quarta-feira, 13 de outubro de 2010

I want you

Hoje meu papo é com você. É, você mesmo aí do outro lado. Não precisa olhar pros lados, não é como se aqui fosse o centro da cidade e eu fosse algum tipo de pessoa incoveniente que para no meio da rua abanando os braços gritando "OIÊ" pra todo mundo e pra ninguém. Hoje meu papo é com você do lado de lá do monitor, que está de pijama tomando Toddynho no aconchego do lar (opa, sou eu); você que deveria estar estudando (não se acanhe, eu também deveria); você aí que disse pra mãe que está fazendo trabalho, mas que está perdendo tempo aqui (Matheus, estou falando com você); você que é um psicopata buscando a melhor maneira de me sequestrar; e até você que pesquisou "medo de infartar, ter um derrame, aneurisma, avc" no Google e acabou aqui: hoje eu quero saber de vocês.

Lembro que quando explodiu a moda do Formspring sempre me batia uma curiosidade insana ao receber perguntas anônimas, ficava me perguntando quem seria o desconhecido(a) que perdia minutos do seu tempo para descobrir meu sabor favorito de sorvete (é abacaxi, aos interessados). Recebo cerca de 10-20 comentários por post, mas o Analytics me revela que tenho um número maior de pessoas me acompanhando e isso me deixa alegre - porque vejo que tem gente que gosta do que escrevo -, me assusta - porque é como se vocês soubessem muito sobre mim (como eu falei um dia pro Adônis) e eu permanecesse no escuro - , e me deixa muito curiosa - afinal, quem são vocês? Então eu vi o Rob falando sobre seus quatrocentos seguidores no blog de um jeito que me fez pensar que todos vocês aí do outro lado, citando o próprio, "mais que números, são pessoas que dedicam (ou dedicaram) alguns minutos do seu dia a parar o que estavam fazendo por alguns minutos e ler o que eu escrevo. E sem pedir nada em troca."

Eu poderia até dar um puxão de orelha em todos os leitores-fantasma que passam por aqui e nunca dão um alô, mas se o fizesse estaria sendo hipócrita, pois sou assim também. Eu acompanho muitos blogs, mas participo e comento só na minoria; sou invisível na maior parte deles. Os motivos? Aqueles de sempre: é a falta de tempo, a preguiça, uma certa vergoinha, ou então falta do que dizer, pura e simples. Acontece. Entretanto, tenho tentado mudar de atitude. Sei que se quisesse comentar (e comentar não é só escrever qualquer coisa, é dar uma opinião) em todos os blogs que acompanho, teria que reduzir o número em mais da metade e isso eu não quero; mas tenho me esforçado para dizer alguma coisa legal naqueles que gosto muito, ou então nos posts que mais me intrigaram porque, como blogueira, sei como isso é importante. E aliás, já ganhei muito com isso também. Quando criei coragem e comentei no blog do Antonio Prata ele me respondeu com um e-mail adorável que está na minha caixa de entrada marcado com estrela até hoje. Essa semana comentei no recente blog da Iwana, que veio acompanhado de uma DM cheia de reciprocidade e fofura. A blogosfera é feita dessa troca.

Falando mais uma vez no Rob, queria fazer desse post um apoio à campanha iniciada por ele no post "Vida", que vocês realmente deveriam ler. Faço deste texto o meu apelo à vocês, seja você um mero leitor, um blogueiro, um leitor-blogueiro, tanto faz. Não quero números e rasgação de seda, quero mais dessa troca bacana que, pra mim, é o que faz esse blog valer a pena, como já disse tantas vezes. Passe essa campanha adiante! Se você é blogueiro e sente falta disso, junte-se ao movimento! Pensando num post mais ou menos sobre isso da Nathália, vi que através daqui tive a oportunidade de "conhecer" muita gente bacana e interessante, e isso nunca é demais.

Por fim, só queria reiterar que tenho muita curiosidade a respeito de cada um que está aí por trás. Tanta que tomei a liberdade de me apossar da ideia genial da Nicole de fazer um formulário para que vocês respondessem (é rapidinho). Através dele posso ter uma melhor noção de quem você é, do que gosta e ao que veio, e posso enfim me sentir um pouquinho em pé de igualdade. Como já disse, isso aqui é uma parte enorme de mim, e diante de tantos "estranhos", é como se estivesse no escuro. Sejam legais como eu sei que vocês são e respondam isso (todos vocês, independente de ser leitor-fantasma ou não) pra mim: ir para o formúlário feliz.

E não se esqueçam: