
Não vou dizer que realizei um sonho, porque seria piegas demais até pra mim, mas essa semana alcancei uma coisa que eu queria há muito tempo, embora a ideia tenha se materializado efetivamente há poucos meses. Quarta-feira aconteceu a primeira sessão, ou grand premiére, do meu cineclube. Meu não, nosso, meu e da minha querida Sofia. A ideia de montar um clube de cinema passeava pela minha cabeça há muito tempo, mas nunca me mexi para de fato fazer alguma coisa. A inauguração de uma área de projetos na escola, com sala de exibição de filmes, foi a chama que precisava ser acesa para que tomássemos, eu e Soft, uma iniciativa.
A coordenadora de projetos da escola nos deu sinal verde, pediu o projeto escrito, e começamos a trabalhar. Nossos brainstorms quase nos tiraram da sala de aula várias vezes, e foi bem divertido idealizar tudo. Pensar num filme para ser o primeiro a ser exibido foi fácil, nada mais óbvio do que um filme que trata de homenagear o cinema: "Cinema Paradiso". A escola foi bem bacana conosco, se dispôs a mandar fazer banneres para o projeto, além de ter dado toda a assistência nessa semana final.
Acho que descobri minha paixão nessa vida, enfim: cinema. Filmes mexem comigo de um jeito que não sei explicar, de um jeito que me faz estudar sozinha a respeito de técnicas, diretores, movimentos e tudo mais. Gosto tanto que chega a doer, e se não doeu ainda é uma questão de tempo. E eu queria que as pessoas pudessem enxergar tudo isso que eu enxergo, gostaria de dividir isso com mais gente. As pessoas tem muitos preconceitos quanto ao cinema, acham complicado, acho bobo, não o compreendem na sua profundidade e muitas vezes não enxergam que ali não existem só atores e uma história e que nada é por acaso, desde a música, até o posicionamento da câmera e as cores usadas. Nada ali é a toa quando se trata, claro, de filmes interessantes e bem pensados. E esse é o problema.
Uberlândia é uma cidade sem espaço para filmes interessantes e bem pensandos. O único cinema daqui tem uma programação muito pobre, e quando alguma produção mais bacana consegue espaço, não fica em cartaz por mais de uma semana, com poucas sessões em horários pouco viáveis. Existem, sim, algumas oficinas culturais que exibem filmes de arte, mas a divulgação é pouca e o público jovem não é alvo. E aí que não preciso nem dizer o quanto os adolescentes de hoje só tem ouvido/lido/assistido porcaria. Justin Bieber e Luan Santana, Crepúsculo, Colírios, Família Restart e a coisa vai só piorando. Imagine na minha escola, com o adendo do sertanejo universitário, pagode e axé. Sempre quis poder fazer alguma coisa para que as pessoas tivessem acesso a umas coisas mais bacanas, de qualidade, e que pudessem ver que cinema não é o bicho de sete cabeças que elas imaginam, e também poder dividir ideias com quem já é apreciador, e acho que através do Clube do Filme, ainda que atingindo um pequeno grupo de pessoas, eu posso falar que de fato estou fazendo alguma coisa, porque as pessoas - e eu me incluo nesse grupo - vivem reclamando do que falta, mas nunca toma a iniciativa de criar alguma coisa. Pois bem, resolvi fazer algo de útil nessa vida.
Foram muitos altos e baixos, fomos da empolgação extrema ao fundo do poço e vontade de jogar tudo pro alto. Não é fácil lidar com o desinteresse das pessoas diante daquilo que é quase um bebê pra você. E na quinta, a coordenadora avisa que precisávamos levar algum entendido de cinema para participar da discussão após o filme na estreia. Quinta. Menos de uma semana para arrumar alguém. Foi na segunda-feira a noite que consegui convidar o Márcio Alvarenga, um jornalista e radialista aqui de Uberlândia, que comanda dois programas na Rádio Universitária -sendo um sobre a trilha sonora no cinema - e que já publicou dois livros, um deles sobre cinema. Fiquei muito feliz por ele ter topado na hora e ainda por saber que além de "Cinema Paradiso" ser um de seus filmes favoritos, Ennio Morricone, o responsável pela trilha sonora, é seu grande ídolo.
O grupo foi pequeno, a maioria amigos queridos que foram prestigiar. Apareceram, claro, pessoas nada a ver que foram fazer sabe Deus o que por lá, já que só conversaram e saíram no meio do filme (quase agradeci quando eles se retiraram). A discussão com o Márcio, no final, foi muito legal, aprendi muito com ele. É muito bom conversar com quem além de conhecer muito sobre cinema, é um grande apaixonado pela arte. E o que mais me deixou feliz foi que o pessoal gostou e participou, porque eu e a Sofia, babonas do jeito que estamos com nosso projeto, acharíamos qualquer coisa linda. E ele ainda teve a delicadeza de presentear cada um que estava lá com um exemplar do seu livro, "Cinema - O Templo dos Sonhos".
