Acho que desde que criei esse blog (!) venho postergando uma lista dos meus filmes teen favoritos. Já falei em outras oportunidades que esse provavelmente é meu sub-gênero favorito do cinema e um dos principais motivos para esse post nunca ter saído é que a lista seria gigantesca e eu sempre me torturaria lembrando daqueles que ficaram de fora. São sete anos de blog, vocês já aprenderam que objetividade não é comigo. No entanto, depois desse
último post da Paloma e motivada por essa minha
adolescência tardia, fiquei com um impulso irresistível de elencar não os Meus Filmes Adolescentes Favoritos de Todos os Tempos, mas pelo menos os que eu gostava quando era... pré-adolescente.
Ou seja, Meus Filmes Adolescentes Favoritos dos Anos 2000, dessa era de ouro aí:
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| Capa icônica da Vanity Fair com a realeza teen do início dos anos 2000: praticamente todos os PSD's usados nos layouts da época vinham dessa capa e das fotos dentro da edição - inclusive vários meus |
A minha adolescência, na verdade, foi a fase que eu mergulhei em filmes europeus obscuros e clássicos em preto-e-branco de 1936. Foi uma boa fase, juro, mas muito melhor foram meus 11, 12 e 13 anos, a fase de todos os sábados ir na locadora pegar os mesmos filmes e passar a tarde rindo com as amigas comendo leite condensado com Toddy, porque a gente tinha preguiça demais pra fazer brigadeiro. A gente sonhava com ensino médio, sapatos de salto, perder o BV e tinha sérias discussões sobre quem era melhor: Lindsay Lohan ou Hilary Duff? (team Lilo, SEMPRE).
Querido leitor, bem-vindo a 2005.
12. Garota Veneno
Esse é um daqueles filmes que eu jamais veria de novo, porque tenho certeza de que ele, na verdade, é horrível. Sei lá, olhem esse gif. O trope de troca de corpos fez muito sucesso no início dos anos 2000, então temos lá a rainha do baile, Rachel McAdams pré-Regina George, que um dia acorda na pele do Rob Schneider, que faz papel de bandido. Barra. É um pastelão que me divertia horrores com seu sofisticado senso de humor, e que era até revolucionário pro seu tempo, já que a melhor amiga da protagonista, interpretada pela Anna Faris fazendo o que ela faz de melhor (papel de burra), se apaixona pela Rachel na pele do bandido e elas (eles?) tem um #momento ao som de
You Get Me. Aliás, por onde anda a Michelle Branch? E o Rob Schneider?
11. Tudo que uma Garota Quer
Antes de qualquer coisa, vamos acender uma vela pela saúde e pela sanidade mental da Amanda Bynes. Amiga, volte para nós.
Esse é outro filme que eu tenho um pouco de medo de reassistir e descobrir que ele não é tão bom quanto nas minhas lembranças, ainda que tenha Amanda Bynes e Colin Firth no elenco. No filme, ela descobre que o pai é um lorde, duque, sei lá, e vai atrás dele pra descobrir suas origens, criar laços, descobrir quem é de verdade, etc. Aquela história. Chegando lá, obviamente o pai está noivo de uma mulher nada a ver, que tem uma filha nada a ver, rola um choque cultural, ela causa muito nos eventos da realeza e tem uma
cena maravilhosa em que Daphne participa de um desfile de moda da nobreza usando calça jeans e regata branca, e grita
THANK YOU LONDON! antes de cair da passarela. Ok, talvez eu veja esse filme de novo hoje mesmo.
10. Quatro Amigas e um Jeans Viajante
Todo mundo já ouviu falar da história das quatro amigas que encontraram uma calça jeans que serve perfeitamente nas quatro, ainda que elas tivessem corpos bem diferentes. Elas usam a calça para se manter de certa forma unidas num verão que passam separadas, e falando assim você pensa que é só mais uma história sobre quatro garotas diferentes que são amigas mesmo assim e um jeans realmente sujo. No entanto, além de ser uma história realmente ótima sobre amizade e vários exemplos positivos de sororidade, de repente não mais que de repente, o filme fica muito intenso e mega emocional, e lá está você chorando horrores vendo Sessão da Tarde pela trigésima vez, porque como superar Tibby e Bailey? Obs.: Blake Lively antes do nose job, que momento. Quem diria que Bridget, a garota que jogava futebol, digievoluiria para Serena Van Der Woodsen?
