terça-feira, 2 de julho de 2013

Aquele em que perdemos as nossas malas

Eis que dez meses depois a Máfia (ou pelo menos uma parte representativa dela) se encontra novamente. Por uma daquelas conjunturas mágicas em que um belo fim de semana um monte de gente encontra passagens aéreas baratas para um mesmo final de semana, que calha de ser aquele em que a Analu estreia o seu musical, na última sexta nos reunimos novamente. Parece que foi fácil e no início foi mesmo, mas se eu achava que a pior parte daquele dia seria pular da cama às três e meia da manhã para pegar um avião, eu estava muito enganada.

Não achando suficiente ter me feito passar pela semana mais cã do semestre até agora, com direito a cabelos perdidos por conta de relatórios atrasados e incontáveis horas de sono passadas ao lado do Word, o universo achou que ainda tinha mais contas a acertar antes de me entregar nos braços do meu fim de semana de folia, amigas e delícias. Porque eu já estava no ônibus rodando pela pista do aeroporto de Congonhas pronta para embarcar para Curitiba quando, depois de uma volta consideravelmente longa, sou informada de que meu voo havia sido cancelado. Meu sangue parou de circular e antes de pisar novamente na sala de embarque eu já tinha penhorado com Deus tudo que tenho de mais valioso (inclusive a saúde do meu sistema digestório, como diria a Milena) em troca daquela viagem sair. Logo. Como desespero pouco é bobagem, descubro que o voo da Rafinha e da Deyse também tinham sido cancelados e que o aeroporto de Curitiba estava fechado. 

O negócio é que estávamos no inverno e Curitiba é uma cidade com muita névoa. Analu já nos havia alertado disso, mas é difícil ser racional quando aquele fim de semana mágico, planejado, sonhado e idealizado por meses estava em jogo. Felizmente, em pouco mais de meia hora o aeroporto foi reaberto e embarquei, dessa vez de verdade, com menos de uma hora de atrasado. Por volta das onze da manhã já estávamos todas em solo Curitibano, gritando no aeroporto e quase quebrando portas de vidro por motivos de emoção e saudades extremas.

Acontece que o aeroporto de Curitiba, na verdade, não fica em Curitiba. Para chegarmos ao centro da cidade é preciso tomar um ônibus que faz as viagens do aeroporto até a cidade, que costumam demorar mais ou menos uma hora, dependendo do trânsito. Fomos o caminho inteiro conversando e rindo sem parar,  ou melhor, gralhando, como faz questão de colocar a mãe da Analu (sdds, tia Mônica!). Porque se no Facebook nós temos o caps lock, ao vivo e a cores não podemos simplesmente falar alto e sermos histéricas, temos que GRALHAR para o terror dos outros passageiros. Imbuídas desse espírito de empolgação que descemos no ponto e conhecemos a tia Mônica, e estava indo tudo muito bem até que o ônibus arranca e a gente se dá conta de que as malas estão lá dentro. 

A Tary e a Deyse juram que estavam paradas em frente ao bagageiro esperando o motorista descer para abrir a porta para nós, mas eu confesso que nem lembrava mais que tinha mala. Foi só mesmo quando vi o busãozinho cinza descer a rua que lembrei da minha mala vermelha, das roupas de frio que estavam lá dentro e da cesta de cinco quilos que minha mãe inventou de comprar como um presente para os Bussular por terem me hospedado. Enquanto nós, as gralhas, olhávamos perplexas e paralisadas, gargalhando de nervoso e incredulidade do momento Friends que acabava de nos ocorrer, tia Mônica foi a única que pensou rápido o bastante para correr atrás do ônibus e bater na lateral. E nada. O motorista até ameaçou parar, mas achou de bom tom seguir em frente e cumprir com seus horários. 

Suspeito motivos de vingança contra as seis garotas gralhas que resolveram perturbar a sua paz matinal. Porque ele sabia quem nós éramos. Sabia que tínhamos malas. Não é por nada não, mas seis garotas cheias de malas e falando sem parar não é o tipo de coisa que passa despercebido, então suponho que ele escolheu nos ignorar para ver quanto tempo levaria até que a falta de mala nos fizesse calar a boca. Ou então ele simplesmente não estava a fim de carregar minha cesta de quitutes mineiros muito pesados novamente. 

Sei que nós rimos, rimos bastante, porque não havia mais o que fazer. Tia Mônica cuidou da parte do barraco e algumas horas depois conseguimos recuperar nossas trouxinhas. Mas, como bem disse a Dedê, a gente estava rindo porque tinha uma adulta sensata entre nós para lidar com a situação, do contrário estaríamos deitadas em posição fetal embaixo do banco, chorando e barganhando nossos bens mais preciosos e leiloando o sistema digestório inteirinho (com um rim de brinde) em troca das bagagens (e eu, se estivesse sozinha, só daria pela falta delas horas depois, quando fosse buscar algo na mala) - que foram cheias de roupas de frio e voltaram com  histórias. Essas, pelo menos, eu não esqueço no ônibus. 

Chandler e Joey nos representam

14 comentários:

  1. HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHHAAHHAHAHAHAHAHA Só consigo pensar que você me acusou de creicice aguda por usar a palavra 'busãozinho' e escreveu isso no seu post. Fala a verdade, amiga, você admira esse meu lado negro.

    Só podia ser você a designada a contar essa proeza.

