enorme que segue existindo mesmo quando o Rio de Janeiro vira uma cidade submersa, e os sábios de então tentam, em vão, entender o sentimento daquelas cartas e poemas que encontram no caminho, mas o amor que um dia ele deixou pode ser amado por futuros amantes, já que amores serão sempre amáveis e não é necessário se afobar. E o que tem a ver o cu com as calças?, vocês me perguntam - com o perdão da expressão deveras infame. No Rio de Janeiro submerso da canção, escafandristas aparecem para explorar as coisas, o quarto e a alma da interlocutora, e aparecem naquela malemolência irresistível do carioquês do Chico, traduzindo, essshcafandrissshtassshhhh e eu não consigo pensar outra coisa. Escuto a música só esperando os nobres mergulhadores entrarem na história e depois passo o maior tempão ouvindo na minha cabeça, infinitamente, essshcafandrissshtassshhhhessshcafandrissshtassshhhhessshcafandrissshtassshhhh, tipo esquizofrenia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim que eu descobri que essa é minha palavra preferida. Escafandrista. Rolou toda uma realização pessoal, tamanha que anteontem, quando fui criar meu Tumblr, não pensei duas vezes em qual seria o endereço. Escafandrista, claro. Gosto da palavra muito mais pela sonoridade do que qualquer outra coisa, mas se me perguntassem eu diria que o título faz parte de uma metáfora muito esperta que queria dizer que a internet era um oceano de imagens bonitas e engraçadas e eu, a escafandrista pronta para desvender tudo aquilo e postar numa rede social. Era o plano perfeito, mas o endereço já existia - triste pensar que alguém teve essa ideia brilhante antes de mim - e o Tumblr virou mesmo &lt;a href="http://poneilandia.tumblr.com/"&gt;Pôneilândia&lt;/a&gt;, porque né, nessas horas só os pôneis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/59P64-TtOKY" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Chico contando de onde veio a ideia da música, só amor no coração)&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-U0nintaHBYg/ThvAJu7hqSI/AAAAAAAAAsA/fqMWZrks7p0/s1600/escafandro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;(Vocês perceberam que todo esse post foi um pretexto pra dizer que fiz um Tumblr, só porque estava com vergonha de admitir que agora tenho um apesar de ter dito tantas vezes que Tumblr era coisa de blogueiro que tinha preguiça de ler e escrever. Enfim,&lt;a href="http://poneilandia.tumblr.com/"&gt; me sigam por lá&lt;/a&gt;.)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-1079571275526956075?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/1079571275526956075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/minha-palavra-preferida.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1079571275526956075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/1079571275526956075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/minha-palavra-preferida.html' title='Minha palavra preferida'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-U0nintaHBYg/ThvAJu7hqSI/AAAAAAAAAsA/fqMWZrks7p0/s72-c/escafandro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-7960839038311824259</id><published>2011-07-09T19:09:00.003-03:00</published><updated>2011-07-09T20:33:18.700-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farofa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversa de botas batidas'/><title type='text'>Óculos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://blogkamilla.blogspot.com/"&gt;Kamilla&lt;/a&gt; fez um &lt;a href="http://blogkamilla.blogspot.com/2011/06/canhotos-bons-em-exatas.html"&gt;post&lt;/a&gt; muito divertido falando sobre suas preferências meio incomuns no sexo oposto, coisas que pra muita gente passa batido, mas faz com que ela olhe os homens de outro jeito, no caso, os canhotos bons de exatas. Matutando sobre o assunto, descobri que sou muito pouco ligada ao aspecto físico. Claro que sei diferenciar um &lt;a href="http://data.whicdn.com/images/11656219/tumblr_lnvg0cBq9v1qajkd8o1_500_large.jpg?1309965215"&gt;Chuck Bass&lt;/a&gt; de um &lt;a href="http://www.trocistas.com/wp-content/uploads/2009/10/costinha1.jpg"&gt;Costinha&lt;/a&gt;, mas não sou assim tão apegada à certos traços como algumas amigas minhas são, tipo aquelas loucas por loiros ou então por olhos claros. Ainda bem, porque me considero