quarta-feira, 27 de abril de 2011

Como Treinar Seu Dragão - o livro

Seis semanas pro vestibular e enquanto eu deveria estar colocando as catracas pra funcionar e tentar ao menos engrenar a leitura de Memórias Sentimentais de João Miramar, resolvi que o negócio mesmo era voltar alguns anos no tempo e começar a ler um livro sobre vikings e dragões. Dois amigos meus já tinham me contado que era realmente bacana, e ao ver a edição lindinha com ilustrações divertidas que minha prima tinha, quis ler na hora. Abri a primeira página pra ver como era e quando vi já era noite e o livro estava no fim.

Acho que a gente deveria buscar reler os livros da nossa infância, e ler pela primeira vez outros também, porque além de toda a fantasia e os recursos utilizados para atrair as crianças, os bons livros infantis e infanto-juvenis possuem um algo a mais muito bacana que, quando mais novos, nós não temos a vivência e até mesmo a malícia para sacar. E nas entrelinhas dessas leituras a gente acaba descobrindo muito sobre a gente, talvez por elas "conversarem" com nosso eu-infantil que nunca morre, mas fica ali guardadinho esperando uns insights da vida para se manifestar.

O livro conta a história de Soluço Spantocicus Strondus III, um garotinho viking, filho do líder da tribo dos Hooligans Cabeludos, Stoico - O Imenso (os nomes são muito ótimos), que ao contrário do que todos esperam dele - um herdeiro do trono imponente, forte e assustador - é um garotinho ruivo franzino que não serve nem para pegar um dragão; o seu é de uma pequenez impressionante e ainda por cima não tem dentes. Sua maior aflição é não atingir às expectativas de todos. O resto é aquela história, ele vai vivendo sua vidinha até que sua valentia é posta a prova e ele precisa mostrar que o Destino está certo e que no fundo ele é mesmo o herdeiro do trono e um futuro líder digno para sua tribo e blablabla. Tudo isso com dragões e vikings briguentos e engraçados, temperado com uma prosa muito divertida que chega a beirar o deboche vez ou outra. Sem falar das adoráveis ilustrações que ocupam praticamente todas as páginas, que mais parecem desenhos feitos com grafite por uma criança.

Li numa sentada e não vejo a hora de ler as continuações (Como Ser Um Pirata, Como Falar Dragonês...). Não assisti ao filme, mas um amigo meu disse que é bem diferente do filme, apesar de ser bacana. 
O melhor de tudo foi meu pai, todo intrigado pra saber qual era aquele livro no qual eu passei o feriado com o nariz enfiado, pegar o exemplar e suspirar: "Isso é um livro infantil?!!". Foi mal aí, Oswald de Andrade!



13 comentários:

  1. Ai que delícia!
    Estava realmente pensando em reler alguns clássicos que super fizeram parte da minha infância e desse meu contato mais intenso com a leitura. Estava há umas duas semanas conversando com a minha irmã sobre reler os da Ruth Rocha (que eu simplesmemte a-ma-va quando criança) e os da série "Quem tem medo de" (conhece estes?) que são ótimos também cada um falando de um medo infantil tipo escuro, mar,etc. Nossa como eu adorava estes!
    Minha meta de leitura agora é o Monteiro Lobato que, na minha infância, foi uma leitura impossível (lembro que odiei muito e por isso mesmo também detestava o sítio do pica-pau amarelo). Na verdade Monteiro Lobato na minha cabeça não foi feito pra criança ler. (Não sei mesmo se é isso, pois meu trauma foi tão grande que nunca mais peguei de novo num livro dele, logo minhas impressões ditas aqui são ainda de quando criança)
    Mas isto são planos para as férias!
    Adorei o post, me fez relembrar tantas coisas.
    E também achei ótima essa sua iniciativa de desopilação do vestibular. ;)
    Um beijo e boa semana!