Próxima sessão só no semestre que vem, mas já estamos cheias de planos. Não tenho tido tempo pra absolutamente nada nessas últimas semanas e estou consciente de que estou muito em falta com vocês, não respondo comentários há um tempo. Fiz um compromisso comigo que só iria fazê-lo após as provas e pretendo me manter firme. Sexta-feira que vem sai minha carta de alforria da escola e eu enfim poderei retomar as atividades normais por aqui. Só precisava dividir um pouco com vocês toda minha alegria e empolgação com meu projetinho bebê. Até as férias!
A coordenadora de projetos da escola nos deu sinal verde, pediu o projeto escrito, e começamos a trabalhar. Nossos brainstorms quase nos tiraram da sala de aula várias vezes, e foi bem divertido idealizar tudo. Pensar num filme para ser o primeiro a ser exibido foi fácil, nada mais óbvio do que um filme que trata de homenagear o cinema: "Cinema Paradiso". A escola foi bem bacana conosco, se dispôs a mandar fazer banneres para o projeto, além de ter dado toda a assistência nessa semana final.
Acho que descobri minha paixão nessa vida, enfim: cinema. Filmes mexem comigo de um jeito que não sei explicar, de um jeito que me faz estudar sozinha a respeito de técnicas, diretores, movimentos e tudo mais. Gosto tanto que chega a doer, e se não doeu ainda é uma questão de tempo. E eu queria que as pessoas pudessem enxergar tudo isso que eu enxergo, gostaria de dividir isso com mais gente. As pessoas tem muitos preconceitos quanto ao cinema, acham complicado, acho bobo, não o compreendem na sua profundidade e muitas vezes não enxergam que ali não existem só atores e uma história e que nada é por acaso, desde a música, até o posicionamento da câmera e as cores usadas. Nada ali é a toa quando se trata, claro, de filmes interessantes e bem pensados. E esse é o problema.
Uberlândia é uma cidade sem espaço para filmes interessantes e bem pensandos. O único cinema daqui tem uma programação muito pobre, e quando alguma produção mais bacana consegue espaço, não fica em cartaz por mais de uma semana, com poucas sessões em horários pouco viáveis. Existem, sim, algumas oficinas culturais que exibem filmes de arte, mas a divulgação é pouca e o público jovem não é alvo. E aí que não preciso nem dizer o quanto os adolescentes de hoje só tem ouvido/lido/assistido porcaria. Justin Bieber e Luan Santana, Crepúsculo, Colírios, Família Restart e a coisa vai só piorando. Imagine na minha escola, com o adendo do sertanejo universitário, pagode e axé. Sempre quis poder fazer alguma coisa para que as pessoas tivessem acesso a umas coisas mais bacanas, de qualidade, e que pudessem ver que cinema não é o bicho de sete cabeças que elas imaginam, e também poder dividir ideias com quem já é apreciador, e acho que através do Clube do Filme, ainda que atingindo um pequeno grupo de pessoas, eu posso falar que de fato estou fazendo alguma coisa, porque as pessoas - e eu me incluo nesse grupo - vivem reclamando do que falta, mas nunca toma a iniciativa de criar alguma coisa. Pois bem, resolvi fazer algo de útil nessa vida.
Foram muitos altos e baixos, fomos da empolgação extrema ao fundo do poço e vontade de jogar tudo pro alto. Não é fácil lidar com o desinteresse das pessoas diante daquilo que é quase um bebê pra você. E na quinta, a coordenadora avisa que precisávamos levar algum entendido de cinema para participar da discussão após o filme na estreia. Quinta. Menos de uma semana para arrumar alguém. Foi na segunda-feira a noite que consegui convidar o Márcio Alvarenga, um jornalista e radialista aqui de Uberlândia, que comanda dois programas na Rádio Universitária -sendo um sobre a trilha sonora no cinema - e que já publicou dois livros, um deles sobre cinema. Fiquei muito feliz por ele ter topado na hora e ainda por saber que além de "Cinema Paradiso" ser um de seus filmes favoritos, Ennio Morricone, o responsável pela trilha sonora, é seu grande ídolo.
O grupo foi pequeno, a maioria amigos queridos que foram prestigiar. Apareceram, claro, pessoas nada a ver que foram fazer sabe Deus o que por lá, já que só conversaram e saíram no meio do filme (quase agradeci quando eles se retiraram). A discussão com o Márcio, no final, foi muito legal, aprendi muito com ele. É muito bom conversar com quem além de conhecer muito sobre cinema, é um grande apaixonado pela arte. E o que mais me deixou feliz foi que o pessoal gostou e participou, porque eu e a Sofia, babonas do jeito que estamos com nosso projeto, acharíamos qualquer coisa linda. E ele ainda teve a delicadeza de presentear cada um que estava lá com um exemplar do seu livro, "Cinema - O Templo dos Sonhos".
Próxima sessão só no semestre que vem, mas já estamos cheias de planos. Não tenho tido tempo pra absolutamente nada nessas últimas semanas e estou consciente de que estou muito em falta com vocês, não respondo comentários há um tempo. Fiz um compromisso comigo que só iria fazê-lo após as provas e pretendo me manter firme. Sexta-feira que vem sai minha carta de alforria da escola e eu enfim poderei retomar as atividades normais por aqui. Só precisava dividir um pouco com vocês toda minha alegria e empolgação com meu projetinho bebê. Até as férias!