Assistindo televisão, lendo um jornal ou revista, quando falamos de um
jornalismo cultural, procuramos por um jornalismo imparcial e crítico. Ok, imparcialidade não existe, mas que seja crítico. Exatamente isso. Como disse o André Forastieri disse, num texto que eu queria muito ter escrito: “Fã é fã, jornalista é jornalista. Fã perdoa tudo.
Jornalista não perdoa nada, ou não deveria”. É assim. Mesmo que você adore
qualquer ator, cantor ou diretor, você deve resenhar aquela obra e dizer a verdade. Concordo que
isso é difícil, eu, por exemplo, custei a admitir em voz alta que Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, do Woody Allen, é uma bosta, mas é dessa forma que deve ser.
Agora vamos sonhar um pouco: eu adoro a Britney e estou
em uma grande veículo e falo sobre a parte cultural. Ela faz um álbum
horrível, com músicas péssimas e sem melodias. Eu, como fã, iria falar que ela
estava em uma má fase, que isso iria passar. Mas como jornalista, devia me perguntar se isso realmente é bom e se teria algum objetivo. Se eu poderia assinar embaixo daquele trabalho. Esse é o intuito do jornalismo crítico. E não precisa ser só com música, poderia ser com um diretor
famoso ou um ator que não atuou bem em tal filme. O que eu quero é apenas um jornalismo que saia daquele clichê “eu gosto de tirar foto” ou “eu gosto de
escrever, por isso vim fazer Jornalismo”.Não é suficiente. Tem que ter senso, bagagem, opinião e não ter medo de colocar o dedo na ferida.
Ser crítico é a base para tudo e é apenas isso que eu desejo. Falar o que a assessoria de imprensa do
ator/cantor/empresa/afins falou não é ser jornalista, é ser uma cópia barata e
clichê. Por um jornalismo que saiba expor opiniões, não sendo tendencioso ou "amigo",
tendo consistência no que fala e critica. É só o que eu quero.