Como já é de hábito por aqui, finalmente é chegada a hora de compartilhar com vocês o que eu li em 2012. Vi que muita gente aderiu ao questionário
inventado pela Taryne e
adaptado por mim na hora de pôr em pratos limpos as páginas viradas nesse ano - o que é lindo. Porém, trairei o movimento e usarei um formato um pouco diferente para falar de livros esse ano: vídeo! 2012 foi oficialmente o ano do Youtube na minha vida - que
matou não apenas a televisão, mas todo o meu interesse por qualquer outra coisa que não pessoas falando sobre livros, produzindo coisas awesome, adaptando meus livros favoritos, etc. Assim sendo, essa é mais uma tentativa de me aproximar desse nicho, embora eu reconheça que sou um Ryan Atwood diante das câmeras no que diz respeito a total ignorância de como lidar com a exposição, embora, por outro lado, eu seja totalmente Seth Cohen: não consigo parar de falar. Me perdoem pelos 22 minutos, eu fiz o meu melhor e esse vídeo é apenas a quarta tentativa de ser concisa. Podia ser bem pior.
Livros lidos em 2012 - e breves comentários sobre eles:
Qualitativamente falando, o melhor livro do ano.
- O homem que confundiu sua mulher com um chapéu - Oliver Sacks
- Liberdade - Jonathan Franzen
- O que é ser jornalista? - Ricardo Noblat
- Northanger Abbey - Jane Austen
Abandonei, por motivos que já expliquei
aqui.
- A mulher de Pilatos - Antoinette May
O pior, e talvez único genuinamente ruim, do ano.
O mais chato, com certeza, mas vale pelos fluxos de consciência bem mais interessantes no original.
- Jornalismo diário - Ana Estela Sousa Pinto
Liévin, um dos protagonistas da história, só não ganha o troféu de macho do ano porque temos Augustus Waters na concorrência, mas ele quase chegou lá.
- Jogos Vorazes - Suzanne Collins
- Em chamas - Suzanne Collins
- A Esperança - Suzanne Collins
Katniss Everdeen,
definitivamente a personagem mais chata do ano e, a quem interessar possa, minha parte favorita da trilogia é a final. Ainda que não tenha sido um favorito, foi responsável por me fazer virar a noite lendo, principalmente no último volume. Eu precisava saber o que ia acontecer, mesmo.
- Comer rezar amar - Elizabeth Gilbert
Emocionalmente falando, meu favorito do ano, vencedor dos troféus de "casal mais apaixonante", "chorei de soluçar" e "grifei loucamente". O pingente de nuvem que não sai do meu pescoço e ainda me faz chorar não me deixa mentir. Obrigada, John Green!
- Reparação - Ian McEwan
Uma releitura que não poderia ter vindo em melhor hora. Nunca deixem de reler seus livros favoritos, I mean it.
- Precisamos falar sobre Kevin - Lionel Shriver
Para Kevin Khatchadourian, o prêmio de personagem mais perturbador do ano.
- Antes de dormir - S. J. Watson
- O livro amarelo do terminal - Vanessa Bárbara
- Como ficar sozinho - Jonathan Franzen
Soco no estômago mais bem acertado e brilhante do ano. Frazen, eu te amo.
- Anna e o beijo francês - Stephanie Perkins
- Aos meus amigos - Maria Adelaide Amaral
Se não fosse o Franzen no meio do caminho chutando traseiros, levaria o troféu de soco no estômago. Altas noites rolando na cama pensando em todas as pessoas infelizes do mundo - e morrendo de medo de me tornar uma delas.
- High fidelity - Nick Hornby
Outra releitura que adorei.
- A sangue frio - Truman Capote
- As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky (nem comecei ainda, mas sei que termino até o fim do ano)