bem exigente em outros aspectos, se fosse ligar tanto se o cara tem olho azul e bochecha rosa eu estava perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que loiros, morenos, barbudos ou cara de neném, encorpados e magrelos, todos tem seu charme. Só tem uma coisa que desbanca tudo, ao meu ver: óculos. Não sei explicar de onde vem esse fascínio desmedido que homens de óculos exercem sobre mim, só sei que um quatro-olhos me chama a atenção imediatamente, onde quer que esteja, desbancando muito barbudinho de All Star por aí. Não sei se é porque ele acrescenta certo ar de seriedade e bom mocismo ou, pelo contrário, um quê de fragilidade encantadora, uma interessância extra do tipo que dá vontade de sentar pra conversar, nem que seja pra perguntar se é de miopia ou hipermetropia que o cara sofre. A chave do negócio está na cara de interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem saí com minhas amigas, e assim que a banda que ia tocar subiu no palco, ainda afinando guitarras e dizendo os boa-noites, bati os olhos nos óculos do vocalista e cochichei pra minha amiga que já tinha virado fã. Isso antes dele abrir o show com Knights of Cydonia, antes de eu reparar no blazer com All Star que ele usava, no jeito como ele cantava sorrindo, nos charminhos enquanto cantava Last Night e, claro, na hora que ele ajoelhou no palco e abriu os braços, cantando Killers. Eu e minhas amigas estávamos ao ponto de derreter ali no meio da multidão, tentando abrir espaço pra chegar mais perto do palco pra fazer exposição da nossa figura pr'aqueles quatro olhos lindinhos. Até de Kings Of Leon, banda pela qual nutro uma antipatia sem igual, o cara estava me fazendo curtir. Tudo por causa dos óculos de armação meio infantil, que desbancou até o baixista, que normalmente é meu favorito em qualquer banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dá até uma tristeza quando ouço alguém dizer que vai trocar os óculos por lentes. Nunca tive problema de vista e não sei das vantagens ou desvantagens da referida, mas uma coisa digo sem dúvida: lentes de contato prestam um desserviço ao charme masculino. Um amigo meu recentemente quis fazer essa troca e eu disse que nós teríamos que repensar nossa relação caso ele o fizesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não vale ser míope poser e usar aqueles óculos com cara de ~estilosos~ pra fazer charminho gratuito pras moçoilas, porque tô de olho em &lt;a href="http://clolne.com/photo/_123_slashrestar------------"&gt;quem faz isso&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wNBVl87pe8U/ThjRXDZqzTI/AAAAAAAAAr8/M3i8oP9jZzw/s1600/Woody-Allen-008_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-wNBVl87pe8U/ThjRXDZqzTI/AAAAAAAAAr8/M3i8oP9jZzw/s1600/Woody-Allen-008_large.jpg" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Woody Allen curtiu este post &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-7960839038311824259?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/7960839038311824259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/oculos.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/7960839038311824259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2702447796727429184/posts/default/7960839038311824259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/2011/07/oculos.html' title='Óculos'/><author><name>Anna Vitória</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09694579643174167659</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Y5Y3JTEvkEw/TgTah2IpcmI/AAAAAAAAArc/s6eHu7DvoEE/s220/PA070069.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wNBVl87pe8U/ThjRXDZqzTI/AAAAAAAAAr8/M3i8oP9jZzw/s72-c/Woody-Allen-008_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2702447796727429184.post-8782052414091299029</id><published>2011-07-06T10:30:00.005-03:00</published><updated>2011-07-07T14:43:29.989-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mimimi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teorias'/><title type='text'>Gente que nunca ouviu Tempo Perdido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Todos os dias quando acordo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Não tenho mais o tempo que passou&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Mas tenho muito tempo, temos todo o tempo do