terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A sustentável leveza do ser

Dog days are over! Chega de dark and twisty.

Sejamos diretos: eu prego a leveza a torto e a direito, mas não me considero uma pessoa leve. Eu sou tensa, quase densa, ansiosa, neurótica e hipocondríaca. Na fila do show do Paul McCartney minha tia pegou nos ombros e quase morreu de susto pensando que eu estava com aquela doença raríssima em que os músculos vão se enrijecendo como se fossem ossos, tamanha a tensão depositada no meu trapézio e esternocleidomastóideo (como eu lembrei disso?) só de preocupação antecipada pelo monte de coisas que eu teria que fazer quando voltasse para a Uberlândia. Prestes a ver o Paul McCartney eu estava pensando em escola.

Em 2009 eu sofri muito com a entrada no colegial. Semana de prova era sinônimo de choro e crises de estresse por cinco dias seguidos, eu não dormia nem comia direito, como se estivesse algo no meu estômago e nem eram borboletas. Foi tão ruim, tão desgastante, tão cansativo que eu peguei pânico daquela sensação e me prometi, na virada pra 2010, que nunca mais me permitiria ficar naquele estado. E não é que eu consegui? No ano que passou, com a escola, não perdi lágrimas nem fios de cabelo (ok, só alguns), fazia meus planejamentos com a cabeça leve, se desse tempo deu, se não deu não vai dar mesmo e o resto é mar. Tirei algumas notas bem ruins que eu poderia ter evitado, que eu poderia ter brigado até morrer por causa de maluquice de professor neurótico ou então me culpado infinitamente, mas não o fiz e recebi o ferro rindo e achando graça. Se chorar não ia adiantar, melhor começar a rir de vez, né? Mas eu também tirei notas ótimas que recebi com um sorrisão de alívio ao ver que eu não precisei me torturar para conseguir o que eu queria. Tudo muito mais fácil.

Nesse ano só quero estender essa postura nos outros campos da vida. Parar de me preocupar e desgastar com aquilo que não vale o sacrifício e não tem mais jeito mesmo. Não me deprimir mais com coisas àtoas e parar de carregar fardos que não são meus. Quanto aos que são, tem um cara lá em cima que nunca deixou de me ajudar, e é Nele que eu confio nessas horas e também nas outras. Como diz Jon Foreman, "why should I worry, why do I freak out?".

Em 2011 eu quero ser leve, pelo amor de Deus.