sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um bolo a la paulista.

Nós nos vemos umas quatro vezes por ano, e nos falamos quase nunca nesses intervalos, mas tenho meu primo Pedro como um irmão. Quando ele vem - nos grandes feriados e nas férias - ficamos juntos vinte e quatro horas por dia, acho que nunca vou achar alguém no mundo que se pareça tanto comigo e compartilhe os mesmos gostos. Nossa conversa parece inacabável e quando ele está aqui, ou eu lá, vamos dormir sempre com o dia quase raiando, porque é tanta coisa para ser colocada em dia e que não pode ser parcelada em interurbanos de horas aos domingos - que raramente acontecem - ou grandes conversas no msn e scraps resumidores dos últimos dias - que acontecem mais frequentemente, mas não tiram a necessidade da conversa detalhada ao vivo.

Quando soube que ele vinha esse final de semana, assim sem mais nem menos, fiquei muito feliz. Coisas grandes e louconas tem acontecido na minha vida, e eu preciso muito contar tudo pra ele, que é meu balde de água fria nas horas necessárias e a pessoa que ralha comigo dizendo que eu me preocupo muito com tudo. Já havia programado o sábado na piscina, a madrugada assistindo dvds (que eu já estava selecionando), no domingo passaríamos o dia deitados na varanda comendo Bis e conversando, iríamos ao cinema a noite e o resto do tempo seria muito bem gasto no What The Movie. Aí ontem nos encontramos no msn e ele estava super empolgado para ouvir detalhadamente minhas novidades, e eu precisava sair do computador porque estava tronxa de sono e Viver a Vida já havia começado (e já merece um post!!!), disse que no sábado acordaria cedo para podermos conversar, quando ele solta: "Ah, eu não vou não"

"Como assim você não vem, Pedro?" "Ah, eu tô muito atolado. Provas/trabalhos/coisas que eu tenho que aprender/cadernos para colocar em dia. Você deve saber, seu estado natural é estar atolada" Aí eu revoltei. Ele é a pessoa mais tranquila com escola que eu conheço, desses que não sabem necas de matemática, estudam na madrugada do dia da prova, chegam e fecham. Sabe como é? E ainda me critica um monte, diz que eu sou desesperada, que eu levo tudo muito a sério, que eu estou enlouquecendo... Então ele simplesmente não vem por causa de assuntos escolares. Prometi pra ele que faríamos um domingo nerd, eu faria suas tarefas atrasadas e ainda lhe explicava as matérias (ele é um ano mais novo), mas era tarde demais, as passagens já haviam sido compradas.

Eu, como maior representante dos Desesperados Com Estudos S.A, entendo a tensão. Mesmo. Mas isso não me impede de ficar com raivinha, porque desmarquei todos os meus compromissos pro fim de semana por causa dele. O que me consola é que em outubro vamos viajar juntos e serão dias incríveis de calor e verão, praia sol e guarda-sol. Mas agora, só de pirraça, vou assistir os filmes que eu tinha pensado que seria legal ver com ele, aqueles que a gente tinha combinado de ver junto. Hahahahahahaha. Mesmo sabendo que da próxima vez que ele vier, ou eu for pra lá, eu vou reassistir - de bom grado - todos os filmes com ele.



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