mundo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Todos os dias, antes de dormir&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Lembro e esqueço como foi o dia&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Sempre em frente, não temos tempo a perder"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Tempo Perdido - Legião Urbana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;Se tem uma coisa que me tira do sério é o pessoal dizendo que o tempo está passando rápido demais. Sou obrigada a ouvir esse tipo de constatação brilhante ao menos uma vez por dia, mas vai chegando o meio do ano e a coisa piora. Parece que todo mundo resolve coçar a barriga e exclamar: nossa, o tempo está voando, parece que ontem foi o Reveillon! Ah, credo, como o tempo está passando rápido, já estamos em julho, daqui há uns dias já é Natal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, daqui há uns dias não é Natal. Aliás, vai demorar um bocado pro Natal chegar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha teoria é meio óbvia: as pessoas estão se esquecendo de viver no presente. Já reparou que todo mundo passa a semana inteira esperando pelo fim de semana, e quando chega o tão esperado descanso elas passam metade dele murmurando porque a segunda está logo ali? Sem falar que quando começa um mês novo, depois de passarem três dias se lamentando, oh-meu-Deus-já-estamos-em-julho, a cada dia que passa as pessoas decretam que o mês já acabou. Mas que coisa, hein, estamos no dia 10, julho já foi embora. Estou me fazendo entender?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda tem aqueles nostálgicos que passam a vida dizendo que antigamente era muito melhor, que os dias duravam muito, as férias eram eternas, tinha-se tempo para ficar com a família... Antigamente nós éramos crianças e não tínhamos nada pra fazer da vida, é claro que passava mesmo devagar e claro que as férias eram eternas, pois eram 30 dias cheios de nada pra quem estava acostumado a só ir pra escola e ficar colorindo, o que é quase nada. Tinha-se tempo pra ficar com a família porque ninguém tinha internet, smartphone e tv à cabo e eu garanto que o "tempo em família" não era nada parecido com a visão idealizada que as pessoas fazem de todos de mãos dadas cantando Imagine, mas sim todos mortalmente entediados em busca do que fazer. Porque se fosse tão bom assim, o espertão não ia trocar o tempo precioso com a família por Angry Birds ou algo do tipo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só queria que as pessoas prestassem mais atenção com o que fazem com os seus dias ao invés de vivê-los já pensando no que irão fazer daqui a meia hora ou se falta muito tempo pro almoço. O tempo passa exatamente da mesma maneira, fomos nós que mudamos, nós que corremos demais e nós que não paramos pra pensar no que estamos fazendo. Para ver que muita água já rolou por baixo da ponte, pense na quantidade de coisas que já aconteceram esse ano: o Japão foi destruído, o Osama foi capturado, o Mundo Árabe está pegando fogo, a Grécia vai quebrar, a novela das oito está sensacional e o Rock In Rio vai ser um saco. Isso tudo e Harry Potter nem estreou ainda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se tudo isso foi muito difícil só peço que, por obséquio, não aluguem mais os meus ouvidos com esse tipo de conversa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ee6rDLESe1c" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualizando:&lt;/b&gt; Dona&lt;a href="http://frutila.blogspot.com/"&gt; Jana&lt;/a&gt; fez um comentário muito ótimo sobre o tema, que quase renderia um novo post, e a &lt;a href="http://andpudding.blogspot.com/"&gt;Gabi&lt;/a&gt; deu a ótima ideia de incorporá-lo ao post, para enriquecer nossa discussão. Ei-lo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, essa sensação de o tempo estar passando mais rápido tem dois embasamentos científicos que desculpam todas essas pessoas agoniadas com a vida que não sabem aproveitar o cotidiano :)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu me lembro bastante, no final do Ensino Médio, com todos comentando como o tempo estava passando mais rápido, e como as professoras sempre diziam que o segundo semestre passava mais rápido (mas aí é porque é mais curto hahahaha)... Uma vez, no salão de beleza, ouvi uma mulher comentar: "Deus está apressando as coisas porque os tempos são ruins." E aí não dá pra negar que essa sensação é inerente a todos nós. (E é um assunto tão bom que até eu, a senhorita não-posta-mais, já fiz post disso. Há muuuuuito tempo, mas fiz!