09. Aquamarine
Sinto que um filme que envolve duas amigas que encontram uma sereia refugiada na piscina de casa não precisa de muitas justificativas que deem conta de como ele é maravilhoso. São amigas, sereias e romances de verão, com Jojo e Emma Roberts tão jovens que deviam colocar papel higiênico dentro do sutiã, a receita perfeita pro sucesso. A sereia que elas encontram é uma maluca obcecada pela ideia de se apaixonar, e elas tem que colocar juízo na cabeça da moça ao mesmo tempo que aproveitam o último verão juntas na cidade antes de uma delas se mudar pra sempre. Não lembro muito do filme, mas esse é outro que sempre me faz chorar no final.
08. Lizzie McGuire - Um Sonho Popstar
Eu não tinha Disney Channel em casa nessa época, então não conhecia a série da Lizzie McGuire antes de assistir o filme. Aliás, só fui descobrir que Lizzie McGuire
was a thing quando entrei no mundo dos blogs. Antes disso, achava que só era um filme obscuro da Hilary Duff que eu tinha achado na locadora. Não que seja muito mais que isso, a diferença é que em 2006 a blogosfera era composta pelo tipo de gente que encontrava filmes assim na locadora. Na história, a turma da Lizzie McGuire viaja pra Roma (eu fui pra Caldas Novas na minha formatura, bjs) e ela meio que topa fingir que é uma popstar italiana, já que as duas se parecem muito, a original está sumida, e o italiano gatinho da scooter tem shows a fazer. Tipo, normal, né? Essa é a mágica dos filmes adolescentes: zero plausibilidade no mundo real. E agora eu e você vamos ficar até semana que vem cantando
HEY NOW! HEY NOW! THIS IS WHAT DREEEEAMS ARE MADE OF!
08. No Pique de Nova York
Eu amo as gêmeas Olsen. Muito. Amo até hoje, mesmo elas tendo largado o cinema pra serem mendigas góticas fashionistas com casacos de pele de verdade - queria ser contratada pra segurar a cauda do vestido delas, sabe? Se não me engano esse foi o último filme que as duas estrelaram juntas depois de preencher os anos 90 com todos os filmes possíveis com confusões entre gêmeas. Nesse, duas irmãs com personalidades opostas tem que começar a se entender pra sobreviver em Nova York, vivendo incríveis confusões e sendo perseguidas pelo Eugene Levy. Eu choro de rir só de lembrar da Roxy fazendo o discurso na ONU e citando a Avril Lavigne, e outra referência importante é que o Simple Plan começou a fazer sucesso depois de aparecer nesse filme. #respect
Vocês eram a Ashley ou a Mary-Kate? Sempre fui Mary-Kate até os ossos. #talifã
07. Menina Mimada
Vários filmes dessa lista fazem parte de um nicho que aprecio muito, que é o dos filmes-horríveis-que-são-maravilhosos, o que não é nenhum demérito. No entanto, por incrível que pareça, Menina Mimada é bom de verdade - tanto que é o único dessa lista que eu assisti pela primeira vez com mais de 15 anos. Na história, Emma Roberts é uma patricinha mimada (cê jura) que recebe o castigo de ter que ir estudar em um colégio interno na Inglaterra. Chegando lá, seu plano é aprontar horrores pra ser expulsa o mais rápido possível e voltar pra casa, mas no meio do caminho ela descobre amizades maravilhosas e um gatinho com sotaque que dirige conversível - e apronta horrores com a ajuda deles. Os bonding moments com as migas do internato são os melhores e amo a mensagem que ele passa sobre a importância de se ter migas e estar do lado delas pra todas as ciladas. Além disso: Emma Roberts, amo tanto que nem sei. Quer ser minha miga?
06. Sexta-Feira Muito Louca
Eu avisei que roteiros sobre troca de corpos estavam em alta nessa época, e esse filme é o melhor exemplar da espécie. Mãe e filha que vivem às turras amanhecem numa fatídica sexta-feira em corpos trocados, e o que a gente ganha com isso é uma Lindsay Lohan em um de seus melhores momentos, uma Jamie-Lee Curtis fantástica, gostosas gargalhadas e um drama familiar que inevitavelmente me faz chorar. Além disso, é um filme da Disney e sua cota de cantoria obrigatória vem por meio da bandinha emo e gótica da personagem da Lindsay, e as duas melhores músicas dela vem desse filme:
Take Me Away e
Ultimate. Trivia: na época meu blog se chamava Princess Anna, e meu primeiro layout personalizado tinha uma foto da Lindsay Lohan e um midi-player que começava a tocar Take Me Away automaticamente. Me amem.
