quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Para gostar de Beatles

Sempre que falo sobre os Beatles por aqui, algumas pessoas comentam que conhecem pouco da banda e que gostariam de saber mais, que apesar de gostarem da proposta não tem paciência para conhecer a discografia, ou então que só conhecem os grandes hits e que não foram muito tocados por estes. Pensando nessas pobres almas e também naquelas que ousam dizer que não curtem o fab four, resolvi fazer essa mixtape para converter a todos, ou ao menos alguns. Porque olha, não confio em quem não gosta dos Beatles. Não confio porque é a melhor banda do mundo. E você pode preferir Rolling Stones, AC/DC, U2 e Led Zepellin, e eu não questiono a qualidade de nenhum deles, mas o que os Beatles fizeram e trouxeram para a música não vai se repetir. Eles são eternos, e isso eu não li em lugar algum ou me foi contado por alguém, eu vi: naquela linda noite de novembro, estava lá com 60 mil pessoas, crianças e senhores de cabeça branca, coxinhas e metaleiros, ouvindo o coro uníssono em canções de uma banda que acabou há mais 30 anos, regidas por um velhinho de 68, charmoso como poucos em seu terno azul.

Eu era bem nova quando ouvi Beatles pela primeira vez: foi num jantar na casa dos meus tios onde tocava o One. Meus pais gostaram muito do disco e compraram também, mas eu tinha um bocado de medo de ouví-lo, porque sabia que o John Lennon havia morrido, e naquela época eu tinha medo de ouvir gente morta cantando. Paranoias de infância. Então que um dia, me borrando de medo, apertei o play e pus aquele cd vermelho pra tocar, e pensei que algo tão legal e divertido não poderia fazer mal. Minhas músicas favoritas eram Love Me Do e Lady Madonna. Alguns anos depois ganhei o Revolver de presente, e fiquei surpresa com aquele som, que pra mim não tinha cara de Beatles. Beatles pra mim era ié-ié-ié e existe alguma coisa menos ié-ié-ié do que o Revolver? Aos poucos, fui me acostumando com aquele som novo, a aprendi a gostar; aliás, gostei tanto que depois disso peguei até uma birra das canções antigas. Nessa época, For No One se tornou minha música favorita, e ouso dizer que ela talvez seja minha favorita até hoje - se não A favorita, certamente uma das.

Algum tempo depois vim a conhecer o resto da discografia, e aí não tinha mais volta. Me apaixonei perdidamente por todos os cds, cada um a seu tempo, e todas as músicas tiveram seu momento especial. De tempos em tempos cismo com algum cd e ele então se torna meu favorito, mas logo mudo de ideia e escolho outro. O primeiro que amei foi o Revolver, depois o Please, Please Me (fiz as pazes com o ié-ié-ié), Abbey Road, que foi meu amor por muito tempo, Rubber Soul, e já faz alguns meses que ando de amores com o o Álbum Branco. Copiando a ideia da Rúvis, que tentou converter seus leitores em fãs de Death Cab For Cutie, nessa mixtape tentei mesclar o que há de melhor e mais amado em todos eles, na esperança de que vocês venham a amar também.


Mais blablabla sobre as músicas escolhidas!