    Te amo <3

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  2. Eu ri muito dessa história. Só podia ser vocês. HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHA
    Mas, como disse, ainda bem qeu vocês estavam com roupas! Porque se tivessem com roupa de calor e depois esfriasse, aí sim seria um problema!
    Quero mais posts sobre os momentos épicos!
    Sdds
    <3

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    1. Aff, odeio quando estou pelada e perco as malas.. HAHAHHAHAHA

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  3. HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAH, sabe o que é, Bavis? Se cada uma de nós é desastrada e zicada por natureza, imagina quando juntam todas? Aí acontece tudo de uma vez só. Dei muita risada. E dei muita risada do comentário da Tary. Tary, amo sua creicice tbm! hahaha Amo voces.

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  4. HAUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHAUHAUAHUAHUAHAUHAU Você é a gênia que lembrou junto comigo do episódio de Friends em que eles esquecem o bebê no ônibus, e agora eu tô GARGALHANDO alto no meu quarto imaginando que, se tia Mônica não estivesse ali pra nos salvar, nós ou choraríamos em posição fetal mesmo ou sairíamos correndo atrás do ônibus, depois que caísse a ficha, igualzinho ao Joey e ao Chandler na foto do post.
    Puta merda.
    QUE. COISA. MAIS. FRIENDS.
    Certeza que foi vingança, amiga, você ainda duvida?!
    Ainda não superei, e ainda sinto vontade de voltar ali naquele momento só pra gritar mais uma vez: "Bicho, o ônibus tá indo embora com as nossas malas!!!"

    Traduzo o post inteiro com um simples comentário: Sdds malas.

    Bom que conseguimos recuperar o Chico — que depois acabou com a menina do So Contagious, ajoelhada na cozinha da Analu, com uma faca na mão.

    Anyway, ninguém tira minhas histórias da mala, não. E eu só as tiro daqui quando for pra arrumar a casa e dar espaço às novas que virão muito em breve, espero eu.

    Saudades, Mary Jane (Analu vai precisar jogar no Google!)

    Te amo!
    Beijo <3

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  5. HSAUHSUAHS MAS GENTE.

    Ai como eu queria tanto tanto tanto ter ido. Cada foto é um aperto no coração, sério. Porque minha vontade de conhecer vocês é infinita. E ver aquele vídeo que a Couth (ou foi a Rafinha?) fez e postou no youtube, me fez ter saudade de algo que eu nunca vivi.

    E essa história hilária das malas? HAUAHUAHUAHUH Eu ficaria surtadinha da silva no lugar de vocês. Mas ainda bem que a mãe da Analu assumiu tudo e trouxe tudo de volta. <3

    Espero estar com vocês no próximo encontrão. ♥♥♥ Já tô guardando o dindin HAHAH

    Beijo :)

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    1. Eba, Larie!
      Esperaremos por você!!! <3

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  6. HAHAHAHAHAHAHAHA, ai gente. Jamais esquecerei. Foi...chocante.
    E eu estava falando com meu pai no telefone e gritei "NOSSAS MALAAASSSS" e o meu pai tadinho ficou "O QUE? TÃO ASSALTANDO VOCÊS??" HAHAHAHAHA, ai meu deus.
    Eu não sei o que faríamos sem tia Mônica. Sdds tia Mônica. <3

    SDDS TODAS. aff

    Um beijo minha ruiva maravilhosa. <3

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  7. Deus sabe o quanto esperei por esse texto desde o minuto em que tudo aconteceu! Se nossa vida não se encaixasse em Friends, não seríamos nós. Nossas referências podem ser desesperadoras, mas são amor.
    Esse final de semana foi inesquecível: Duas paixões absolutas e irrefutáveis da minha vida no mesmo momento.
    E eu amo tanto vocês, e amo tanto você, e esse texto, e tô com tanta saudade que não sei mais o que comentar. <3

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  8. Ai gente eu imagino a loucura que deve ter sido. E vocês todas juntas quanto amor... todas "desmaladas" mas com o coração lá no céu por estarem juntas. Tudo bem sentir inveja de vez em quando né?

    rs

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  9. PRIMEIRO COMENTÁRIO FÃ BABONA DA MÁFIA QUE EU FAÇO:

    AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Mas isso só poderia acontecer com vocês! af!
    Repetir na vida real um dos meus momentos favoritos de FRIENDS só podia ser com vocês! ♥♥
    Imagino que quando aconteceu isso com vocês cês aproveitaram porque essas o coisas são tão particularmente Máfia que acontecem pra provar que quando vocês tão juntas podem tudo! AIAI

    PS: Moro nessa cidadezinha onde fica o aeroporto de Curitiba. Esse busãozinho cinza passa na rua do lado da minha casa, aliás, se eu tivesse coragem teria ido com o Beberick e com a Analu buscar cês tudo no aeroporto!

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  10. Mas gente, que situação, hein!
    Eu vi tuas fotos no face com roupitchas de frio lá em Curitiba. Tão singela, tão linda!
    E que bom que você recuperou suas coisas. e o reencontro foi feito. Parabéns para todas.
    Abraços.

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  11. Como eu gostaria de viver esses momentos com vocês. Parece tudo tão especial.
    Quanto ao acontecimento do texto: risos. kkkkkkkkkkk Sério, eu fiquei imaginando a situação todinha.

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  12. poxaaaaaa que azar! rsrs...
    mas pelo menos vcs encararam tudo isso com bom humor :)

    É ultimamente por aqui o transito está péssimo devido a essas obras da copa... Mas dependendo do lugar que você quer ir de São José dos Pinhais para Curitiba pode demorar muito, mesmo de carro :(

    mas espero que vcs tenham gostado da cidade :D

    :*

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