Eu adoro e-mails. Sei que qualquer pessoa que já trocou e-mail comigo não vai acreditar nisso, posto que costumo demorar horrores para responder mensagens e quando finalmente respondo é algo tão grande, cansativo e cheio de digressões que a pessoa nunca mais vai querer ver meu nome na caixa de entrada dela pelo resto da vida. Tenho um amigo que toda vez que envio um e-mail ele logo me telefona pra saber quais são as novas, porque óbvio que ele não vai ler aquilo tudo e tem mais o que fazer. Mas isso é porque eu sou uma pessoa horrível e não muda o fato de que eu amo e-mails (inclusive fiz essa resolução para em 2016 parar de responder as coisas só na minha cabeça para respondê-las de fato, em tempo hábil, então ME ESCREVE AÍ).
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| Se você não se interessa por e-mails ou newsletters, a mensagem deste post é: ASSISTA MENSAGEM PRA VOCÊ |
Meu primeiro e-mail era uma variação de britneyspears@bol.com.br e era uma obsessão diária na minha vida. Eu vibrava a cada nova mensagem, inclusive com os spams oferecendo aumento do pênis ou meu dinheiro de volta, que eu achava curiosíssimos. Mandava e-mails para as pessoas (meu pai, meu tio, a colega de trabalho do meu pai que me ajudou a criar o e-mail) o dia inteiro, e é bem provável que um deles já tenha respondido algo como "Minha flor, estou trabalhando agora, mas essa tirinha da Turma da Mônica parece mesmo ser muito legal".
Então eu gosto de e-mails. E blogs. Não tenho muito foco na vida e quanto mais centralizadas estejam as minhas coisas, melhor. Assim, nunca me adaptei a nenhum agregador de feeds (não, nem ao Google Reader) e sempre que gosto de um blog vou logo procurando se é possível receber as postagens por e-mail. Acho que foi assim que comecei a me interessar pelas newsletters, que antes era como se chamava esse serviço de receber posts via e-mail, mas não sei exatamente quando voltou a ser uma thing, com conteúdo próprio e específico para aquilo. Adorei a proposta e comecei a assinar todas as que apareciam na minha frente, mas não abria nenhuma. Ia sempre deixando pra depois, pro fim de semana, pra quando eu tivesse tempo, até nunca mais. Menos as newsletters de animais do Buzzfeed, essas eu abro assim que aparecem.
Daí um dia eu abri uma, fiquei interessada, e foi um caminho sem volta. Me tornei uma viciada em newsletters que de fato lê newsletters. Sempre que comento sobre elas alguém pergunta o que é, como funciona, o que assinar, e eu fico deixando pra depois. Pois bem, a hora é agora. Querido leitor, esse é o Newsletter 101 by So Contagious.
01) Anna, o que é uma newsletter?
De forma bem direta, a newsletter é um boletim informativo, com um conteúdo que chega para os assinantes direto no e-mail.
02) Tá, isso eu sei, mas o que é uma newsletter em 2016?
Bom, se antes as newsletters eram usadas mais por sites grandes pra fazer um apanhadão de conteúdo, tipo o melhor da semana selecionado a partir de interesses específicos dos usuários, lista de links e coisas mais generalizadas, de repente as newsletters começaram a ser adotadas por gente comum, com os conteúdos mais diversos. A maioria das newsletters que eu assino são bem pessoais: às vezes a pessoa escreve sobre algo que aconteceu naquele dia, uma crônica, resumo da semana, compartilha links legais e faz algumas reflexões. Quase como, ou exatamente como, um blog pessoal, desses old school que todo mundo adora dizer que estão morrendo.
03) Ué, mas então por que a pessoa não faz um blog???
Eu também já me fiz esse questionamento, mas acho que esse movimento (?) tem um pouco a ver com dois fatores. O primeiro é que a galera está meio saturada do excesso de informações e conteúdo da internet. Gente, a rede mundial de computadores está grande demais. Tem tanto site, blog, vídeo, rede social, opinião, lista, foto, tanto TUDO, que a reação de muitas pessoas é fugir um pouco disso. Li uma vez que vivemos a fase de euforia com a internet e agora podemos amadurecer essa relação, canalizando nossa energia e nosso tempo em coisas que realmente nos interessam, em vez de tentar abraçar o mundo, consumindo tudo e ficando por dentro de todo o conteúdo que se multiplica em progressão geométrica na rede. Pensar em slow internet é buscar desconectar, para se conectar de verdade, como escreveu a Nuta no GWS. Daí que faz sentido que muitas pessoas queiram deixar de ser mais uma voz competindo com outras milhões pela nossa atenção, usando títulos sensacionalistas e apelando pra conteúdo de clique fácil, pra investir numa atenção focada, com algo que chega direto na caixa de entrada de alguém que se interessou o bastante para assinar a newsletter, confirmar o e-mail, etc.
Outro fator é a privacidade e a segurança. Numa internet tão pública e hostil, a caixa de e-mails parece ser um local mais seguro para as pessoas (principalmente as mulheres) escreverem sobre a própria vida e compartilhar por aí - mas não muito. Não sou famosa, longe disso, mas vários posts já deixaram de ser publicados aqui porque não me senti confortável de pensar que, com alguns cliques no Google, um colega de sala, do trabalho, parente distante (ou próximo), ou futuro empregador, pudesse encontrar aquilo. Nenhum desses posts nunca publicados é sobre algo que noooooossa, mas são temas que eu queria dividir com algumas pessoas, não todas. A Lena Dunham, por exemplo, optou por lançar uma newsletter em vez de um site para não ter que lidar com haters, o que é uma preocupação muito válida, e tem vários outros exemplos de pessoas que se sentiram mais confortáveis escrevendo de forma mais reservada, para menos pessoas, do que nessa internet velha e sem porteira.