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  2. Ah que bacana! Não prestei vestibular mas imagino a pressão que tu deve estar sofrendo, super legal a escapulida pra não surtar de vez RS

    Eu tenho um livro gigante aqui em casa com vários contos de fadas, de vez em quando me dá a louca e eu pego pra reler, sempre rio e sempre me encanto com a magia daquelas palavras... Reviver a infância é sempre bom né? ^^

    Beijo

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  3. esses dias eu estava falando sobre isso... meus livros da infância. tenho um que amo, li novamente há um ano: "oito minutos dentro de uma fotografia".

    tenho um projeto para reviver tais leituras com minha turma de pós.


    bjsmeus

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  4. Que vontade enorme de ler esse livro. Esses posts são uma tortura pra mim! Haha.
    Nunca vi o filme também, já me disseram que é diferente, mas mesmo assim tenho vontade de ver.
    Esses dias reli "Cobertor de estrelinhas", um livro ótimo que eu li quando criança. Descobri bem mais coisas relendo agora. (:
    Mágico.
    Beijo Anna.

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  5. Quando eu peguei ALICE, que nem é um livro infantil, pra ler minha mãe ficou: "ai, você não tem vergonha de ler esses livros de criança não?"
    Eu também sou a favor das releituras infantis! :D

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  6. Anna Vitória, querida. Tou cansada de concordar com você em tudo. Mesmo assim, vim aqui de novo dizer "concordo plenamente".

    Eu nunca li esse livro, mas quando você comentou no twitter que estava lendo eu logo pensei no filme. Que fui ver no cinema, por sinal. Muito gracinha! E eu, fã de desenhos animados, muitas vezes me pego na prateleira de infanto juvenis das livrarias. Porque eu li todos os da biblioteca da escola, mas queria todos pra mim. Queria reler tudo. Eu sou apaixonada por livros infantis e infanto-juvenis e acho uma tremenda falta de respeito com os mesmos quando alguém os menospreza, assim como o seu pai. Porque é a partir desses livros que a gente começa a gostar de ler. São esses livros que nos impulsionam e nos levam para uma maturidade de leituras à lá Oswald de Andrade. E sabe, não acho nada de ruim estarmos aqui, na maturidade toda da coisa, e de repente querer voltar a ler um livro infantil. Redescobrir aquele encanto, aquelas figuras. Ah, sei lá, eu nunca cresço. E meu sonho de consumo é um livro de poesias do Ziraldo, sobre as letras do alfabeto. hahah.

    Beijo!

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  7. Eu vi o filme, achei uma gracinha. Imagino que seja completamente diferente (sempre é), mas agora fiquei com vontade de ler o livro.
    Tem uns livros infantis que eu tenho muita vontade de reler, mas não tenho mais. É uma pena.
    Bjos

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  8. Achei esse livro um dia e fiquei com vontade de ler assim que preguei os olhos na capa! Espero comprar logo logo!

    E no comentário do teu post anterior eu esqueci de me apresentar! sou a dona do falecido Zarnillian, você já comentou lá algumas vezes. Depois de tanto tempo resolvi criar outro blog!

    Beijo!

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  9. Gosto muito de literatura infantil. Nao estilinho monteiro Lobato, para crianças que hoje são adultos usando fraldas geriatricas, mas do tipo para crianças como nossas irmãs mais novas ou filhos da vizinha e da amiga do colégio..
    Anna, #ficadica: leia, por favor, LEIA ESTE LIVRO: Kafka e a Boneca Viajante, de Jordi Sierra i Fabra, é um livro infantil que, além de distrair, é uma lição de vida. Um beijo!

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  10. Ah, eu assisti o filme e é maravilhoso, chorei muito no final e enfim. Dos livros eu só li o Como ser um pirata, entre os intervalos do colégio e no ônibus, durante dois dias, é maravilhoso, sem falar na capa que é linda e os desenhos super fofos nas páginas, adorei-o demais ♥_♥

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  11. Primeiro a Jana e Irena, agora você falando de livro infantil. Beijos, amanhã tô indo na Saraiva comprar um livro bem lindo! (mentira, deixa receber meu salário antes hihi)

    P.S.: FALTOU FOTO!!! =(

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  12. Sempre bom, sempre mesmo, recordar...
    A infância principalmente, sendo através de agradável leitura.

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  13. Queria encontrar o do Marcelo, Marmelo, Martelo... e também um que contava a história da Chapeuzinho Vermelho de um jeito estranho e tinha uns desenhos inspirados em cartas de baralho... ah, e tinha também uma coleção de coelhos, que moravam em tocas de árvores... ahhh, como eu queria encontrar novamente estes livros... cuidei com carinho, depois que nasceram as duas irmãs, acabaram com tudo! rs...

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