domingo, 28 de dezembro de 2014

SO CONTAGIOUS AWARDS: melhores filmes, séries e qualquer outra coisa que possa ser vista numa televisão

Enfim chegamos à última parte desse tão importante prêmio para a comunidade internética. Queria trazer alguém mais interessante para finalizar essa cerimônia em grande estilo (?), mas fui informada que hoje é dia do Melhores do Ano do Faustão e os globais estão lá fazendo hora extra. Pra piorar, a Taylor Swift já está de férias. Então vocês vão ter que se contentar comigo mesmo. 
























Não sou uma pessoa com hábitos televisivos muito consistentes, por isso não vejo motivo de fazer um post especial só para séries porque 1) vejo pouca coisa mesmo e 2) do pouco que eu vejo nada é de 2014. No entanto, 2014 foi o ano que eu assisti Breaking Bad e nossa. NOSSA. Eu poderia ter assistido a todas as séries que estão no ar atualmente e eu aposto muita coisa que nenhuma delas seria melhor que Breaking Bad. Me sinto até desobrigada de assistir outras coisas, porque sei que nada vai superar Breaking Bad então meio que lavo minhas mãos. 

"Mas nossa Serial é tão legal!!111" "Mas Anna, e o casamento vermelho????" "Ai, mas com esse tanto de expectativa eu vou me decepcionar :( "


Então, se você estiver meio sem perspectiva para 2015, siga um bom conselho, eu te dou de graça: inútil dormir que a dor não passa assista Breaking Bad. Se tudo der errado no seu ano, pelo menos você vai ter assistido a uma série ótima e vai ficar feliz por isso (ou não, porque até hoje perco o sono preocupada com Jesse Pinkman). 

Nessa minha jornada ao lado de Mr. White e baby Jesse, escrevi dois textos: um sobre a série e outro focado na sua trilha sonora, com meus 10 momentos musicais favoritos. E caso você tenha perdido, para celebrar o último ano da série no Emmy, o Aaron Paul organizou uma incrível caça ao tesouro de Breaking Bad com direito a brindes espalhados por Los Angeles sendo entregues pelo próprio elenco. A brincadeira teve direito a café da manhã com Walter Jr. e o próprio Aaron Paul, uma das melhores pessoas a habitar o mundo em 2014, aguardando os fãs na linha de chegada. Aff, melhor série.

Claro que a Breaking Bad levou os prêmios mais importantes, e então isso aqui aconteceu:


Ainda que eu tenha começado a assistir Parks and Recreation ano passado, foi em 2014 que a série ganhou um espaço definitivo e irrevogável no meu coração, ficando abaixo apenas de Friends entre as comédias - que todos sabemos que é hors concurs. Eu amo tanto essa série e esses personagens que meu coração chega a doer. Leslie Knope é uma das melhores personagens femininas e um dos meus principais role models televisivos, e Ben Wyatt veio para ocupar o lugar de Seth Cohen na minha vida, naquela categoria amo-tanto-que-tenho-medo-de-nunca-conseguir-gostar-de-um-cara-do-jeito-que-eu-gosto-dele. A última temporada de Parks vai ao ar agora em janeiro e eu definitivamente não estou pronta.

O que me consola é, apesar do tanto que ela é subestimada, em 2014 a Amy Poehler finalmente ganhou um Globo de Ouro, então isso aconteceu: 


As menções honrosas ficam pro fato de que esse ano eu finalmente comecei a assistir Game Of Thrones! Só assisti a primeira temporada até agora, porque vivo uma doce ilusão de que vou conseguir ler os livros antes de ver a série, mas sei que as coisas se misturam ali pela terceira temporada e sinceramente não sei se vale a pena esperar e perseverar nas leituras, ou se é melhor tacar-le o pau de uma vez. Comecei a assistir também Six Feet Under, que eu tenho vontade de ver desde a época que ela passava na Warner e tinha uns comerciais excêntricos e maravilhosos. Amo a série com todo o meu coração, mas é algo que eu definitivamente não consigo e nem pretendo maratonar, porque acho ela densa demais, me esgota emocionalmente e eu gosto de absorver cada detalhe macabro e triste da saga da família Fisher. O John Teti, do AV Club, está revendo a série e fazendo uma análise bem minuciosa de cada episódio. Estou amando assistir com ele e recomendo muito as discussões que rolam nos comentários. Pra fechar, comecei a ver The Middle, uma comédia que é meu oásis mental sempre que estou enlouquecendo. Série com uma vibe ótima e personagens muito apaixonantes. Recomendo bem. 

Muito importante: agora tem Gilmore Girls no Netflix. Estou revendo, derretendo, sorvendo cada episódio como se fosse o néctar dos deuses, chorando descontroladamente o tempo inteiro e está sendo absolutamente maravilhoso. Obrigada, Netflix. 