05. O Diário da Princesa
A Anne Hathaway é uma das minhas pessoas favoritas do mundo, e nossa história começou aqui. Com Mia Thermopolis se descobrindo princesa da Genóvia aos 16 anos e tendo que aprender sobre etiqueta, chefes de Estado e peras enquanto sobrevive ao colegial, é sabotada pelas inimigas, administra seus amigos à sua nova vida e ainda por cima se apaixona por Michael Moskovitz (CRUSH ETERNA). Nunca cheguei a terminar a série de livros e confesso que tenho medo de lê-los e descobrir que eles não são tão bacanas como eu me lembro. Prefiro deixar quieto e guardar comigo a lembrança gostosa da época de abraçar esses livros, acreditar que essa é a melhor história do universo. Foi o primeiro DVD que ganhei, exaustivamente assistido, e num "curta" que gravamos pra um trabalho de escola eu reencenei o momento que Mia joga sorvete na Lana. Juro. #momentos
04. A Nova Cinderela
Eu nunca superei A Nova Cinderela, tampouco pretendo. O filme é uma adaptação moderna de Cinderela, onde ela e o ~príncipe~ são amigos virtuais e se conhecem apenas pelo nickname, num mundo sem redes sociais onde era possível trocar mensagens com uma pessoa da escola sem saber quem ela é. Os dois se encontram num baile à fantasia, lógico, e vivem um super #momento, ele sem saber quem é ela, ela sem poder dizer quem é, vocês conhecem a história. A trilha desse filme toca até hoje aqui em casa e ele passou com folga na prova dos quinze e dos vinte. Os anos vão e ele continua maravilhoso - o Chad Michael Murray (CRUSH ETERNA) também.
03. Meninas Malvadas

Eu falo tanto de Meninas Malvadas por aqui, as pessoas falam tanto de Meninas Malvadas em todos os lugares, que sinto que estarei sendo redundante em qualquer coisa que disser sobre ele. Vocês já sabem. Meninas Malvadas provavelmente é o que Curtindo a Vida Adoidado foi pros adolescentes dos anos 80, ao captar aquele espírito de uma geração, principalmente para as meninas. O filme fala sobre conflitos entre garotas, picuinhas e humaniza de forma honesta e bem-humorada nossas amigas & rivais da escola. É um filme necessário e ainda por cima MUITO engraçado, com a melhor dublagem em português da história, o sucesso do Dubsmash é uma prova viva disso. Se os anos 2000 fosse uma garota de 15 anos e resolvesse tatuar alguma coisa escondida dos pais, tatuaria
SO FETCH na lombar.
02. Legalmente Loira
Esse filme é o único da lista que não é necessariamente adolescente, mas está aqui porque Elle Woods foi um dos meus primeiros role models da juventude. Muitas pessoas pensam que Legalmente Loira é um filme fútil sobre uma patricinha que vai pra Harvard atrás do namorado, mas na verdade ele é um filme realmente genial sobre uma mulher que decide mostrar que é mais do que as pessoas pensam dela e que, se ela quiser, ela pode, sim, ir estudar Direito em Harvard e ser sensacional fazendo isso. Eu repetia pra quem quisesse ouvir que quando eu crescesse eu também ia estudar Direito em Harvard e chegar lá com minha caneta de pompom sem me importar com o que os outros dissessem porque, com 11 anos, minha vida era basicamente assim - com a diferença de que não era Harvard, mas o ensino fundamental.
Desde então a Reese Witherspoon é uma das minhas pessoas favoritas de Hollywood, por ser assumidamente feminista, por seus ótimos filmes e por seu trabalho como produtora. Reese fundou a Pacific Standard com o intuito de produzir filmes com personagens femininas que pudessem servir de modelos, heroínas ou que simplesmente tivessem boas histórias. Ela fez isso pensando na filha de 13 anos e foi a empresa dela que viabilizou Garota Exemplar e Wild.
01. Crossroads
Também conhecido como o filme-da-britney-spears, Crossroads conta a história de um trio de amigas de infância que acabam seguindo rumos diferentes, mas que se unem novamente no dia da formatura do ensino médio pra desenterrar uma caixa de lembranças, tesouro que elas tinham escondido anos antes. No dia seguinte, cada uma com seu motivo, as três embarcam juntas numa road-trip com cara de cilada pra Los Angeles e o resultado não podia ser mais maravilhoso. Elas cantam I Love Rock'n'Roll no karaokê pra arranjar dinheiro pra gasolina, fogem com o carro cantando If It Makes You Happy e tem um dos melhores bonding moments da história do cinema ao compartilhar umas com as outras seus medos e angústias dos últimos anos. E sim, esse também sempre me faz chorar. De soluçar. De verdade, é um dos melhores filmes sobre amizade que eu já assisti.
Outra coisa ótima é que as três cresceram e acharam seu lugar no mundo, Britney encontrou 2007 no meio do caminho mas continua sendo a única Princesa do Pop possível, atual rainha de Las Vegas. Zoe Saldaña virou musa da ficção científica e Taryn Manning renasceu das cinzas pra ser a Pennsatucky, uma das melhores personagens de Orange Is The New Black.