E é isso! Não tem muito segredo. A newsletter é como se fosse um blog, mas que você recebe direto no seu e-mail. Há um sentimento de mais intimidade, de ter alguém falando diretamente com você, e acredito que deve gerar conversas mais produtivas do que uma caixa de comentários. É uma plataforma muito bacana que eu tenho adorado descobrir, e se antes entrava no meu e-mail torcendo para ter alguma coisa pessoal que fosse além de trabalho, notificações e ofertas da Amazon, agora fico ansiosa para receber minhas newsletters favoritas.
Atendendo a pedidos, vou dividir algumas com vocês.
Então eu gosto de e-mails. E blogs. Não tenho muito foco na vida e quanto mais centralizadas estejam as minhas coisas, melhor. Assim, nunca me adaptei a nenhum agregador de feeds (não, nem ao Google Reader) e sempre que gosto de um blog vou logo procurando se é possível receber as postagens por e-mail. Acho que foi assim que comecei a me interessar pelas newsletters, que antes era como se chamava esse serviço de receber posts via e-mail, mas não sei exatamente quando voltou a ser uma thing, com conteúdo próprio e específico para aquilo. Adorei a proposta e comecei a assinar todas as que apareciam na minha frente, mas não abria nenhuma. Ia sempre deixando pra depois, pro fim de semana, pra quando eu tivesse tempo, até nunca mais. Menos as newsletters de animais do Buzzfeed, essas eu abro assim que aparecem.
Daí um dia eu abri uma, fiquei interessada, e foi um caminho sem volta. Me tornei uma viciada em newsletters que de fato lê newsletters. Sempre que comento sobre elas alguém pergunta o que é, como funciona, o que assinar, e eu fico deixando pra depois. Pois bem, a hora é agora. Querido leitor, esse é o Newsletter 101 by So Contagious.
01) Anna, o que é uma newsletter?
De forma bem direta, a newsletter é um boletim informativo, com um conteúdo que chega para os assinantes direto no e-mail.
02) Tá, isso eu sei, mas o que é uma newsletter em 2016?
Bom, se antes as newsletters eram usadas mais por sites grandes pra fazer um apanhadão de conteúdo, tipo o melhor da semana selecionado a partir de interesses específicos dos usuários, lista de links e coisas mais generalizadas, de repente as newsletters começaram a ser adotadas por gente comum, com os conteúdos mais diversos. A maioria das newsletters que eu assino são bem pessoais: às vezes a pessoa escreve sobre algo que aconteceu naquele dia, uma crônica, resumo da semana, compartilha links legais e faz algumas reflexões. Quase como, ou exatamente como, um blog pessoal, desses old school que todo mundo adora dizer que estão morrendo.
03) Ué, mas então por que a pessoa não faz um blog???
Eu também já me fiz esse questionamento, mas acho que esse movimento (?) tem um pouco a ver com dois fatores. O primeiro é que a galera está meio saturada do excesso de informações e conteúdo da internet. Gente, a rede mundial de computadores está grande demais. Tem tanto site, blog, vídeo, rede social, opinião, lista, foto, tanto TUDO, que a reação de muitas pessoas é fugir um pouco disso. Li uma vez que vivemos a fase de euforia com a internet e agora podemos amadurecer essa relação, canalizando nossa energia e nosso tempo em coisas que realmente nos interessam, em vez de tentar abraçar o mundo, consumindo tudo e ficando por dentro de todo o conteúdo que se multiplica em progressão geométrica na rede. Pensar em slow internet é buscar desconectar, para se conectar de verdade, como escreveu a Nuta no GWS. Daí que faz sentido que muitas pessoas queiram deixar de ser mais uma voz competindo com outras milhões pela nossa atenção, usando títulos sensacionalistas e apelando pra conteúdo de clique fácil, pra investir numa atenção focada, com algo que chega direto na caixa de entrada de alguém que se interessou o bastante para assinar a newsletter, confirmar o e-mail, etc.
Outro fator é a privacidade e a segurança. Numa internet tão pública e hostil, a caixa de e-mails parece ser um local mais seguro para as pessoas (principalmente as mulheres) escreverem sobre a própria vida e compartilhar por aí - mas não muito. Não sou famosa, longe disso, mas vários posts já deixaram de ser publicados aqui porque não me senti confortável de pensar que, com alguns cliques no Google, um colega de sala, do trabalho, parente distante (ou próximo), ou futuro empregador, pudesse encontrar aquilo. Nenhum desses posts nunca publicados é sobre algo que noooooossa, mas são temas que eu queria dividir com algumas pessoas, não todas. A Lena Dunham, por exemplo, optou por lançar uma newsletter em vez de um site para não ter que lidar com haters, o que é uma preocupação muito válida, e tem vários outros exemplos de pessoas que se sentiram mais confortáveis escrevendo de forma mais reservada, para menos pessoas, do que nessa internet velha e sem porteira.
E é isso! Não tem muito segredo. A newsletter é como se fosse um blog, mas que você recebe direto no seu e-mail. Há um sentimento de mais intimidade, de ter alguém falando diretamente com você, e acredito que deve gerar conversas mais produtivas do que uma caixa de comentários. É uma plataforma muito bacana que eu tenho adorado descobrir, e se antes entrava no meu e-mail torcendo para ter alguma coisa pessoal que fosse além de trabalho, notificações e ofertas da Amazon, agora fico ansiosa para receber minhas newsletters favoritas.
Atendendo a pedidos, vou dividir algumas com vocês.