E micão do ano (quiçá da década, já que esse ano Lost completou 10 anos e pode descansar em paz), CLARO que foi a tão aguardada temporada final de How I Met Your Mother. Eu já estava odiando tanto o prelúdio do fim, com aqueles episódios sem pé na cabeça, que não acreditei que o final poderia me causar tanta repulsa. Mas nossa. NOSSA. Não tive força vital para comentar sobre porque só conseguiria gritar e ter ânsia de arrancar aquela peruca medonha da Robin, mas a Milena fez um ranking definitivo com as 5 coisas ruins melhores que o final de HIMYM, a Fernanda escreveu uma análise mais racional sobre o fim (e concluiu que foi uma bosta, risos) e o João Baldi fala do fim da série como uma não-jornada do herói.  O máximo que eu consegui foi lamentar o potencial perdido e falar dos meus momentos musicais favoritos da série. Pra mim, a única coisa que prestou na última temporada foi eles terem usado "Try a Little Tenderness" para o Ted e a Mother. 

Passando pro cinema, mas ainda falando de coisas ruins e micão, o filme que eu menos gostei de ver esse ano foi Malévola. Quer dizer, eu vi um filme com a Giovana Antonelli que foi SOFRÍVEL e eu não acredito até agora que paguei pra vê-lo, mas não é como se eu estivesse esperando que fosse bom. Com Malévola eu ainda tinha uma esperança. Pequena, mas uma esperança bem sincera que foi totalmente despedaçada por esse filme mal escrito pacas, que se foca tanto em ser transgressorzão e desenvolver uma personagem que esquece de todo o resto. Como se não fosse possível ficar pior, eles ainda me colocam a Lana del Rey para ANIQUILAR minha música favorita da Disney.

A parte boa foi que ele me fez rever A Bela Adormecida versão clássico da Disney e sim, ele continua maravilhoso e sombrio e o príncipe Felipe é completamente apaixonante. As três boas fadas choram sobre os chifres da Angelina Jolie (e já acendem uma vela pra adaptação de Cinderela que vem aí).


Da temporada de premiações (meu comentário sobre quase todos os filmes aqui), meu favorito do ano (que é do ano passado, mas enfim) é O Lobo de Wall Street, porque lógico. Foi o primeiro dos concorrentes ao Oscar que eu assisti e mesmo sem ver o resto já cravei que ele seria meu favorito e assim ele se manteve. Infelizmente não ganhou todos os prêmios que merecia, e não foi dessa vez que nosso Leozinho DiCaprio foi agraciado com uma estatueta, mas de Oscar do meu coração Leozinho faz coleção teve bão demais. Menção honrosa para Her,  que por pouco muito pouco não fica em primeiro lugar. Por ser um filme tão bonito, tão triste e tão assustador ao mesmo tempo. Eu temi muito pelo nosso futuro, e vocês? E, claro, pela lavagem de roupa suja classuda entre Spike Jonze e Sofiazinha Coppola no embate entre o filme dele com o Lost In Translation dela.

O Troféu Good Vibes do ano fica com About Time, comédia romântica britânica que é o melhor filme sobre viagem no tempo que eu já assisti. Tem Domhnall Gleeson sendo ruivo, lindo e encantador, tem Rachel McAdams mais uma vez fazendo com que todas nós queiramos ser ela nem que seja por um dia, e tem uma daquelas mensagens fofas, simples, de deixar o coração quentinho, que nos provoca uma vontade genuína de ser uma pessoa melhor e aproveitar mais a vida.

Ser Rachel McAdams inclui casar de vermelho também por favor 


















Só esse ano que eu assisti ao absolutamente necessário Medianeras e preciso falar dele também. Além de ter monólogos incríveis e nos apresentar uma Buenos Aires caótica e lindíssima (vocês também anotaram o nome dos prédios para uma possível futura visita ou fui a única?), ele é um filme que nos ajuda a acreditar, sabe? Pra mim ele é a materialização da minha quote favorita do John Green: true love will triumph in the end - which may or may not be a lie, but if it is, then it's the most beautiful lie we have. 

Já que estamos aqui na América do Sul, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho foi meu filme nacional favorito do ano. Vi pouquíssimos filmes brasileiros esse ano, novidades menos ainda, mas estou segura de que esse foi um dos melhores por ser sobre jovens e por tratar o amor, independente da forma, de uma forma tão delicada e bonita.