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira explicação é que, não, os anos que vivemos não são vividos da mesma forma. Pensar que os próximos 20 anos da minha vida vão durar tanto quanto durou os últimos 20 é completamente errôneo. Quando nós nascemos e quando nós somos crianças, temos tão pouco tempo de vida que tudo parece extremamente longo. Quando nós temos 5 anos, por exemplo, a duração de um ano equivale a 20% do que já vivemos. Mas quando já fizemos 20 anos, um ano é somente 5%. 20% hoje, para mim, significam 4 anos. Então a sensação de passagem de um ano que eu tinha aos 5 equivale hoje à passagem de 4 anos. Quando nós somos mais velhos e temos maior bagagem, percebemos que um ano realmente não significa muita coisa, 5% de tudo o que já vivi, isso é tão pouco! Mas quando você tem apenas um ano de viva, um ano é tudo o que você compreende, imagina viver o mesmo tanto que já viveu? Ah, mas isso é muito!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, sim, o tempo passa mais rápido conforme crescemos porque vamos nos acostumando com o mundo e compreendendo a passagem do tempo. É por isso, Anna, que a infância é tão importante para definir uma pessoa, pelo significado desse tempo. Quando uma pessoa está na idade adulta, os anos não significam grande coisa, e todos os acontecimentos se misturam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tem outra coisa ainda! (Escrevendo muito, mas ok... Se eu não escrevo no meu blog, pelo menos no dos outros!) O nosso cérebro, obviamente, não é infinito. E ele faz o máximo possível para economizar seu espaço, poupar seu esforço. Você já teve a sensação de estar caminhando por um trajeto que faz diariamente e de repente já ter chegado? Ou de pegar as escadas que sempre desce e então já aparecer lá embaixo? Quando fazemos uma ação todos os dias, o nosso cérebro não tem a menor intenção de guardar a memória de todos os dias, pois isso seria um esforço desnecessário. O que ele faz? Ele guarda uma memória, uma vez. Quando você desce aquela escada e chega lá embaixo, o cérebro imediatamente apaga a memória atual, deixando armazenada a padrão. Assim, fica parecendo que você nem desceu. Você sabe que faz aquilo todos os dias, mas por algum motivo não consegue se lembrar exatamente de como foi descer as escadas hoje. Quanto mais nosso cotidiano é igual, parecido, mais do mesmo, mais o nosso cérebro faz isso, e mais fica parecendo que as coisas não estão acontecendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se todo fim de semana você assiste TV, pede comida chinesa, dorme no sofá, se toda semana você vai pra aula, estuda, fica no computador, é óbvio que o cérebro não vai guardar um horror de memória iguais. O que ele faz é guardar uma, talvez duas, vezes. E aí é natural que você ache que o tempo está VOANDO, porque o cérebro está apagando as suas memórias, e você perde a noção real do tempo (que já é reduzida pelo que falei no primeiro ponto).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então palmas para as pessoas que inovam no seu cotidiano, que não se mantém presas a uma rotina alllllllllways igual e boring, porque são essas que vão ter a sensação de TRULLY VIVER A VIDA, sem perder uma só memória. A dica é, pra quem quer que seja, de SER DIFERENTE, de fazer coisas diferentes. Driblar o cérebro para ele não apagar as lembranças! Tirar um fim de semana pra viajar, aproveitar uma segunda-feira pra tomar sorvete, comprar roupas na sexta seguinte. Um dia voltar da escola a pé, ou de ônibus, numa rota diferente... São essas pequenas mudanças que vão ficar marcadas na memória, e é uma boa forma de aproveitar a vida :)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aiiiiii sorry se escrevi muito, mas também já fui muito incomodada com esse assunto e queria completar seu post... beijinhos!&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2702447796727429184-8782052414091299029?l=sooo-contagious.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sooo-contagious.blogspot.com/feeds/8782052414091299029/comments/default' title='Postar 