No terreno das adaptações, esse ano foi marcado por três filmes muito aguardados, que vieram carregados de bastante expectativa e que se superaram, ao menos pra mim: o primeiro foi A Culpa É Das Estrelas, que conseguiu captar lindamente o espírito da história e ainda melhorou o livro em vários aspectos. Detestei a trilha, mas amei todo o resto e chorei minha alma pelos olhos (por vários e inconvenientes minutos). Depois veio Garota Exemplar, que eu assisti sem saber nada da história e sem ter lido o livro. Achei o filme MUITO BOM, e o livro é excepcional - por isso que, tendo reassistido ele essa semana, não pude deixar de concordar que sim, perde-se um bocado, mas continua sendo um filme especialmente bem feito e o que é Rosamund Pike como Amy? Sempre acreditei em você, Jane Bennet!


Por fim, agora no finzinho do ano assisti a primeira parte (por que, Deus, por quê????) de A Esperança, da trilogia Jogos Vorazes. Vocês sabem que eu tenho problema com os livros, e mantenho minha posição de Em Chamas: os filmes são tão melhores! TÃO MELHORES! Talvez já seja hora de relê-los para elaborar melhor essa opinião, mas enquanto não me sobra tempo (nem paciência pois Katnizzzz) fica no ar minha declaração que o cinema dá conta da história de forma bem mais completa que os livros. O que o segundo filme tem de energia, esse tem de peso e tristeza. Chorei desesperada e sozinha a sessão toda e não sei de onde vou tirar forças emocionais pra parte final.

O Troféu Surpresa 2014 vai para um filme que estava no meu computador desde que saiu em torrent e eu só resolvi assistir porque sabia que ele tinha uma trilha sonora interessante e eu precisava de uma pauta para a Coffee & TV. O que aconteceu foi que eu fiquei tão apaixonada por Frank que emendei a leitura do livro no qual o personagem principal foi baseado na mesma noite, e saí lendo tudo a respeito da história na internet. Eu recomendaria mais para quem curte filmes sobre música e a indústria no geral, porque ele vai falar sobre experimentalismo, artistas marginais, relação entre internet e música, e a desumanização do hype. No entanto, ele é bem divertido e adoravelmente estranho, e o personagem do Frank, uma interpretação realmente impressionante do Fassbender (com uma cabeça de papel-maché na cabeça o tempo todo e ASSUSTADORAMENTE expressivo), é um personagem tão foda que acaba valendo a pena pra todo mundo.

A quem interessar possa, escrevi sobre ele de forma mais completa (com um pouco da história real do Frank) lá no Move. 





















Deixei o melhor pro final, claro, já que vocês me aguentaram até aqui e merecem um prêmio. O vice-campeão de filme favorito de 2014 vai pra melhor experiência no cinema do ano. Não estou falando nada de revolucionário ou ambicioso como Gravidade, mas de um filme que me fez lembrar por que eu ainda saio de casa e encaro as pessoas para ver filmes. Por que eu pago caro por isso, e às vezes ainda pago mais caro ainda por pipoca e Coca-Cola pra acompanhar. Quando vi Guardiões da Galáxia no cinema eu já estava revendo o filme e fiquei tão feliz por ter pagado pra ver uma história eu já conhecia! Ok que a qualidade do meu download estava horrível, mas fiquei especialmente satisfeita com aquela sessão, sabe? Reservar duas horas do meu dia para estar com personagens divertidos aprontando altas confusões no espaço, ao som de uma sensacional trilha sonora e o lindo do Chris Pratt. Entretenimento puro, blockbuster, exploração da Marvel e coisa e tal? Também, mas por que isso precisa ser necessariamente ruim ou inferior. Superem. Que coisa bem boa foi ver esse filme.

E o melhor filme do ano é o Melhor Filme do Ano™ também pelo fator experiência cinematográfica, mas dessa vez o conceito é mais filosófico. Boyhood é meu filme do ano porque ele me lembrou por que é que a gente ainda faz e se importante com o cinema - ou com qualquer forma de arte, mesmo. Não é um filme de quase três horas que acompanha doze anos (por doze anos) da vida de um garoto, mas um filme sobre a gente e a nossa história, nossas infâncias, nossos problemas de família, nosso primeiro beijo e primeiro coração partido, sobre as músicas que tocavam no carro do nosso pai e melhor spoiler: TOCA WILCO NO CARRO DO PAI DO MASON.

Escrevi um texto que eu realmente gostei sobre esse filme, então como já falei demais, vou deixar aqui e vocês aproveitem (ou não).

Pra finalizar, já que eu, por algum estranho motivo, comecei esse texto falando do Melhores do Ano do Faustão, me sinto no direito de comentar a melhor coisa que aconteceu esse ano na TV brasileira e ela foi: sim migas, Chay Suede no horário nobre com sotaque pernambucano. Obrigada, Império, pela graça alcançada. QUE HOMEM. Volta, Chay!